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MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL PRESIDÊNCIA ASSESSORIA DE ASSUNTOS ECONÔMICOS Boletim Mensal de Propriedade Industrial Estatísticas Preliminares Rio de Janeiro Outubro 2016 Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI Presidente Luiz Otávio Pimentel Vice-Presidente Mauro Maia Unidade Responsável Assessoria de Assuntos Econômicos – AECON Marina Filgueiras Jorge Portal do INPI: http://www.inpi.gov.br/estatisticas E-mail: aecon@inpi.gov.br Autores Marina Filgueiras Jorge Felipe Veiga Lopes Vívian Íris Barcelos Fernando Linhares de Assis Gustavo Travassos Vicente Freitas Assessoria de Assuntos Econômicos do INPI Rua São Bento 1, Centro, Rio de Janeiro, CEP 20090-010, telefone: (21) 3037-4000 Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Economista Claudio Treiguer – INPI B688 Boletim mensal de propriedade industrial: estatísticas preliminares. / Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Presidência. Assessoria de Assuntos Econômicos (AECON) - - Vol. 1, n.1 (2016) - - Rio de Janeiro: INPI, 2016Mensal Disponível em: <http://www.inpi.gov.br/estatisticas> 1. Propriedade industrial – Brasil - Estatísticas. 2. Propriedade industrial – Brasil Boletim informativo. 3. Propriedade industrial – Brasil - Indicadores. I. Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Brasil). CDU: 347.77:31(81) B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 2 INTRODUÇÃO O Boletim Mensal de Propriedade Industrial é uma publicação que tem como principal objetivo fornecer uma visão geral sobre os serviços prestados pelo INPI. São apresentados dados preliminares, obtidos a partir dos pedidos de depósito protocolados no Instituto, e algumas decisões – eventos que encerram a tramitação do pedido, sejam eles de caráter técnico ou administrativo –, a partir de despachos publicados na Revista da Propriedade Industrial (RPI). Lançado em janeiro de 2016, o Boletim é disponibilizado no portal do INPI (http://www.inpi.gov.br/estatisticas) a partir do dia 10 de cada mês e tem como objeto analisar o comportamento das estatísticas preliminares do mês anterior. Além das publicações mensais, ainda estão previstas edições extras abordando outras informações relevantes sobre o uso da propriedade industrial no Brasil. As estatísticas preliminares dos depósitos de propriedade industrial do INPI começaram a ser aferidas a partir de janeiro de 2013 pela Assessoria de Assuntos Econômicos (AECON). No final dessa publicação, constam as considerações metodológicas acerca da obtenção e tratamento dos dados utilizados. A metodologia e as tabelas completas também estão disponíveis na parte relativa às estatísticas no portal do INPI. Em sua décima edição, o Boletim Mensal de Propriedade Industrial de outubro de 2016 apresenta os dados relativos a setembro de 2016. Neste mês, os pedidos de depósitos de propriedade industrial totalizaram 2.685 patentes, 14.522 marcas, 619 desenhos industriais, 114 programas de computador, 70 contratos de tecnologia e 1 pedido de registro de indicação geográfica. Em relação ao mês anterior, apresentaram aumento: patentes (10,5%) e desenhos industriais (14,2%). Enquanto, as demais formas de proteção tiveram queda no mesmo período: marcas (-6,4%), programas de computador (-42,1%), contratos de tecnologia (-23,1%) e topografia de circuitos integrados (-100%). Os pedidos solicitados de forma eletrônica nesse mês corresponderam a 89% em patentes, 94% em desenhos industriais , 87% em contratos de tecnologia e 99% em marcas. No que tange às decisões, em setembro de 2016 