Perguntas Frequentes

Publicado em 17/11/2020 15h37 Atualizado em 05/01/2022 11h28
  • MEI Caminhoneiro(a)
    • Qual a diferença de MEI para MEI Caminhoneiro(a)?

      Hoje quem deseja ser MEI deve atender a uma série de condições, sendo uma das principais a de ter um faturamento anual de até R$ 81 mil, e recolhimento de 5% de INSS sobre o salário mínimo vigente.  

      Porém para quem for caminhoneiro(a) esse valor muda. Quem trabalha nesta categoria profissional pode se inscrever como MEI com um faturamento maior do que o das demais categorias, veja abaixo: 

      • Limite da receita bruta anual: até R$ 251,6 mil anuais 

      • Valor mensal da contribuição previdenciária (INSS): 12% sobre o salário mínimo vigente. 

    • Quais os requisitos para se tornar MEI Caminhoneiro(a)?

      A possibilidade de ser MEI com esta ocupação caminhoneiro(a), já existe. O que muda é o limite de faturamento anual, que sobe para 251,6 mil reais ao ano. 

      Com exceção da regra de faturamento e recolhimento para o INSS, os requisitos para se tornar MEI caminhoneiro(a) são os mesmos, veja: 

      • Contratar no máximo um empregado ou empregada, que receba o piso da categoria ou 1 salário mínimo 

      • Não ser ou se tornar titular, sócio ou administrador de outra empresa 

      • Não ter ou abrir filial 

      • Não ter outro CNPJ 

      • Faturar até R$ 251,6 mil de faturamento anual (sendo este valor proporcional no ano de abertura). 

    • Quais os benefícios para MEI Caminhoneiro(a)?
      Quem for desta categoria poderá ter a seguridade social, com direitos previdenciários, além de outros benefícios da formalização. São eles: 
      • Aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, auxílio-reclusão e pensão por morte 

      • Emissão de notas fiscais, facilitando assim sua contratação por outras empresas e pelos órgãos públicos 

      • Carga tributária fixa, ou seja, não terá surpresas ao fim do mês quanto aos impostos devidos. Sempre vai pagar 12% sobre o salário mínimo vigente para o INSS e mais R$ 1,00 de ICMS uma vez que o tipo de transporte é intermunicipal e/ou interestadual 

      • Impostos em documento único, de fácil acesso, pela internet 

      • Acesso a serviços financeiros de forma diferenciada, além de planos para financiamentos de caminhões e ao crédito, de forma geral 

      • Está dispensado de manter uma contabilidade formal 

      • Custo zero na formalização e abertura do CNPJ 

      • Dispensa de alvará e licença de funcionamento 

      • Possibilidade de participar de licitações e prestar serviços para o poder público 

      • Negociação direta do frete com os embarcadores, sem pagamento por intermediação de agências 

      • Menos impostos: atualmente quem trabalha nesta categoria, como autônomo, paga 20% de INSS, como MEI vai passar a pagar 12% sobre o salário mínimo vigente 

      • Acesso a fornecedores que vendem somente para empresas, para compras de peças. 

    • Por que quem é caminhoneiro(a) faria adesão ao sistema, já que há a possibilidade de cooperativa e outras formas de prestação de serviço, além do contrato via CLT?
      Todas estas formas de atuar neste setor são válidas, mas cabe sempre analisar qual será a mais vantajosa para cada profissional. Por isso, quando for escolher sua forma de trabalho, avalie questões importantes, tais como: 
      1. Na sua cidade, há alguma cooperativa de transportes?  

      1. Se existe uma cooperativa, analise as condições para se tornar cooperado(a) e compare com as condições de MEI. Qual é mais vantajosa e oferece mais benefícios e menores custos? 

      1. Em relação a tributação, no caso da cooperativa é baseada sobre o valor do frete e no caso do MEI é sobre salário mínimo vigente. Sendo assim, qual é mais vantajosa para você? 

      Lógico que sempre temos diversos benefícios no cooperativismo e a decisão é sempre do empreendedor. Mas lembre-se que é sempre importante conhecer as condições de cada uma e verificar qual será mais vantajosa.

    • Qual o caminho para quem é caminhoneiro(a) se formalizar como MEI?

      É bem fácil!  

      Basta acessar o Portal Empresas e Negócios (https://gov.br/mei) e ter em mãos os documentos que serão solicitados, que são: 

      •  CPF 
      •  Documento de identificação (carteira de motorista ou RG) 
      •  Comprovante de residência 
      •  DIRPF (Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física) caso tenha declarado nos últimos 2 anos 
      •  Se você for isento, informe seu título de eleitor 
      •  Definição das ocupações que terá em seu CNPJ (sendo caminhoneiro uma delas) 
    • Quais as obrigações de quem é MEI Caminhoneiro(a)?

      Ao se tornar MEI, esta categoria também terá responsabilidades legais como: 

      • Pagamento mensal da guia (DAS) 
      • Realização de um relatório mensal de faturamento (prestações de serviço) 
      • Envio da declaração anual de faturamento à receita federal 
      • Emissão de notas fiscais sempre que prestar serviços para outra empresa 

       

    • Qual a data de vencimento da guia DAS?
      A data de vencimento referente ao mês corrente sempre será até dia 20 do mês seguinte. A guia pode ser retirada direto pelo Portal Empresas e Negócios (https://gov.br/mei), clicando em “Já sou MEI”, e Pagamento de contribuição mensal e parcelamentos”. 
    • Posso pagar a guia DAS com débito automático?
      Sim, é possível optar por fazer o pagamento mensal do DAS por meio de Débito Automático. 

      Para realizar essa opção, basta acessar https://gov.br/mei, clicando em “Já sou MEI”, e Pagamento de contribuição mensal e parcelamentos, “Debito automático”. Para utilizar este meio de pagamento é preciso ter conta corrente, pessoa física ou jurídica, em um dos bancos abaixo elencados: 

      001 - Banco do Brasil S/A 
      003 - Banco da Amazônia S/A 
      004 - Banco do Nordeste do Brasil S/A 
      021 - Banco Banestes S/A 
      033 - Banco Santander (Brasil) S/A 
      041 - Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A 
      047 - Banco do Estado de Sergipe S/A 
      070 - Banco de Brasília S/A 
      104 - Caixa Econômica Federal 
      237 - Banco Bradesco S/A 
      341 - Itaú Unibanco S/A 
      389 - Banco Mercantil do Brasil S/A 
      748 - Banco Cooperativo Sicredi S/A 
      756 - Banco Cooperativo do Brasil S/A 

      Além disso é preciso observar que: 

      - É de sua responsabilidade a confirmação da realização do débito na conta corrente, ou seja, o efetivo pagamento do DAS 

      - A opção pelo débito automático é válida até que você, MEI, faça a desativação 

      - Se optar pelo débito automático e passar a usufruir de benefício previdenciário (salário-maternidade, auxílio-doença ou auxílio-reclusão) você deve realizar a apuração do respectivo período no PGMEI, selecionando "Benefício INSS", antes do processamento do débito automático, a fim de informar a situação de benefício, para que o valor seja debitado corretamente de sua conta corrente 

      - Em caso de valor diferente, quando marcar benefício previdenciário ou diferenças inferiores a R$ 10,00, o DAS do débito automático será gerado apenas no processamento do mês em que o valor acumulado atingiu o limite mínimo de R$10,00; que é o menor valor que o sistema gera o DAS para pagamento. 

      - A solicitação de inclusão / Alteração / Desativação, para ter efeito no mesmo mês, deve ser feita até 10 dias antes do vencimento efetivo do DAS. 

      Exemplo: Em agosto de 2022, o vencimento efetivo será no dia 22, pois o dia 20/08 é sábado. Neste caso, você terá até o dia 12/08 (22 menos 10) para fazer a solicitação de inclusão pelo débito automático, para que tenha efeito dentro do mês de agosto (para período de apuração 07/20122, com o vencimento em 22/08/2022). As solicitações de inclusão realizadas de 13 a 31 de agosto terão efeito somente a partir do mês seguinte. 

      Atenção: Quando você confirma o débito automático, o aplicativo exibe mensagem informando qual será o primeiro período de apuração, e respectivo vencimento, que pago por meio de débito automático. Fique atento(a) a essa informação. 

    • Como MEI Caminhoneiro(a) poderá emitir Nota Fiscal?

      Existem as notas fiscais de serviços, comércio e transporte entre cidades e/ou estados. Apesar de transporte intermunicipal ser uma prestação de serviço, esta é uma ocupação tributada pelo ICMS e, por isso, exige a inscrição estadual. 

      Se a nota for de transporte entre cidades e/ou estados, deverá acessar a informação da Secretaria da Fazenda (SEFAZ)do seu estado para cadastrar a Inscrição Estadual e verificar os procedimentos necessários para emissão de nota fiscal. Cada SEFAZ tem suas próprias regras, por isso se atente aos documentários necessários.

      Mas, em geral, você precisará de: 

      • CCMEI – Certificado da Condição de Microempreendedor Individual 
      • Inscrição Estadual 
      • Documentos pessoais: RG e CPF  
      • Preenchimento do requerimento de habilitação – particular de cada estado 

      Atenção: Suas notas não terão nenhum valor incluso, já que você paga o boleto (DAS) como MEI. 

      Já no caso de quem realiza transporte municipal de cargas não perigosas (carreto), a nota fiscal é de serviços emitida pela prefeitura onde sua empresa está registrada. Procure a prefeitura de sua cidade para saber qual o procedimento para a emissão deste documento. 

      Diferente da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) emitida para registrar a venda de produtos e ou serviços de transportes entre cidades e/ou estados, a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) é emitida para registrar a prestação de serviços. Consulte seu município e/ou a Secretaria de Fazenda do seu Estado para saber se é permitida a NF-e na sua cidade e/ou Estado. 

      Quem éMEI é isento da emissão de notas quando prestar serviços para pessoas físicas, mas é obrigado a emitir a NFS-e sempre que realizar determinada atividade para uma pessoa jurídica, ou seja, para uma empresa. 

      A principal diferença entre as notas mencionadas acima se relaciona ao órgão responsável por emiti-las, cadastrá-las e validá-las: no caso da NFS-e, o órgão é municipal, enquanto no caso da NF-e, a responsabilidade é da SEFAZ do estado. 

      Por isso, a emissão da nota fiscal de serviço (NFS-e) é diferente em cada cidade, mas no geral a prefeitura disponibiliza um local no próprio site para que o usuário se cadastre, faça o login e emita as notas fiscais. 

      Atenção: para emitir nota fiscal em modelo eletrônico não é obrigatório que quem é MEI tenha um Certificado Digital, conforme LC 123/2006. 

    • Quando deve ser entregue a Declaração Anual de Faturamento (DASN) como MEI?
      Quem é MEI tem a obrigação de enviar, uma vez por ano, a Declaração Anual de Faturamento do Simples Nacional (DASN - SIMEI).  Ela deve ser enviada até o último dia de maio (31.05) de cada ano, informando os valores totais obtidos no ano anterior, mesmo que ainda não tenha recebido estes valores. 
      Na declaração deverá ser informado tanto os valores dos transportes entre cidades/municípios quanto as prestações de serviços dentro do próprio município, quando a ocupação for de transporte municipal de cargas não perigosas (carreto).
        
      Atenção: Esta declaração deve ser enviada mesmo que sua empresa não tenha tido faturamento durante o ano. 
      Caso extrapole o limite permitido de faturamento como MEI Caminhoneiro(a), será preciso buscar o apoio de um(a) profissional de contabilidade e realizar seu desenquadramento do regime  MEI, pois a empresa passará a recolher impostos como Simples Nacional. 
    • MEI Caminhoneiro(a) precisará declarar Imposto de Renda Pessoa Física?
      O fato de ter uma empresa MEI não obriga a pessoa a fazer a declaração de imposto de renda de pessoa física, nem ter valores a pagar deste imposto. Mas se você se enquadrar em uma das condições de obrigatoriedade determinadas pela Receita Federal, precisará declarar todas as informações sobre sua renda, bens e direitos, como também incluir na declaração os rendimentos recebidos como MEI. 
    • Qual o custo para contratação de um(a) empregado(a) por quem é MEI Caminhoneiro(a)?

      O custo total da contratação de um(a) funcionário(a) para quem é MEI é de 11% sobre o valor total da folha de salário: 3% referentes ao INSS e 8% ao FGTS.  

      Assim, o custo de INSS e FGTS para MEI ter uma pessoa contratada em 2022 é de R$ 133,32 (cento e trinta e três reais e trinta e dois centavos). 

      Mas é preciso ter atenção ao custo total que esta pessoa contratada terá para a empresa. Este custo será o salário mensal (piso da categoria ou salário mínimo vigente), vale transporte se necessário, direitos garantidos em Convenção Coletiva de Trabalho, que variam de acordo com a base sindical, podendo ser cesta básica, plano de saúde etc. Além disso é preciso pagar férias, acrescidas de 1/3, 13º salário, INSS e FGTS sobre esses valores e em caso de dispensa desta pessoa sem justa causa, aviso prévio e multa do FGTS.  

  • Pontos de atenção antes da formalização
    • O que preciso fazer antes de me formalizar?
      1. Verificar se recebe algum benefício previdenciário (Exemplo: Aposentadoria por invalidez, Auxílio Doença, Seguro Desemprego, etc).
      2. Procurar a prefeitura para verificar se a atividade pode ser exercida no local desejado. 
      3. Verificar se as atividades escolhidas podem ser registradas como MEI. (Consultar questão 2.6)
    • Quais são as situações em que a formalização como MEI NÃO é permitida?
      • Servidor Público Federal em atividade.
      • Servidores públicos estaduais e municipais devem observar os critérios da respectiva legislação, que podem variar conforme o estado ou município.
      • Pensionista do RGPS/INSS inválido, ou seja, o dependente inválido beneficiário de pensão por morte que se formaliza como MEI ou realiza qualquer outra atividade é considerado recuperado e apto ao trabalho e, portanto, deixará de receber a pensão por morte
      • Pessoa que seja titular, sócio ou administrador de outra empresa, ter mais de um estabelecimento, e se é sócio de sociedade empresária de natureza contratual ou administrador de sociedade empresária, sócio ou administrador em sociedade simples.
    • Quais as situações em que a formalização como MEI é permitida, porém com ressalvas?
      1. Pessoa que recebe o Seguro Desemprego: pode ser formalizada, mas poderá ter a suspensão do benefício. Em caso de suspensão deverá recorrer nos postos de atendimento do Ministério do Trabalho.
      2. Pessoa que trabalha registrada no regime CLT: pode ser formalizada, mas, em caso de demissão sem justa causa, não terá direito ao Seguro Desemprego.
      3. Pessoa que recebe Auxílio Doença: pode ser formalizada, mas perde o beneficio a partir do  mês da formalização.
      4. Pessoa que recebe Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC-LOAS): o beneficiário do BPC-LOAS que se formalizar como Microempreendedor Individual-MEI não perderá o benefício de imediato, mas poderá acontecer avaliação do Serviço Social que, ao identificar o aumento da renda familiar, comprove que não há necessidade de prorrogar o benefício ao portador de necessidades.
      5. Pessoa que recebe Bolsa Família: o registro no MEI não causa o cancelamento do programa Bolsa Família, a não ser que haja aumento na renda familiar acima do limite do programa. Mesmo assim, o cancelamento do benefício não é imediato, só será efetuado no ano de atualização cadastral.
    • O que é a Consulta Prévia de endereço e atividade? Onde fazer a consulta prévia?

      A consulta prévia é a pesquisa realizada junto à Prefeitura (ou Administração Regional) para o cidadão verificar e confirmar se o endereço ou local desejado para estabelecer o seu negócio é passível de instalação de atividade da empresa ou não.

      O órgão responsável para responder a consulta prévia é a prefeitura municipal ou Administração Regional, no caso do DF. É ela que determinará se o endereço indicado para estabelecer a sua empresa é passível ou não de instalação da atividade comercial.

      Assim, antes de efetuar a sua formalização no Portal do Empreendedor, procure se informar perante a Prefeitura ou Administração sobre o local e atividade que pretende exercer. Isso evita problemas na formalização, tais como o cancelamento do registro.

    • Quais documentos ou dados são necessários para me formalizar como MEI?

      Para acessar o serviço de formalização como MEI, o empreendedor precisará possuir uma conta de acesso gov.br.

