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CONCURSO NACIONAL
MGI convoca pessoas candidatas habilitadas no CPNU 2 para a etapa de investigação social e funcional do cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou, nesta terça-feira (17/3), o Edital nº 85/2026, que convoca as pessoas candidatas habilitadas para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD) para a fase de Investigação Social e Funcional (ISF), de caráter eliminatório, no âmbito da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2).
A convocação foi publicada no Diário Oficial da União e contempla 712 pessoas candidatas habilitadas para o cargo, nas vagas imediatas e também na lista de espera, conforme o resultado definitivo da classificação final publicada nesta segunda-feira (16/3). A etapa de Investigação Social e Funcional integra o processo seletivo para ingresso na carreira e tem como objetivo verificar o atendimento aos requisitos exigidos para o exercício do cargo, conforme previsto nas normas que regem a seleção e a carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa.
As pessoas convocadas deverão preencher a Ficha de Informações Pessoais (FIP) e encaminhar a documentação exigida, nos termos do Edital MGI/Enap nº 1/2026, apresentando documentos como identidade, certidões criminais, comprovantes de residência e de vínculos profissionais dos últimos cinco anos, além de informações sobre escolaridade. O edital prevê ainda a possibilidade de diligências complementares, entrevistas e consultas a bancos de dados oficiais.
O cronograma da fase de Investigação Social e Funcional (ISF) prevê o período de 17 a 24 de março para o preenchimento da Ficha de Informações Pessoais (FIP), etapa obrigatória realizada em sistema próprio, seguindo o modelo disponibilizado no Anexo II do Edital MGI/Enap nº 1/2026. O resultado preliminar está previsto para ser divulgado em 22 de maio, com prazo para interposição de recursos entre os dias 25 e 29 de maio. Já o resultado definitivo da fase será publicado em 9 de junho, consolidando a conclusão dessa etapa de caráter eliminatório no concurso.
A investigação contará com apoio da Polícia Federal, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e poderá incluir levantamento social e funcional dos candidatos. O resultado classificará os participantes apenas como “apto” ou “inapto”. O MGI alerta que o não cumprimento das exigências previstas no edital, incluindo o preenchimento correto da FIP e o envio da documentação solicitada, poderá resultar na eliminação da pessoa candidata, na forma estabelecida pelas regras da seleção.
A convocação foi feita pelo MGI na condição de órgão supervisor da Carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa, criada pela Lei nº 15.141/2025, considerada estratégica para o fortalecimento das capacidades do Estado em áreas sensíveis à garantia de direitos, à segurança institucional e à atuação coordenada entre diferentes órgãos públicos. A realização da Investigação Social e Funcional também segue as diretrizes da Portaria MGI nº 4.964/2025, que regulamenta os critérios e parâmetros para a investigação social conduzida pelo MGI no âmbito da carreira.
Primeira seleção para a carreira
No CPNU 2, o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa contou com 250 vagas, integrando o Bloco Temático 7 - Justiça e Defesa. Trata-se da primeira seleção para a carreira, criada para fortalecer a atuação do Estado em áreas estratégicas relacionadas à justiça, à segurança e à defesa nacional. As vagas ofertadas serão distribuídas em órgãos que atuam diretamente na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas relacionadas à justiça, à defesa e à proteção de direitos, ampliando a capacidade de resposta do Estado em todo o território nacional.
A carreira foi estruturada para atrair profissionais com perfil técnico e visão transversal, capazes de atuar em temas complexos e intersetoriais, como políticas de segurança pública, defesa nacional, justiça, cidadania e integridade institucional. A publicação marca o avanço de mais uma etapa do concurso e dá continuidade aos procedimentos para o ingresso de novas servidoras e novos servidores em áreas estratégicas da administração pública federal.
O Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) já se consolidou como o maior processo seletivo integrado da história do país. Na segunda edição, foram ofertadas 3.652 vagas em 32 órgãos federais, com provas realizadas em 228 cidades, ampliando significativamente o acesso ao serviço público em todas as regiões do Brasil.
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