foram concedidas 324 patentes e registradas 8.949 marcas, 225 desenhos industriais, 171 programas de computador e 2 indicações geográficas. Foram averbados 117 contratos de tecnologia. B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 3 DESTAQUES | SETEMBRO 2016 Tabela I – Pedidos de Propriedade Industrial Período PATENTES MARCAS DESENHOS INDUSTRIAIS PROGRAMAS DE COMPUTADOR CONTRATOS INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS TOPOGRAFIAS DE CIRCUITOS INTEGRADOS Anual 2013 2014 2015 34.050 33.182 33.043 163.422 157.016 158.709 6.847 6.590 6.039 1.508 1.609 1.616 1.725 1.710 1.400 6 12 12 4 1 3 Acumulado no ano Janeiro/2016 Fevereiro/2016 Março/2016 Abril/2016 Maio/2016 Junho Julho Agosto Setembro 22.901 2.203 2.372 2.680 2.567 2.633 3.027 2.304 2.430 2.685 124.937 10.746 11.626 15.466 12.498 14.081 15.564 14.923 15.511 14.522 4.439 326 498 506 483 460 553 452 542 619 1.253 115 91 137 133 155 160 151 197 114 741 75 81 83 92 71 98 80 91 70 3 0 0 0 0 1 0 0 1 1 7 0 0 0 0 0 6 0 1 0 4.001 2.430 -32,9 10,5 14.265 15.511 1,8 -6,4 405 542 52,8 14,2 141 197 -19,1 -42,1 108 91 -35,2 -23,1 0 1 0 1 0,0 -100,0 Acumulado no ano Jan-Set/2016 (A) Jan-Set/2015 (B) Var. % (A)/(B) 22.901 25.143 -8,9 124.937 118.708 5,2 4.439 4.505 -1,5 1.253 1.092 14,7 741 1.029 -28,0 3 1 200,0 7 1 600,0 Acumulado de doze meses Out/2015 - Set/2016 (C) Out/2014 - Set/2015 (D) Var. % (C)/(D) 30.801 33.773 -8,8 164.938 159.471 3,4 5.973 6.130 -2,6 1.777 1.558 14,1 1.112 1.550 -28,3 14 4 250,0 9 1 800,0 Comparação mês a mês Setembro/2015 Agosto/2016 Var. % Set/2016 / Set/2015 Var. % Set/2016 / Ago/2016 Em setembro de 2016, os pedidos de patentes alcançaram 2.685, uma retração de 32,9% em relação a setembro/2015 e uma expansão de 10,5% em relação a agosto/2016. Com este resultado, o acumulado no ano foi para 22.901, 8,9% menor do que os 25.143 pedidos apresentados em igual período do ano anterior. Os pedidos de registro de marcas alcançaram 14.522, em setembro de 2016, o que representa uma expansão de 1,8% em relação a setembro/2015 e uma retração de 6,4% sobre agosto/2016. O acumulado no ano foi para 124.937, 5,2% maior do que os 118.708 pedidos apresentados em igual período do ano anterior. (ver nota metodológica) Com relação aos pedidos de desenhos industriais, foram 619 pedidos depositados em setembro/2016. Uma expansão de 52,8% sobre o mesmo mês do ano anterior e de 14,2% em relação a agosto/2016. O acumulado no ano foi para 4.439, 1,5% menor do que os 4.505 pedidos apresentados em igual período do ano anterior. Foram solicitados 114 pedidos de registro de programas de computador em setembro/2016, uma retração de 19,1% sobre igual período do ano anterior e de 42,1% em relação a agosto/2016. O acumulado no ano foi para 1.253, 14,7% maior do que os 1.092 pedidos apresentados em igual período do ano anterior. No que tange às averbações de contratos, foram apresentados 70 pedidos no mês de setembro/2016. Uma retração de 35,2% em relação a setembro/2015 e de 23,1% em relação a agosto/2016. Com este resultado, o acumulado no ano foi para 741, 28% menor do que os 1.029 pedidos apresentados em igual período do ano anterior. 