      Após o acesso, o empreendedor deverá informar o número do título de eleitor ou o número de estrangeiro, para os empreendedor migrantes. Se o empreendedor entregou a DIRPF em um dos 2 últimos exercícios, será exigido o número do recibo de entrega da declaração.  

      Lembre-se também, de que é necessário conhecer as normas da Prefeitura ou Administração para o funcionamento de seu negócio, seja ele qual for.

    • O Microempreendedor Individual pode se formalizar no mesmo endereço de outro MEI? O Microempreendedor Individual pode dividir o mesmo espaço físico onde realiza a atividade com outro MEI?

      Como cada Prefeitura tem sua legislação, normas e procedimentos próprios conforme Códigos de Zoneamento Urbano e de Posturas Municipais, recomendamos realizar uma consulta prévia junto à Prefeitura antes de efetuar a formalização no Portal do Empreendedor para que possa verificar a possibilidade de funcionamento de duas atividades em um mesmo endereço.

    • É possível solicitar a inscrição como MEI e manter vínculo empregatício com carteira assinada?

      Sim. Não há impedimento de um empregado, com carteira assinada exercer atividade econômica como MEI nas horas vagas. 

    • Quais atividades podem ser enquadradas como Microempreendedor Individual?
      As Atividades Permitidas ao MEI são aquelas determinadas segundo o Comitê Gestor do Simples Nacional - CGSN, anexo XI da Resolução CGSN n.140 2018. Acesse o Portal do Empreendedor e consulte a listagem das ocupações permitidas para o MEI.
    • Minha ocupação não consta no Portal. Como faço para me formalizar?

      Só pode se formalizar como MEI quem exerce ocupação descrita na lista de atividades permitidas constante do Anexo XI da Resolução CGSN nº 140, de 22 de maio de 2018.

      Desta forma, recomenda-se que antes de iniciar o processo de formalização, o empreendedor verifique se sua atividade consta na lista do anexo citado acima ou no Portal do Empreendedor.

    • A pessoa física que possui débitos comerciais ou dívidas junto a instituições financeiras, bem como, restrição cadastral nos órgãos de proteção de crédito, poderá se formalizar como MEI?

      Sim. Não existem impedimentos para que a pessoa física com débitos, dívidas comerciais ou bancárias, bem como, com restrição cadastral junto às instituições de proteção ao crédito se formalize como MEI. 

  • Como é feita a formalização do MEI
    • O que é a formalização, onde e como posso realizá-la e são as vantagens de ser formal?

      A formalização é o procedimento que dá vida à empresa, ou seja, é o registro empresarial que consiste na regularização da situação da pessoa que exerce atividade econômica frente aos órgãos do Governo, como Junta Comercial, Receita Federal, Prefeitura e órgãos responsáveis por eventuais licenciamentos, quando necessários.

      A formalização é gratuita e deve ser feita pelo Portal Empresas & Negócios no endereço https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor, por meio do preenchimento de dados cadastrais do empresário e de seu negócio e declaração de aceite das regras gerais relativas ao registro empresarial e as relativas à emissão do termo de ciência e responsabilidade com efeito de dispensa de alvará e licenças de funcionamento.
       
      O SEBRAE oferece orientação gratuita sobre a formalização. Para saber qual a unidade do SEBRAE mais próxima acesse:  http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/Contato.
       

      É necessário atentar que, após a regularização, deve-se recolher mensalmente as  contribuições de R$ 55,00 (ao INSS), acrescido de R$ 5,00 (para Prestadores de Serviço) ou R$ 1,00 (para Comércio e Indústria) por meio de carnê emitido através do Portal Empresas & Negócios.

      Essas despesas são legalmente estabelecidas e garantem àquele que exerce a atividade o direito à aposentadoria, ao auxílio doença, licença maternidade, entre outros benefícios.

    • Quanto tempo demora para me formalizar?

      A formalização é feita pela internet, por meio do serviço FORMALIZE-SE, disponível na página inicial do Portal. O procedimento é extremante simples e pode ser realizado em questão de minutos. 

      As inscrições no CNPJ, na Junta Comercial e no INSS são obtidas imediatamente. A comprovação da formalização ocorre por meio de um documento único, o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual - CCMEI, o qual deve ser emitido ao final do processo de inscrição na seção Próximos Passos. O CCMEI também tem valor de Termo Ciência e Responsabilidade com Efeito de Dispensa de Alvará e Licença de Funcionamento e autoriza o funcionamento imediato da atividade a ser exercida pelo MEI. 

      Não há a necessidade de assinaturas ou envio de documentos e cópias. Tudo é feito eletronicamente.

    • Posso me formalizar a qualquer tempo?

      Sim, a formalização pode ser feita em qualquer época de forma gratuita no Portal do Empreendedor

    • Qual o custo da formalização do Microempreendedor Individual- MEI?

      A formalização do microempreendedor individual - MEI. Conforme prevê a Lei Complementar 123/206, o MEI está isento de qualquer custo de aberta e registro da empresa.

      Todavia, após a formalização é necessário o pagamento mensal dos tributos de R$ 55,00 (INSS), acrescido de R$ 5,00 (para Prestadores de Serviço) ou R$ 1,00 (para Comércio e Indústria) por meio do DAS (carnê) emitido através do Portal do Empreendedor ou pela opção de Débito automático e Pagamento online.

    • Preciso levar algum documento para a Junta Comercial? A Junta Comercial precisa aprovar meu pedido de formalização como MEI?

      Não é necessário encaminhar qualquer documento à Junta Comercial. A inscrição é realizada exclusivamente por meio do Portal do Empreendedor, através do serviço FORMALIZE-SE.

      Após à formalização do MEI, o número do CNPJ, a inscrição na Junta Comercial e no INSS e a Dispensa de Alvará e Licenciamento são obtidos imediatamente, gerando um documento único, que é o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual - CCMEI. 

    • Qual a idade mínima para poder me formalizar como MEI?

      A idade mínima para se registrar como MEI é 18 anos. Porém, as pessoas com 16 ou 17 anos também poderão se registrar desde que sejam legalmente emancipadas. Nesse último caso, é obrigatório, ao se inscrever no Portal do Empreendedor, o preenchimento eletrônico da Declaração de Capacidade, com o seguinte texto: "Declaro, sob as penas da Lei, ser legalmente emancipado".

    • Será feita alguma fiscalização após o registro?

      Sim, poderão ser realizadas fiscalizações a qualquer momento. Ao se inscrever, o MEI está dispensado de alvará ou licença de funcionamento para iniciar suas atividades, mediante preenchimento do Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Dispensa de Alvará e Licença de Funcionamento, o qual consta do CCMEI. Porém, permanece obrigado a cumprir todos requisitos legais estabelecidos pelo Poder Público para o exercício de suas atividades. 

      Assim, poderão ocorrer fiscalizações relacionadas a questões trabalhistas, sanitárias, ambientais, metrológicas, de segurança contra incêndio e  quanto ao uso e ocupação do solo, sendo estas obrigatoriamente orientadoras na primeira visita, conforme prevê o artigo 55 da Lei Complementar 123/2006.

      Poderão ocorrer ainda fiscalizadas da Secretaria da Receita Federal, das Secretarias de Fazenda dos Estados e das Secretarias Municipais de Finanças quanto ao cumprimento das obrigações fiscais.

    • O Microempreendedor Individual - MEI tem Contrato Social? O MEI pode ter sócio?

      O MEI não tem contrato social e não pode ter sócio. O MEI é um Empresário Individual, que exerce atividade econômica em nome próprio. 

      Certificado da Condição de Microempreendedor Individual – CCMEI, é o documento comprobatório do registro como MEI, conforme previsto na Resolução CGSIM n. 48, de 11 de outubro de 2018, e substitui o Requerimento de Empresário para todos os fins.

    • Posso cadastrar um nome fantasia? Como devo proceder?

      Sim, a qualquer momento o MEI pode cadastrar um nome fantasia. O nome fantasia é cadastrado através do Portal Empresas & Negócios, no card, "Atualização Cadastral de MEI", na opção "Solicitar". Importante atentar-se para as regras do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual - INPI, que é o órgão que faz o registro de marcas. O simples cadastro do nome fantasia na Junta Comercial NÃO dá direito ao uso do mesmo caso seja registrado como marca por outra empresa. Caso o MEI queira registrar o nome fantasia que usa como marca acesse o site do INPI: http://www.inpi.gov.br para maiores informações.

    • Como tenho certeza que consegui concluir minha formalização como Microempreendedor Individual- MEI? O que comprova o registro do MEI?

      O processo de formalização do MEI será considerado devidamente concluído com a emissão automática, pelo Portal do Empreendedor, do Certificado da Condição de Microempreendedor Individual – CCMEI, que é o documento comprobatório do registro como MEI. 

    • Ao iniciar minha formalização no Portal do Empreendedor, o formulário eletrônico apresenta informações erradas nos campos de "Identificação". Como devo proceder?

      Os dados cadastrais carregados automaticamente no formulário de inscrição do MEI são obtidos do cadastro CPF da pessoa, conforme constam das bases de dados da Receita Federal do Brasil e, portanto, qualquer erro nestes dados é decorrente de erro de cadastro no CPF. Recomenda-se que empresário realize a correção dos erros identificados antes de proceder com a formalização.

      Para Dirija-se a uma unidade dos Correios, ao Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal, munido dos documentos pessoais que comprovem o erro e proceda à retificação dos dados incorretos.

      Após efetuar a correção e verificar que os dados cadastrais estão corretos volte ao Portal do Empreendedor e faça sua formalização. 

    • O que fazer quando o sistema aponta impedimento do titular no ato da formalização?

      Dentre as condições para ser MEI está a de não ser titular, sócio ou administrador de outra empresa. Essa informação é checada no inicio do processo de inscrição, por meio da verificação se o CPF do solicitante pertence ao societário de outra empresa. Caso o vínculo seja verificado, o impedimento é detectado e apresenta-se a mensagem para o usuário. Qualquer dúvida procure um posto de atendimento da Receita Federal do Brasil, para consulta e certificação da sua situação cadastral. 

    • O MEI pode ter mais do que uma ocupação ou atividade econômica conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE)?

      Sim. Além da atividade principal, o MEI pode registrar até 15 (quinze) ocupações para suas atividades secundárias, as quais serão vinculadas ao código de Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE.

  • Dispensa de Alvarás e Licenças de Funcionamento
    • O que é a dispensa de alvarás e licenças de funcionamento para o MEI?

      É o procedimento estabelecido pelo Comitê de Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios - CGSIM, por meio da Resolução nº 59, de 12 de agosto de 2020, que concede ao Microempreendedor Individual - MEI autorização para início imediato de suas atividades após a conclusão do registro, dispensando o empreendedor de obter quaisquer outras autorizações prévias ao início da atividade.

      A concessão da dispensa ocorre mediante manifestação do empreendedor quanto ao conhecimento e aceite dos requisitos legais definidos pelo poder público para a realização da atividade pretendida. Esta manifestação ocorre no ato de inscrição ou alteração cadastral realizado por meio do Portal do Empreendedor através do aceite do Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Dispensa de Alvará e Licença de Funcionamento.

      Este termo passa a integrar o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual - CCMEI, gerado ao final da inscrição ou alteração, e que se constitui no único documento válido para fins de comprovação da constituição da empresa MEI bem como da sua condição de dispensa de obter alvarás e licenças de funcionamento.

      Importante esclarecer que a dispensa de alvarás e licenças de funcionamento não desobriga o MEI de cumprir com os requisitos estabelecidos pelo poder público relativamente ao funcionamento regular de sua atividade, compreendidos os aspectos sanitários, ambientais, tributários, de segurança pública, uso e ocupação do solo, atividades domiciliares e restrições ao uso de espaços públicos.

      As fiscalizações para verificação do cumprimento destes requisitos serão realizadas pela autoridade pública responsável pelo estabelecimento do requisito. Caso se verifique que o empreendedor se encontra em desconformidade com os requisitos previstos, a autoridade responsável por esta verificação notificará o empreendedor para a adoção das providências de correção, respeito o princípio da fiscalização orientadora estabelecido na Lei Complementar 123/2006. Mantida a inobservância da norma por parte do empreendedor, poderá haver o cancelamento de sua inscrição.

    • A dispensa de alvarás e licenças de funcionamento é gratuita para o Microempreendedor Individual - MEI?

      Sim. A Lei Complementar nº 123 prevê que o MEI está dispensado do pagamento de quaisquer custos relativos à abertura, à inscrição, ao registro, ao funcionamento, ao alvará, à licença, ao cadastro, às alterações e procedimentos de baixa e encerramento e aos demais itens relativos ao Microempreendedor Individual, incluindo os valores referentes a taxas, a emolumentos e a demais contribuições relativas aos órgãos de registro, de licenciamento.

      A comprovação da dispensa é feita por meio do Certificado da Condição de Microempreendedor Individual - CCMEI, que deverá ser impresso pelo MEI. Igualmente, a obtenção do CCMEI é gratuita e realizada eletronicamente por meio do Portal.

    • O que muda com a resolução 59 do CGSIM?

      A Resolução CGSIM nº 59, de 12 de agosto de 2020 veio alterar três de suas Resoluções vigentes, de forma a dispensar o MEI de alvarás e licenças de funcionamento.

      A principais alterações são:

      - As atividades exercidas pelo MEI passam a ser consideradas de baixo risco; 

      - Todas as ocupações do MEI dispensadas de alvarás e licenças de funcionamento, mediante a manifestação pelo empreendedor da concordância ao Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Dispensa de Alvará e Licença de Funcionamento a partir do ato de inscrição ou alteração;

      - Fortalecimento de papel dos órgãos e entes federais, estaduais, distritais e municipais dispensarem exigências especiais ao MEI para início de seu funcionamento; e

      - Adoção do mecanismo de acesso digital único do usuário aos serviços públicos, para fins de identificação e autenticação segura do empreendedor.

  • Nota Fiscal (Inscrição Estadual e/ou Municipal)
  • O que é o Microempreendedor Individual - MEI
  • Previdência e Demais Benefícios
    • Quais os benefícios previdenciários do MEI?
      Ao se formalizar, o MEI passa a ter cobertura previdenciária para si e seus dependentes, com os seguintes benefícios.

      PARA O EMPREENDEDOR:

      a)  Aposentadoria por idade: mulher aos 62 anos e homem aos 65, observado o tempo mínimo de contribuição de 15 anos, para mulheres, e de 20 anos, para os homens, a contar do primeiro pagamento em dia. Essa regra se aplica para aqueles que começaram a contribuir para a Previdência a partir de 13 de novembro de 2019, data de publicação da EC nº 103/2019.

      A EC nº 103/2019 também estabelece regras de transição para os segurados que já contribuíam para a Previdência.

      Assim, o segurado que já contribuía para a Previdência antes de 13 de novembro de 2019 poderá aposentar-se por idade quando preencher, cumulativamente, os seguintes requisitos:

      I - 60 anos de idade, se mulher, e 65 anos de idade, se homem; e

      II - 15 anos de contribuição, para ambos os sexos.

      A partir de 1º de janeiro de 2020, a idade de 60 anos da mulher, será acrescida em 6 meses a cada ano, até atingir 62 anos de idade, em 2031.

      Especificamente para esse benefício, mesmo que o segurado pare de contribuir por bastante tempo, as contribuições para aposentadoria nunca se perdem, sempre serão consideradas para a aposentadoria.

      Para mais informações entre em contato com a Central 135 da Previdência ou o visite o site do INSS (https://www.inss.gov.br/).

      b) Auxílio doença e Aposentadoria por invalidez: são necessários 12 meses de contribuição, a contar do primeiro pagamento em dia. É importante saber que, em relação ao benefício auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, nos casos de acidente de qualquer natureza ou se houver acometimento de alguma das doenças especificadas em lei, independe de carência a concessão desses dois benefícios. 

      c) Salário-maternidade: são necessários 10 meses de contribuição, a contar do primeiro pagamento em dia.

      PARA OS DEPENDENTES:

      Pensão por morte e auxílio reclusão: esses dois benefícios têm duração variável, conforme a idade e o tipo do beneficiário.

      Carência para o auxílio-reclusão: 24 contribuições mensais.

      Pensão por morte: Na hipótese de o segurado falecido estar, na data de seu falecimento, obrigado por determinação judicial a pagar alimentos temporários a ex-cônjuge, ex-companheiro ou ex-companheira, a pensão por morte será devida pelo prazo remanescente na data do óbito, caso não incida outra hipótese de cancelamento anterior do benefício.

