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Embriaguez ao volante: prisão em Caucaia expõe conduta que ainda persiste nas rodovias federais do Ceará
Uma prisão por embriaguez ao volante registrada no último sábado (10), na cidade de Caucaia (CE), voltou a evidenciar uma conduta que ainda se faz presente nas rodovias federais e que compromete diretamente a segurança viária. A ocorrência foi registrada logo no início da manhã, por volta das 7h30, no km 402 da BR-020, durante patrulhamento de rotina.
Durante a ação, policiais rodoviários federais observaram o condutor de uma caminhonete S10, que apresentava sinais claros de alteração da capacidade psicomotora, como dificuldade de equilíbrio e desorientação. No momento da abordagem, também foi percebido forte odor etílico, compatível com consumo de bebida alcoólica.
O motorista, de 60 anos, foi encaminhado ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde realizou o teste do etilômetro (bafômetro). O exame apontou 1,28 mg/L de álcool por litro de ar soprado, índice quase quatro vezes superior ao limite estabelecido para a caracterização de crime de trânsito.
Diante do resultado, o condutor foi preso em flagrante pelo crime de embriaguez ao volante e encaminhado à polícia judiciária para os procedimentos cabíveis, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ele já possuía antecedentes pelo mesmo tipo de crime, estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida e já havia sido penalizado anteriormente com a suspensão do direito de dirigir.
Fiscalização e números da alcoolemia
A ocorrência registrada em Caucaia se insere em um contexto mais amplo de intensificação das ações de fiscalização nas rodovias federais que cortam o Ceará. Os dados dos últimos dois anos demonstram que o aumento no número de testes de alcoolemia realizados pode estar diretamente associado à redução das infrações e das prisões relacionadas à embriaguez ao volante.
Em 2024, foram realizados cerca 108 mil testes de alcoolemia, resultando em 56 prisões por embriaguez ao volante. No mesmo período, foram contabilizadas 705 infrações por alcoolemia, sendo 94 autuações por resultado positivo no teste e 611 autuações por recusa em realizar o exame.
Já em 2025, o número de testes aumentou para mais de 129 mil, indicando ampliação das fiscalizações e maior presença nos pontos estratégicos das rodovias. Nesse ano, foram registradas 37 prisões e 521 infrações por alcoolemia, das quais 75 por teste positivo e 446 por recusa.
Os números apontam que a intensificação das abordagens contribui para a redução de comportamentos irregulares, ainda que a embriaguez ao volante continue sendo uma infração que demanda atenção permanente por parte dos órgãos responsáveis pela segurança viária.
Riscos e consequências previstas na legislação
A condução de veículos sob efeito de álcool compromete funções essenciais para a direção segura, como tempo de reação, coordenação motora, percepção de risco e capacidade de tomada de decisão. Em rodovias federais, onde o fluxo de veículos e as velocidades praticadas são maiores, esse comprometimento potencializa o risco de sinistros com consequências mais graves.
A legislação de trânsito brasileira estabelece consequências claras para esse tipo de conduta. Nos casos de infração administrativa, caracterizada pelo teste positivo ou pela recusa em se submeter ao etilômetro, o condutor está sujeito a multa no valor de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da CNH e retenção do veículo.
Quando o teste do etilômetro indica índice igual ou superior a 0,34 mg/L, a conduta também passa a ser enquadrada como crime de trânsito, com previsão de pena de detenção, além de multa e suspensão ou proibição de obter a habilitação.
As ações de fiscalização têm como objetivo reduzir sinistros, preservar vidas e promover um ambiente viário mais seguro nas rodovias federais. A presença constante das equipes e a intensificação das abordagens buscam coibir condutas que colocam em risco a segurança coletiva, estimular o cumprimento das normas de trânsito e fortalecer uma cultura de responsabilidade entre os condutores, contribuindo para a diminuição de ocorrências graves e para a melhoria contínua da segurança viária.