4 B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. Em setembro/2016 foi computado 1 pedido de registro de indicação geográfica, totalizando 3 pedidos acumulados neste ano. Não foi computado nenhum pedido de registro de topografia de circuitos integrados e o acumulado no ano totaliza 7 pedidos. Tabela II – Pedidos de Patentes e Marcas por Tipo Período Patentes de Invenção PATENTES Modelos de Utilidade MARCAS Certificado de Adição Produtos Serviços Coletivas Certificação Anual 2013 2014 2015 30.884 30.342 30.219 3.032 2.734 2.718 134 106 106 70.781 66.703 66.237 91.341 89.098 91.174 1.057 978 946 243 237 352 Acumulado no ano Janeiro/2016 Fevereiro/2016 Março/2016 Abril/2016 Maio/2016 Junho Julho Agosto Setembro 20.688 2.003 2.174 2.435 2.327 2.398 2.764 2.031 2.151 2.405 2.161 198 195 234 231 230 258 267 273 275 52 2 3 11 9 5 5 6 6 5 52.330 4.626 4.961 6.628 5.211 6.106 6.445 6.124 6.145 6.084 71.558 6.032 6.566 8.722 7.190 7.861 8.991 8.650 9.246 8.300 770 69 65 81 66 86 88 116 87 112 279 19 34 35 31 28 40 33 33 26 3.733 2.151 -35,6 11,8 260 273 5,8 0,7 8 6 -37,5 -16,7 5.674 6.145 7,2 -1,0 8.467 9.246 -2,0 -10,2 88 87 27,3 28,7 36 33 -27,8 -21,2 Acumulado no ano Jan-Set/2016 (A) Jan-Set/2015 (B) Var. % (A)/(B) 20.688 23.086 -10,4 2.161 1.983 9,0 52 74 -29,7 52.330 49.655 5,4 71.558 68.061 5,1 770 734 4,9 279 258 8,1 Acumulado de doze meses Out/2015 - Set/2016 (C) Out/2014 - Set/2015 (D) Var. % (C)/(D) 27.821 30.952 -10,1 2.896 2.711 6,8 84 110 -23,6 68.912 66.868 3,1 94.671 91.284 3,7 982 1.006 -2,4 373 313 19,2 Comparação mês a mês Setembro/2015 Agosto/2016 Var. % Set/2016 / Set/2015 Var. % Set/2016 / Ago/2016 Em setembro de 2016, foram solicitados 2.405 pedidos de registro de patentes de invenção, uma retração de 35,6% em relação a setembro/2015 e uma expansão de 11,8% em relação a agosto/2016. Por outro lado, os pedidos de registro de modelos de utilidade alcançaram 275 pedidos, indicando expansão de 5,8% em relação a setembro/2015 e de 0,7% em relação a agosto/2016. Com relação aos certificados de adição, foram apresentados 5 pedidos, o que representa uma retração de 37,5% em relação a setembro/2015 e de 16,7% em relação a agosto/2016. Os pedidos de registro de marcas de produtos alcançaram 6.084 pedidos, em setembro de 2016, o que representa uma expansão de 7,2% em relação a setembro/2015 e uma retração de 1% sobre agosto/2016. No que se refere às marcas de serviços, foram apresentados 8.300 pedidos no mês de setembro/2016, indicando uma retração de 2% em relação a setembro/2015 e de 10,2% em relação a agosto/2016. Já em relação às marcas coletivas, foram 112 pedidos de registro, observando-se uma expansão de 27,3% em relação a setembro/2015 e de 28,7% em relação a agosto/2016. Foram apresentados 26 pedidos de registro de marcas de certificação, uma retração de 27,8% em relação a setembro/2015 e de 21,2% em relação a agosto/2016. (ver nota metodológica) B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 5 Figura I – Pedidos de Propriedade Industrial por Mês (Jul/2015 – Set/2016) B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 6 PEDIDOS ACUMULADOS EM 12 MESES Os depósitos acumulados de patentes, no período de outubro/2015-setembro/2016, totalizaram 30.801, uma queda de 8,8% sobre o período outubro/2014-setembro/2015, quando alcançaram 33.773. A evolução desse indicador apresenta tendência de queda a partir de outubro/2015, influenciada principalmente pelo comportamento dos depósitos de patentes de invenção. Entre outubro/2015-setembro/2016 as patentes de invenção totalizaram 27.821 depósitos, uma queda de 10,1% sobre o período anterior, quando alcançaram 30.952. Em contraste, os depósitos acumulados de modelos de utilidade totalizaram 2.896, apresentando expansão de 6,8% sobre o período anterior, quando alcançaram 2.711 depósitos. Já os depósitos acumulados de certificados de adição totalizaram 84 pedidos de registro, frente a 110 depósitos no período anterior, observando-se uma retração de 23,6%. Os depósitos acumulados de marcas, no período de outubro/2015-setembro/2016, totalizaram 