      • Duração de 4 meses a contar da data do óbito para o cônjuge: 

      -Se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha realizado 18 contribuições mensais à Previdência ou;

      -Se o casamento ou união estável tenha iniciado há menos de 2 anos antes do falecimento do segurado;

      • Duração variável conforme a tabela abaixo para o cônjuge: 

      -Se o óbito ocorrer depois de realizadas 18 contribuições mensais pelo segurado e pelo menos 2 anos após o início do casamento ou da união estável; ou

      Idade do cônjuge na data do óbito

      Duração máxima do benefício

      menos de 21 anos

      3 anos

      entre 21 e 26 anos

      6 anos

      entre 27 e 29 anos

      10 anos

      entre 30 e 40 anos

      15 anos

      entre 41 e 43 anos

      20 anos

      a partir de 44 anos

      Vitalício

      • O benefício é devido até os 21 anos de idade, salvo em caso de invalidez ou deficiência.

      Para os benefícios que exigem carência mínima (quantidade de  contribuições), as contribuições não precisam ser seguidas, desde que o segurado não fique muito tempo sem contribuir, ou seja, não ocorra a perda da qualidade de segurado entre as contribuições. O MEI mantém a qualidade de segurado (vínculo com a previdência social, e direito aos seus benefícios) em regra, até 12 meses após a última contribuição.

      Observação: O calculo dos benefícios é efetuado com base nas contribuições realizadas pelo segurado desde 7/1994. Assim, ainda que esteja contribuindo como MEI (que é com base em um salário mínimo), o valor do benefício pode ser superior a 01 salário mínimo. Se não houver outras contribuições além de MEI, o benefício será no valor de salario mínimo.

    • O empregado de uma empresa privada pode se inscrever como MEI?

      Sim, não há vedação à inscrição de empregado de empresa privada como MEI.

    • O MEI pode contratar como empregado o cônjuge ou o companheiro?

      Sim. O vínculo empregatício mantido entre cônjuges ou companheiros não impede o reconhecimento da qualidade de segurado do empregado, excluído o doméstico.

      Na hipótese de não constarem do sistema do INSS (CNIS) as informações sobre atividade, vínculo, remunerações ou contribuições, ou de haver dúvida sobre a regularidade das informações existentes, o período somente será confirmado por meio da apresentação de documentos contemporâneos dos fatos a serem comprovados, com menção às datas de início e de término.

    • O período de contribuição como Microempreendedor Individual poderá ser somado a outros períodos de contribuição para a Previdência Social?

      Sim, o tempo de contribuição pode ser contado para concessão de aposentadoria por idade, assim como para o cumprimento de carência para auxílio-doença, salário-maternidade e aposentadoria por invalidez, desde que devidamente recolhidos.

      No entanto, para que o período de contribuição do MEI conte para a aposentadoria por tempo de contribuição, o MEI deverá complementar a contribuição mensal mediante recolhimento da diferença entre o percentual pago e o de 20%, acrescido de juros moratórios (§ 3º do art. 21 da Lei nº8.212, de 1991). Essa diferença é calculada sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário de contribuição em vigor no mês que haverá a o pagamento complementar.

      As regras de aposentadoria por tempo de contribuição só se aplicam aos segurados que já contribuíam para a Previdência Social até 13 de novembro de 2019, em razão da EC nº 103/2019.

      Para mais informações entre em contato com a Central 135 da Previdência ou o visite o site do INSS (https://www.inss.gov.br/).

    • No caso do MEI estar inadimplente com os pagamentos (DAS), qual é o prejuízo ou penalidade que o MEI terá junto ao INSS/Previdência Social?

      São dois grandes prejuízos para o trabalhador:

      Primeiro, não terá esse tempo inadimplente contado para nenhum benefício da previdência social. 
       
      Segundo, caso necessite de algum benefício não programado, como auxílio doença, pensão por morte ou salário maternidade, por exemplo, poderá não ter direito a esses.
       
      Além disso, quando for recolher as contribuições atrasadas, terá que calcular os valores acrescidos de multa e juros.
    • O MEI que estiver recebendo auxílio-doença ou salário maternidade deve pagar o DAS?

      Sim, quando o ICMS ou ISS acumularem R$ 10,00. Isto porque, em caso de gozo de benefício de auxílio-doença ou de salário-maternidade, não é devido o recolhimento da contribuição do MEI relativamente à Previdência Social, desde que o período do benefício englobe o mês inteiro, mas permanecem devidos os tributos ICMS e ISS.

      Caso o início do gozo do auxílio-doença e do salário-maternidade transcorra dentro do mês, será devido o recolhimento da contribuição do MEI relativo àquele mês. 

      Exemplo: Se o benefício vai do dia primeiro ao último dia do mês (1º a 31), a parcela do INSS não é devida. Mas se o benefício tem início ou fim previsto dentro do mês, o DAS deve ser pago relativo a esse mês.

    • Como MEI, se eu engravidar, como farei para dar entrada no salário-maternidade?
      A segurada poderá agendar o requerimento de salário-maternidade pela Central de Atendimento 135 ou através da página da Previdência Social na Internet, selecionando a opção "Requerimento de Salário Maternidade".
      O salário-maternidade da Microempreendedora Individual será pago diretamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e a contribuição previdenciária devida pela MEI durante o recebimento do salário maternidade será descontada automaticamente do valor deste beneficio, referente ao mês inteiro em que ficar em benefício.
      Também podem ter direito ao salário-maternidade o MEI do sexo masculino, nos casos de falecimento da mãe (gestante), adoção ou guarda judicial para fins de adoção ocorrida a partir de 25/10/2013 (data da publicação da Lei nº 12.873/2013), e a segurada, nas hipóteses de parto natimorto, adoção e aborto não criminoso.
    • Como será pago o Salário - Maternidade à empregada do MEI?

      O INSS pagará diretamente o salário-maternidade à empregada do MEI.

    • Já sou aposentado, como MEI o que ganharei ao contribuir para o INSS?
      A contribuição previdenciária do MEI que já for aposentado não dá direito a uma segunda aposentadoria, porém o segurado tem direito a salário-maternidade e acesso ao serviço de reabilitação profissional do INSS.
       
      É importante ressaltar que os benefícios previdenciários não são as únicas vantagens decorrentes da formalização, tendo em vista o tratamento empresarial diferenciado dispensado ao MEI
    • Sou aposentado por invalidez, se eu me formalizar como Microempreendedor Individual - MEI perderei a aposentadoria?

      Sim. O aposentado por invalidez que retorna ao trabalho como MEI ou realizando qualquer outra atividade é considerado recuperado e apto ao trabalho, portanto, deixará de receber o benefício por invalidez.

    • O MEI que se aposenta por invalidez deve dar baixa em sua inscrição como MEI?

      A concessão da aposentadoria por invalidez está condicionada ao afastamento da atividade como MEI, dessa forma o MEI deverá realizar a baixa de sua inscrição, uma vez que a inscrição ativa indica a continuidade da atividade remunerada.

    • Quem está recebendo salário-maternidade decorrente de vínculo CLT, caso se inscreva como MEI, perderá o benefício?
      Sim. A percepção do salário-maternidade está condicionada ao afastamento da atividade desempenhada, sob pena de suspensão do benefício.
      Portanto, a formalização como MEI, e o respectivo exercício dessa atividade, poderá ensejar a suspensão do salário-maternidade.
    • Sou tutor e administro uma pensão por morte de um órfão menor de idade. Caso me registre como MEI, o menor perderá o benefício previdenciário?
      Não, o órfão menor não perde o benefício previdenciário da pensão por morte a que tem direito pelos atos praticados pelo tutor.
      Na dúvida sobre a natureza do benefício recebido pelo menor, entre em contato com a Previdência Social.
    • Qual o prazo para o MEI solicitar o auxílio doença?
      O auxilio doença (para o próprio MEI) poderá ser solicitado a partir do primeiro dia em que o MEI ficar incapacitado de exercer suas atividades. O pagamento será devido a contar da data do início incapacidade, quando requerido em até 30 dias do afastamento.
       
      Para requerer qualquer benefício perante o INSS/previdência, o segurado deve ligar para Central telefônica 135 ou utilizar os serviços do Meu INSS, que pode ser acessado pela internet de um computador (https://www.gov.br/pt-br/temas/meu-inss) ou pelo seu próprio telefone celular (Android e iOS).
    • Para o MEI que também trabalha como empregado, qual o prazo para solicitar o auxilio doença?

      O auxílio-doença para o próprio MEI  poderá ser solicitado a partir do primeiro dia em que o MEI ficar incapacitado de exercer suas atividades.

      Como empregado de uma empresa privada, o auxílio-doença é devido ao trabalhador que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos.

      Se o trabalhador tiver dois vínculos com a previdência social (como MEI e empregado de empresa privada) poderá, se ficar incapacitado para as duas atividades, requerer o auxílio-doença para ambas as atividades.

    • O MEI pode receber Seguro-Desemprego?

      Sim, desde que não tenha auferido renda mensal igual ou superior a 1 (um) salário mínimo no período de pagamento do benefício. Para mais informações, procure os postos de atendimento do Ministério do Trabalho.

    • Se eu ficar sem contribuir durante um período, posso retomar as contribuições?

      Sim, nesse caso o segurado deve retomar as contribuições assim que possível, para reconquistar a condição de filiado da Previdência Social.

    • Caso o MEI decida encerrar sua atividade, pode continuar contribuindo para o INSS?

      Sim, pode continuar contribuindo na categoria de segurado facultativo.

    • Uma pessoa de 60 anos, que nunca contribuiu para o INSS, e se registra como MEI. Como é necessário ter 180 contribuições mensais, isso significa que só poderá se aposentar por idade aos 75 anos?

      Sim. A aposentadoria por idade exige, além da idade mínima, 180 contribuições mensais. É importante saber que existem casos em que o trabalhador teve vínculo empregatício no passado, momento em que o empregador fez o recolhimento em nome do trabalhador. Ligue para central da Previdência Social nº 135, ou verifique sua carteira de trabalho, para saber se há registro de contribuição previdenciária antiga.

    • Se uma pessoa aposentada por invalidez se tornar MEI, perde o benefício?

      Sim. O aposentado por invalidez que retorna ao trabalho como MEI é considerado recuperado e apto ao trabalho. Portanto, deixará de receber o benefício por invalidez.

    • Quais os requisitos para uma aposentadoria por idade urbana?
      • Os requisitos são os seguintes:

      • Mulher aos 60 anos de idade;
      • Homem aos 65 idade; e
      • 180 (cento e oitenta) contribuições mensais (15 anos).
    • Quais são os critérios para a aposentadoria por tempo de contribuição?

      A espécie de aposentadoria por tempo de contribuição foi extinta pela EC nº 103/2019. Para os segurados que já contribuíam para a Previdência Social antes de 13 de novembro de 2019, foram estabelecidas regras de transição, que incluem mais de uma opção para a aposentadoria exclusivamente por tempo de contribuição. O segurado poderá optar pela forma mais vantajosa para o seu caso.

      Para mais informações entre em contato com a Central 135 da Previdência ou o visite site do INSS (https://www.inss.gov.br/).

  • Pagamento da contribuição mensal (carnê mensal)
    • O Carnê da Cidadania será enviado para endereço do MEI em 2021?
      NÃO. O Carnê da Cidadania não será emitido pelo governo federal e demais órgãos e instituições (SEMPE; SEBRAE; RFB; INSS...).
      Para gerar a guia do Documentos de Arrecadação do Simples Nacional – DAS - acesse o Portal do Empreendedor em  “Pague sua contribuição Mensal ”.
    • Qual o valor das contribuições mensais (Carnê do MEI - DAS) para o ano de 2022?
      A Contribuição do MEI - Microempreendedor Individual, para 2022 será de:
       
      MEIs – Atividade
      INSS - R$
      ICMS/ISS - R$
      Total - R$
      Comércio e Industria - ICMS
      60,60
      1,00
      61,60
      Serviços - ISS
      60,60
      5,00
      65,60
      Comércio e Serviços - ICMS e ISS
      60,60
       6,00
      66,60

       O valor do Salário Mínimo é de R$ 1.212,00 (mil e cem reais), por mês, conforme Medida Provisória nº 1091, de 30 de dezembro de 2021.

    • Como o MEI deve fazer para recolher as suas contribuições mensais (Carnê do MEI - DAS) e fazer seus pagamentos?
      O MEI deverá acessar a seção Já Sou o Portal do Empreendedor e escolher a opção “Pague sua contribuição mensal”.
      Há 3 formas de pagamento disponíveis: debito automáticopagamento on-line ou boleto de pagamento. O empreendedor deverá escolher uma destas formas. A opção pelo débito automático é realizada apenas uma vez, de forma o débito será realizado diretamente na conta do empreendedor sem que o mesmo precise realizar qualquer operação. As opções pagamento on-line ou boleto pagamento são realizada mês a mês. Neste caso, o empreendedor deve retornar ao Portal Empreendedor a cada mês para realizar o pagamento. No caso do pagamento on-line, o usuário é direcionado para o internet banking da instituição financeira onde o usuário possui conta corrente, com as informações do pagamento previamente configuradas. No caso do boleto, o usuário deve gerar o boleto e pagá-lo na nos bancos conveniados, casas lotéricas e/ou agências dos correios (Banco Postal).
    • Para o MEI que não pagou o boleto mensal no vencimento, é possível recalcular a guia para pagamento em atraso?

      Sim. Para isso, o empreendedor deve emitir uma nova guia de pagamento dos meses em atraso, acessando a opção "boleto de pagamento" disponível no card "Pagamento de Contribuição Mensal" da seção Já Sou do Portal Empresas & Negócios.

      Na tela que será exibida, informe o número do CNPJ, confira se o nome empresarial está correto e clique na opção "Emitir Guia de Pagamento". Informe o ano e clique em OK. Na listagem que será exibida, selecione o mês ou meses que deseja pagar, informe a data em que o pagamento será realizado e clique em Apurar/Gerar DAS ou Pagar Online.

    • Se o MEI durante o ano alterar, incluir ou excluir atividades do registro, o valor do pagamento mensal (DAS) será alterado?

      Quando o MEI, altera, incluiu ou excluiu atividades durante o ano, o valor do boleto mensal (DAS) não sofre alteração até o encerramento do ano. Assim, o valor que o MEI recolherá até dezembro do ano em que houve a alteração continuará o mesmo. Os valores serão ajustados apenas no próximo ano.

    • Como o MEI que não está operando seu negócio (inativo) deve proceder para não gerar novos débitos?

      O MEI deverá realizar a baixa da inscrição MEI, utilizando o serviço "Baixa" da seção  "Já Sou Microempreendedor Individual" do Portal do Empreendedor. 

      Além disso, caso o MEI possua débitos pendentes, deverá realizar a quitação dos meses em aberto. Para emitir os boletos pendentes, acesse o serviço “Pague Sua Contribuição Mensal” também disponível "Já Sou Microempreendedor Individual" do Portal do Empreendedor, e selecione uma opção de pagamento, dentre boleto ou pagamento online.  Os débitos serão gerados com o acréscimo de multas e juros relativos ao período de atraso. Há a possibilidade também de parcelamento dos débitos pendentes. 

      Caso o pagamento não seja realizado antes da baixa, os débitos serão transferidos para o CPF do empreendedor. 

    • O Microempreendedor Individual tem que pagar algum boleto de cobrança que chega pelo correio, e-mail ou SMS relativo a seu negócio para instituições privadas como associações e sindicatos?

      Não. O MEI, NÃO é obrigado a se filiar a nenhuma instituição ou pagar boletos enviados pelo correio, e-mail ou SMS por instituições, associações e/ou sindicatos. Sendo assim, caso receba este tipo de cobrança, NÃO efetue o pagamento, vez que, é indevida.

    • Quais impostos devem ser pagos pelo Microempreendedor Individual- MEI? Quais são os valores e os vencimentos?

      Com o registro, o MEI passa a ter a obrigação de contribuir para o INSS/Previdência Social, sendo de 5% sobre o valor do Salário Mínimo, mais R$ 1,00 de ICMS para o Estado (atividades de indústria, comércio e transportes de cargas interestadual) e/ou R$ 5,00 ISS para o município (atividades de Prestação de Serviços e Transportes Municipal).

      A vantagem para o MEI é o direito aos benefícios previdenciários, tais como, aposentadoria por idade, licença maternidade, auxílio-doença, entre outros, após obedecidos os prazos de carência. A contribuição ao INSS é reajustada sempre que houver o aumento do salário mínimo. O benefício previdenciário também é aumentado sempre que houver aumento do salário mínimo.
       

