Notícias
ESCOLAS CONECTADAS
Internet muda rotina de escolas no interior do Pará e amplia oportunidades para alunos e professores
Foto: Gabriel Ferraz/Eace
A chegada da internet de qualidade já começa a transformar o dia a dia de alunos e professores em Santarém, no Pará. Em escolas onde antes faltava conexão até para tarefas básicas, hoje a tecnologia abre portas para novas formas de ensinar, aprender e sonhar com o futuro.
Para ver de perto essa mudança, uma comitiva com representantes dos Ministérios das Comunicações e da Educação, além de integrantes da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE), visitou nesta quinta-feira (30) três escolas da região atendidas pelo programa Escolas Conectadas.
A secretária-executiva do Ministério das Comunicações, Sônia Faustino, participou da agenda e destacou o impacto direto da conectividade na vida das pessoas.
“Quando a internet chega, ela não traz só conexão, ela traz oportunidade, inclusão e qualidade de ensino. Aqui, a gente vê na prática um Brasil que avança sem deixar ninguém para trás”, afirmou.
Na Escola Sagrado Coração de Jesus, na vila de Alter do Chão, cerca de 280 alunos já vivenciam essa nova realidade. Antes, professores dependiam de dados móveis para preparar aulas e atividades. Hoje, a internet faz parte da rotina escolar.
“Era muito difícil trabalhar sem conexão. Agora conseguimos pesquisar, aplicar atividades online e até lançar notas no sistema com mais facilidade. Mudou completamente o nosso dia a dia”, conta a diretora Lourdes Mara.
A transformação também chegou às áreas mais isoladas. Na Escola Ribeirinha Nossa Senhora da Assunção, dentro da Reserva Extrativista Tapajós, a internet tem feito diferença não só para os alunos, mas também para os professores.
A professora de português Myrlys Maria Sousa é um exemplo. Ela está concluindo o mestrado e diz que só conseguiu seguir com os estudos por causa da conectividade.
“Sou professora do interior e tive a oportunidade de fazer um mestrado graças à internet. Sem isso, seria muito difícil continuar meus estudos. Hoje, consigo ensinar e também seguir aprendendo”, relata.
Para a diretora Maria Reginalva Alves, a mudança vai além da tecnologia.
“Esse é um divisor de águas para a nossa comunidade. A conectividade aproxima, cria oportunidades e fortalece a educação. É um momento muito especial para todos nós”, afirma.
Além dessas unidades, a Escola Indígena Borari também integrou a visita, ampliando o alcance das ações para comunidades tradicionais da região.
O PROGRAMA
A iniciativa faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que busca levar internet de qualidade para todas as escolas públicas do país, com foco no uso pedagógico.
Dentro desse esforço, o projeto Aprender Conectado prevê levar internet de alta velocidade a cerca de 40 mil escolas até o fim de 2026, incluindo suporte para equipamentos e melhoria da infraestrutura.
A execução é coordenada pelo Ministério das Comunicações em parceria com a EACE, sob supervisão do Grupo de Acompanhamento do Custeio a Projetos de Conectividade de Escolas (GAPE).
Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: imprensa@mcom.gov.br | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628