164.938 pedidos, um aumento de 3,4% sobre o período anterior (159.471). Embora com algumas oscilações, o indicador apresenta tendência de alta desde novembro de 2015. Marcas de Produto e marcas de serviço, que em conjunto correspondem a mais de 99% dos depósitos de marcas, apresentaram comportamento similar. No período de outubro/2015-setembro/2016, as marcas de produto totalizaram 68.912 e as de serviço 94.671 depósitos, representando expansão, respectivamente, de 3,1% e 3,7% em relação ao período de outubro/2014-setembro/2015. Uma tendência de retração mas com leve recuperação em setembro/2016 é observada nos pedidos acumulados em 12 meses de desenhos industriais. No período de outubro/2015-setembro/2016, os pedidos de desenhos industriais totalizaram 5.973, uma queda de 2,6% sobre o mesmo período do ano anterior, com 6.130. Uma tendência de queda contínua desde abril/2015 é observada nos pedidos de averbações de contratos, que totalizaram 1.112, no período de outubro/2015-setembro/2016, indicando queda de 28,3% sobre o mesmo período do ano anterior (1.550). Tendência oposta ocorre para os depósitos acumulados em 12 meses de programas de computador que, apesar de algumas oscilações, acumularam 1.777 depósitos no período outubro/2015setembro/2016, indicando crescimento de 14,1% sobre o período anterior (1.558). No período acumulado nos últimos 12 meses, indicações geográficas alcançaram 14 pedidos. Topografias de circuitos integrados alcançaram 9 pedidos no mesmo período. B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 7 Figura II – Pedidos Acumulados em 12 meses B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 8 PEDIDOS ACUMULADOS EM JANEIRO-SETEMBRO/2016 SISTEMAS ON-LINE PARA DEPÓSITOS Dos pedidos de patentes acumulados no período janeiro-setembro/2016, 89% foram de forma eletrônica, por meio do e-Patentes. O serviço eletrônico foi relativamente mais utilizado entre não residentes, que apresentaram 94% dos depósitos na forma eletrônica, do que entre residentes do Brasil, que apresentaram 74% dos depósitos na forma eletrônica. Na modalidade de patentes de invenção, o serviço eletrônico contou com 90% de adesão, e manteve a mesma proporção entre os residentes e não residentes observada em patentes. Já na modalidade de modelos de utilidade o serviço eletrônico contou com 74% de adesão, sendo 96% entre não residentes e 73% entre residentes. Com relação aos pedidos de marcas, 99% foram apresentados pelo e-Marcas, com elevada utilização pelos não residentes (99,7%) e residentes (98,9%). O sistema on-line para depósito de desenho industrial (e-Desenhos), que passou a ser oferecido em maio de 2015, contou com 91% do total de pedidos, sendo bem utilizado por residentes (90%) e não residentes (91%). Do total de pedidos de averbações de contratos, 85% foram apresentados através do e-Contratos. Entre não residentes, esse percentual alcançou 93% e, entre residentes, 84%. Os pedidos de programas de computador, topografias de circuitos integrados e de indicações geográficas ainda não contam com serviços de depósito eletrônico. Figura III – Pedidos de Propriedade Industrial por Mídia de Entrada e Origem de Depositante (2013 – Setembro/2016) B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 9 EM FOCO | PERFIL E EVOLUÇÃO DOS PEDIDOS POR PAÍS DEPOSITANTE 2016 PATENTES Ao analisar os 2.685 pedidos de patentes depositados em setembro de 2016, observa-se que 2.405 foram de patentes de invenção, 275 de modelo de utilidade e 5 certificados de adição. No total, clientes de 44 países solicitaram proteção de patentes. Entre os 10 países que