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PRF prende no Ceará casal investigado pela morte de empresário maranhense
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na noite dessa quinta-feira (11), Tiago Guilherme Alves Monteiro e Yala Kananda Costa Alves, investigados por envolvimento na morte do empresário Laércio Miller Rocha Ferreira, de 33 anos, desaparecido desde o último dia 5 de junho em Imperatriz (MA). A prisão ocorreu por volta das 23h30, no km 313 da BR-222, em Tianguá (CE), após um trabalho de levantamento e compartilhamento de informações realizado por equipes da PRF nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará.
As diligências tiveram início após pedido de apoio formulado pela Polícia Federal, que acompanhava o caso juntamente com a Polícia Civil do Maranhão. A partir das informações compartilhadas entre as instituições, equipes da PRF passaram a atuar no levantamento de informações relacionadas ao deslocamento dos investigados, que eram alvos de mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça maranhense.
Os levantamentos realizados pelas equipes policiais indicavam que os investigados haviam deixado São Luís (MA) e seguiam em deslocamento pela região Nordeste. Durante esse período, os foragidos chegaram a tentar se apresentar às autoridades por meio de chamada de vídeo, medida que não foi aceita pelo delegado responsável pelas investigações, que determinou a continuidade das buscas para localização dos suspeitos e cumprimento das ordens judiciais.
Com base nos levantamentos realizados ao longo do dia, equipes da PRF conseguiram identificar o veículo utilizado pelo casal e direcionar as ações de campo para a região por onde os investigados transitavam. Pouco antes da meia-noite, o automóvel foi localizado no km 313 da BR-222, em Tianguá (CE), e abordado pelos policiais.
Ao serem abordados, os investigados afirmaram que haviam se conhecido recentemente e que viajavam de férias. Segundo a versão apresentada pelo casal, eles teriam saído de Parnaíba (PI) com destino a João Pessoa (PB). As informações já reunidas pelas equipes, no entanto, apontavam uma dinâmica distinta, identificando o deslocamento do casal a partir da capital maranhense.
O condutor ainda alegou não portar documento de identificação pessoal. No entanto, após os procedimentos de verificação, os policiais confirmaram as identidades dos ocupantes como sendo Tiago Guilherme Alves Monteiro, de 43 anos, e Yala Kananda Costa Alves, de 29 anos.
Após a prisão, os dois foram encaminhados à Delegacia Regional da Polícia Civil em Tianguá (CE), onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis e realizadas as comunicações às autoridades responsáveis pela investigação no Maranhão.
Entenda o caso
Laércio Miller Rocha Ferreira desapareceu na madrugada do dia 5 de junho, após participar de uma festa na região da Beira-Rio, em Imperatriz. Imagens de câmeras de segurança registraram o empresário chegando a uma residência no bairro Parque Anhanguera às 3h38.
Segundo a investigação, pelo menos sete pessoas estiveram na residência naquela madrugada. Com o passar das horas, parte do grupo deixou o local e a vítima teria permanecido no imóvel acompanhada apenas de três pessoas, entre elas os investigados presos pela PRF.
No dia seguinte, familiares procuraram a polícia após perderem contato com o empresário. O veículo utilizado por ele foi encontrado estacionado na mesma rua onde havia sido visto pela última vez.
Com o avanço das investigações e os resultados das perícias realizadas no imóvel, a Justiça decretou a prisão temporária de Tiago Guilherme Alves Monteiro, Gabriel Pereira Monteiro e Yala Kananda Costa Alves. Conforme divulgado pela Polícia Civil do Maranhão, foram encontrados vestígios de sangue e marcas compatíveis com disparos de arma de fogo na residência onde o empresário foi visto pela última vez.
Na tarde dessa quinta-feira (11), restos mortais foram localizados em um terreno no bairro Cidade Nova, em Davinópolis (MA). O material estava dentro de um tambor e apresentava sinais de destruição por fogo. No local também foram encontrados documentos pessoais pertencentes ao empresário desaparecido, incluindo carteira de habilitação e cartões bancários.
Embora os indícios apontem que os restos mortais pertençam ao empresário desaparecido, a confirmação oficial da identidade ainda depende da conclusão dos exames periciais de DNA. As investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada um dos envolvidos.
A prisão de Tiago Guilherme Alves Monteiro e Yala Kananda Costa Alves representa um importante avanço para a elucidação do caso, que mobilizou forças de segurança em diferentes estados e ganhou grande repercussão no Maranhão. A localização do casal foi resultado do compartilhamento de informações entre os órgãos envolvidos na investigação e da atuação das equipes da PRF, que conseguiram interceptar os investigados durante o deslocamento interestadual.