      O vencimento dos impostos (DAS) é até o dia 20 de cada mês, passando para o dia útil seguinte caso incida em final de semana ou feriado.

    • Como faço o pagamento dos impostos devidos pelo Microempreendedor Individual- MEI?
      O MEI poderá fazer o pagamento dos impostos e contribuições através da guia de pagamento (DAS), disponibilizada no Portal do Empreendedor na opção “CARNÊ MEI - DAS”. Para impressão, informe apenas o número do CNPJ. O MEI tem a opção de imprimir todos os DAS mensais (de janeiro a dezembro) para realizar os recolhimentos durante o ano.
       
      O MEI pode efetuar o pagamento em qualquer agência da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bancos Estaduais, Casas Lotéricas e/ou Bancos Conveniados. O vencimento da Guia DAS é dia 20 de cada mês, passando para o dia útil seguinte, caso o dia 20 seja final de semana ou feriado. 
    • Qual será o procedimento em caso de atraso nos pagamentos dos impostos?

      Após o vencimento do carnê ou da guia DAS, o MEI deverá gerar um novo DAS, acessando a opção “CARNÊ MEI - DAS”. O DAS será impresso com multa e juros, atualizado para a data informada para pagamento.

      A multa será de 0,33% por dia de atraso limitado a 20% e os juros serão calculados com base na taxa SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subsequente ao da consolidação até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado.

    • Como o MEI deve proceder quando efetuar o pagamento de seu DAS em duplicidade?
      Tendo em vista que no DAS pode conter até três tributos distintos:
      • Contribuição Previdenciária (competência federal),
      • ICMS (competência estadual) e
      • ISS (competência municipal);
      O MEI poderá solicitar a restituição do DAS pago indevidamente, até 5 anos após a data do seu recolhimento, diretamente ao respectivo órgão público federado, conforme citamos acima e observada a respectiva competência tributária.
       
      Exemplo: MEI com atividade de comércio e serviços recolhe um DAS indevidamente. Nesse caso, deverá solicitar a restituição da Contribuição Previdenciária na unidade da Receita Federal do Brasil; do valor de ICMS perante a Secretaria de Fazenda Estadual; e com relação ao ISS na Administração Tributária Municipal.

      Como os procedimentos e documentos a serem apresentados podem variar, o MEI deve procurar maiores informações diretamente nos respectivos órgãos.

    • O que acontece quando o MEI NÃO faz sua declaração anual – DASN/SIMEI ou a entrega com atraso?

      Quando o MEI entrega a Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN/SIMEI), em atraso, fica sujeito ao pagamento de multa, no valor mínimo de R$ 50,00 (cinquenta reais), ou de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o montante dos tributos decorrentes das informações prestadas na DASN-SIMEI, ainda que integralmente pago, limitada a 20% (vinte por cento).

      Após a entrega da DASN-SIMEI em atraso, a notificação do lançamento, bem como os dados do DARF para pagamento da multa serão gerados automaticamente, e constarão ao final do recibo de entrega. Caso o pagamento seja feito em até 30 dias, a multa será reduzida em 50%, totalizando R$ 25,00.

    • O MEI que realizou a Declaração Anual do MEI – DASN-SIMEI de forma errada (como situação especial) não terá acesso a declaração retificadora, portanto não terá como alterar a falha, como ele poderá corrigir o erro?

      Não é possível cancelar DASN-Simei de extinção (situação especial) entregue indevidamente durante o próprio ano-calendário. Não é possível mudar de situação especial para NORMAL. Desta forma, somente no ano seguinte, quando então estará disponível a DASN-Simei, do próximo ano-calendário - situação "Normal", será possível apresentar a declaração do tipo RETIFICADORA, sem marcar "Situação Especial", corrigindo definitivamente a situação.

      A entrega indevida da DASN-Simei de extinção não gera a exclusão da empresa do Simples Nacional e também não bloqueia o PGMEI, sendo permitida a emissão de DAS de meses posteriores à data do evento informada na declaração.

    • O Microempreendedor Individual é obrigado a pagar Contribuição Sindical, mesmo não sendo filiado a Sindicato?

      Não. O MEI não é obrigado a recolher contribuição Sindical Patronal, com base no artigo 13, caput e § 3º da Lei Complementar nº 123/2006, observadas as alterações promovidas pela Lei Complementar nº 127/2007 e pela Lei Complementar nº 128/2008.

      Assim, a contribuição sindical, na condição de tributo instituído pela União, não é devida pelo MEI, na forma da Lei Complementar nº 123/2006.

      Entendimento dado também pela Coordenação Geral de Relações do Trabalho do MTE, através da Nota Técnica CGRT/SRT 02/2008 e pela Instrução Normativa nº 608/2006, da Receita Federal do Brasil.

    • O MEI tem a obrigação de recolher taxas para associações?

      A contribuição ou recolhimento de taxas, a qualquer associação não é obrigatória. Assim, o MEI poderá desconsiderar qualquer tipo de cobrança de associação, exceto se estiver associado como contribuinte voluntário.

    • O MEI que nunca pagou DAS poderá ter o seu registro cancelado?

      Sim. O cancelamento pode ocorrer caso não haja o pagamento das contribuições de 12 meses consecutivos, de acordo com a regulamentação.

    • O MEI que está inadimplente com o pagamento do DAS pode parcelar esta dívida? Quais as condições do parcelamento?

      Sim. Com o advento da Lei Complementar nº 155, de 27 de outubro de 2016, é permitido parcelar os débitos do MEI. Há duas modalidades de financiamento: convencional e especial. Para saber mais, consulte a opção parcelamento, disponível na seção "Já Sou Microempreendedor Individual" do Portal do Empreendedor. 

    • A inadimplência do MEI referente às guias do DAS é passível de dívida ativa no CNPJ da empresa?

      Sim, os débitos do MEI são passíveis de inscrição em dívida ativa. A RFB envia o débito para a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional - PGFN, que poderá inscrever os débitos em dívida ativa e realizar a cobrança a qualquer tempo.

  • Empregado do MEI
    • Quantos empregados o Microempreendedor Individual- MEI pode contratar?

      O MEI pode contratar até 01 (um) empregado com remuneração de um salário mínimo ou piso salarial da categoria.

    • Quais os procedimentos que o MEI deve tomar para caracterizar o afastamento do único empregado?

      A partir do atendimento da condição legal do afastamento, o empregador Microempreendedor Individual (MEI) pode contratar outro empregado, e o contrato desse novo empregado perdurará durante o tempo em que o contrato do outro empregado estiver interrompido ou suspenso. 

      Exemplo: a licença maternidade é caracterizada a partir do momento em que o empregador é notificado pela empregada mediante a entrega do atestado médico ou da certidão de nascimento do filho.

    • Para contratação de empregado o MEI precisa de um contador?

      Não há necessidade de ter um contador para a contratação de um empregado pelo MEI. Se preferir, o MEI pode utilizar-se do auxílio de um profissional da contabilidade a fim de obter mais detalhes e orientação para a contratação de um empregado. 

    • Qual o custo para contratação de um empregado?

      Os valores podem alterar caso o piso salarial da categoria profissional seja superior ao salário-mínimo. Como exemplo, para salário igual ao valor do salário mínimo, o custo previdenciário, recolhido em GPS - Guia da Previdência Social, é de R$ 133,32(correspondentes a 11% do salário mínimo vigente), sendo R$ 36,36 (3% do salário mínimo) de responsabilidade do empregador (MEI) e R$ 96,96 (8% ou conforme tabela de contribuição mensal ao INSS (1)) descontado do empregado. A alíquota de 3% a cargo do empregador não se altera.

      Além do encargo previdenciário de 3% de responsabilidade do empregador, o MEI também deve depositar o FGTS, calculado à alíquota de 8% sobre o salário do empregado. Sendo assim, o custo total da contratação de um empregado pelo MEI é de 11% sobre o valor total da folha de salários (3% de INSS mais 8% de FGTS).

    • O MEI quando contratar empregado deverá fazer a guia do FGTS (GFIP) e informar ao órgão competente?
      Sim. Caso tenha um empregado, o MEI deve recolher mensalmente o FGTS com alíquota de 8% sobre o valor do salário pago, preencher e entregar a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) à Caixa Econômica Federal até o dia 7 do mês seguinte àquele em que a remuneração foi paga. Caso não haja expediente bancário no dia 7, a entrega deverá ser antecipada para o dia de expediente bancário imediatamente anterior.
       

      O MEI que não contratou funcionário ou não possui funcionário não é obrigado a elaborar e entregar mensalmente a GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – e mesmo assim   obterá a Certidão de Regularidade Fiscal junto ao FGTS expedida pela Caixa Econômica Federal.

    • O MEI que não contratou funcionário durante o ano, está obrigado a elaboração e entrega da RAIS?

      Não. O MEI que não contratou funcionário durante o ano não é obrigado a apresentar a RAIS - Relação Anual de Informações Sociais, conforme previsto no inciso II do Artigo 108, da Resolução CGSN nº 140, de 2018.

  • Alteração de Dados Cadastrais
  • Quero deixar de ser MEI - (Baixa)
  • Desenquadramento
    • O que é desenquadramento para o MEI ?

      É deixar de atender quaisquer das condições exigidas e impostas para optar como Microempreendedor Individual, a exemplo, ultrapassar limite de faturamento anual para o MEI, ou seja, R$ 81.000,00, ao ano.

    • Posso efetuar o desenquadramento por opção a qualquer tempo?

      O desenquadramento por opção poderá ser realizado a qualquer tempo, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro do ano-calendário subsequente, salvo quando a comunicação for feita no mês de janeiro, quando os efeitos do desenquadramento dar-se-ão nesse mesmo ano-calendário. 

    • Como efetuar o desenquadramento como MEI ?

      O desenquadramento poderá ser realizado por meio do serviço “Desequadramento do SIMEI” disponibilizado no Portal do Simples Nacional.

      O MEI deverá, antes de efetuar a solicitação de desenquadramento, gerar um código de acesso, conforme instruções disponíveis no Portal do Simples Nacional. Após digitar o código de acesso, o contribuinte deverá selecionar o motivo e a data em que ocorreu o fato motivador do desenquadramento.

    • Qual o prazo para o MEI comunicar seu desenquadramento obrigatório e quais os efeitos?

       O MEI deverá comunicar seu desenquadramento obrigatório quando:

      ●     Exceder no ano o limite de faturamento bruto de R$ 81.000,00, devendo a comunicação ser efetuada até o último dia útil do mês posterior àquele em que tenha ocorrido o excesso, produzindo efeitos:

             a) A partir de 1º de janeiro do ano-calendário subsequente ao da ocorrência do excesso, na hipótese de não ter ultrapassado o referido limite em mais de 20%;

             b) retroativamente a 1º de janeiro do ano-calendário da ocorrência do excesso, na hipótese de ter ultrapassado o referido limite em mais de 20%.

      ●     Deixar de atender qualquer das condições previstas nos incisos de I a IV do caput do art. 100, da Resolução CGSN nº 140/2018, para condição de MEI, devendo a comunicação ser efetuada até o último dia útil do mês posterior àquele em que ocorrida situação de vedação, produzindo efeitos a partir do mês subsequente ao da ocorrência da situação impeditiva.

      ●     Incorrer em alguma das situações previstas para a exclusão do Simples Nacional, ficando o desenquadramento sujeito às regras do art. 81 da Resolução CGSN nº 140, de 2018.

      Nota: No caso de início de atividade, deverá ser observado o limite proporcional ao limite de faturamento anual (R$ 81.000,00), multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano, consideradas as frações de meses como um mês inteiro.

      Exemplo: Para o MEI que efetuou o registro em Julho/2018, o seu limite de faturamento para o ano será R$ 40.500,00 (R$ 6.750,00 x 6 meses = R$ 40.500,000). (Resolução CGSN nº 140/2018,art. 100, §1º ).

    • A partir de que data estarei desenquadrado com MEI no caso de exceder o limite de receita bruta?

      A data dos efeitos do desenquadramento dependerá de dois fatores:

           ●   Se a empresa está no ano de início de atividade, e

           ●   Se o limite de receita bruta foi ultrapassado em mais de 20%, conforme quadro abaixo:

      Data dos efeitos do Desenquadramento

      Situação

      Exemplo

      Data de abertura da empresa

      (desenquadramento retroativo)

       

      Receita bruta que tenha ultrapassado o limite proporcional em mais de 20%, no ano-calendário de início de atividades.

      - data de abertura: 09/12/2018

      - receita bruta em 12/2012: R$ 9.000,00

      - data efeito desenquadramento: 09/12/2018

      1º de janeiro do ano-calendário subsequente ao da ocorrência do excesso de receita

      Receita bruta que NÃO tenha ultrapassado o limite proporcional em mais de 20%, no ano-calendário de início de atividades.

       - data de abertura: 18/11/2011

      - optou pelo SIMEI em 2018

      - receita bruta em 12/2018: R$ 7.500,00

      data efeito desenquadramento: 01/01/2019

      1º de janeiro do ano-calendário em que ocorreu o excesso de receita

      (desenquadramento retroativo)

      Receita bruta que tenha ultrapassado o limite em mais de 20%, fora do ano-calendário de início de atividades.

       - data de abertura: 18/11/2011

      - optou pelo SIMEI em 2018

      - receita acumulada em 2018: R$ 100.000,00

      - data efeito desenquadramento: 01/01/2018

      1º de janeiro do ano-calendário subsequente ao da ocorrência do excesso de receita

      Receita bruta que NÃO tenha ultrapassado o limite em mais de 20%, fora do ano-calendário de início de atividades.

      - data de abertura: 18/11/2011

      - optou pelo SIMEI em 2018

      - receita acumulada em 2018: R$ 90.000,00- data efeito desenquadramento: 01/01/2019

      Nota: Na hipótese de a receita bruta auferida no ano-calendário não exceder em mais de 20% (vinte por cento) os limites de que tratam os parágrafos 1º e 2º do art. 18-A da Lei Complementar nº 123/2006, o contribuinte deverá recolher a diferença, sem acréscimos, no vencimento estipulado para o pagamento dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional relativos ao mês de janeiro do ano-calendário subsequente, aplicando-se as alíquotas previstas nos Anexos da Lei Complementar nº 123, de 2006, observando-se, com relação à inclusão dos percentuais relativos ao ICMS e ao ISS, as tabelas constantes do Anexo XI da  Anexo XI da Resolução CGSN nº 140, de 2018.. Este cálculo deve ser realizado utilizando-se o envio da DASN-SIMEI, disponível no Portal do Empreendedor, na opção Entregar Declaração.

    • O desenquadramento do MEI, implica, necessariamente, exclusão do Simples Nacional?

      Não. O contribuinte desenquadrado como MEI passará, a partir da data de início dos efeitos do desenquadramento, a recolher os tributos devidos pela regra geral do Simples Nacional, como Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte, exceto se incorrer em alguma das situações previstas para exclusão do Simples Nacional.

      Para recolher os tributos pela regra do Simples Nacional, o contribuinte deverá utilizar o aplicativo PGDAS, disponível no POrtal do Simples Nacional, para cálculo do valor devido e geração da guia de recolhimento (DAS).

    • Em que situações ocorrerá o desenquadramento automático como MEI?

      Será desenquadrado automaticamente como MEI o Microempreendedor Individual que promover a alteração de dados no CNPJ que importem em:

      a)      Alteração para natureza jurídica distinta de empresário individual a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil);

      b) Inclusão de atividade econômica não permitida pelo CGSN (ver Anexo XI - Atividades Permitidas ao MEI - Resolução CGSN nº 140, de 2018);

      c) Abertura de filial. 

      Notas:

      1. Os efeitos do desenquadramento dar-se-ão a partir do mês posterior ao da ocorrência da situação impeditiva. 

      Exemplo: Em maio/2012 o MEI efetua alteração no CNPJ incluindo atividade não autorizada ao MEI (ocupação não constante do Anexo XI da  Anexo XI da Resolução CGSN nº 140, de 2018) com data de evento informada de 15/03/2012. O desenquadramento será realizado automaticamente com efeitos a partir de 01/04/2012.

      2. O contribuinte pode confirmar o desenquadramento acessando o serviço consulta de optantes disponível no portal do Simples Nacional.