mais depositaram pedidos de patentes de invenção, estiveram os Estados Unidos (33%), Brasil (19%), Alemanha (8%), Japão (7%), França (5%), Suíça (4%), Holanda (4%), China (3%), Reino Unido (3%) e Suécia (2%). Entre os depósitos de modelo de utilidade, depositantes residentes do Brasil foram responsáveis por 97% dos pedidos. No acumulado janeiro-setembro de 2016, foram depositados 22.901 pedidos de patentes: 20.688 de patentes de invenção, 2.161 de modelo de utilidade e 52 certificados de adição. No total, clientes de 82 países solicitaram proteção de patentes. Entre os 10 países que mais depositaram pedidos de patentes de invenção, estiveram os Estados Unidos (32%), Brasil (18%), Alemanha (8%), Japão (7%), França e Suíça (5% cada), Holanda (4%), China e Reino Unido (3% cada) e Itália (2%). Entre os depósitos de modelo de utilidade, depositantes residentes do Brasil foram responsáveis por 96% dos pedidos. Entre janeiro e setembro de 2016, do total de pedidos de patentes de invenção, 72% representaram a entrada na fase nacional de pedidos PCT. Nesse período, dentre os 10 países que mais depositaram pedidos de patentes de invenção, todos depositaram mais de 82% dos seus pedidos via PCT, à exceção do Brasil, com apenas 2,3% desses pedidos via PCT. MARCAS Ao analisar setembro de 2016, dos 14.522 pedidos de marcas depositados, 8.300 foram marcas de serviço (57%), 6.084 marcas de produto (42%), 112 marcas coletivas (0,8%) e 26 marcas de certificação (0,2%). Depositantes de 55 países solicitaram proteção para suas marcas: os do Brasil 10 B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. foram responsáveis por 84% dos pedidos e os dos Estados Unidos, por 5%. Em seguida, vieram os pedidos de Alemanha, Suíça, França, China, Japão, Reino Unido (1% cada), República da Coréia do Sul (0,5%) e Holanda (0,4%). No acumulado janeiro-setembro de 2016, foram depositados 124.937 pedidos de marcas: 71.558 foram marcas de serviços (57%), 52.330 marcas de produto (42%), 770 marcas coletivas (0,6%) e 279 marcas de certificação (0,2%). Nesse período, depositantes de 102 países solicitaram proteção para suas marcas: os do Brasil foram responsáveis por 83% dos pedidos e os dos Estados Unidos, por 5%. Em seguida, vieram os pedidos da Alemanha (2%), França, México, Reino Unido, Suíça, China, Japão e República da Coréia do Sul (1% cada). DESENHOS INDUSTRIAIS Em setembro de 2016, foram depositados 619 pedidos de desenhos industriais realizados por depositantes de 23 países. Entre os principais depositantes, os do Brasil foram responsáveis por 340 ou 55% dos pedidos, seguido por Estados Unidos com 13%. Entre os 10 principais ainda aparecem: Alemanha (8% cada), Suécia (7%), Japão (5%), França (3%), Holanda (2%), República da Coréia do Sul, Chile e Áustria (1% cada). No acumulado janeiro-setembro de 2016, foram depositados 4.439 pedidos de desenhos industriais realizados por depositantes de 47 países. Entre os principais depositantes, os do Brasil foram responsáveis por 2.511 ou 57% dos pedidos, seguidos por Estados Unidos (15%) e Alemanha e Japão (5% cada). Entre os 10 principais ainda aparecem: França, Holanda e Suécia (3% cada), República da Coreia do Sul e Itália (2% cada) e Suíça (1%). CONTRATOS Em setembro de 2016, foram depositados 70 pedidos de averbação de contratos, dos quais 25 (36%) envolveram a alteração do certificado já existente, 14 (20%) serviço de assistência técnica e o fornecimento de tecnologia cada um, 10 (14%) o uso de marcas, e 3 (4%) o uso de franquia. Depositantes de 6 países solicitaram averbação de contratos, sendo os pedidos, na sua maioria, protocolados