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ARQUIVO NACIONAL
Arquivo Nacional protege a memória e os direitos individuais em todo o Brasil
O Arquivo Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, atua em todas as regiões brasileiras. São escritórios em Manaus, Salvador, Porto Alegre e Brasília, além da sede no Rio de Janeiro.
A meta é garantir que nada da memória, da cultura, da vida de cada pessoa se perca.
Um caso exemplar é a atuação para recuperar o acervo de informações das pessoas atingidas pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul.
São documentos guardados em 24 órgãos do governo federal e que ficaram de 15 a 20 dias submersos.
Na ocasião, estratégias de recuperação foram construídas para atender as características de cada tipo de documentação.
Houve liberação de recursos, treinamento e capacitação de servidores dos órgãos atingidos.
As ações ainda estão em andamento. Segundo Flávia Conrado Rossato, chefe do Escritório Regional Sul do Arquivo Nacional, o impacto da iniciativa vai além do aspecto puramente material.
“A preservação, e a recuperação, ela é fundamental, porque ela assegura direito do acesso à informação e, também, diversos direitos que estão assegurados naqueles documentos. Como, por exemplo, aposentadorias, benefícios, comprovação de escolaridade. Enfim, quando a gente está falando de arquivos, a gente está falando sobre a vida das pessoas.”
Para aprimorar as políticas de arquivamento da memória brasileira, Brasília recebe, nessa semana, a Segunda Conferência Nacional de Arquivos.
A Diretora-Geral do Arquivo Nacional, Mônica Lima, lista questões contemporâneas enfrentadas nos debates.
“Uma delas é a transformação digital, além da chegada forte da inteligência artificial e suas possibilidades. Esse é um momento para trazer essas questões e discuti-las à luz das transformações que nós precisamos fazer, mas também à luz de critérios, de princípios muito fortes, muito caros para nós, como a soberania, a soberania digital.”
A Segunda Conferência Nacional de Arquivos ocorre até sexta-feira (27/05/26) na Capital Federal. Você pode acompanhar tudo no YouTube. Acesse as transmissões dos debates no canal oficial do Ministério da Gestão na plataforma.
De Brasília, Carlos Oliveira.