    • O que fazer caso seja feito o desenquadramento e o MEI não tiver solicitado, mesmo exercendo atividades e com faturamento que permitem manter a condição de MEI?

      Caso o MEI seja desenquadrado do SIMEI sem sua solicitação espontânea, por não ter excedido o limite de faturamento ou outro motivo previsto em Lei, deverá procurar um posto de atendimento da Receita Federal do Brasil, em seu município ou região e verificar o(s) motivo(s) pelo desenquadramento de ofício.

  • Quero crescer, não sou mais MEI, e agora
    • O que ocorre com a pessoa que estiver enquadrada na lei do MEI e estourar o faturamento de 81 mil anual?

      Ao estourar o limite de R$ 81.000,00, o MEI passará à condição de MICROEMPRESA, tendo duas situações:

      1º) Se o faturamento foi maior que R$ 81.000,00, porém não ultrapassou R$ 97.200,00 (menor que 20% de R$ 97.200,00), o MEI deverá recolher os DAS na condição de MEI até o mês de dezembro e recolher um DAS - excesso de receita, pelo excesso de faturamento, no vencimento estipulado para o pagamento dos tributos abrangidos no Simples Nacional relativo ao mês de janeiro do ano subsequente (em regra geral no dia 20 de fevereiro). Este DAS será gerado quando da transmissão da Declaração Anual do MEI (DASN-SIMEI).  

      A partir do mês de janeiro, passa a recolher o imposto SIMPLES NACIONAL como MICROEMPRESA, com percentuais iniciais de 4%, 4,5% ou 6% sobre o faturamento do mês, conforme as atividades econômicas exercidas - Comércio, Indústria e/ou Serviços - (item, 1, alínea “a”, do Inciso II, do §º2º, do artigo 115 da  Resolução CGSN nº 140, de 2018).
       
      2ª) Se o faturamento foi superior a R$ 97.200,00 (maior que 20% de R$ 97.200,00), e inferior ao limite de opção/permanência no Simples Nacional (R$ 4.800.000,00), o MEI passa à condição de MICROEMPRESA (se o faturamento foi de até R$ 360.000,00) ou de EMPRESA DE PEQUENO PORTE (caso o faturamento seja entre R$ 360.000,00 a R$ 4.800.000,00), retroativo ao mês janeiro ou ao mês da inscrição (formalização), caso o excesso da receita bruta tenha ocorrido durante o próprio ano-calendário da formalização, passa a recolher os tributos devidos na forma do SIMPLES NACIONAL com percentuais iniciais de 4%, 4,5% ou 6% sobre o faturamento, conforme as atividades econômicas exercidas - Comércio, Indústria e/ou Serviços.
       
      Exemplo: Se ultrapassou os R$ 97.200,00, em julho, e não ultrapassou R$ 360.000,00, passará a condição de Microempresa, retroagindo ao mês de janeiro.  (item, 2, alínea “a”, do Inciso II, do §º2º e §9°do artigo 115 e da Resolução CGSN nº 140, de 2018.
       

      Nas duas situações acima, o MEI deverá solicitar obrigatoriamente o desenquadramento como MEI no Portal do Simples Nacional no site da Receita Federal do Brasil (Artigo 115 da Resolução CGSN nº 140, de 2018).

  • Como posso aprender mais
    • Existem cursos de capacitação específicos para o Microempreendedor Individual?

      Como Comprar Bem e de Bons Fornecedores

      Como aumentar suas vendas

      Como agir de maneira empreendedora

      Como controlar o fluxo de caixa

      Como planejar o meu negócio

      Como unir forças para crescer

      Como administrar um pequeno negócio

      Como definir preço de venda

      Como vender pela internet na crise do coronavírus

      Como expandir seus negócios

      Como se Tornar um Microempreendedor Individual

      Fluxo de Caixa- MEI

      Como Formalizar seu Negócio como MEI

      Curso por WhatsApp: Primeiros Passos MEI

      Já sou empresário. E agora?

      Esses cursos são oferecidos presencialmente e pela internet gratuitamente, acessando, http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ead

    • O Sebrae possui cursos sobre as normas e procedimentos exigidos pelas Vigilâncias Sanitárias?

      O Sebrae oferece o curso BPSA – Boas práticas nos Serviços de Alimentação, desenvolvido para atender os proprietários e funcionários que atuam no setor de serviços de alimentação (padarias, bares, cantinas, lanchonetes, bufês, confeitarias, restaurantes, comissárias, cozinhas industriais e cozinhas institucionais), com vistas à orientação e capacitação quanto aos procedimentos de higienização e manipulação de alimentos e aos documentos legais relacionados a essa prática.

      O curso é oferecido de forma presencial ou através da internet, acessando o site do SEBRAE em http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae
  • Débito automático/pagamento online
    • O que é Débito Automático do MEI?

      É uma funcionalidade desenvolvida no Portal do Simples Nacional que permite ao Microempreendedor Individual – MEI pagar os valores mensais apurados no SIMEI (INSS, ICMS, ISS), de forma automática, debitando de sua conta-corrente Pessoa Física ou Jurídica.
      Essa opção pode ser acessada em “Simei Serviços > Débito Automático”, e serão necessários o CNPJ, o CPF e o Código de Acesso.

      Clique aqui para consultar o passo a passo.

      O MEI deve ter conta-corrente em algum dos bancos da rede arrecadadora a seguir:

      001 - Banco do Brasil;
      003 - Banco da Amazônia S/A;
      004 – Banco do Nordeste do Brasil S/A;
      008 - Banco Santander (Brasil) S/A;
      021 - Banco Banestes S/A;
      041 - Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A;
      070 - Banco de Brasília S/A;
      104 - Caixa Econômica Federal;
      237 - Banco Bradesco S/A;
      389 - Banco Mercantil do Brasil S/A;
      748 - Banco Cooperativo Sicredi S/A;
      756 - Banco Cooperativo do Brasil S/A.

      Notas:

      1. A responsabilidade por confirmar a realização do débito na conta-corrente, ou seja, o efetivo pagamento do DASMEI é do MEI.
      2. A opção pelo débito automático é válida até que o MEI faça a desativação.
      3. O Débito Automático do MEI só será realizado enquanto o CNPJ estiver ativo e optante pelo SIMEI.
      4. O MEI, em gozo de benefício previdenciário, não deve fazer a opção pelo débito automático no ano em que gozou de benefício previdenciário. Por esse motivo, DESATIVE sua opção pelo Débito Automático do MEI e só REATIVE após o dia 10 de Janeiro do ano seguinte,  caso não esteja mais em gozo de benefício previdenciário.
      5. O MEI que passar a usufruir de benefício previdenciário deve solicitar a DESATIVAÇÃO do débito automático. Nova opção só deverá ser feita no ano seguinte, após o dia 10 de Janeiro, caso não esteja mais em gozo de benefício previdenciário.
      6. Inclusão / Alteração / Desativação realizada até o dia 10 surtirá efeito no dia 20 do mês corrente (PA anterior). Inclusão / Alteração / Desativação realizada após o dia 10 surtirá efeitos no dia 20 do mês seguinte (PA atual).
      7. A geração de DAS para pagamento, fora do Débito Automático do MEI, deve ser feita utilizando-se o PGMEI, APP MEI ou Totem Sebrae, mas, no caso de o MEI estar em gozo de benefício previdenciário, a geração deve ser feita exclusivamente pelo PGMEI.

    • Como o MEI pode fazer a opção pelo Débito Automático?

      Para fazer a opção pelo Débito Automático, o MEI deverá entrar na opção “Simei Serviços > Débito Automático”. Serão necessários o CNPJ, o CPF e o Código de Acesso, além dos dados de sua Conta Bancária (Banco, Agência e Conta Corrente).

      Caso o contribuinte não possua código de acesso, poderá gerar o código no momento que for acessar o serviço Débito Automático do MEI.

      Notas:

      1. O início do Débito Automático do MEI ocorrerá da seguinte forma:

      - Opções realizadas até o dia 10 surtirão efeito no dia 20 do mês corrente, ou dia útil posterior, e quitarão tributos do mês anterior.
      - Opções após o dia 10 surtirão efeitos no dia 20 do mês seguinte, ou dia útil posterior, e quitarão tributos do mês em curso.

      2. Caso a opção seja feita após o dia 10 do mês em curso, o pagamento dos tributos do mês anterior deverá ser feito da forma convencional, com a emissão do DAS pelo PGMEI, APP MEI ou Totem Sebrae.

      Exemplo 1:
      Dia da opção pelo Débito Automático do MEI: 10 de Maio de 2017
      Efeito: O DAS referente ao mês (PA) de Abril de 2017 serão debitados da conta-corrente do MEI no dia 22 de maio de 2017 (dia 20 é sábado).

      Exemplo 2:
      Dia da opção pelo Débito Automático do MEI: 11 de Julho de 2017
      Efeito: O DAS referente ao mês (PA) de Julho de 2017 serão debitados da conta-corrente do MEI no dia 21 de Agosto de 2017 (dia 20 é Domingo). Neste caso, até o dia 20 de julho de 2017 o MEI deverá pagar normalmente o DAS do mês (PA) Junho de 2017.

    • Como o MEI deve proceder em caso de estar usufruindo de benefício previdenciário?

      Caso o MEI esteja usufruindo de benefício previdenciário ele não deverá fazer a Opção pelo Débito Automático do MEI. O contribuinte deverá continuar pagando os seus tributos gerando o DAS por meio do PGMEI. Nova opção só deverá ser feita no ano seguinte, após o dia 10 de Janeiro, caso não esteja mais em gozo de benefício previdenciário.

      Nota: A geração do DAS em caso de benefício previdenciário deve ser feita unicamente por meio do PGMEI, não devendo ser utilizado o APP MEI ou Totem SEBRAE.

    • Como o MEI deve proceder caso tenha optado pelo Débito Automático e passe a usufruir de benefício previdenciário?

      Caso o MEI tenha optado pelo Débito Automático e passe a usufruir de benefício previdenciário, ele deve DESATIVAR a sua opção pelo Débito Automático utilizando a opção “Débito Automático > Desativação”. Para pagar o DAS deve utilizar o PGMEI.

      Nova opção só poderá ser feita no ano seguinte, após o dia 10 de Janeiro, caso não esteja mais usufruindo de benefício previdenciário.

      Nota: A geração do DAS em caso de benefício previdenciário deve ser feito unicamente por meio do PGMEI, não devendo ser utilizado o APP MEI ou Totem SEBRAE.

    • Como o MEI pode Consultar/ Alterar/ Desativar sua opção pelo Débito Automático do MEI?

      Deve acessar “SIMEI Serviços > Débito Automático do MEI > Débito Automático" e selecionar a opção correspondente (Consulta, Alteração ou Desativação).

      Notas:

      1. Alterações/ Cancelamentos realizados até o dia 10 do mês corrente surtirão efeito a partir do dia 20 do mês corrente.
      2. Alterações/ Cancelamentos realizados após o dia 10 surtirão efeito a partir do débito a ser realizado no dia 20 do mês seguinte.

    • O que é o pagamento online?

      É uma forma de pagamento via débito em conta-corrente dos DAS do Simples Nacional.
      Mais informações na notícia publicada no Portal do Simples Nacional.

    • Posso pagar online mais de um DAS por ano-calendário?

      Sim. Você irá selecionar um Período de Apuração, pagar o DAS online e retornar para selecionar outro Período de Apuração, sempre um de cada vez. Não é possível selecionar vários documentos para pagamento online de uma só vez.

    • Posso pagar online se estiver recebendo benefício do INSS?

      Não. Se você informar que está recebendo um Benefício do INSS, o sistema automaticamente irá selecionar todas as competências para a impressão dos DAS e irá desabilitar a opção “Pagar Online”, pois, para esta opção, só é possível pagar um documento de cada vez.

  • Papel do Município em relação ao MEI
  • Restituição do MEI
  • Parcelamento convencional - RFB
    • Posso parcelar os débitos apurados pelo Simei (INSS, ISS e ICMS)?

      Sim. Existem duas modalidades de parcelamento: o convencional, que pode ser solicitado a qualquer tempo, e os especiais por tempo determinado. No momento só está disponível o convencional.

      Importante: Somente serão parcelados débitos já vencidos e declarados por meio da DASN Simei na data do pedido de parcelamento.

    • Como solicitar o parcelamento dos débitos do MEI em cobrança na RFB?

      O pedido de parcelamento convencional pode ser feito no Portal do Simples Nacional ou no Portal e-CAC da Receita Federal do Brasil (RFB), no serviço “Parcelamento – Microempreendedor Individual”.

      O acesso ao Portal do Simples Nacional e ao Portal e-CAC é feito com certificado digital ou código de acesso que pode ser gerado no portal.

      Nota: O código de acesso gerado no Portal do Simples Nacional não é válido para acesso ao Portal e-CAC da RFB, e vice-versa.

    • Qual o valor mínimo para a parcela mensal?

      O valor mínimo de R$ 50,00 (cinquenta reais).

    • Em quantas parcelas posso parcelar os débitos do MEI na RFB?

      O número máximo de parcelas é 60 (sessenta). O aplicativo calcula a quantidade de parcelas de forma automática, considerando o maior número de parcelas possível, respeitado o valor da parcela mínima, (R$ 50,00), não sendo permitido ao MEI escolher o número de parcelas.

    • Qual é o prazo para pagamento da primeira parcela e das parcelas seguintes?

      Para que o parcelamento seja validado, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) da primeira parcela deverá ser pago até a data de vencimento constante no documento.  Após o pagamento da primeira parcela, as parcelas seguintes ficam disponíveis para impressão a partir do dia 10 dos meses posteriores, e devem ser pagas, mensalmente, até o último dia útil de cada mês.

      Importante: Se não houver o pagamento em dia da 1ª (primeira) parcela, o pedido de parcelamento será considerado sem efeito e o aplicativo permitirá nova solicitação no mesmo ano.

    • Em quanto tempo posso fazer essa nova solicitação após o vencimento da primeira parcela não paga?

      Caso o contribuinte não pague a 1ª parcela até o vencimento, um novo parcelamento poderá ser solicitado 3 dias após essa data.

      Caso o contribuinte não tenha intensão de realizar o pagamento da 1ª parcela e, por alguma razão, solicitar um novo parcelamento, ele também tem a opção de solicitar a desistência do parcelamento e, em seguida, solicitar o novo parcelamento.

      O aplicativo de parcelamento convencional, em regra, só permitirá um pedido validado por ano-calendário. Antes do pagamento da 1ª parcela o parcelamento não é considerado validado, e, por essa razão, é possível a sua desistência e a solicitação de um novo parcelamento no mesmo ano-calendário.

    • Posso pagar as parcelas por meio de débito automático?

      Sim. A opção pelo débito automático pode ser feita no próprio serviço de parcelamento. Para mais informações, clique aqui no manual de Parcelamento de Débitos do MEI. Vale destacar que o MEI deverá emitir e pagar a primeira parcela, sendo possível somente a opção pelo débito automático das parcelas que vencerem no mês seguinte.

    • Posso desistir do parcelamento?

      O MEI pode desistir do parcelamento a qualquer tempo.

      Nota: A desistência encerra o parcelamento. Os débitos não regularizados terão prosseguimento na cobrança e envio para inscrição em Dívida Ativa da União (DAU).

    • O parcelamento pode ser rescindido? Em quais situações?

      O parcelamento será rescindido quando houver:

      •  a falta de pagamento de 3 (três) parcelas, consecutivas ou não; ou
      • a existência de saldo devedor, após a data de vencimento da última parcela do parcelamento.
  • Pagamento de débitos em atraso inscritos em Dívida Ativa
    • Em que casos o MEI poderá ser inscrito em Dívida Ativa?

      Os Microempreendedores Individuais (MEI) que estão inadimplentes, com os débitos apurados nas Declarações Anuais Simplificadas (DASN-Simei), poderão a partir de outubro de 2021 ter seu CNPJ inscrito em Dívida Ativa. Essa dívida será cobrada na justiça com juros e outros encargos previstos em lei.

    • O que acontecerá com o MEI que não regularizar sua situação e for inscrito em dívida ativa na PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional)?

      Haverá o envio dos seus débitos à Dívida Ativa da seguinte forma:

      • Dívida previdenciária (INSS) e demais tributos federais serão encaminhados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa da União, com acréscimo de 20% a título de encargos; e
      • Dívida relativa a ISS e/ou ICMS será transferida ao Município ou ao Estado, conforme o caso, para inscrição em Dívida Ativa Municipal e/ou Estadual, com acréscimo de encargos de acordo com a legislação de cada ente.
    • O que poderá acontecer com o MEI que não regularizar a inadimplência além de ser inscrito em dívida ativa?

