Boas Práticas em Viagens Aéreas a Serviço
Viajar a serviço é uma atividade essencial para a atuação do poder público. Cada deslocamento representa a presença do Estado em diferentes regiões do país, contribuindo para a execução de políticas públicas e o atendimento à sociedade.
Para que essas viagens ocorram de forma eficiente e responsável, é fundamental adotar práticas alinhadas à boa gestão, com foco no uso consciente dos recursos, no cumprimento de prazos e na correta execução de cada etapa do processo.
Apresentamos abaixo as principais dicas do Manual de Boas Práticas para Viagens a Serviço da Compra Direta.
Para acessar todas as orientações, exemplos e detalhamentos:
Baixe aqui a versão completa do Manual
A importância da boa gestão das viagens
O planejamento adequado das viagens contribui para a racionalização dos gastos públicos, melhoria dos processos administrativos e entrega de melhores resultados.
A boa gestão das passagens aéreas envolve organização, previsibilidade e responsabilidade em todas as etapas — do planejamento inicial à prestação de contas — e depende da atuação integrada entre áreas administrativas, financeiras e de gestão de pessoas .
Como funciona a Compra Direta de Passagens Aéreas
A Compra Direta é o modelo adotado pelo Governo Federal para aquisição de passagens aéreas diretamente das companhias, sem intermediação de agências.
O processo é integrado ao SCDP, permitindo:
- maior controle e rastreabilidade;
- redução de erros operacionais;
- transparência em todas as etapas.
Principais benefícios
- Descontos mínimos garantidos sobre tarifas públicas
- Reserva com validade de até 72 horas
- Gestão integrada no SCDP
- Eliminação de intermediários
- Maior transparência e auditabilidade
Planejamento inteligente: eficiência além do menor preço
Nem sempre o bilhete mais barato é a melhor escolha.
Estudo da CGU aponta que tarifas muito restritivas podem gerar custos adicionais com remarcações e cancelamentos. Em muitos casos, optar por passagens com maior flexibilidade pode ser mais econômico no resultado final.
Como referência, a escolha pode considerar tarifas até cerca de 19% superiores ao menor preço, quando houver ganho de flexibilidade e redução de riscos.
Etapas do processo de viagem
O ciclo da viagem a serviço pode ser dividido em quatro etapas principais:
1. Planejamento
- Definir o objetivo da viagem e sua necessidade
- Avaliar alternativas (como reuniões virtuais)
- Planejar com antecedência
2. Solicitação
- Registrar a viagem no SCDP
- Informar rota e período com base na economicidade
- Garantir aprovação das chefias
3. Execução
- Acompanhar o voo e realizar check-in
- Observar horários e documentação
- Comunicar alterações ao gestor
4. Encerramento
- Finalizar o processo no SCDP
- Anexar comprovantes
- Conferir valores e registrar feedback
Papéis e responsabilidades
A boa execução depende da atuação coordenada de diferentes atores:
- Servidor viajante: solicita com antecedência, acompanha a viagem e cumpre prazos
- Gestor setorial: valida solicitações e orienta usuários
- Central de Compras: monitora o contrato e apoia os órgãos
- SCDP/DELOG: garante o funcionamento do sistema
Situações operacionais e orientações
Durante o processo, podem ocorrer imprevistos. Nesses casos, é importante:
- manter o gestor informado;
- registrar ocorrências no SCDP;
- seguir as orientações da Central de Compras.
Alteração involuntária de voo
Quando a companhia altera o voo:
- o servidor pode aceitar ou recusar a mudança;
- o gestor deve comunicar a Central de Compras com evidências;
- é possível solicitar reembolso integral, quando cabível
Alteração voluntária
Quando a mudança é por decisão do servidor:
- os custos são de sua responsabilidade;
- a alteração deve ser feita junto à companhia aérea.
Outras situações comuns
- cancelamento e no-show
- bilhete não utilizado
- overbooking
- duplicidade de reservas
- falta de saldo para emissão
Cada situação deve ser tratada com registro adequado e comunicação à gestão
Boas práticas no dia a dia
Antes da viagem
- Solicitar passagens com antecedência
- Escolher opções equilibrando custo e flexibilidade
- Planejar com base na real necessidade
Durante a viagem
- Acompanhar comunicações da companhia
- Manter contato com o setor responsável
- Cumprir horários e procedimentos
Após a viagem
- Finalizar a prestação de contas rapidamente
- Guardar comprovantes
- Informar melhorias possíveis no processo
Sustentabilidade e uso consciente
A gestão de viagens também deve considerar impactos ambientais e eficiência no uso de recursos.
Sempre que possível, priorize:
- reuniões híbridas ou virtuais;
- voos diretos;
- agrupamento de compromissos;
- uso racional de diárias e transporte.
Essas práticas reduzem custos e o impacto ambiental das atividades administrativas.
Canais de suporte
Em caso de dúvidas ou ocorrências:
- procure o gestor setorial do seu órgão;
- utilize os canais da Central de Compras:
- questões contratuais e operacionais: cd.passagensaereas@gestao.gov.br
- questões orçamentárias e financeirs: seges.central.neof@gestao.gov.br
- dúvidas técnicas (SCDP)
- abrir chamado no Portal de Serviços MGI ou 0800-978-9001
- acessar vídeos e manuais do site do SCDP
Checklist de Boas Práticas para viagens a serviço

- Checklist de Boas Práticas
Compromisso com a boa gestão pública
A eficiência nas viagens a serviço depende do compromisso de cada servidor com planejamento, economicidade, transparência e responsabilidade.
Cada viagem bem planejada contribui diretamente para uma gestão pública mais eficiente e orientada a resultados.