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GOVERNO DIGITAL
Gestão defende políticas públicas digitais mais inclusivas e alinhadas à diversidade da população
A secretária-adjunta de Governo Digital do MGI, Luanna Roncaratti, no evento Mulheres na Ciência, realizado no Sesi Lab, em Brasília. Foto: SGD/MGI
A secretária-adjunta de Governo Digital, Luanna Roncaratti, defendeu a importância da Administração Pública defender uma transformação digital mais inclusiva e conectada à diversidade da população. Luanna participou, na manhã desta quarta-feira (25/3), do evento Mulheres na Ciência, realizado no Sesi Lab, em Brasília. Na ocasião, a secretária-adjunta representou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
“A gente tem um desafio muito grande que é pensar e implementar soluções que sejam inclusivas. E não dá pra gente falar em inclusão se não pensarmos em mulheres, não pensarmos em todas as interseccionalidades de nossa população, e que influenciam a experiência que as pessoas têm na vida cotidiana”, afirmou a secretária-adjunta. “Então, esse olhar feminino, de quem, infelizmente, vivencia muitas violências e muitas desigualdades no seu dia a dia, é muito importante”, complementou.
Entre as ações do Governo do Brasil para ampliar a inclusão digital está o Balcão GOV.BR. O objetivo da iniciativa do MGI é ajudar pessoas a desenvolverem habilidades digitais para a utilização dos milhares serviços digitais disponíveis no GOV.BR. Para isso, o programa consiste no atendimento presencial para quem enfrenta dificuldades no uso do GOV.BR, como idosos, pessoas sem acesso à internet ou com baixa alfabetização digital.
O atendimento presencial do GOV.BR já está disponível em 114 municípios, com 153 unidades de atendimento. Para saber as localidades, acesse gov.br/presencial.
Atualmente, a plataforma possui mais de 175 milhões de usuários, possibilitando o acesso a quase 13 mil serviços, sendo 4600 serviços digitais do Governo federal e outros 8300 serviços de estados e municípios.
Mulheres na Ciência
Para Rosangela Hilario, coordenadora da Comissão de Combate às Desigualdades (CDESS) e da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas, a Ciência brasileira deve ser produzida pensando nas minorias e possibilitando que as pessoas se enxerguem nesse espaço de trabalho. “Eu tenho que pensar nas meninas negras que moram na periferia da cidade, e que têm que assumir os cuidados para que a mãe possa ir trabalhar e ganhar um dinheiro para fazer a comida do dia. E a ciência que é produzida não é produzida para elas”, afirmou. “Para que outras meninas como eu possam se ver sentadas aqui, possam se ver produzindo Ciência”, acrescentou.
Já a Juíza Federal, Camila Pullin, que está atuando no momento no Conselho Nacional de Justiça, refletiu durante o evento sobre a participação de mulheres negras no Poder Judiciário. Segundo Camilla, existe uma média de 38% de mulheres em todos os Fóruns de Justiça. “Precisamos fazer a pergunta: quem são essas mulheres? Porque, se a gente for fazer o recorte racial, a gente tem um número muito menor de mulheres negras. Então, a gente tem um problema já no ingresso dessas mulheres negras no Poder Judiciário”, explicou. Para Camila, é necessário criar estratégias para permitir o ingresso de mais mulheres negras e que essas mulheres consigam avançar na carreira.
Por fim, o evento também contou com a participação da professora de matemática e criadora de conteúdo, Gabi Mello. Com mais de 1 milhão de seguidores, Gabi fala que um dos seus objetivos é inspirar outras mulheres, tanto na licenciatura quanto na área de exatas, pois é mais comum esses espaços serem ocupados por homens. “Eu costumo dizer que a internet é como se fosse a minha sala de aula sem portas, sem paredes, porque eu alcancei muitas pessoas que eu nunca imaginaria alcançar. Então, como professora, eu sempre costumo dizer isso, que a gente atinge pessoas do Brasil inteiro, estando em um único lugar, eu acho que isso é muito importante”, relatou.
O evento
O evento Mulheres na Ciência é uma iniciativa do TikTok voltada à promoção do debate sobre representatividade, trajetórias profissionais e o papel das mulheres nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, bem como saúde e bem-estar feminino. A programação também propôs reflexões sobre o impacto da disseminação de informações confiáveis no ambiente digital.
Nesta edição, o encontro também marca o início de uma parceria institucional entre o TikTok e o SESI Lab Delas, com foco na promoção da educação científica, na inclusão e na ampliação do acesso ao conhecimento para mulheres e meninas.