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Grupo Executivo do Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão define metas para 2026-2027
Reunião realizada em Porto Alegre (RS) consolidou plano de ações voltadas à promoção da diversidade, da equidade e da inclusão nas empresas estatais. Foto: Chico Lisboa
Integrantes do Grupo Executivo do Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão participaram, em 26 de março, da 3ª reunião do colegiado, realizada no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS). Ao longo do encontro, grupos de trabalho consolidaram o plano de ações para 2026 e 2027, com iniciativas voltadas ao fortalecimento institucional das políticas de diversidade, equidade e inclusão nas estatais.
Entre os encaminhamentos estão a criação de mecanismos de monitoramento, o desenvolvimento de indicadores, a ampliação de programas de capacitação e a implementação de ações afirmativas para enfrentar desigualdades de gênero, raça, etarismo e inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes. As propostas também envolvem o engajamento da alta liderança, a estruturação de normativos internos e a articulação com diretrizes já estabelecidas pelo governo federal, com o objetivo de garantir que o Pacto se consolide como uma política contínua e efetiva dentro das empresas.
Durante a reunião, Ilana Danielle Soares Santos, coordenadora-geral da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), ressaltou o caráter contínuo e estratégico do plano. “A ideia é que as empresas estatais pactuadas possam tomar medidas que permitam que todas as pessoas se sintam à vontade para contribuir com as missões de suas empresas. Diversidade e inclusão são direitos humanos, mas também uma estratégia de inovação”, afirmou.
A diretora da Sest, Maria Abadia da Silva Alves, destacou a importância de ações estruturadas e baseadas em dados, além da realização de concursos públicos com políticas de cotas. “É fundamental conhecer o cenário em que estamos atuando para implementar ações mais efetivas. A ideia é criar ações estruturantes para as empresas estatais, para que, mesmo quando não estivermos nesses cargos, elas permaneçam e sejam perenizadas, garantindo continuidade nas próximas gestões”, afirmou.
Ao longo do dia, representantes de empresas como Caixa Econômica Federal, Transpetro, Banco da Amazônia, BNDES e órgãos do governo federal avaliaram avanços, alinharam estratégias e consolidaram diretrizes para os próximos ciclos do Pacto, que tem adesão voluntária e vem sendo construído de forma colaborativa entre as instituições.
Os impactos das desigualdades no dia a dia das instituições também entraram em debate. A diretora de Atenção à Saúde do GHC, Rosana Nothen, chamou atenção para distorções ainda presentes na prática assistencial. “A gente vê muitas formas de misoginia, racismo e homofobia e etarismo maquiados de decisões clínicas baseadas em outros tipos de evidências que não contemplam a diferença entre as pessoas. Felizmente, a comunidade internacional já está refletindo isso em várias publicações médicas, a nossa literatura vem sendo eivada de artigos científicos. Nossa população do GHC precisa expressar a diversidade de maneira contundente no dia a dia, na forma que a gente cuida das pessoas”, afirmou.