BICUDO-VERMELHO DAS PALMEIRAS
BICUDO-VERMELHO DAS PALMEIRAS (Rhynchophorus ferrugineus)
O bicudo-vermelho das palmeiras (Rhynchophorus ferrugineus) é uma praga quarentenária ausente, que ataca diferentes tipos de palmeiras e pode causar a morte da planta, trazendo prejuízos para a produção agrícola, áreas urbanas e o meio ambiente.

| Nome científico: | Rhynchophorus ferrugineus |
| Nome comum: | Bicudo-vermelho das palmeiras |
| Grupo: | Inseto |
| Família: | Curculionidae |
| Gênero: | Rhynchophorus |
Fatores Epidemiológicos da Praga
O ciclo de vida do bicudo-vermelho possui quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. A fêmea adulta deposita os ovos na zona de crescimento da coroa da palmeira. Após a eclosão, surgem as larvas, que são a fase mais prejudicial do ciclo da praga. Elas se desenvolvem no interior da planta, alimentando-se de tecidos jovens e escavando galerias no tronco. Nesse período, várias gerações de larvas podem estar presentes na mesma planta ao mesmo tempo, aumentando os prejuízos. Após a fase de pupa, surgem os adultos, que podem se dispersar para outras palmeiras e reiniciar o ciclo. O ciclo completo pode ocorrer em 7 a 10 semanas, favorecendo a rápida multiplicação da praga.
A principal forma de disseminação é por transporte de mudas infestadas, comércio irregular de plantas e entrada, sem controle, de material vegetal de regiões contaminadas.
Sintomas e Danos da Praga
O bicudo-vermelho pode atacar várias palmeiras, como coqueiro, dendezeiro, açaizeiro, palmeira-imperial, tamareira e outras palmeiras ornamentais. Os sinais de ataque da praga podem ser pequenos furos no tronco, saída de seiva ou fibras mastigadas, cheiro forte e desagradável, folhas centrais amareladas ou caídas, copa deformada e planta enfraquecida ou morrendo.
Os danos associados a essa praga são: a morte de palmeiras em áreas urbanas e rurais; prejuízos na produção de coco e dendê; danos ao paisagismo urbano e impactos em espécies nativas e no meio ambiente.
Medidas de Prevenção
As principais medidas de prevenção são: transporte de plantas com origem conhecida; não trazer plantas de outros países sem conhecimento do MAPA; observação do aparecimento de sintomas em plantas adultas em áreas urbanas e rurais, especialmente em áreas de fronteira com países vizinhos com presença da praga.
Como medida de prevenção, o MAPA tem atuado com fiscalização em fronteiras internacionais, capacitação e divulgação de informações técnicas e emissão de alertas fitossanitários.
Em caso de suspeita de ocorrência da praga, orienta-se não manipular a planta e não transportar o material com suspeita da presença da praga.
Distribuição Geográfica em Outros Países
Essa praga tem registros de ocorrência em países próximos ao Brasil, como Argentina, Uruguai e países do Caribe, o que faz com que o risco de entrada no Brasil seja real, especialmente devido ao intenso comércio e circulação de plantas nas fronteiras dos países.
Um mapa detalhado da distribuição mundial da praga pode ser consultado na base de dados global da EPPO, mantido pelo Secretariado da Organização Europeia e Mediterrânea para a Proteção de Plantas (EPPO).
Medidas Regulatórias no Brasil
A Portaria SDA/MAPA nº 1.291, de 22 de maio de 2025, relaciona o bicudo-vermelho das palmeiras na lista de Pragas Quarentenárias Ausentes (PQA) para o Brasil.
Notificação de Suspeitas
As suspeitas de ocorrência de pragas quarentenárias podem ser comunicadas diretamente às Superintendências Federais de Agricultura, presentes em todas as unidades da federação ou junto aos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal.
Além disso o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), disponibilizou um canal exclusivo de notificação de suspeitas de ocorrência de pragas quarentenárias.
Referências Técnicas
MAPA alerta para risco da praga
Ação de capacitação técnica
Informações técnicas

