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MISSÃO OFICIAL
André de Paula visita ICARDA e discute cooperação em pesquisa para regiões semiáridas
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, visitou, nesta sexta-feira (18/9), em Rabat, no Marrocos, o Centro Internacional de Pesquisa Agrícola em Áreas Secas (ICARDA, na sigla em inglês). A agenda teve como foco a cooperação em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para regiões áridas e semiáridas.
O ICARDA atua há mais de quatro décadas em pesquisas relacionadas à agricultura em áreas secas, com trabalhos voltados ao desenvolvimento de variedades adaptadas, manejo de solo e água, sistemas de produção e resiliência das comunidades rurais.
Durante a visita, o ministro conheceu a parceria desenvolvida entre o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), o Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica do Marrocos (INRA) e o ICARDA, que desenvolvem pesquisas voltadas ao melhoramento genético da palma forrageira (Opuntia spp.).
“É uma visita muito importante a um instituto de pesquisa que trabalha com áreas semiáridas que têm características muito semelhantes às nossas no Brasil. São pesquisas que buscam fortalecer a agricultura no semiárido e mostram como o conhecimento produzido pelos nossos pesquisadores pode contribuir também para outros países que enfrentam condições de clima e de produção semelhantes às nossas. É muito importante perceber que essa troca de conhecimento e experiências pode gerar resultados concretos para a agricultura e para as regiões produtoras”, destacou o ministro.
A cooperação envolve temas relacionados à agricultura em regiões áridas e semiáridas, produção animal, segurança alimentar e adaptação às condições climáticas. Em fevereiro de 2026, a parceria resultou na apresentação de uma demanda de cooperação técnica à Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
O diretor de Pesquisa do IPA, Henrique Castelletti, destacou a importância da cooperação para o desenvolvimento da agricultura no semiárido nordestino, especialmente em Pernambuco.
“Nós compartilhamos climas semelhantes e temos uma ciência que pode trabalhar de forma muito conjunta. Vamos colaborar na área de pesquisa com a palma forrageira e ampliar, no nosso estado e no nosso país, o desenvolvimento de outras variedades que possam ser resistentes aos nossos problemas, como a cochonilha-do-carmim e a escama”, observou Castelletti.
O programa conjunto de melhoramento já resultou no lançamento de variedades e na conservação de mais de 2 mil acessos de Opuntia. A próxima etapa contempla o desenvolvimento de variedades resistentes à cochonilha-do-carmim, praga que afetou plantios de palma no Marrocos.
Durante a visita, também foi apresentado o conceito dos 6Fs, que propõe diferentes formas de aproveitamento da palma ao longo da cadeia produtiva.
O modelo reúne seis áreas: Food (Alimento), com o aproveitamento de frutos e subprodutos; Fodder (Forragem), voltado à alimentação animal; Fashion (Moda), com a produção de óleo e couro vegano; Fuel (Combustível), a partir da geração de biogás; Fertilizer (Fertilizante), com a produção de composto; e Agroforestry (Agrofloresta).
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