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NOVAS ESTAÇÕES
Inmet e Apac assinam acordo para ampliar integração de dados meteorológicos em Pernambuco
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta sexta-feira (4), da 33ª edição da Agrinordeste, no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda. A programação incluiu a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), além da apresentação da expansão da rede de estações meteorológicas no Estado.
O acordo estabelece a cooperação entre as instituições para o intercâmbio de dados meteorológicos, a manutenção da infraestrutura das redes de estações automáticas e a integração das informações produzidas pela Apac ao sistema nacional de dados do Inmet.
O instrumento também prevê ações de apoio a estudos, pesquisas e aplicações nas áreas de meteorologia, climatologia e agrometeorologia. A cooperação tem vigência prevista de cinco anos.
“Pernambuco será o terceiro estado a ter uma cobertura completa no seu território das nossas estações meteorológicas. E isso só seria possível se nós tivéssemos essa parceria com a Apac. Isso não é apenas importante para os nossos produtores, isso é importante para todos os setores da sociedade”, disse o ministro André de Paula.
O ministro citou ainda a experiência de ampliação da rede em outros estados. “Eu tive no Rio Grande do Sul, foi o primeiro estado a ter cobertura 100%. A semana passada eu tive em Mato Grosso e hoje eu volto ao meu estado para anunciar essa cobertura também. E eu fico feliz que isso ocorra enquanto eu sou ministro de Agricultura e Pecuária”, afirmou.
REDE METEOROLÓGICA É AMPLIADA
Durante a agenda, também foi apresentada a expansão da rede meteorológica de Pernambuco, com cinco novas estações instaladas em Recife, Aliança, São José da Coroa Grande, Santa Cruz do Capibaribe e Itapissuma.
A ampliação aumenta a cobertura das observações meteorológicas no Estado e contribui para a obtenção de dados mais representativos das diferentes regiões pernambucanas. As informações coletadas pelas estações podem subsidiar atividades relacionadas à agricultura, aos recursos hídricos, à defesa civil, à pesquisa e ao planejamento.
Os dados também contribuem para o acompanhamento das condições de tempo e clima e de eventos meteorológicos adversos, oferecendo informações para apoiar a tomada de decisões pelo poder público e pela sociedade.
O diretor do Inmet, Carlos Alberto Jurgielewicz, destacou o processo de transformação e expansão da instituição. “O Inmet vem fazendo uma busca de transformar o que era um instituto de meteorologia para um instituto de inteligência meteorológica, buscando se aproximar do agro, buscando se aproximar da ciência e buscando aumentar a sua ampliação”, afirmou.
Dentro do projeto de expansão, Pernambuco deverá receber outras 13 estações até o final de novembro. “Dentro do projeto da bacia do São Francisco, Pernambuco será contemplado e instalada até o final de novembro mais 13 estações meteorológicas”, afirmou Jurgielewicz.
De acordo com o diretor, o Estado tinha 11 estações do Inmet até junho deste ano e, agora, passa a contar com 16 após a nova etapa de expansão. A rede da Apac também será integrada ao banco de dados nacional. “A Apac tem 23 estações meteorológicas no estado de Pernambuco, da mesma qualidade que o Inmet tem no Brasil inteiro. Totalmente automática e totalmente digital. Então, essa rede da Apac está integrando o banco de dados nacional para contribuir com a meteorologia nacional”, explicou.
VISITA TÉCNICA
Após a programação na Agrinordeste, o ministro André de Paula realizou visita técnica à estação meteorológica de Recife, instalada na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
A visita permitiu conhecer a infraestrutura e os equipamentos utilizados na coleta de dados meteorológicos e acompanhar o funcionamento da estação.
A reitora da UFRPE, professora Maria José de Sena, destacou a importância da instalação da unidade no ambiente universitário e o uso científico dos dados produzidos. “A instalação desta unidade numa universidade é diferente. Porque ela não é só uma estação que vai coletar dados e que vai subsidiar a tomada de decisão nas questões meteorológicas. Esse equipamento vem também fortalecer o ensino, a pesquisa, a extensão, a inovação”, afirmou.
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