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Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Estatais Federais avança com planejamento do ciclo 2026–2027
1ª Reunião do Grupo Executivo do Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Estatais Federais de 2026 contou com a participação de representantes das 36 estatais signatárias. Foto: Divulgação
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), realizou, em parceria com o Banco do Brasil, a 1ª Reunião do Grupo Executivo do Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Estatais Federais de 2026. Os encontros aconteceram em Brasília, nos dias 05 e 06 de fevereiro e que marcaram a abertura dos trabalhos do novo ciclo do Pacto.
Coordenado pelo MGI, o Pacto estabelece compromissos assumidos pelas empresas estatais. Entre eles, destacam-se o combate às desigualdades estruturais e o fortalecimento de uma cultura organizacional inclusiva. Para alcançar os objetivos, o grupo atua a partir do modelo de governança conhecido como “Pratique ou Explique”, que estimula transparência, responsabilização e a realização de ações conjuntas capazes de ampliar o impacto coletivo no setor público empresarial. Esse trabalho se distribui em diferentes eixos, como diagnóstico; normativo; letramento e capacitação; governança; metas e indicadores; e reconhecimento e engajamento.
Abertura destaca papel das empresas estatais e importância da cooperação interinstitucional
A abertura da reunião foi conduzida pelo Banco do Brasil, anfitrião desta edição. A vice-presidenta corporativa do BB, Ana Cristina Rosa Garcia, deu as boas-vindas às delegações das empresas signatárias e destacou o compromisso institucional do banco estatal com a promoção de políticas voltadas à pluralidade, equidade e inclusão.
Em sua intervenção, Ilana Soares, coordenadora-geral de Articulação e Avaliação da Governança da Sest/MGI, abordou o papel estratégico do Pacto no fortalecimento das políticas de diversidade, equidade e inclusão nas empresas estatais. Ela relembrou avanços obtidos no biênio 2024-2025 e apresentou o propósito da reunião, que consistia em definir o Plano de Trabalho 2026-2027 e alinhar o cronograma de reuniões de 2026.
As falas iniciais ressaltaram que o pacto, firmado em 2024, constitui uma estratégia de cooperação estruturada que tem permitido o compartilhamento de experiências entre as empresas. Além disso, as reuniões possibilitam a identificação de soluções mais ágeis para desafios comuns e ampliam a visibilidade da agenda de diversidade nas empresas estatais. Confira abaixo como o encontro foi conduzido ao longo desses dois dias.
1º Dia (05/02): retomada do ciclo 2024–2025 e alinhamento estratégico
Durante a manhã, os participantes definiram o cronograma de reuniões para 2026. As empresas se ofereceram para sediar cada encontro e, em conjunto, organizaram as datas, garantindo previsibilidade e fortalecendo a atuação do grupo.
No período da tarde, foram analisadas metas e entregas previstas no Plano de Trabalho 2024–2025. A atividade incluiu reflexões sobre os avanços e desafios enfrentados ao longo do primeiro biênio, incluindo discussão sobre a aderência das entregas às metas estabelecidas e sobre as ações que devem ser mantidas no ciclo seguinte.
2º Dia (06/02): construção do planejamento 2026–2027
O segundo dia do encontro foi dedicado integralmente à construção colaborativa das ações para o próximo ciclo do Pacto. Conduzida por Luana Ferrari, profissional experiente em facilitação e representante da Petrobras, a agenda foi estruturada com foco em permitir o diálogo do grupo sobre as necessidades das suas empresas. O encontrou também serviu para disseminar orientações das lideranças e definiras diretrizes para construção de ações de forma colaborativa.
As premissas orientadoras que nortearão o ciclo 2026–2027 são voltadas para a efetividade e o impacto das ações. Essas diretrizes foram decididas de forma participativa, levando em consideração período de vigência do plano de trabalho, forma de execução (individual por empresa ou coletiva), foco por eixo ou grupo sub‑representado, alcance e impacto.
Na sequência, as pessoas participantes cocriaram ideias de ações por meio de rodadas alinhadas ao método World Café, que favorece a troca de perspectivas. As propostas geradas foram então consolidadas e priorizadas, culminando na definição das empresas coordenadoras e dos grupos de trabalho corresponsáveis. O dia foi encerrado com o protótipo do planejamento do Pacto para o biênio 2026–2027.
Entenda o que é o método World Café
O World Café, também chamado de Café Mundial, é uma metodologia colaborativa criada com o propósito de estruturar diálogos, buscando reunir conhecimentos diversos, ampliar perspectivas e construir entendimento coletivo. É especialmente eficaz quando o desafio envolve complexidade, diversidade de olhares e necessidade de convergência.
No World Café, o grupo se organiza em pequenas mesas de conversa, e, a partir de uma pergunta norteadora, os participantes dialogam por rodadas curtas. Ao final de cada rodada, as pessoas mudam de mesa, encontrando novos interlocutores e levando consigo ideias, insights e perguntas que surgiram anteriormente, um movimento conhecido como “polinização cruzada”. O método é flexível e pode ser adaptado conforme o tempo disponível, o tamanho do grupo e o objetivo do encontro.
Em cada mesa, uma pessoa permanece como anfitriã, responsável por acolher os novos participantes e compartilhar brevemente o que já foi conversado. Esse formato simples cria dinamismo, estimula a escuta e favorece que todas as pessoas sejam ouvidas. À medida que as conversas se conectam, o conhecimento coletivo cresce e se transforma. Padrões começam a emergir, ideias se aprofundam e a sensação de pertencimento se fortalece. O World Café cria um contexto em que essas conexões se tornam conscientes, intencionais e produtivas.
Integração entre empresas e fortalecimento da agenda comum
Durante os dois dias de trabalho no Banco do Brasil, as 36 estatais signatárias puderam trocar experiências sobre iniciativas relacionadas a ações afirmativas, governança inclusiva, acessibilidade, capacitação e formação de lideranças diversas — temas estruturados no Pacto desde sua criação. O encontro também incluiu momentos de integração para reforçar vínculos entre equipes, ampliar o diálogo setorial e contribuir para maior alinhamento entre prioridades corporativas e diretrizes governamentais voltadas ao combate às desigualdades.
Encerramento e próximos passos
A SEST ressaltou que o protagonismo das empresas estatais, aliado à atuação colaborativa baseada na troca de experiências e no compartilhamento de boas práticas, constitui elemento essencial para o avanço da agenda de diversidade, equidade e inclusão no Brasil. Até o final de 2026, cada ação definida deverá contar com metas claras, marcos intermediários e compartilhamento periódico dos resultados, reforçando o compromisso com o modelo “pratique ou explique” adotado desde a criação do Pacto.