O Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (PRONINC) foi regulamentado pelo Decreto nº 7.357, de 17 de novembro de 2010, com o objetivo de fortalecer o processo de incubação de empreendimentos econômicos solidários. Por meio da articulação entre universidades, institutos federais, organizações sociais e governos locais, o programa visa implementar incubadoras que atuem na formação e fortalecimento de cooperativas populares.
Essas incubadoras oferecem suporte técnico e metodológico, como capacitações em gestão, comercialização e produção, além de incentivar a autogestão, um dos princípios da economia popular e solidária. Dessa forma, o PRONINC busca transformar iniciativas informais ou fragilizadas em empreendimentos economicamente viáveis, geridos de forma coletiva e democrática.
O programa teve sua origem em uma ação articulada pelo Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (COEP), criado pela COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1995, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação Banco do Brasil (FBB). A primeira Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) foi responsável por desenvolver a metodologia de incubação de cooperativas populares e difundir essa tecnologia social para outras instituições de ensino do país.
Em 1997, foi criado oficialmente o PRONINC, com participação da Finep, do Banco do Brasil, da FBB e do COEP. Em 2003, a Finep e a Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, retomaram as discussões sobre os objetivos do programa, financiando novas incubadoras de cooperativas e apoiando as que já estavam em funcionamento.