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REUNIÃO
Mapa e setor citrícola discutem abertura de novos mercados para o suco de laranja
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu com o diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura, Ibiapaba Netto, nesta quarta-feira (23/09), na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A reunião teve como principal objetivo discutir os desafios do setor brasileiro de suco de laranja e as perspectivas de abertura de novos mercados.
Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de laranja, com 13,5 milhões de toneladas, concentrando grande parte de sua produção e industrialização no estado de São Paulo. O país também ocupa o primeiro lugar no ranking de produção e exportação de suco de laranja, com 1,032 milhão de toneladas produzidas e 973 mil toneladas exportadas.
Durante a reunião, o ministro destacou a importância do diálogo com o setor e da atuação conjunta para ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados estratégicos.
“Temos boas oportunidades pela frente, e é muito importante manter esse diálogo, alinhando estratégias com a nossa equipe. Quero reiterar o nosso completo envolvimento, a nossa disponibilidade e a nossa vontade de estar ao lado de vocês na conquista de mercados importantes”, ressaltou o ministro André de Paula.
Ibiapaba Netto reforçou o interesse do setor citrícola na abertura de novas oportunidades comerciais, especialmente em mercados como os abrangidos pelos acordos Mercosul-Japão e Mercosul-Coreia do Sul. Segundo ele, Japão e Coreia do Sul são mercados estratégicos para os produtores brasileiros que buscam ampliar suas alternativas de exportação.
“Tivemos recordes em 2022, 2023, 2024 e 2025, e agora enfrentamos uma queda no consumo. Toda vez que isso acontece, começamos a olhar para onde podemos ganhar competitividade. O nosso produto tem uma característica muito interessante: não temos problemas sanitários de acesso aos mercados. Podemos vender laranja para praticamente qualquer país do mundo. O principal desafio são as barreiras tarifárias”.
A safra 2026/27 foi reestimada pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em 263,15 milhões de caixas para São Paulo e Triângulo/Sudoeste de MG, volume 3,1% superior à previsão inicial, em razão das chuvas. O resultado, no entanto, ainda representa uma redução de aproximadamente 10% em relação às 292,9 milhões de caixas da temporada anterior. As chuvas aumentam o peso e o tamanho dos frutos, mas podem reduzir o Brix e o rendimento industrial, além de dificultar a colheita.
Participaram da reunião a assessora especial, Sibelle Andrade; o coordenador-geral de Cereais da Secretaria de Política Agrícola, Gustavo Firmo; e a assistente de Relações Institucionais da CitrusBR, Maria Eduarda Contreiras.
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