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POLÍTICAS AFIRMATIVAS
MGI destaca papel das ações afirmativas na construção de um serviço público mais diverso
MGI participa de debate sobre ações afirmativas no mundo do trabalho durante o 1º Fórum Nacional de Ações Afirmativas, em Brasília. Evento reúne especialistas e gestores públicos para avançar em políticas de inclusão e equidade no país. Foto: divulgação
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) participou, nesta quinta-feira (26/3), do painel Ações Afirmativas no Mundo do Trabalho, dentro da programação do 1º Fórum Nacional de Ações Afirmativas. Promovido pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), o evento segue até esta sexta-feira (27/3), em Brasília.
O painel reuniu especialistas e gestores públicos para discutir caminhos, desafios e perspectivas das políticas de ações afirmativas, com foco na promoção da igualdade racial no mundo do trabalho. A intenção foi promover o diálogo entre representantes de movimentos sociais, gestores públicos e instituições de ensino.
O painel contou com a presença de Maria Aparecida Chagas Ferreira, diretora de Provimento e Movimentação de Pessoal do MGI. A diretora apresentou a palestra “Lei de Cotas Raciais nos Concursos Públicos: impactos e desafios”. Em sua fala, abordou a trajetória e os avanços proporcionados pela política de cotas no serviço público federal, ressaltando seu papel fundamental na ampliação da representatividade racial nas instituições públicas.
Maria Aparecida Chagas chamou atenção para os desafios ainda presentes, como a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de implementação, monitoramento e fiscalização das políticas, além de destacar a importância de garantir não apenas o acesso, mas a permanência e progressão de pessoas negras no serviço público.
“A realização do Fórum reforça o compromisso da atual gestão do Executivo Federal com políticas públicas que promovam ações afirmativas para tornar a administração pública mais diversa e representativa do conjunto da população brasileira, o que vai se refletir em entregas mais identificadas com as principais demandas da sociedade”, ressaltou Maria Aparecida.
A mesa teve mediação de Marcilene Garcia de Souza, diretora de Ações Afirmativas do MIR, que abriu o debate destacando a importância de reflexões qualificadas para subsidiar os debates dos Grupos de Trabalho (GTs) previstos para o segundo dia do Fórum.
O painel também reuniu Helio Santos, liderança referencial sobre ações afirmativas no Brasil, que apresentou um panorama histórico das lutas sociais do movimento negro e institucionais para o avanço das ações afirmativas, explorando as intersecções entre os setores público e privado, e Guibson Trindade, comunicólogo, que discutiu as iniciativas voltadas à população negra no setor privado e suas conexões com políticas públicas.