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ESCOLAS CONECTADAS
Com internet, alunos indígenas de São Gabriel da Cachoeira (AM) aprimoram conhecimentos sobre a história e a literatura brasileira
Da esquerda para a direita: Richel, Angélica e Kely ao lado do grupo da escola. Foto: Layo Stambassy/MCom
A internet é uma porta para o conhecimento, e os alunos da Escola Estadual Indígena Irmã Inês Penha estão tendo a oportunidade de enriquecer ainda mais o aprendizado em sala de aula com a chegada da tecnologia. A unidade pública de ensino integra o cronograma do Escolas Conectadas, programa dos Ministérios das Comunicações e da Educação que levará, até o fim de 2026, inclusão digital a todas as 138 mil instituições públicas existentes no país.
“Temos a missão de universalizar a conectividade nas escolas públicas do Brasil. É preciso unir esforços para promover a equidade de oportunidades no uso de tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem, ampliando o acesso à internet e às tecnologias digitais por estudantes e professores”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Executada pela EACE (Entidade Administradora da Conectividade de Escolas), a iniciativa levou acesso à internet para uma leva de escolas de São Gabriel da Cachoeira, município localizado a mais de 850 quilômetros de Manaus (AM). Na região, a conectividade já faz muita diferença. A adolescente Angélica Lima, de 17 anos, conta como a tecnologia ajudou a esclarecer curiosidades que tinha sobre a história do Brasil e a apoiar o grupo de trabalho.
“Nós estávamos pesquisando sobre a época da ditadura militar. Aprendemos sobre o governo Jango (João Goulart), como foi esse período da nossa história. Cada um usou bastante a internet. Tínhamos poucos livros na biblioteca com detalhes sobre esse assunto. Tínhamos muitas dúvidas sobre o período, como começou, como terminou. É muito importante termos conhecimento sobre isso”, disse.
Richel Lagos, de 18 anos, também gosta de história do Brasil, mas português e literatura são as disciplinas que mais tiveram impacto para ela com a chegada da internet. “Gosto de saber sobre poetas. Escolhemos um poema do Vinicius de Moraes, o Soneto de Separação. Conhecíamos poemas, mas não sabíamos que era dele. Com a pesquisa na internet, conseguimos interpretar melhor o conteúdo, as poesias que ele fez”, contou.
Companheira de grupos de estudo de Richel e Angélica, Kely Sandoval, de 18 anos, também gosta muito de pesquisar na internet, em especial sobre o mundo globalizado e sobre os conflitos entre Israel e Palestina. “Leio e pesquiso muito sobre as guerras que acontecem lá fora: conflitos, harmonias, como podem melhorar o cenário. Ajuda muito chegar conhecimento para nós. Lemos livros, mas folheamos páginas até achar o que queremos; com a internet, chegamos direto ao tema”, pontuou.
Angélica, Richel e Kely são jovens que não têm internet em casa. O acesso é todo na escola. O programa Escolas Conectadas possui um padrão de conectividade adequado para fins pedagógicos, que contempla:
a) uso para a realização de atividades pedagógicas e administrativas online;
b) uso de recursos educacionais e de gestão;
c) acesso a áudios, vídeos, jogos e plataformas de streaming com intencionalidade pedagógica;
d) disponibilidade de rede sem fio no ambiente escolar, composto por salas de aula, bibliotecas, laboratórios, salas de professores, áreas comuns e setores administrativos.
Sobre a ENEC
A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de alta velocidade, garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas de educação básica do país e fortalecer a presença da Educação Digital e Midiática nos currículos.
O programa também investe na formação de professores e gestores sobre o tema, para garantir uma aprendizagem integral que prepare os estudantes para atuar de forma crítica, consciente e segura no mundo digital.
Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: imprensa@mcom.gov.br | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628