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Inclusão Socioeconômica
Beneficiários do Bolsa Família garantem 85% dos novos empregos formais gerados no Brasil
A inclusão produtiva de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica contribui para a geração de renda e a autonomia econômica. Estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV), elaborado com base em registros administrativos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aponta que beneficiários do Programa Bolsa Família responderam por 85,18% do saldo líquido de empregos formais registrado no país entre janeiro de 2023 e julho de 2026.
Segundo o levantamento, no período foram registradas 91,8 milhões de admissões e 86,4 milhões de desligamentos no mercado formal brasileiro, resultando em saldo líquido positivo de 5,38 milhões de postos de trabalho. Deste total, 4,58 milhões foram preenchidos por beneficiários do Bolsa Família.
O estudo da FGV também analisou o perfil dos beneficiários do Bolsa Família e dos inscritos no Cadastro Único inseridos no mercado formal, considerando aspectos como idade, gênero, raça e cor e escolaridade.
Faixa etária: a geração líquida de vagas esteve concentrada nos trabalhadores mais jovens. A faixa de 18 a 24 anos liderou o saldo entre beneficiários do Bolsa Família, com 1,85 milhão de empregos (40,52% do total do grupo). No Cadastro Único amplo, essa faixa respondeu por 2,69 milhões de postos (46,18%). A faixa de 30 a 39 anos veio em seguida, representando 20,97% do saldo do Bolsa Família e 16,39% do CadÚnico.
Gênero: as mulheres registraram participação superior à dos homens. Entre os beneficiários do Bolsa Família, elas são responsáveis por 2,54 milhões de vagas líquidas, correspondendo a 55,40% do saldo do grupo, contra 44,60% dos homens. No público do Cadastro Único, as mulheres representaram 52,10% (3,04 milhões de vagas) contra 47,90% do público masculino.
Raça e cor: os trabalhadores pardos beneficiários do Bolsa Família responderam pela maior parcela do saldo de empregos formais.
A categoria registrou 2,87 milhões de empregos, referentes a 62,71% do total, entre beneficiários do Bolsa Família; e 3,53 milhões no CadÚnico (60,47%). Trabalhadores brancos representaram 27,32% do saldo do Bolsa Família e 29,92% no Cadastro Único. Por fim, trabalhadores pretos somaram 8,81% do saldo do Bolsa Família e 8,59% no CadÚnico.
Escolaridade: A expansão dos empregos líquidos foi maior entre pessoas com ensino médio completo. No caso do CadÚnico, esse grupo respondeu por 4,20 milhões de postos líquidos, equivalente a 80,15% do saldo observado no recorte de escolaridade. Entre os beneficiários do Bolsa Família, a concentração também é elevada: foram 3,22 milhões de empregos líquidos, ou 78,24% do saldo do recorte.
Distribuição territorial
Entre os beneficiários do Bolsa Família, o estudo da FGV observa um padrão semelhante em valores absolutos, mas com diferenças relevantes na composição regional. São Paulo apresenta o maior saldo, com 1,09 milhão de postos líquidos, correspondentes a 23,82% do total do programa, seguido por Minas Gerais (448 mil; 9,78%), Rio de Janeiro (376 mil; 8,20%), Bahia (354 mil; 7,74%) e Paraná (234 mil; 5,11%).
Ao mesmo tempo, estados do Nordeste ganham importância relativa quando o foco passa do volume total para a participação dos beneficiários do programa. Bahia, Pernambuco e Ceará, por exemplo, combinam saldos absolutos expressivos com elevada participação dos beneficiários do Bolsa Família na geração líquida de empregos.
A leitura territorial evidencia saldo positivo em todas as Unidades da Federação: no período compreendido pela pesquisa, o número de admissões de beneficiários do Bolsa Família em postos de trabalho superou o de desligamentos em todos os estados e no Distrito Federal.
Assessoria de Comunicação - MDS