      As outras consequências são:

      • deixar de ser segurado do INSS, perdendo assim os benefícios previdenciários, tais como aposentadoria, auxílio doença, dentre outros;
      • ter seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) cancelado;
      • ser excluído dos regimes Simples Nacional e Simei pela Receita Federal, Estados e Municípios;
      • ter dificuldade na obtenção de financiamentos e empréstimos; entre outras.
    • Os débitos que forem para Dívida Ativa serão pagos em guia única englobando os débitos de INSS, ICMS e ISS?

      Não. Após a inscrição em Dívida Ativa, o recolhimento do débito de INSS deverá ser realizado em DAS DAU (documento específico para Dívida Ativa da União), pelo portal da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), conforme informações abaixo, enquanto o de ISS e ICMS diretamente em guia própria do Município ou Estado onde está registrado o MEI.

    • Como posso consultar os débitos que poderão entrar em dívida ativa e as guias em aberto do MEI?

      Os débitos em cobrança podem ser consultados no PGMEI (versão completa), com certificado digital ou código de acesso, na opção "Consulta Extrato/Pendências > Consulta Pendências no Simei”. Esta opção também permite a geração do DAS para pagamento.

    • Como solicitar o parcelamento dos débitos do MEI em cobrança na PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional)?

      1- Acessar o portal REGULARIZE e clicar na opção Negociação de dívida > ACESSAR O SISPAR. Neste momento, o MEI será direcionado para o Sistema de Negociações (SISPAR).

      2. Na tela inicial do SISPAR, clicar no menu Adesão, opção Parcelamento.

      3. Na tela da adesão de parcelamento, clicar em Avançar.

      4. Selecionar a negociação 0004 - Parcelamento ConvencionalEm seguida, selecionar a modalidade, conforme o caso, PARCELAMENTO SEM GARANTIA – SIMPLES NACIONAL ou PARCELAMENTO SEM GARANTIA – SIMPLES NACIONAL – PESSOA FÍSICA CORRESPONSÁVEL.

      5. Em seguida, selecionar os DAS que tem interesse em parcelar e seguir as orientações que aparecerem nas telas seguintes.

      6. Realizadas todas as etapas, clicar no botão Confirmar e, em seguida, em Sim para confirmar a negociação.

      7. Após clicar em Sim, uma tela com o resumo da solicitação da negociação aparecerá. Nesta tela, clicar no botão Documento de Arrecadação para emitir o documento da primeira parcela.

      8. Pronto! Agora salve o documento ou imprima para realizar o pagamento em uma agência bancária, Lotéricas, Banco Postal dos Correios ou caixa eletrônico, aplicativo de celular e internet banking.

    • Posso parcelar os débitos Inscritos do MEI na PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) em quantas parcelas?

      O parcelamento poderá ser solicitado em até 60 (sessenta) parcelas, desde que o valor mínimo da prestação não seja inferior a 300,00 (trezentos reais). No momento da adesão, o próprio Sistema de Negociações (SISPAR) faz o cálculo do valor das parcelas e informa a quantidade de parcelas disponíveis.

    • Qual o valor mínimo da parcela em dívida ativa da União para o MEI?

      O valor mínimo da prestação não seja inferior a a 300,00 (trezentos reais).

    • Como é feito a aprovação do parcelamento dos débitos do MEI na PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional)?

      O pagamento da primeira parcela da entrada, até a data de vencimento do DAS (último dia útil do mês de adesão), é o que efetiva o parcelamento.

      O deferimento sairá em até 5 (cinco) dias úteis após o pagamento da primeira parcela.

      Importante: Se não houver o pagamento em dia da 1ª (primeira) parcela, o pedido de parcelamento será considerado sem efeito e o aplicativo permitirá nova solicitação no mesmo ano.

    • Qual é o prazo para pagamento da primeira parcela e das seguintes?

      O vencimento da primeira parcela será o último dia útil do mês que o MEI fez a adesão ao parcelamento, e as seguintes também no ultimo dia útil de cada mês.

    • Posso pagar as parcelas por meio de débito automático?

      O MEI pode aderir ao débito automático para quitação mensal das parcelas. Para isso, basta acessar o portal REGULARIZE e clicar na opção Negociação de Dívida Acessar o Sispar Débito automático (no menu superior).

      Na tela do serviço, selecionar o acordo de transação e clicar em Débito Automático. Em seguida, clicar em Alterar e, no campo Habilitado, selecionar a opção Sim. Nesse momento, os campos BancoAgência Conta Corrente ficarão disponíveis para preenchimento. Após informar todos os campos, clicar em Gravar.

      Vale destacar que o MEI deverá emitir e pagar a primeira parcela, sendo possível somente a opção pelo débito automático das parcelas que vencerem no mês seguinte.

    • Como faço para emitir as parcelas mensais?

      Para emitir mensalmente as parcelas acesse o portal do REGULARIZE, vá na opção Negociação de Dívida ACESSAR O SISPAR > menu Emissão de Documento. Outra opção para emissão da parcela, por meio do REGULARIZE, é na opção Pagamento > Emitir DARF/DAS de parcela, informar o CNPJ do MEI e o número da conta do parcelamento – que pode ser encontrado no campo Número de Referência que aparece no DAS das parcelas e no recibo do parcelamento.

    • O parcelamento pode ser rescindido? Em quais situações?

      Sim, caso o MEI deixe de pagar 3 (três) parcelas, seguidas ou não; ou deixe de pagar até 2 (duas) parcelas, estando quitadas todas as demais; ou estando vencida a última prestação do parcelamento.

  • Cancelamento da inscrição de MEI
    • O que é cancelamento e suspensão do MEI?

      O cancelamento de MEI está previsto no Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, no parágrafo 15-B, do artigo 18-A. O CGSIM - Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios - criado para tratar do processo de registro e de legalização de empresários e de pessoas jurídicas, realizou a regulamentação por meio da Resolução n° 36/2016, alterada pela Resolução n° 39/2017, que estabelece o cancelamento da inscrição do MEI que não cumpre nenhuma de suas obrigações fiscais.

      A Resolução publicada prevê que antes do cancelamento efetivo, o MEI terá seu CNPJ suspenso por 95 dias e só depois deste prazo, caso ainda continue inadimplente, a baixa acontecerá definitivamente.

      A relação dos MEIs que tiverem suas inscrições no CNPJ suspensas ou canceladas serão publicadas no Portal do Empreendedor.

    • Quais os efeitos do cancelamento do MEI?

      A inscrição de MEI cancelada terá os seguintes efeitos:

      • Baixa da inscrição do MEI no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);
      • Baixa das inscrições do MEI nas administrações tributárias estadual e municipal;
      • Cancelamento das licenças e dos alvarás concedidos.

      Dessa forma, o cancelamento não pode ser revertido. O empreendedor terá que se formalizar novamente caso queira realizar atividade econômica como MEI. Portanto, caso opte por nova formalização como MEI, não poderá manter o mesmo número do CNPJ cancelado.

      Sobre os aspectos previdenciários, as contribuições mensais efetivamente pagas (Guia DAS-MEI) nesse período continuam válidas para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e poderão ser consideradas para a concessão de eventuais benefícios previdenciários, inclusive na contagem para aposentadoria, nos termos da legislação previdenciária.

      Importante saber que cancelamento do registro, sem quitação dos débitos, não impede que posteriormente sejam lançados ou cobrados do titular do CNPJ cancelado os impostos, contribuições e respectivas penalidades decorrentes da falta de recolhimento ou da prática comprovada e apurada em processo administrativo ou judicial de outras irregularidades praticadas. Neste caso, os débitos que permanecerem após o cancelamento poderão ser também ser parcelados. Para saber mais sobre o parcelamento de débitos, clique aqui.

    • Haverá alguma comunicação que minha inscrição será cancelada?

      A norma prevê que antes do cancelamento definitivo, o MEI terá seu CNPJ suspenso por 90 dias e só depois deste prazo, caso ainda continue inadimplente, a baixa acontecerá definitivamente.

      A relação dos MEIs que tiverem suas inscrições no CNPJ suspensas ou canceladas serão publicadas no Portal do Empreendedor.

    • Depois do cancelamento consigo emitir o CCMEI?

      O CCMEI será emitido com a condição de “baixado”, perdendo o seu efeito de alvará.

      Importante esclarecer que após CCMEI cancelado, o MEI poderá transmitir as declarações em atraso.

  • MEI Rural
  • Salão Parceiro-Profissional Parceiro
    • Quais são os benefícios do novo sistema de trabalho e os maiores desafios no processo de transição?

      O maior benefício é propor avanços na relação contratual. Cada profissional de beleza poderá continuar atuando para receber uma comissão de acordo com os valores de mercado. Em contrapartida, o dono do salão tem a segurança na questão tributária e trabalhista.

    • Quais ocupações estão previstas para profissional-parceiro?

      Cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicures, depiladores e maquiadores.

    • Como deverá ser comprovada a relação de parceria?

      Por meio da homologação do contrato de parceria a ser realizada no âmbito do sindicato profissional. Na hipótese de ausência do sindicato profissional, a homologação deverá ocorrer na Superintendência Regional do Trabalho do respectivo Estado, perante duas testemunhas.

      É importante destacar que a homologação pressupõe análise dos termos do contrato de parceria a ser homologado no sindicato profissional, principalmente no que diz respeito à presença das cláusulas obrigatórias de que trata o §10 do art. 1º-A da Lei n.º 12.592, de 18 de janeiro de 2012.

      Sob pena de reconhecimento de vínculo empregatício entre o salão-parceiro e o profissional-parceiro, as partes não podem deixar de celebrar e homologar o contrato de parceria nos termos da lei. Além disso, também sob pena de configuração de vínculo empregatício entre as partes, o profissional-parceiro deve atuar nos estritos termos previstos no contrato de parceria, não podendo desempenhar funções diferentes das descritas no referido contrato.

       

    • Há modelos de contrato de parceria para salões de beleza?

      Sim. Algumas entidades representativas do setor podem fornecer aos seus associados. 

    • Quais são as cláusulas obrigatórias do contrato de parceria (parágrafo 10 - Lei nº 13.352/2016)?

      São as seguintes cláusulas:

      I - percentual das retenções pelo salão-parceiro dos valores recebidos por cada serviço prestado pelo profissional-parceiro;

      II - obrigação, por parte do salão-parceiro, de retenção e de recolhimento dos tributos e contribuições sociais e previdenciárias devidos pelo profissional-parceiro em decorrência da atividade deste na parceria;

      III - condições e periodicidade do pagamento do profissional-parceiro, por tipo de serviço oferecido;

      IV - direitos do profissional-parceiro quanto ao uso de bens materiais necessários ao desempenho das atividades profissionais, bem como sobre o acesso e circulação nas dependências do estabelecimento;

      V - possibilidade de rescisão unilateral do contrato, no caso de não subsistir interesse na sua continuidade, mediante aviso prévio de, no mínimo, trinta dias;

      VI - responsabilidades de ambas as partes com a manutenção e higiene de materiais e equipamentos, das condições de funcionamento do negócio e do bom atendimento dos clientes;

      VII - obrigação, por parte do profissional-parceiro, de manutenção da regularidade de sua inscrição perante as autoridades fazendárias.

    • Quem é responsável pela centralização de pagamentos e recebimentos?

      O salão-parceiro realizará a retenção de sua parte, conforme contrato de parceria, e fará o recolhimento de tributos e contribuições sociais e previdenciárias incidentes sobre a parte do profissional-parceiro.

      Para fins tributários, a parte retida pelo salão-parceiro deve ser declarada como RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. No Simples Nacional não tem validade o § 4º do art. 1º-A da Lei nº 12.592/2012, na redação dada pela Lei nº 13.352/2016. De acordo com o § 18 do art. 25-A da Resolução CGSN nº 140/2018:

      § 19. A receita obtida pelo salão-parceiro e pelo profissional-parceiro de que trata a Lei nº 12.592, de 2012, deverá ser tributada: (Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 3º, §§ 1º e 16; art. 18, § 4º)

      I - na forma prevista no Anexo III desta Resolução, quanto aos serviços e produtos neles empregados; e

      II - na forma prevista no Anexo I desta Resolução, quanto aos produtos e mercadorias comercializados.

      A parte destinada ao profissional-parceiro ocorrerá também a título de atividades de prestação de serviços de beleza.  

    • Quem é responsável pela preservação e manutenção das condições de trabalho?

      O salão-parceiro. Especialmente quanto aos seus equipamentos e instalações, possibilitando as condições adequadas ao cumprimento das normas de segurança e saúde.

    • Como a lei é aplicada e deve ser seguida em caso de franquias?

      Com relação às questões fiscais, funciona da mesma maneira. O gestor e os funcionários escolhem se vão seguir o sistema celetista ou parceria. Em questões trabalhistas, os franqueados devem sempre seguir as orientações da matriz.

    • Quais os benefícios para quem é salão-parceiro?

      Pela nova lei, os salões de beleza poderão firmar contratos de parceria com profissionais cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, manicures, depiladores e maquiadores, que atuarão como autônomos, sem vínculo empregatício, desde que respeitadas as condições da parceria estabelecidas no contrato. Os demais empregados dos salões de beleza que atuam em áreas de apoio como recepção, gestão e serviços gerais continuam com contratos regidos pela CLT.

    • O salão-parceiro pode ser MEI?

      Não, porque as atividades que são atribuídas ao Salão Parceiro não estão contempladas nas atividades permitidas ao Microempreendedor Individual.

    • O salão-parceiro pode ter uma relação de subordinação com o profissional-parceiro?

      Não. O profissional-parceiro não terá relação de emprego ou de sociedade com o salão-parceiro enquanto perdurar a relação de parceria tratada na Lei nº 13.352/2016. Caso haja elementos como a cobrança de assiduidade ou relação de subordinação, pode caracterizar uma relação trabalhista e não de parceria.

    • Como se dá a emissão da nota fiscal pelo salão-parceiro?

      O salão-parceiro deverá emitir ao consumidor documento fiscal unificado relativo às receitas de serviços e produtos neles empregados, discriminando-se a parte do salão-parceiro e do profissional-parceiro. O profissional-parceiro emitirá documento fiscal destinado ao salão-parceiro relativamente ao valor da parte recebida. A receita obtida pelo salão-parceiro e pelo profissional-parceiro deverá ser tributada na forma prevista no Anexo III da Resolução CGSN 140/2011, quanto aos serviços e produtos neles empregados, e no Anexo I da Resolução CGSN nº 140/2011, quanto aos produtos e mercadorias comercializados. Será considerada como receita auferida pelo MEI que atue como profissional-parceiro a totalidade da parte recebida do salão-parceiro.

    • Como se dá o pagamento de comissão e impostos já que as máquinas de cartão são do salão-parceiro?

      A lei prevê que o salão é responsável pela centralização dos pagamentos. O cliente paga no caixa e o salão desconta os tributos, previdência social e paga a parte do serviço prestado que cabe ao profissional. O salão é responsável para que, no ato do pagamento, já sejam realizados os descontos necessários.

    • O profissional-parceiro pode ser MEI?

      Sim, o profissional-parceiro poderá ser pequeno empresário, microempresário ou microempreendedor individual.

    • Quais os benefícios para quem é profissional-parceiro?

      Incentivo ao empreendedorismo, a melhoria da segurança jurídica entre o salão e o profissional e a possibilidade do aumento de renda.

    • O profissional-parceiro tem assistência sindical?

      Sim, mesmo que inscrito como pessoa jurídica, ele será assistido pelo sindicato da sua categoria profissional e, na ausência desse, pelo órgão local competente do Ministério do Trabalho.

  • Programa CRED+
    • O que é o Progrma CRED+?

      O CRED+ é um programa do governo federal que busca simplificar o processo de obtenção de produtos e serviços financeiros junto aos bancos em operação no País. É um programa de desburocratização da relação entre o MEI,MPE e Artesão e o sistema bancário.

    • Como o empreendedor pode se beneficiar do Programa?

      Por meio do CREDM+, o empreendedor pode entrar em contato e realizar solicitações para diversas instituições financeiras simultaneamente, usando apenas o seu computador ou smartphone. O empreendedor apenas precisará ir ao banco para realizar a assinatura de um contrato, caso receba alguma proposta compatível com suas necessidades. Com isso o empreendedor economiza tempo e dinheiro e pode se dedicar ao dedicar ao seu negócio.

