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CUIDADO MATERNO
MGI inaugura sala de amamentação no Bloco K e reforça apoio à maternidade no ambiente de trabalho
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) inaugurou, nesta quinta-feira (2/4), a sala de amamentação do Bloco K, ampliando o cuidado e o apoio às mulheres que amamentam. A iniciativa reforça o compromisso com a valorização das pessoas e com a criação de ambientes de trabalho mais acolhedores e inclusivos.
A cerimônia contou com a presença das ministras da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e da Igualdade Racial, Rachel Barros. Também participaram a secretária de Serviços Compartilhados, Isabela Gebrim, e a secretária-adjunta Wanessa Queiroz, ambas do MGI, além de Joana Célia dos Passos, secretária nacional de autonomia econômica do Ministério das Mulheres (MMulheres).
A ministra Esther Dweck comemorou a inauguração da sala de amamentação do bloco K e anunciou que mais duas salas estão previstas para serem inauguradas este ano. Ela lembrou que o projeto começou no Palácio do Planalto, a partir de pedido da primeira-dama Janja Lula da Silva.
“Há muitas mulheres trabalhando na Esplanada e não havia espaços adequados para a amamentação. A partir dessa primeira experiência, eu encabecei o projeto de expandir as salas de amamentação, com apoio da Secretaria de Serviços Compartilhados do MGI. No meu gabinete, tem duas mães que estão nesse momento de amamentação: uma chefe de gabinete e uma assessora. Então, é muito importante ter esses espaços aconchegantes e com toda a estrutura necessária para elas e para todas as mulheres”, compartilhou.
Dweck explicou que as salas de amamentação ficam fechadas para garantir o uso reservado às mães e aos pais que querem amamentar seus filhos, mas estão disponíveis não apenas para os trabalhadores daquele prédio. A liberação de acesso se dá por solicitação feita na portaria do órgão. No Bloco K, o espaço está localizado no térreo, na sala 47. O horário de funcionamento acompanha o do ministério.
A secretária de Serviços Compartilhados, Isabela Gebrim, falou sobre a expectativa de inauguração de outra sala de amamentação no Bloco P ainda em maio e, além disso, há projeto de expansão para órgãos regionais e, futuramente, viabilizar a construção das salas nas Superintendências Regionais de Administração do MGI, espalhadas pelo Brasil.
“Nós somos líderes e somos mães, então a gestão pública precisa proporcionar esses espaços de acolhimento para as mulheres. A ideia é que ele seja um modelo replicável e o MGI fornece todo suporte técnico necessário para isso”.
Segundo a secretária, o MGI fez um processo centralizado de licitação, com a possibilidade de adesão por outros órgãos. O objetivo é facilitar a implementação de outras salas de amamentação em órgãos que, porventura, não contem com uma estrutura como a do ministério.
Rachel Barros, ministra da Igualdade Racial (MIR), lembrou que estava gestante quando começou a trabalhar no MIR e, assim que terminou o período de licença maternidade, ela fez o uso da sala de amamentação do bloco C junto com seu esposo. “Pra gente foi um espaço muito importante. As mulheres que amamentam precisam contar com esse apoio nos espaços de trabalho. É uma iniciativa que nos dá segurança e garante esse nosso direito de maternar”, contou.
A secretária nacional de autonomia econômica do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Joana Célia dos Passos, ressaltou que a entrega das salas de amamentação é um eixo significativo e necessário para estabelecer outra relação das pessoas com o ambiente do trabalho.
“Nós queremos que as mulheres permaneçam no mercado de trabalho. Nós precisamos das mulheres nesses espaços. Um dos eixos da política de cuidados é cuidar de quem cuida, para que as pessoas possam estar tranquilas e dedicadas a esse momento tão importante para os bebês”, disse. “É um direito das nossas crianças ter um momento tranquilo com a mãe e receberem esse leite materno que é tão necessário para vida dela”, complementou.
Mães lactantes: opinião de quem entende
Nágila Ramos, mãe da Aurora, de 11 meses, é servidora do MGI e participou da idealização da sala no Bloco K.
“O acesso, no térreo, facilita a utilização por outras pessoas que não sejam servidoras e que não trabalhem no prédio. Esse espaço não é e não deve ser exclusivo para quem trabalha aqui. Ele pode ser utilizado por visitantes e até mesmo turistas, a partir da solicitação na portaria”, compartilhou.
