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Lugar de mulher também é no ensino da PRF
O início da carreira da PRF Gisele Cunha Novo, de 42 anos, na instituição começou intenso. Apenas quatro meses após tomar posse, ela participou de um evento de importância mundial: a Copa das Confederações de 2013, no Rio de Janeiro, coordenando o Atendimento Pré-Hospitalar. Depois da Copa das Confederações, veio a participação em outros episódios gigantescos como a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, também em 2013, quando o Papa Francisco visitou o Brasil e a Copa do Mundo de 2014. Hoje, quase dez anos depois, a trajetória inclui uma marca importante não só para ela, mas para todo o efetivo feminino da PRF. Gisele é uma das cinco mulheres instrutoras armamento, munição e tiro da Polícia Rodoviária Federal.
Nascida na Zona Dezesseis de Brasília – cidade que viveu até os 35 anos –, foi na infância que nasceu o sonho de ser da polícia. Quando criança, ela brincava de polícia e ladrão e aos 19 anos, continuou seguindo seu instinto e cursou química na Universidade de Brasília, almejando tornar-se perita técnica da Polícia Federal (PF). Embora tenha passado no concurso, os caminhos a levaram para outro lugar, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) na qual encontrou a realização profissional.
Em 2018, formou-se como instrutora de armamento e tiro. Desde então, a atuação dentro da UniPRF, em Florianópolis, tem vínculo com treinamento de cerca de 500 policiais e alunos dos cursos de formação. Não é difícil imaginar Gisele como uma exímia atiradora quando se fala com ela. É nítida a força psíquica e a capacidade de concentração, até mesmo na forma como articula bem as frases. Qualidades que, com certeza, são desejáveis em alguém que esteja apertando o gatilho. A especialização também se tornou um hobby. No tempo livre, além de adorar ir à praia, Gisele aproveita para treinar
no stand de tiro da UniPRF, local ao qual ela se refere, com orgulho, como o melhor da América Latina.
Depois de tantos eventos importantes no currículo e a marca como instrutora, Gisele ainda tem outros planos. Um deles é fazer um mestrado em segurança pública, área em que poderá aplicar totalmente o conhecimento teórico adquirido. Recentemente, ela concluiu a pós-graduação em Docência, feita na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em uma parceria com a PRF.
A imagem que fica de Gisele é de uma mulher amplamente realizada: feliz com o casamento, com os amigos e com o trabalho, ela fala com orgulho nos olhos sobre como foi vivenciar as mudanças que ocorreram no decorrer dos anos dentro da Polícia Rodoviária Federal. Os processos se automatizaram, tornaram-se mais rápidos, os equipamentos mais modernos e melhores. Assim como ela não está cansada e busca se aperfeiçoar, deseja o mesmo para a instituição que hoje é parte dela. Gisele ainda vê mudanças a serem feitas, otimizações, e seu sorriso demonstra que ela não vai medir esforços para participar delas, e as fazerem acontecer. Com certeza, a menina que brincava de polícia na Zona Dezesseis de Brasília estaria hoje com orgulho dessa mulher.