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PROGRAMA DE ESTÁGIOS
Indígenas e quilombolas agora têm reserva de vagas em estágios na administração pública federal
Estudantes indígenas e quilombolas agora têm reserva de vagas para estágios nos órgãos públicos federais. Três por cento serão destinados aos indígenas e 2% aos quilombolas. As regras já garantem reserva de 30% para estudantes negros e 10% para pessoas com deficiência.
Para acessar as vagas disponíveis nas cotas, é preciso se autodeclarar como pertencente a algum desses grupos. Isso é feito durante o preenchimento da inscrição.
A diretora de Planejamento da Força de Trabalho do Ministério da Gestão, Maria Aparecida Chagas, fala do impacto da iniciativa.
“É uma forma da administração pública contribuir para a trajetória formativa dessas pessoas; para auxiliar essas pessoas no mundo do trabalho, para auxiliar essas pessoas a entenderem quais são os códigos, a forma de atuação, o que é o trabalho”.
Marcelo Barbosa, da Representação Estudantil da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, argumenta que ter melhores chances de acessar o estágio é fundamental para esses estudantes.
“Nós vemos uma realidade em que os estudantes precisam sair de seus territórios para irem para as cidades, para fazer universidade. E esse auxílio financeiro das bolsas vai ajudar na permanência desses estudantes.”
Braulina, do povo Baniwa, faz doutorado na Universidade de Brasília, e comemorou a reserva de vagas em estágios como uma oportunidade de melhoria profissional para parentes de todas as etnias indígenas.
“Para que a gente tenha mais parentes qualificados na sua área e que tenha parentes com experiência no estágio e em outros lugares. É o primeiro passo de muitos sonhos que vêm. E estamos muito felizes.”
Cerca de 16 mil estudantes fazem estágios na administração pública federal. As oportunidades são para Nível Médio, Ensino Técnico, graduação e pós-graduação. Cada órgão divulga os estágios que oferece e tem até o início de setembro deste ano para se adaptar às novas regras de reserva de vagas.
Reportagem, Carlos Oliveira.