por representantes do Brasil (90%), podendo ser cedente ou cessionário. No acumulado janeiro-setembro de 2016, foram depositados 741 pedidos de averbação de contratos, dos quais 276 (37%) envolveram a alteração de certificado já existente, 188 (25%) o serviço de assistência técnica, 114 (15%) o uso de marcas, 111 (15%) o fornecimento de tecnologia, 28 (4%) envolveram mais de uma categoria, 18 (2%) o uso de franquia e 6 (0,8%) a exploração de patentes e desenhos industriais. Depositantes de 20 países solicitaram averbação de contratos, sendo os pedidos, na sua maioria, protocolados por representantes do Brasil (87%), podendo ser cedente ou cessionário. B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 11 Figura IV – Pedidos de Patente por País de Origem dos Depósitos (Jan-Set/2016) B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 12 EM FOCO | PERFIL E EVOLUÇÃO DOS PEDIDOS DE RESIDENTES EM 2016 PATENTES DE INVENÇÃO No mês de setembro de 2016, os depósitos de residentes de patentes de invenção diminuíram 7% (446 pedidos) em relação ao mês anterior, afetados pela queda nos pedidos de instituições de ensino e pesquisa e governo (-43%), de associações e sociedades de intuito não econômico (-8%) e MEI, microempresas e EPP (-4%). Por outro lado, houve aumento nos depósitos de empresas de médio e grande porte (25%) e pessoas físicas (4%). No acumulado janeiro-setembro de 2016, entre os 3.682 depósitos de residentes, destacaram-se: pessoas físicas (1.858 depósitos ou 50%); instituições de ensino e pesquisa e governo (755 ou 21%); empresas de médio e grande porte (668 ou 18%); MEI, microempresa e EPP (310 ou 8%) e associações e sociedades de intuito não econômico (91 ou 2%). MODELOS DE UTILIDADE No mês de setembro de 2016, os depósitos de modelos de utilidade por parte de residentes (267 depósitos) aumentaram 2%, em relação a agosto/2016, afetados pelo aumento nos depósitos de empresas de médio e grande porte (83%). No entanto, apresentaram redução em seus depósitos as instituições de ensino e pesquisa e governo (-20%), MEI, microempresa e EPP (-18%) e pessoas físicas (-6%). No acumulado janeiro-setembro de 2016, entre os 2.069 depósitos de residentes, a categoria das pessoas físicas foi a principal depositante com 1.453 pedidos ou 70% do total. As demais categorias apresentaram o seguinte comportamento: empresas de médio e grande porte (284 pedidos ou 14%); MEI, microempresa e EPP (277 pedidos ou 13%); instituições de ensino e pesquisa e governo (50 pedidos ou 2%) e associações e sociedades de intuito não econômico (5 ou 0,2% dos pedidos). MARCAS No mês de agosto de 2016, o total de depósitos de marcas, por parte dos residentes, alcançou o valor de 12.195 e apresentou, em relação ao mês anterior, variação negativa de 8%, influenciada pela redução nos pedidos das associações e sociedades de intuito não econômico (-31%), MEI, microempresa e EPP (-12%) e pessoas físicas (-7%). Em direção oposta, apresentaram aumento em seus depósitos: cooperativas (98%), instituições de ensino e pesquisa e governo (27%) e empresas de médio e grande porte (0,2%). No acumulado janeiro-setembro de 2016, entre os 103.237 depósitos de marcas, efetuados por residentes no Brasil, destacaram-se: MEI, microempresa e EPP com 51.337 pedidos ou 50% do total; empresas de médio e grande porte (26.736 ou 26%) e pessoas físicas (21.108 ou 20%). As demais categorias apresentaram participação menor: associações e sociedades de intuito não econômico (3.100 ou 3%); instituições de ensino e pesquisa e governo (611 ou 1%) e cooperativas (345 ou 0,3%). DESENHOS INDUSTRIAIS No mês