Jéssica Cruz é desenhista de arquitetura no MGI e também participou do projeto da sala. Seu filho, Pedro Henrique, está com dois meses. Ela não pretende trazer o filho diariamente para o trabalho, mas ressaltou a importância do espaço adequado para o armazenamento do leite. “Hoje eu vim prestigiar a inauguração, que tem um gostinho especial por eu ter feito parte dele desde o início. Para mim, o uso da sala será especialmente para reservar o leite e levar para o meu filho. É muito importante ter o freezer e a higiene garantidas para esse momento”.
A servidora do MGI Laura Veras, que acaba de retornar da licença-maternidade, será mais uma das beneficiadas com a sala. Ela destaca que a iniciativa contribui para a manutenção da amamentação e valoriza mulheres que conciliam a maternidade e o serviço público. "Para mim, essa iniciativa representa um olhar humano, sensível e realista — afinal, um papel não anula o outro. Poder contar com apoio para continuar a amamentação me faz sentir acolhida e valorizada".
Regulamentação e qualidade dos espaços
Lucimar Rizzo dos Santos, Diretora de Administração e Logística (DAL), do MGI, reforçou o compromisso de uma entrega humanizada. “Esse é um espaço muito acolhedor e necessário para as mães que querem amamentar e para aquelas que desejam armazenar o leite. Nós percebemos que as mães ficavam em espaços comuns, sem a adequação necessária para o momento de amamentação. E hoje as salas contam com toda a estrutura de segurança estabelecida pela Anvisa”.
A implantação da sala seguiu as orientações da Portaria nº 193/2010 da Anvisa e normas complementares. Entre os critérios adotados estão a localização em área de fácil acesso — de preferência no térreo —, a presença de iluminação natural e a proximidade de instalações hidráulicas.
Salas de amamentação na Esplanada
A sala de apoio à amamentação é um espaço destinado ao acolhimento de servidoras e colaboradoras lactantes que desejam manter a amamentação durante a jornada de trabalho. O ambiente permite tanto a amamentação direta dos bebês quanto a coleta e o armazenamento adequado do leite materno, para oferta à criança em outro momento.
O espaço foi preparado para oferecer conforto e segurança, com climatização e iluminação adequadas, além de cabines individuais com poltronas de amamentação. Também conta com refrigerador com termômetro digital para armazenamento do leite, micro-ondas, trocador de fraldas e pia para higienização.
As salas de apoio à amamentação na Esplanada dos Ministérios fazem parte de uma política pública em expansão no Governo do Brasil. A iniciativa ganhou força a partir da experiência do Palácio do Planalto, em 2024, e foi ampliada pelo MGI para garantir espaços adequados a servidoras e colaboradoras lactantes.
Esse avanço também contou com articulação institucional, incluindo pedido da primeira-dama Janja Lula da Silva. A partir disso, a Secretaria de Serviços Compartilhados do MGI passou a organizar ações para viabilizar a implantação das salas, como a padronização dos ambientes e a definição de formas de contratação.
Na Esplanada, a primeira sala foi inaugurada em 11 de abril de 2024, no Bloco C, e foi concebida como modelo padrão para atender vários órgãos. Para 2026, além da do Bloco K, inaugurada hoje, está prevista a inauguração de mais duas salas: uma no Bloco P e outra no edifício Blocos Regionais. Ao todo, serão quatro espaços disponíveis para 10 órgãos.
A meta é ampliar o modelo para outros edifícios atendidos pelo Centro de Serviços Compartilhados (ColaboraGov), consolidando uma política permanente de apoio à amamentação no serviço público.
Sala de convivência
Além do espaço para amamentação, foi inaugurada a sala de convivência, um espaço voltado à melhoria da qualidade de vida de colaboradores e servidores públicos em meio à jornada de trabalho. A sala de uso compartilhado se situa no Bloco C da Esplanada dos Ministérios. A sala de convivência será destinada à realização das refeições e descanso dos colaboradores e servidores que optam por trazer refeição de casa, com o propósito de fornecer melhores condições laborais aos trabalhadores.
O espaço fica localizado no térreo do Bloco C para garantir acesso a todos os usuários da edificação. Com relação à infraestrutura, a sala dispõe dos seguintes equipamentos: 01 (uma) geladeira, 01 (um) bebedouro e 03 (três) fornos micro-ondas.