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INCLUSÃO
Com foco em eficiência e inclusão, MGI inicia implementação de nova Fábrica de Digitalização em Rondônia
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) começa a implementar, neste mês de março, em Porto Velho (RO), uma nova Fábrica de Digitalização, unidade de tratamento documental e arquivístico da pasta. Essa é uma das três novas Fábricas de Digitalização a serem instaladas nos ex-territórios de Amapá, Rondônia e Roraima. As unidades continuarão combinando gestão eficiente e inclusão social, assim como na unidade de Brasília, que emprega atualmente 55 pessoas com diferentes tipos de deficiência (física, auditiva, visual, mental e múltipla).
O contrato em Rondônia foi firmado com a Associação Centro de Treinamento de Educação Física Especial (CETEFE). A entidade já começou a selecionar 17 pessoas com deficiência (PcDs) para atuar nas vagas abertas em Porto Velho/RO, efetuando serviços especializados referentes à digitalização de documentos das diretorias de gestão de pessoas de Rondônia, Roraima e Amapá. O trabalho inclui triagem, listagem para eliminação, classificação, higienização, numeração, digitalização, controle de qualidade e remontagem do acervo de documentos funcionais. O contrato tem valor total de R$ 11 milhões e prevê a digitalização de mais de 4 milhões de imagens e tratamento de 939 metros lineares de documentos, o que corresponde a cerca de 7 mil caixas-arquivo.
Para o secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso Júnior, a inauguração da segunda Fábrica de Digitalização da DECIPEX, em Porto Velho, representa avanço importante na modernização da gestão de pessoas do governo federal. “Ao digitalizar acervos documentais, preservamos a memória da administração pública, garantindo que informações históricas e funcionais estejam protegidas, organizadas e acessíveis para as próximas gerações de servidores e para o próprio Estado. Ao mesmo tempo, temos grande orgulho de que esse trabalho conte com a participação ativa de pessoas com deficiência, o que reafirma o compromisso do MGI com um serviço público mais inclusivo, diverso e alinhado aos valores de equidade e valorização das pessoas", avalia ele.
De acordo com a Decipex/SGP/MGI, escolher PcDs para projetos de trabalho como tratamento e digitalização de imagens e documentos vai além de uma decisão operacional, envolve responsabilidade social e diversidade. Historicamente, pessoas com deficiência enfrentam dificuldades no mercado de trabalho. Ao incluí-las em atividades produtivas, é possível reduzir desigualdades, integrando profissionais com diferentes perspectivas e vivências, e garante direitos previstos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), que assegura participação plena na sociedade.
Gestão eficiente e inclusão
Iniciada há quase dois anos, em abril de 2024, a Fábrica de Digitalização é considerada um dos projetos centrais da transformação digital da administração pública brasileira. O trabalho funciona como uma linha de produção fabril, com o objetivo de otimizar o tratamento documental. O processo é dividido em seis etapas principais: triagem, numeração e higienização, digitalização, conferência de qualidade, remontagem, certificação digital e inserção dos arquivos no sistema.
Entre outros benefícios, a iniciativa visa garantir acesso rápido aos documentos digitalizados da Diretoria Serviços de Inativos e Pensionistas e de Órgãos Extintos (DECIPEX) para redução de custos e maior segurança das informações. A DECIPEX é vinculada à Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) do MGI.
Além da maior eficiência operacional, o projeto destaca-se pela dimensão social ao criar oportunidades para que pessoas com deficiência possam ser contratadas pela Administração Pública Federal. Carlos Ednaldo Soares, deficiente físico de 21 anos, que foi contratado na unidade de Brasília, destacou que oportunidades assim são fundamentais para que as pessoas como ele consigam trabalho, pois no setor privado é comum haver discriminação, mesmo para os jovens. Já Pamela Jessica, deficiente auditiva, reforçou que as pessoas com deficiência precisam dessas aberturas. "Temos famílias, precisamos comprar comida, pagar as contas. É por meio do trabalho que conseguimos cuidar do nosso futuro", declarou.
O diretor da DECIPEX, Marco Aurélio Alves da Cruz, reforçou que a Fábrica de Digitalização é um exemplo prático de como tecnologia e inclusão social podem caminhar juntas. Segundo ele, a iniciativa traduz, na prática, os princípios de inovação e cidadania que orientam a atual gestão federal. “Aqui, modernização e inclusão andam lado a lado. Já passamos da marca de mais de 16 milhões de imagens produzidas referentes a documentos funcionais de aposentados e instituidores de pensão, e entramos na fase final das atividades da Fábrica de Digitalização, em Brasília, com o recebimento do último lote com cerca de 7 mil caixas de documentos do Ministério dos Transportes", detalha.
Para Marco Aurelio, o tratamento e a digitalização desse acervo concluem um ciclo de modernização e encerram um esforço logístico de grande porte, voltado à transição do papel para o digital, com ganhos em segurança da informação, rastreabilidade e agilidade no atendimento. Cruz destaca ainda que o trabalho de digitalização promoveu também um avanço expressivo na organização e na disponibilidade de documentos essenciais para a concessão e manutenção de benefícios, bem como para respostas a demandas de órgãos judiciais e de controle.
Para o coordenador das Divisões de Gestão de Pessoas de Rondônia, Roraima e Amapá, José Carlos dos Santos, a nova frente de atuação se faz necessária diante da existência de milhões de imagens a serem digitalizadas nos três estados, nos quais a DECIPEX é responsável pela gestão da folha de pagamento de mais de 20 mil servidores ativos oriundos dos ex-territórios. “Essa expansão amplia a capacidade da DECIPEX em avançar nessa frente com escala, garantindo acesso mais rápido e seguro às informações de assentamentos funcionais digitais de servidores, reduzindo custos e riscos associados aos acervos físicos”, destaca o coordenador.
Inauguração
A nova Fábrica já tem data para iniciar os trabalhos. Os equipamentos já estão sendo instalados e a inauguração está marcada para o próximo dia 19 de março, às 9h, no novo Espaço do Servidor que irá funcionar na Avenida Calama, nº 3775, Bairro Embratel, em Porto Velho/ RO.
SERVIÇO
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Evento: Solenidade de Inauguração e Início da Operação da Fábrica de Digitalização de Rondônia
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Data : 19 de março – 08h30 – 09h00 | Recepção das autoridades e convidados
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Hora: 09h00 – 12h00 | Cerimônia de inauguração oficial da Fábrica de Digitação e do Espaço do Servidor
14h00 – | Início dos trabalhos
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Endereço: Avenida Calama, nº 3775, Bairro Embratel, em Porto Velho/ RO
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