de setembro de 2016, os depósitos de desenhos industriais por parte de residentes (340 depósitos) mantiveram-se iguais aos do mês de agosto. Foi observado aumento nos depósitos de instituições de ensino e pesquisa e governo (50%) e pessoas físicas (40%), contrabalançados pela diminuição nos depósitos de empresas de médio e grande porte (-36%), associações e sociedades de intuito não econômico (-25%), e MEI, microempresa e EPP (-22%), enquanto as cooperativas não apresentaram depósitos de desenhos industriais em setembro de 2016. B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 13 No acumulado janeiro-setembro de 2016, foram efetuados por parte dos residentes 2.511 depósitos de desenhos industriais, destacando-se as seguintes categorias: pessoas físicas (1.188 pedidos ou 47%); empresas de médio e grande porte (847 pedidos ou 34%) e MEI, microempresa e EPP (407 pedidos ou 16%). Outras categorias apresentaram menor participação: instituições de ensino e pesquisa e governo (56 pedidos ou 2%) e associações e sociedades de intuito não econômico (12 pedidos ou 0,5%). PROGRAMAS DE COMPUTADOR E OUTROS No mês de setembro de 2016, o total de depósitos de programas de computador alcançou o valor de 114 depósitos e apresentou, em relação ao mês anterior, variação negativa de 42%, influenciado pela diminuição nos pedidos efetuados por associações e sociedades de intuito não econômico (-52%), empresas de médio e grande porte (-50%), instituições de ensino e pesquisa e governo (-37%), pessoas físicas (-36%) e MEI, microempresa e EPP (-35%). No acumulado janeiro-setembro de 2016, entre os 1.250 depósitos de programas de computador, efetuados por residentes no Brasil, destacaram-se: instituições de ensino e pesquisa e governo (342 pedidos ou 27,4%), empresas de médio e grande porte (339 pedidos ou 27,1%) e pessoas físicas (284 pedidos ou 23%). As demais categorias apresentaram a seguinte participação: MEI, microempresa e EPP (169 pedidos ou 14%); associações e sociedades de intuito não econômico (112 pedidos ou 9%); e cooperativas (4 ou 0,3%). No caso das averbações de contratos, no mês de setembro de 2016, foram apresentados 63 pedidos, indicando diminuição de 18%, quando comparado ao mês de agosto. No acumulado no período janeiro-setembro de 2016, foram apresentados 641 pedidos de averbação de contratos, sendo que 93% (594 pedidos) foram apresentados por empresas de médio e grande porte, 5% (30 pedidos) por MEI, microempresa e EPP. As demais categorias apresentaram a seguinte participação: Instituições de ensino e pesquisa e governo (9 pedidos ou 1%); associações e sociedades de intuito não econômico e pessoas físicas (3 pedidos ou 0,5%, cada); e cooperativas (2 ou 0,3%). B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 14 Figura V – Pedidos de Propriedade Industrial dos Residentes por Tipo de Depositante (Jan-Set/2016) B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 15 PATENTES Depósitos Decisões Arquivamentos Concessões Indeferimentos Desistências Homologadas 2014 33.182 22.336 16.574 3.123 2.586 53 2015 33.043 15.842 8.978 3.895 2.864 105 jul/16 2.304 1.788 1.072 430 284 2 ago/16 2.430 2.676 2.114 316 232 14 set/16 2.685 1.740 1.141 324 269 6 2016* Δset/ago 22.901 10,5% 21.700 -35,0% 15.801 -46,0% 3.461 2,5% 2.398 15,9% 40 -57,1% 2014 157.016 157.600 42.276 85.810 27.399 2.115 2015 158.709 189.916 56.413 96.050 36.814 639 jul/16 14.923 17.523 6.180 7.617 3.482 244 ago/16 15.511 19.341 3.986 11.051 3.874 430 set/16 14.522 17.919 5.376 8.949 3.368 226 2016* Δset/ago 124.937 -6,4% 140.830 -7,4% 37.021 34,9% 71.327 -19,0% 30.130 -13,1% 2.352 -47,4% DESENHOS INDUSTRIAIS Depósitos Decisões Arquivamentos Concessões Indeferimentos 2014 6.590 4.662 223 4.339 100 2015 6.039 5.008 1.508 3.285 215 jul/16 452 1.110 32 947 131 ago/16 542 702 41 559 102 set/16 619 253 5 225 23 2016* Δset/ago 4.439 14,2% 8.068 -64,0% 756 -87,8% 6.082 -59,7% 1.230 -77,5% PROGRAMAS DE COMPUTADOR Depósitos Registros 2014 1.609 1.770 2015 1.616 1.128 jul/16 151 108 ago/16 197 40 set/16 114 171 2016* Δset/ago 1.253 -42,1% 2.007 327,5% CONTRATOS DE TECNOLOGIA Depósitos Decisões Arquivamentos Averbações Indeferimentos 2014 1.710 1.899 67 1.771 61 2015 1.400 1.672 246 1.383 43 jul/16 80 132 7 123 2 ago/16 91 141 2 137 2 set/16 70 129 11 117 1 2016* Δset/ago 741 -23,1% 1.061 -8,5% 48 450,0% 956 -14,6% 57 -50,0% INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS Depósitos Decisões Arquivamentos Concessões Indeferimento 2014 12 5 2 3 2015 12 4 jul/16 1 1 ago/16 1 - set/16 1 2 2 - 2016* TOPOGRAFIAS DE CIRCUITO INTEGRADO Depósitos 2014 ago/16 1 set/16 - 2016* MARCAS Depósitos Decisões Arquivamentos Concessões Indeferimentos Pedidos Considerados Inexistentes 4 2015 1 3 jul/16 - B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 3 6 Δset/ago 0,0% 6 7 Δset/ago -100,0% 16 B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 17 NOTAS METODOLÓGICAS O boletim informa os pedidos depositados no INPI-Brasil, no mês ou ano de referência. São considerados pedidos depositados aqueles pedidos protocolados no INPI-Brasil. A metodologia de apuração dos depósitos de marcas foi revisada em janeiro de 2016, passando a considerar todos os pedidos protocolados independente do pagamento efetuado até a data de coleta dos dados. Vale esclarecer que, em média, 1% dos pedidos protocolados não apresenta pagamento e pode vir a ser considerado inexistente. Para as comparações em relação aos anos anteriores, esta diferença metodológica deve ser considerada nos valores mensais de 2016. As informações do boletim sobre os pedidos referem-se tanto a pedidos eletrônicos como em papel, sendo que estes podem também entrar por qualquer recepção do INPI-Brasil. E, independente da via de entrada, todos os direitos de proteção são válidos por todo o território nacional. Dessa forma, a coleta dos dados dos registros administrativos de entradas é feita junto ao Sistema de Protocolo Automatizado Geral – PAG. A coleta dos dados, que era feita no dia 10, passou a ser feita aproximadamente no dia 1° dia útil do mês seguinte ao da respectiva data de referência do boletim. As informações sobre decisões se referem às saídas, ou seja, são as principais decisões que dão fim ao processamento do pedido, tal como definidas por cada diretoria técnica, como por exemplo, arquivamentos, indeferimentos, concessões, pedidos inexistentes (no caso de marcas) e desistências (no caso de patentes), publicadas na RPI no mês de referência. Para compatibilidade com a nova metodologia dos depósitos de marcas, revisada em janeiro/2016, passaram a ser considerados como decisões de marcas os pedidos considerados inexistentes por falta de pagamento. Vale destacar que as decisões no mês de referência não se referem aos pedidos depositados no mesmo mês e que cada diretoria técnica tem seu tempo de processamento específico. Com relação a contratos de tecnologia, cabe a ressalva de que os requerimentos de averbação englobam os contratos novos e as petições de alteração de certificados de averbação, enquanto as decisões de arquivamento e averbação não discriminam contratos novos e petições a processos já constituídos. B. mens. Prop. Industr., Rio de Janeiro, v.1, n. 10, p. 1-18, out. 2016. 18