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MISSÃO OFICIAL
Mapa participa do Seminário empresarial Brasil–Marrocos durante missão a CasaBlanca
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou nesta quinta-feira (17/9) do Seminário Empresarial Brasil–Marrocos, realizado em Casablanca, com autoridades marroquinas e representantes dos setores produtivos.
O intercâmbio comercial entre Brasil e Marrocos alcançou cerca de US$ 2,8 bilhões em 2025. No primeiro semestre de 2026, o volume chegou a quase US$ 1,6 bilhão, quase 30% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. A relação comercial envolve produtos como açúcar bruto, milho e carne de frango, exportados pelo Brasil, enquanto os fertilizantes representam a maior parte das importações brasileiras provenientes do Marrocos.
Durante o seminário, André de Paula destacou a possibilidade de ampliar a relação entre os dois países para além da comercialização de produtos, com oportunidades em áreas como investimentos, pesquisa, ciência, tecnologia e agricultura tropical. “Não enxergamos o Marrocos apenas como um destino para produtos brasileiros. Enxergamos o Marrocos como um parceiro estratégico”, disse.
André de Paula ainda evidenciou a importância da segurança dos insumos agrícolas. “Segurança alimentar começa antes da colheita. Começa na segurança dos insumos necessários para produzir. E é justamente aqui que a parceria com o Marrocos ganha uma dimensão estratégica”, afirmou.
Para o embaixador do Brasil no Marrocos, Alexandre Parola, a relação comercial entre os dois países já apresenta uma base sólida e pode avançar para uma agenda de maior presença empresarial e investimentos. “Brasil e Marrocos não precisam inventar uma relação econômica. Ela já existe. Precisam torná-la mais previsível, mais integrada e capaz de gerar presença empresarial duradoura”, afirmou.
Segundo Parola, no primeiro semestre deste ano, os fertilizantes corresponderam a quase 90% das importações brasileiras provenientes do Marrocos. O embaixador também destacou a necessidade de ampliar a integração logística e transformar os fluxos comerciais existentes em relações empresariais de longo prazo. “Uma operação episódica produz uma boa venda. A presença produz confiança, informação e capacidade de crescer”, disse.