    • Quais empreendedores podem se beneficiar do Programa CRED+?

      O programa é destinado aos microempreendedores individuais, MPEs e Artesãos. Para participar, o empreendedor deve estar com o cadastro atualizado.

    • Como o Programa funciona?

      Por meio do Portal do Empreendedor, o MEI,MPE e o Artesão elabora uma solicitação de produtos e serviços financeiros, indicando que tipo de solução precisa para seu negócio. Esta solicitação é encaminhada eletronicamente para as instituições financeiras selecionadas pelo empreendedor. Junto à solicitação, a instituição financeira também receberá os dados e documentos do empreendedor, que facilitarão e agilizarão o processo de análise do pedido. Se a solicitação for aprovada, a instituição entra em contato diretamente com o empreendedor, com as orientações para a assinatura do contrato.

    • O CRED+ conta com alguma linha de crédito específica para o MEI?

      Não. O programa CRED+ não é um programa de concessão de crédito, mas de facilitação do acesso aos serviços oferecidos pelas instituições financeiras. Por meio do CRED+, o empreendedor chega mais facilmente ao banco, porém a concessão de determinada linha de crédito, específica ou não, será uma decisão exclusiva do banco, tomada de acordo com sua política de crédito.

    • Preciso pagar alguma taxa para usar o CRED+?

      Não. O CRED+ é totalmente gratuito, tanto para empreendedores quanto para instituições financeiras.

    • Preciso de algum documento para fazer minha solicitação?

      Sim. Para fazer a solicitação, o empreendedor deve ter em mãos um documento de identidade e um comprovante de residência, os quais deverão ser digitalizados para inserção no formulário de solicitação. Além disso, o empreendedor deve manter o cadastro CNPJ atualizado.

    • Qual o prazo para a instituição responder a solicitação?

      A instituição não tem um prazo pré-estabelecido para responder as solicitações de produtos e serviços financeiros. O compromisso assumido no âmbito do Programa é que as instituições analisem e respondam a solicitação o mais rápido o possível. Para fara facilitar o processo de análise, é importante que o cadastro esteja atualizado e que as cópias do documento de identidade e do comprovante de residência sejam legíveis.

    • O que devo fazer para acompanhar o andamento da solicitação?

      A instituição financeira que recebeu a solicitação ficará responsável informar o andamento da proposta. Isso será feito por meio de contato telefônico ,via e-mail ou pela  plataforma CRED+ em Já tenho solicitações. Por isso é importante que os dados de contato estejam sempre atualizados.

  • MEI no eSocial
    • O que é o eSocial?

      O eSocial - Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas - é um projeto que vai unificar a prestação de informações pelo empregador em relação aos seus trabalhadores (como cadastramento, vínculos, contribuições previdenciárias e folha de pagamento, entre outros), gerido pela CAIXA, INSS, Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e Receita Federal do Brasil.

    • O que é o eSocial Web Simplificado MEI?

      É uma aplicação Web do eSocial criada para facilitar a prestação das informações pelo Microempreendedor Individual ao eSocial, inclusive quanto aos cálculos e o pagamento dos tributos e dos encargos trabalhistas e previdenciários a serem recolhidos em função dos trabalhadores a eles vinculados.

    • Não possuo empregado. Sou obrigado a utilizar o eSocial Web Simplificado MEI?

      Não. Apenas os MEIs que possuem empregados precisam prestar as informações ao eSocial.

    • Tenho um contador. Ele poderá prestar minhas informações ao eSocial?

      Sim. Contudo, o contador precisará de procuração eletrônica para prestar as informações em nome do MEI. A procuração eletrônica pode ser cadastrada gratuitamente no eCAC da Receita Federal. O cadastro é online. Para mais informações, consulte a página do portal do eSocial sobre procuração eletrônica aqui.

    • A partir de quando devo prestar as informações ao eSocial?
      Os MEIs deverão prestar as informações dos eventos que ocorrerem no eSocial  segundo o calendário estabelecido pelo Comitê Gestor do eSocial. As informações serão prestadas obedecendo as seguintes fases:

      1ª Fase: 10/01/2019 - Apenas informações relativas às empresas e às pessoas físicas, ou seja, cadastros dos empregadores e tabelas (deverão ser informados os dados do próprio MEI)

      2ª Fase: 10/04/2019 - Nesta fase, as empresas passam a ser obrigadas a enviar informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos (eventos não periódicos), e as pessoas físicas quanto aos seus empregados. (serão informados os dados do empregado do MEI, além dos eventos trabalhistas que ocorrerem a partir daí, tais como férias, afastamentos por doença, licença-maternidade ou mesmo sua demissão.

      3ª Fase: 01/05/2021 - Torna-se obrigatório o envio das folhas de pagamento.(Somente a partir desta fase o MEI deverá informar a remuneração do seu empregado e o sistema o auxiliará a efetuar os cálculos da contribuição previdenciária, FGTS, e demais encargos a serem recolhidos

      Substituição da GFIP: (Data a definir) - Substituição da GFIP para recolhimento de Contribuições Previdenciárias (Instrução Normativa específica, a ser publicada)

            (Data a definir) - Substituição da GFIP para recolhimento do FGTS (ver Resolução CCFGTS nº 926/2019)

      4ª Fase: 10/01/2022 - Na última fase, deverão ser enviados os dados de segurança e saúde no trabalho (SST)

       Outras informações https://www.gov.br/esocial/pt-br/acesso-ao-sistema/cronograma-de-implantacao.

    • (Atualizado em 20/08/2018) Serei penalizado se não conseguir cumprir os prazos?
      Durante a implantação do eSocial, não. Os prazos para prestar as informações ao eSocial, durante a implantação inicial foram flexibilizados para o MEI. Ele terá até a terceira fase para atender às duas primeiras. Mas atenção, embora o prazo seja maior, as informações a serem prestadas são as mesmas. Se, por exemplo, um empregado for admitido no dia 15 de setembro, o MEI não precisará informá-lo no dia anterior (prazo "normal" previsto no Manual de Orientação do eSocial - MOS, que pode ser baixado aqui). Poderá, se assim desejar, informá-la em novembro, juntamente com todas as demais informações das três fases. Da mesma forma, todas as férias, afastamentos, rescisões e demais eventos que ocorrerem a partir de setembro também deverão ser informados, mesmo que se opte por deixar tudo para o final.
      Esta flexibilização ocorrerá apenas na implantação inicial do sistema, para permitir que todos se ajustem. Depois disso, valem os prazos previstos no MOS para cada evento.
    • Devo me cadastrar no eSocial logo no primeiro dia?

      Não há necessidade. Aliás, a maioria das informações do MEI no eSocial já virão preenchidas automaticamente pelo sistema, que as buscará em outros bancos de dados do governo. Assim, caso deseje, o MEI poderá deixar para preencher seus dados quando for incluir as informações do seu empregado, por exemplo, ou mesmo até o final do prazo da terceira fase.

    • Quais são as formas de prestar informações ao eSocial?
      Os MEIs poderão prestar suas informações ao eSocial das seguintes formas, de acordo com sua realidade:
      - eSocial Web Simplificado MEI - É uma ferramenta online desenvolvida para auxiliar o MEI na prestação das informações que funciona de modo semelhante ao eSocial módulo Empregador Doméstico. Realiza cálculos automáticos e integra os eventos com a folha (férias, afastamentos, desligamentos, etc.), além de facilitar o gerenciamento da folha de pagamento, a admissão do empregado e a geração da guia de recolhimento. É a melhor escolha para o MEI que deseja ele mesmo prestar as informações diretamente no sistema. Não é necessário ter certificado digital.
      - eSocial módulo geral Web Empresas - Se o MEI tiver uma situação jurídica não contemplada no sistema simplificado, poderá se valer do módulo geral Web Empresas. Nesse módulo online é possível prestar todas as informações previstas para o eSocial. É considerado um módulo avançado e, apesar de qualquer MEI poder prestar as informações diretamente, é mais indicado para aqueles com alguma experiência com folhas de pagamento. Também não será necessário ter certificado digital, se o próprio MEI acessar esse ambiente.
      - eSocial Web service - É a maneira padrão de prestar informações ao eSocial: por meio da utilização de software próprio compatível com a transmissão dos arquivos no formato do eSocial (.xml). Em geral, é a escolha dos escritórios de contabilidade (embora eles também possam usar o sistema online). Será necessário ter certificado digital e, caso as informações sejam prestadas por contador, será necessário o cadastramento de procuração eletrônica 
    • Qual o custo para contratação de um empregado?

      O custo para a formalização do empregado é menor para o MEI. Como exemplo, para salário igual ao valor do salário mínimo, o valor da contribuição previdenciária é de R$ 114,95 (correspondentes a 11% do salário mínimo vigente), sendo R$ 31,35 (3% do salário mínimo) de responsabilidade do empregador (MEI) e R$ 83,60 (8% ou conforme tabela de contribuição mensal ao INSS) descontado do empregado. A alíquota de 3% a cargo do empregador não se altera.

      Além da contribuição previdenciária de 3% de responsabilidade do empregador, o MEI também deve depositar o FGTS, calculado à alíquota de 8% sobre o salário do empregado. Sendo assim, o custo total da contratação de um empregado pelo MEI é de 11% sobre o valor total da folha de salários (3% de INSS mais 8% de FGTS).

    • Como o MEI é informado sobre mudanças programadas no eSocial?

      As alterações e atualizações são divulgadas no portal do eSocial por meio de notícias e notas explicativas.

    • Todo MEI precisa aderir ao eSocial?

      Não. Apenas os Microempreendedores Individuais que tiverem empregados ou queiram empregar um funcionário. 

    • Se a folha de pagamento só pode ser cadastrada em julho, que informações devem ser inseridas no sistema a partir do dia 16?

      Até julho, o eSocial receberá os dados cadastrais do empregador (MEI) e do empregado. 

    • A partir de outubro, o que acontece com o MEI que tem empregado e não aderir ao eSocial?

      Ele fica omisso no eSocial, sujeito a multas, e seu trabalhador não poderá acessar os benefícios previdenciários e FGTS.

  • Cadastur
    • O QUE É O CADASTUR?
      Cadastur é o sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo.
      O cadastro garante diversas vantagens e oportunidades aos seus cadastrados e é também uma importante fonte de consulta para o turista.
      O programa é executado pelo Ministério do Turismo, em parceria com os órgãos oficiais de turismo, nos 26 estados e no Distrito Federal.
    • O CADASTRO É OBRIGATÓRIO?
      Sim, conforme a Lei nº 11.771, de 17 de setembro de 2008, o cadastro é obrigatório para:
      ·         Acampamentos Turísticos;
      ·         Agências de Turismo;
      ·         Meios de Hospedagem;
      ·         Organizadoras de Evento;
      ·         Parques Temáticos;
      ·         Transportadoras Turísticas;
      O cadastro também é obrigatório para exercer a profissão de Guia de Turismo, conforme Lei nº 8.623, de 28 de janeiro de 1993.
    • SÃO CADASTRADAS OUTRAS ATIVIDADES ALÉM DAS OBRIGATÓRIAS?
      Sim. O cadastro é opcional e gratuito para as seguintes atividades:
      ·         Casas de Espetáculo
      ·         Centros de Convenções
      ·         Empreendimentos de Entretenimento e Lazer e Parques Aquáticos
      ·         Empreendimentos de Apoio ao Turismo Náutico ou à Pesca Desportiva
      ·         Locadoras de Veículos para Turistas
      ·         Prestadoras de Serviços de Infraestrutura para Eventos
      ·         Prestadoras Especializadas em Segmentos Turísticos
      ·         Restaurantes, Cafeterias, Bares e similares
    • QUAL O OBJETIVO DO CADASTRO?

      O CADASTUR visa promover o ordenamento, a formalização e a legalização dos prestadores de serviços turísticos no Brasil, por meio do cadastro de empresas e profissionais do setor.

    • TENHO QUE PAGAR PARA ME CADASTRAR?

      Não. Tanto o cadastro como a renovação são totalmente gratuitos.

    • QUAIS SÃO AS OCUPAÇÕES PERMITIDAS PARA CADASTRO PELO MEI?
    • O QUE É CNAE?
      A sigla CNAE significa Classificação Nacional das Atividades Econômicas.
      É o instrumento de padronização nacional por meio dos códigos de atividade econômica e dos critérios de enquadramento utilizados pelos diversos órgãos da Administração Tributária do país.
      A pesquisa dos códigos que podem ser compatíveis com as atividades turísticas passíveis de cadastro estão disponíveis na opção “O que eu preciso para me cadastrar?” na página inicial do Prestador no Cadastur.
      Maiores informações sobre a descrição das CNAEs estão disponíveis no site: www.cnae.ibge.gov.br.
    • QUAIS AS VANTAGENS DE SER CADASTRADO?
      Acesso a financiamento por meio de bancos oficiais;
      ·         Apoio em eventos, feiras e ações do Ministério do Turismo;
      ·         Incentivo à participação em programas e projetos do governo federal;
      ·         Participação em programas de qualificação promovidos e apoiados pelo Ministério do Turismo;
      ·         Visibilidade nos sites do Cadastur e do Programa Viaje Legal.

       

    • QUAIS AS VANTAGENS DE SER CADASTRADO?
      Acesso a financiamento por meio de bancos oficiais;
      ·         Apoio em eventos, feiras e ações do Ministério do Turismo;
      ·         Incentivo à participação em programas e projetos do governo federal;
      ·         Participação em programas de qualificação promovidos e apoiados pelo Ministério do Turismo;
      ·         Visibilidade nos sites do Cadastur e do Programa Viaje Legal.

       

    • POR QUANTO TEMPO O CADASTRO É VÁLIDO?

      O cadastro é válido por dois anos no caso das pessoas jurídicas, e cinco anos para os guias de turismo.

    • COMO FAÇO O CADASTRO DA EMBRATUR?
      O antigo “cadastro da Embratur” é atualmente designado de “Cadastur”.
      O cadastro está sob a responsabilidade do Ministério do Turismo e é executado juntamente com os 26 órgãos oficiais de turismo de cada estado e do Distrito Federal.
    • O QUE É UM PRESTADOR SERVIÇOS TURÍSTICOS?
      São prestadores de serviços turísticos as sociedades empresárias, sociedades simples, os empresários individuais e os serviços sociais autônomos que prestem serviços turísticos remunerados e que exerçam atividades econômicas relacionadas à cadeia produtiva do turismo.
      Considera-se turismo as atividades realizadas por pessoas físicas durante viagens e estadas em lugares diferentes do seu entorno habitual, por um período inferior a 1 (um) ano, com finalidade de lazer, negócios ou outras.
    • POSSO CONTINUAR PRESTANDO SERVIÇOS TURÍSTICOS SE MEU CADASTRO ESTIVER VENCIDO?
      O prestador somente poderá exercer suas funções normalmente se estiver com seu cadastro regular.
      As penalidades para aqueles que estão atuando fora da regularidade estão definidas na Lei nº 11.771/2008, estando sujeitos a: advertência por escrito; multa; cancelamento da classificação; interdição de local, atividade, instalação, estabelecimento empresarial, empreendimento ou equipamento; e cancelamento do cadastro.
    • COMO TENHO ACESSO ÀS LINHAS DE CRÉDITO DO FUNGETUR?
      As empresas cadastradas no MTur interessadas em obter crédito para seus projetos deverão se dirigir a um dos bancos credenciados, que são os agentes financeiros oficiais responsáveis pela operacionalização das linhas de crédito para o turismo.
      Para tanto, deverão obter o certificado de cadastro na atividade que pleiteia o financiamento.
    • DIFICULDADES PARA ACESSAR O CADASTUR?
      Caso o usuário esteja com dificuldades de acessar o Cadastur, recomendamos que se realize os seguintes procedimentos:
      - Limpe o histórico de navegação do seu computador (Atalho: CTRL+SHIFT+DEL).
      - Opte pela aba anônima na navegação (Atalho: CTRL+SHIFT+N).
      Agora acesse: www.cadastur.turismo.gov.br e clique em ENTRAR COM GOV.BR para realizar o seu login no sistema Cadastur.
      O sistema pode apresentar inconsistências quando acessado pelo celular, por isso, orientamos que a navegação seja feita preferencialmente pelo computador.
      Já os incidentes relacionados à conta de acesso do GOV.BR (problemas com senhas, SMS ou dados incorretos) poderão ser esclarecidas diretamente no portal GOV.BR pelo link http://faq-login-unico.servicos.gov.br  e/ou encaminhados por meio do formulário eletrônico https://portaldeservicos.economia.gov.br/atendimento/.
    • COMO FAÇO PARA ME CADASTRAR?
      O cadastro é gratuito feito totalmente pela internet.
      1) Acesse o sistema com sua conta GOV.BR;
      2) Preencha o formulário eletrônico de cadastro referente a sua atividade;
      3) Assine o Termo de Responsabilidade Eletrônico;
      4) Envie! Após a análise da solicitação, seu cadastro será homologado e seu CERTIFICADO disponibilizado em até 5 dias úteis, se estiver de acordo com a legislação.
      Veja o vídeo sobre os procedimentos de cadastro: https://www.youtube.com/watch?v=f5jTcExxwt4&t
      Cadastre-se aqui. É bom para você. É bom para o turismo.

