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Goiás, Paraíba e Alagoas tiveram os maiores crescimentos despesas correntes em 2025
Os estados de Goiás, Paraíba e Alagoas apresentaram os maiores crescimentos, em termos percentuais, de suas despesas correntes em 2025 frente a 2024, enquanto São Paulo (6%) e Amapá (2%) tiveram os menores índices de crescimento desse indicador no período. No entanto, o estado do Amapá foi o único estado que teve redução da receita corrente de 2024 para 2025. Os dados estão no Relatório Resumido de Execução Orçamentária em Foco dos Estados + DF do 6º bimestre de 2025, publicado nesta terça (24/02) pelo Tesouro Nacional.
Na comparação entre os bimestres, todos os Estados apresentaram elevação em suas despesas correntes, sendo que em 20 das 27 UF analisadas o percentual de crescimento desse indicador foi superior ao observado na receita corrente. A análise considera as receitas correntes realizadas e despesas correntes empenhadas até o fim de 2025.
Quando considerada a receita corrente, os Estados que apresentaram os maiores aumentos no período analisado foram Roraima, Acre e Alagoas com 13%. Na comparação com 2024, todos os Estados apresentaram elevação em suas receitas correntes realizadas, sendo as menores elevações verificadas nos estados de São Paulo (5%) e Espírito Santo (6%) e pelo estado do Amapá com redução de sua receita em 9%.
As despesas de pessoal tiveram a maior participação na composição das despesas correntes em relação à receita total em todos os Estados, com destaque para Rio Grande do Norte (75%), Rio Grande do Sul (64%) e Minas Gerais (63%). Por outro lado, os Estados com menores gastos nessa rubrica foram o Piauí (39%) e Espírito Santo (41%).
Outro grupo importante de gastos dos entes subnacionais são as despesas de investimentos, com os maiores níveis verificados no Espírito Santo (20%) e Maranhão (16%). Já os Estados que tiveram os menores percentuais de suas receitas totais aplicadas em investimentos foram Rio Grande do Norte (4%) e Roraima, Amazonas e Rio de Janeiro com 5%.
Despesas por função
O RREO em Foco também apresenta os dados estaduais de despesas por função, que revela quanto os Estados gastam proporcionalmente em suas áreas de atuação, como educação, saúde, segurança pública e previdência social, entre outras. A composição da Despesa Total por Função leva em consideração as despesas empenhadas por função em relação à despesa total de 2025.
Na função Educação, os maiores percentuais de gasto em relação ao total foram registrados no Acre, Amapá e Paraná com 23%. Por outro lado, os estados do Espírito Santo e Piauí com 13% apresentaram os menores índices desse tipo de despesa.
Quando considerados as despesas com Saúde, os maiores valores foram verificados nos estados do Tocantins com 23% e nos estados do Amapá e Pernambuco com 22%. Já o estado do Mato Grosso do Sul foi o que teve menor gasto com a função Saúde com 11%.
Em Segurança Pública, Minas Gerais (20%) e Rio de Janeiro (16%) destacaram-se com as maiores alocações. Em contraste, Distrito Federal (4%) e São Paulo (5%) apresentaram os menores percentuais de despesa empenhada na função.
Restos a pagar e dívida consolidada
Os Estados que liquidaram os maiores percentuais de Restos a Pagar (RAP) em 2025 em relação ao total de RAP inscritos até́ o final de 2024 foram Pará (86%), Mato Grosso do Sul (84%) e Pernambuco (82%). Os menores índices de pagamento foram registrados pelos Estados do Amapá (25%), do Acre e de Minas Gerais com 53%. Um baixo percentual de RAP pago ao longo do ano é um indicativo de dificuldade em honrar despesas antigas.
O Relatório traz ainda a variação da Dívida Consolidada (DC) apurada em 2025 em relação à Dívida Consolidada verificada em 31 de dezembro do ano anterior. No período analisado, Rio Grande do Norte (35%), Maranhão (33%) e Roraima (27%) foram os Estados que tiveram os maiores crescimentos neste indicador, enquanto o Sergipe (-15%), Mato Grosso (-14%) e Acre (-11%) foram os Estados que mais reduziram a DC no período analisado.
RREO em Foco
O RREO em Foco - Estados e DF é uma publicação bimestral que traz os principais dados da execução orçamentária das 27 Unidades da Federação, reunindo as informações da execução orçamentária de todos os poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo também o Ministério Público e a Defensoria Pública.
O relatório é elaborado com base nos documentos que os próprios entes publicam no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), gerido pelo Tesouro Nacional.