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POLÍTICAS PÚBLICAS
Mapa apresenta políticas de apoio ao cooperativismo paranaense
A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu, nesta terça-feira (27/10), representantes da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Sistema Ocepar) para apresentar instrumentos de políticas públicas voltados ao desenvolvimento da agropecuária e discutir oportunidades para o setor cooperativista. Cerca de 20 representantes de cooperativas participaram do encontro.
A visita integrou a programação do IV Fórum de Inteligência e Educação Política do Sistema Ocepar, realizado pela primeira vez em Brasília, nos dias 27 e 28 de outubro.
Entre os temas discutidos estiveram o Plano Safra, o crédito rural, o seguro rural, os instrumentos de apoio à comercialização e a subvenção econômica, além de iniciativas para agregar valor aos produtos agropecuários e ampliar o acesso aos mercados internacionais.
“Temos aqui o momento oportuno para o diálogo do governo federal com os estados. A cooperativa é algo muito positivo e muito saudável para todo o sistema. Ela dá às cooperativas condições de estar atuando na ponta e dar uma escala para o produtor rural que ele individualmente poderia ter”, destacou o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos.
O secretário adjunto da SPA, Wilson Vaz, conduziu a reunião e apresentou áreas estratégicas do Ministério e instrumentos de políticas públicas relacionados às demandas do cooperativismo. “É muito importante promover esse diálogo entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o cooperativismo, especialmente para discutir instrumentos que estão na ponta e que podem contribuir para o desenvolvimento das atividades”, enfatizou.
O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, destacou o potencial de investimentos das cooperativas, especialmente na agroindústria. Segundo ele, o setor cooperativista paranaense poderá encerrar 2026 com faturamento de R$ 250 bilhões, a depender das condições macroeconômicas e climáticas. “É um trabalho de longo prazo e, para dar continuidade, os recursos do Ministério são fundamentais”, afirmou.
Também participaram do encontro, pela SPA, José Maria dos Anjos e Gustavo Firmo, do Departamento de Comercialização; João Cláudio Souza, do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário; e Luís Crisóstomo, do Departamento de Gestão de Riscos. Pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, participou o chefe de gabinete, Paulo Márcio Araújo.
INSTRUMENTOS DE APOIO À PRODUÇÃO E À COMERCIALIZAÇÃO
Entre os instrumentos apresentados estavam as medidas de garantia de preços mínimos aos produtores, o financiamento da cafeicultura e a subvenção à produção de cana-de-açúcar no Nordeste. Em 2026, o governo federal destinou R$ 270 milhões à subvenção, com apoio de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar produzida na região. Segundo José Maria, a medida considera os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e das adversidades climáticas sobre a atividade.
No financiamento agropecuário, foram apresentadas mudanças no Plano Safra 2026/2027 para aprimorar as condições de crédito e atender às demandas das cooperativas. Entre elas estão a ampliação dos limites de financiamento dos programas Prodecoop e Procap-Agro Giro, com valores diferenciados conforme o perfil da cooperativa, e a redução da taxa de juros do Procap-Agro Giro.
Outro destaque foi o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), que financia investimentos em infraestrutura de armazenagem. Conforme os parâmetros apresentados durante a reunião, o programa prevê juros de 8% ao ano para operações de até 12 mil toneladas e limite de crédito de até R$ 200 milhões para cooperativas de produção.
Os participantes também discutiram o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), os desafios orçamentários para a execução da política e as mudanças na legislação do seguro rural. As iniciativas relacionadas ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) também foram apresentadas. A ferramenta orienta o planejamento do plantio com base nos riscos climáticos e contribui para a adoção de práticas de manejo mais adequadas.
COMÉRCIO INTERNACIONAL E ACESSO A MERCADOS
A atuação do Mapa na negociação de acordos comerciais, na abertura de mercados e na promoção dos produtos agropecuários brasileiros no exterior foi apresentada pelo chefe de gabinete da SCRI, Paulo Márcio Araújo.
Durante a exposição, foi destacada a ampliação da participação brasileira em feiras internacionais, de 20 eventos em 2025 para 32 em 2026. Também foi ressaltada a atuação da rede de 40 adidos agrícolas brasileiros no exterior, que contribui para aproximar o Brasil de seus parceiros comerciais e apoiar os exportadores.
A diversificação da pauta exportadora e o fortalecimento do cooperativismo foram apontados como estratégias para ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado internacional e criar novas oportunidades para o setor agropecuário.
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