       

    • COMO ALTERAR OS DADOS DO MEU CADASTRO?
      O prestador poderá, a qualquer tempo, quando necessário, alterar os dados de seu o Cadastro por meio da ação "Alterar/Resolver Pendência" disponível no carrossel de ações.
      1º) Acesse o site do Cadastur e faça o login através do botão “Entrar com Gov.br”;
      2º) Clique no ícone da atividade e em alterar/Resolver pendência;
      3º) Clique em “Alterar” e envie para análise.
      § 1º O órgão delegado analisará a alteração processada pelo prestador em até 5 (cinco) dias úteis e à homologará ou emitirá, quando for o caso, Comunicado de Pendência.
      § 2º A alteração de dados cadastrais não implicará a ampliação do prazo de validade do cadastro.
      § 3º A impressão de novo crachá, quando necessário, no caso dos guias de turismo, será precedida de análise pelos órgãos delegados.
    • COMO INSERIR AS REDES SOCIAIS?
      Insira suas redes sociais no Cadastur e nos ajude a combater as fraudes nas redes sociais. Essas informações ficarão disponíveis para consulta do turista no site do Cadastur e serão compartilhadas também com as empresas de mídias sociais, que nos apoiarão no combate às páginas falsas.
      Para aderir a esta nova ferramenta, você, que é prestador de serviço destes dois segmentos, terá que atualizar os seus dados no Cadastur:
      1º) Acesse o site do Cadastur e faça o login através do botão “Entrar com Gov.br”;
      2º) Clique no ícone da atividade e em alterar/Resolver pendência;
      3º) Vá até a aba “Informações da Atividade”, onde deverão ser inseridos esses dados no campo “Redes Sociais”.
      4º) Insira o endereço do seu perfil oficial e clique em “alterar cadastro”. 
      Assista ao vídeo e saiba mais: https://www.youtube.com/watch?v=Y0FFcpHEMAQ&t
      A funcionalidade está disponível no momento somente para as Agências de Turismo e os Meios de Hospedagem.
    • ONDE VEJO MEU CERTIFICADO?
      Para visualizar seu certificado, você deverá acessar o sistema, por meio do login e senha, e clicar na opção “Emitir Certificado” no seu Painel de Controle.
      O certificado deverá ter impressão colorida e ficará exposto na área de atendimento em local visível ao público. A autenticidade dos Certificados poderá ser constatada no sítio www.cadastur.turismo.gov.br ou mediante verificação do Código QR.
    • O QUE É UM MICROEMPREENDEDOR - MEI?
      MEI significa Microeemprendedor Individual, ou seja, um profissional autônomo que atende as condições abaixo relacionadas:
       
      1. Não participar como sócio, administrador ou titular de outra empresa, ter mais de um estabelecimento, e se é sócio de sociedade empresária de natureza contratual ou administrador de sociedade empresária, sócio ou administrador em sociedade simples.
      2. Contratar no máximo um empregado;
      3. Exercer uma das atividades econômicas previstas no Anexo XI, da Resolução CGSN nº 140, de 22 de maio de 2018, o qual relaciona todas as atividades permitidas ao MEI; e
      4. Faturar até R$ 81.000,00 por ano.
       
    • NÃO EXERÇO MAIS MINHA ATIVIDADE OU DEI BAIXA NA MINHA EMPRESA, O QUE DEVO FAZER?
      1) Se você não deu baixa na sua empresa na Receita Federal ou não excluiu o CNAE turístico relacionado à atividade, você deverá Suspender o seu cadastro:
      Faça o login, acesse o Painel de Controle, clique no ícone da atividade e, em seguida, na opção Suspender a Pedido no carrossel no topo da página. Ao solicitar a Suspensão, no campo justificativa, o prestador poderá solicitar o Cancelamento definitivo do cadastro e explanar os motivos da solicitação.
      2) Se você já deu baixa na sua empresa na Receita Federal ou excluiu o CNAE correlacionado com a atividade, acesse a opção Buscar Receita Federal no seu Painel de Controle. O sistema buscará os dados atualizados na Receita Federal e cancelará automaticamente seu cadastro.
    • O QUE É UM GUIA DE TURISMO?
      De acordo com a Lei nº 8.623/1993 é considerado Guia de Turismo o profissional que, devidamente cadastrado no Cadastur do Ministério do Turismo, exerça atividades de acompanhar, orientar e transmitir informações a pessoas ou grupos, em visitas, excursões urbanas, municipais, estaduais, interestaduais, internacionais ou especializadas.
      Referência Legal:
      - Lei nº 8.623/93
      - Decreto nº 946/93
      - Portaria MTur nº 27/2014
    • O QUE É UM ACAMPAMENTO TURÍSTICO?
      Área especialmente preparada para a montagem de barracas e estacionamento de reboques habitáveis, ou equipamento similar, dispondo, ainda, de instalações, equipamentos e serviços específicos para facilitar a permanência dos usuários ao ar livre. De acordo com o art. 45 do Decreto n°7.381/10, os prestadores de serviços turísticos na modalidade de acampamento turístico deverão apresentar os seguintes requisitos mínimos para o cadastramento:
      I – terreno adequado;
      II – acesso para veículos;
      III – área cercada;
      IV – estacionamento para veículos;
      V – abastecimento de água potável com reservatório próprio;
      VI – tratamento de esgoto ou fossa séptica, conforme legislação local;
      VII – instalações sanitárias compatíveis com o número de usuários;
      VIII – tanques de lavagem e pias para limpeza;
      IX – sistema de coleta de resíduos, conforme legislação local;
      X – recepção;
      XI – serviço de vigilância;
      XII – equipamentos básicos contra incêndios, conforme legislação local; e
      XIII – treinamento básico de primeiros socorros.
       
      Referência Legal
       - Lei 11.771, de 17 de Setembro de 2008.
       - Decreto nº 7.381 de 02 de dezembro de 2010.
    • O QUE É UMA AGÊNCIA DE TURISMO?

      Considera-se Agência de Turismo a empresa que exerça as seguintes atividades:

      •  venda comissionada ou intermediação remunerada na comercialização de passagens, passeios, viagens e excursões, nas modalidades aérea, aquaviária, terrestre, ferroviária e conjugadas;
      • assessoramento, planejamento e organização de atividades associadas à execução de viagens turísticas ou excursões;
      • organização de programas, serviços, roteiros e itinerários de viagens, individuais ou em grupo, e intermediação remunerada na sua execução e comercialização; e
      • organização de programas e serviços relativos a viagens educacionais ou culturais e intermediação remunerada na sua execução e comercialização.

      Referência Legal:

      - Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.

       - Lei 12.974, de 15 de maio de 2014.

       - Decreto nº 7.381 de 02 de dezembro de 2010.

       - Resoluções ANTT nº 4.777/2015 e nº 5.017/2016.

       

    • QUAL A DIFERENÇA ENTRE UMA AGÊNCIA DE VIAGENS E UMA OPERADORA TURÍSTICA?
      Após a publicação da Lei nº 12.974, de 15 de maio de 2014, as Agências de Turismo são divididas em duas categorias: Agência de Viagens ou Agência de Viagens e Turismo (também conhecida como Operadora Turística).
      Definições das categorias:
      Agência de viagens: Empreendimento que tem como atividade a venda comissionada ou intermediação remunerada na comercialização de passagens, passeios, pacotes, viagens e excursões, nas modalidades aérea, aquaviária, terrestre, ferroviária e conjugadas (passagens aéreas, pacotes turísticos, hospedagem, entre outros) diretamente ao cliente final (pessoa jurídica e/ou física), vide art. 2º, inciso I, da Lei nº 12.974/2014.
      Operadora de Turismo: Empresa que tem como principal atividade o assessoramento, planejamento e organização de atividades associadas à execução de viagens turísticas ou excursões; organização de programas, serviços, roteiros e itinerários de viagens, individuais ou em grupo, e serviços relativos a viagens educacionais ou culturais e intermediação remunerada na sua execução e comercialização.
      Agência de Turismo é a denominação genérica para ambas
    • O QUE É UMA CASA DE ESPETÁCULOS & EQUIPAMENTO DE ANIMAÇÃO TURÍSTICA?
      São espaços organizados para oferecer lazer e entretenimento, que se caracterizam como atrativos turísticos, tais como casa de espetáculos e shows, cinema e teatro.
      Referência Legal:
      - Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.
       - Decreto nº 7.381 de 02 de dezembro de 2010.
    • O QUE É UM EMPREENDIMENTO DE APOIO AO TURISMO NÁUTICO OU À PESCA DESPORTIVA?
      Estabelecimentos que ofertam serviços de lazer e entretenimento como atrativo turístico, tais como: parques temáticos aquáticos (com área mínima de 2.000m² e máxima de 60.000m²), parque de diversões, aquário, cartódromo, galeria, zoológico entre outros.
      Referência Legal:
      - Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.
       - Decreto nº 7.381 de 02 de dezembro de 2010.
    • O QUE É UMA LOCADORA DE VEÍCULOS PARA TURISTAS?
      É pessoa jurídica que exerça a locação de automóveis sem condutor ou motorista, pertencente a redes nacionais ou internacionais, ou a empresas individuais, que possuem frota diversificada de veículos para atender ao turista. As condições de locação são definidas em contrato assinado entre a locadora e o cliente, no momento da efetivação do negócio.
      Referência Legal:
      - Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.
       - Decreto nº 7.381 de 02 de dezembro de 2010.
    • O QUE É UM MEIO DE HOSPEDAGEM?
      Empreendimento ou estabelecimento, independentemente de sua forma de constituição, destinado a prestar serviços de alojamento temporário, ofertado em unidades de frequência individual e de uso exclusivo do hóspede, bem como outros serviços necessários aos usuários, denominados de serviços de hospedagem, mediante adoção de instrumento contratual, tácito ou expresso, e cobrança de diária.
      Referência Legal:
      - Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.
       - Decreto nº 7.381 de 02 de dezembro de 2010.
    • O QUE É UMA ORGANIZADORA DE EVENTOS?

      Compreendem-se por organizadoras de eventos as empresas que têm por objeto social a prestação de serviços de gestão, planejamento, organização, promoção, coordenação, operacionalização, produção e assessoria de eventos.

      As empresas organizadoras de eventos distinguem-se em 2 (duas) categorias: as organizadoras de congressos, convenções e congêneres de caráter comercial, técnico-científico, esportivo, cultural, promocional e social, de interesse profissional, associativo e institucional, e as organizadoras de feiras de negócios, exposições e congêneres.
       
      Referência Legal:
      - Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.
      - Decreto nº 7.381, de 02 de dezembro de 2010.
    • O QUE É UM PRESTADOR DE INFRAESTRUTURA DE APOIO PARA EVENTOS?
      Estabelecimento sujeito à contratação ou coordenação das organizadoras de eventos e que exerce atividades de apoio à realização de eventos, tais como: alimentos e bebidas; tradução simultânea, intérpretes e tradutores; material gráfico e brindes; iluminação, montagem de estandes e instalação de divisórias; pessoal de apoio, limpeza, conservação e segurança; ambientação, cenografia, decoração e mobiliário de apoio; e, audiovisuais, fotografias, filmagens e produções artísticas.
      Referência Legal:
      - Lei 11.771, de 17, de setembro de 2008.
      - Decreto nº 7.381, de 02 de dezembro de 2010.
    • O QUE É UM PRESTADOR ESPECIALIZADO EM SEGMENTOS TURÍSTICOS?

      Estabelecimento que desenvolve atividades econômicas que prestam apoio aos segmentos de ecoturismo, turismo de aventura, de sol e praia, rural, cultural, pesca ou náutico, tais como: operação de serviços especializados em segmentos; serviços de consultoria; serviços de treinamento, instrução ou qualificação; venda ou locação de produtos e equipamentos.

      Referência Legal:

      - Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.

      - Decreto nº 7.381, de 02 de dezembro de 2010.

    • O QUE É UM RESTAURANTE, CAFETERIA, BAR OU SIMILAR?
      Compreendem os serviços de alimentação (alimentos e bebidas) que atuam na cadeia produtiva do turismo. Entram nessa modalidade os restaurantes, cafeterias, bares, churrascarias, sorveterias, casas de suco, casas de chá, pizzarias, pastelarias, entre outros.
      Referência Legal:
      - Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.
      - Decreto nº 7.381, de 02 de dezembro de 2010.
    • O QUE É UMA TRANSPORTADORA TURÍSTICA?
      Consideram-se transportadoras turísticas as empresas que tenham por objeto social a prestação de serviços de transporte turístico de superfície, caracterizado pelo deslocamento de pessoas em veículos e embarcações por vias terrestres e aquáticas, compreendendo as seguintes modalidades:
      I - pacote de viagem: itinerário realizado em âmbito municipal, intermunicipal, interestadual ou internacional que incluam, além do transporte, outros serviços turísticos como hospedagem, visita a locais turísticos, alimentação e outros;
      II - passeio local: itinerário realizado para visitação a locais de interesse turístico do município ou vizinhança, sem incluir pernoite;
      III - traslado: percurso realizado entre as estações terminais de embarque e desembarque de passageiros, meios de hospedagem e locais onde se realizem congressos, convenções, feiras, exposições de negócios e respectivas programações sociais; e
      IV - especial: ajustado diretamente por entidades civis associativas, sindicais, de classe, desportivas, educacionais, culturais, religiosas, recreativas e grupo de pessoas físicas e de pessoas jurídicas, sem objetivo de lucro, com transportadoras turísticas, em âmbito municipal, intermunicipal, interestadual e internacional.
      Não se aplicam a esse cadastro as empresas que atuam somente com transporte regular de passageiros ou qualquer outra forma de transporte que não seja turístico.
      Referência Legal:
      - Lei 11.771, de 17 de setembro de 2008.
      - Decreto nº 7.381, de 02 de dezembro de 2010.
      - Resoluções ANTT nº 4.777/2015 e nº 5.017/2016.
  • Outros assuntos
  • Glossário das siglas e abreviações
    • Glossário das siglas e abreviações
        • CNAE é a Classificação Nacional de Atividade Econômica, serve para determinar a área de atuação da atividade empresarial, ou seja, é um código que atribui um conjunto de atividades desempenhadas pelo Empresário.
        • NIT é o número de Identificação do Trabalhador, fornecido pelo INSS que confirma a inscrição do Trabalhador na Previdência Social.

      CONHEÇA OUTRAS SIGLAS IMPORTANTES

      • MEI: Microempreendedor Individual.
      • DAS ou DAS-MEI: Documento de Arrecadação do Simples Nacional.
      • DASN-SIMEI: Declaração Anual do Simples Nacional do MEI.
      • Resolução do CGSN: Comitê Gestor do Simples Nacional.
      • CGSIM - Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios
      • CPP: Contribuição Patronal Previdenciária.
      • CCMEI: Certificado da Condição de Microempreendedor Individual.
      • DIRPF: Declaração Anual de Imposto de Renda Pessoa Física.
      • INSS: Instituto Nacional do Seguro Social.
      • CPF: Cadastro de Pessoas Físicas.
      • CTPS: Carteira de Trabalho e Previdência Social.
      • GPS: Guia da Previdência Social.
      • PIS: Programa de Integração Social.
      • GFIP: Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social.
      • RAIS: Relação Anual de Informações Sociais.
      • PGMEI: Programa Gerador de DAS do Microempreendedor Individual.
      • PBF: Programa Bolsa Família
      • NF-e: Nota Fiscal Eletrônica.
      • PGDAS-D: Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório.
      • RFB: Receita Federal do Brasil.
      • CLT: Consolidação das Leis do Trabalho.