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Entre túneis, cavas e pilhas: servidores da ANM vivenciam a mineração além dos processos
Capacete na cabeça, botas nos pés. Por dois dias, ficaram para trás as salas de reunião, os processos e as telas dos computadores. Pela frente, um mergulho em um universo que faz parte da rotina da Agência Nacional de Mineração (ANM), mas que muitos servidores ainda não conheciam presencialmente.
Organizada pela Assessoria do Gabinete D2 e idealizada pelo Diretor Luiz Paniago, a visita técnica levou servidores de diferentes áreas às operações da Nexa, em Vazante, e da Kinross, em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais. Mais do que uma agenda de campo, a iniciativa foi concebida para aproximar os servidores da realidade do setor mineral, promovendo uma compreensão mais ampla da atividade regulada pela Agência e fortalecendo a conexão entre as diversas áreas da instituição e sua missão finalística.
A jornada começou em 5 de outubro, em Vazante. Após orientações técnicas e de segurança, o grupo entrou em uma mina subterrânea de zinco. À medida que o veículo avançava pelos túneis e a luz natural desaparecia, máquinas, caminhões, trabalhadores e instalações revelavam uma operação inteira funcionando sob a terra.
Para quem está acostumado à rotina dos escritórios, a experiência muda a perspectiva. Processos, contratações, sistemas, capacitações e outras demandas administrativas deixam de ser atividades abstratas e passam a ser percebidos como parte de uma engrenagem maior.
Para a Chefe da Divisão de Capacitação da Superintendência de Gestão de Pessoas, Regina de Oliveira, a visita ajudou a conectar o trabalho da área meio à realidade da mineração.
“Se o agro é pop, a mineração é ‘rock’, porque dá o ritmo e a base sólida que sustentam a civilização. Participar de uma visita técnica e conhecer a grandiosidade de um empreendimento desse porte foi uma experiência transformadora, que ampliou significativamente minha compreensão sobre a complexidade da atividade minerária e a relevância de cada ator envolvido nesse processo. Ao final dessa experiência, ficou a certeza de que compreender a mineração apenas pelos relatórios, processos e normativos não é suficiente. É preciso conhecer sua realidade, seus desafios, sua dimensão e seu impacto para entender verdadeiramente a importância do trabalho realizado pela ANM e de seus servidores. Conhecer a mineração de perto foi compreender como cada etapa, cada profissional e cada decisão estão conectados em uma engrenagem essencial para o desenvolvimento do país. Só assim construiremos uma consciência coletiva de que a mineração é ‘rock’ e, sem ela, o mundo simplesmente não toca”, declarou a gestora.
No dia seguinte, 6 de outubro, o cenário mudou completamente. Em Paracatu, o grupo conheceu a operação da Kinross, voltada à lavra e ao beneficiamento de minério de ouro.
Se em Vazante foi preciso entrar na montanha, em Paracatu a mineração se revelou diante dos olhos. Áreas de lavra, pilhas de rejeito e de estéril, cava e planta de beneficiamento fizeram parte do percurso.
O contraste entre as duas operações mostrou algo difícil de dimensionar apenas por relatórios e apresentações: a diversidade da mineração e a complexidade envolvida em sua regulação.
Para a superintendente de Planejamento e Estratégia, Maryanna Beserra, conhecer as operações de perto ampliou a compreensão sobre o setor.
“O que mais me surpreendeu foi a dimensão da operação de uma mina de ouro a céu aberto e, ao mesmo tempo, conhecer a realidade e a complexidade de uma mina subterrânea. São ambientes muito diferentes, com desafios próprios, e estar nesses locais permite compreender aspectos da atividade que nem sempre conseguimos dimensionar apenas a partir da atuação institucional.”
A experiência reflete uma diretriz de fortalecimento institucional defendida pelo Diretor Luiz Paniago, que busca aproximar os servidores da atividade-fim da Agência e ampliar a compreensão sobre os impactos do trabalho realizado por cada área. Para transformar essa visão em realidade, a Assessoria do Gabinete D2 coordenou a articulação da missão, estruturando uma programação capaz de proporcionar uma experiência prática, integrada e alinhada aos objetivos estratégicos da ANM.
A importância para o fortalecimento institucional
Para o Assessor do Gabinete D2, Thyago Ribeiro, ações como essa fortalecem a instituição e propiciam o desenvolvimento profissional e pessoal dos servidores que atuam na gestão institucional da Agência.
“Ao conhecerem de perto a realidade da mineração, os servidores passam a compreender melhor a amplitude das responsabilidades da ANM e a importância da contribuição de cada área para o alcance dos resultados institucionais. Essa visão integrada fortalece a Agência, estimula o senso de pertencimento e contribui para uma atuação mais estratégica, colaborativa e orientada à entrega de valor para a sociedade.”
Uma missão que conecta todos
Gestão de pessoas, planejamento, orçamento, tecnologia, administração e comunicação podem parecer distantes de uma mina. Na prática, esses trabalhos dão suporte à atuação de quem está diretamente envolvido na regulação e na fiscalização.
Para o diretor Luiz Paniago, é justamente essa conexão que experiências como a visita ajudam a tornar mais evidente.
“Quando o servidor sai do escritório e conhece uma mina, muita coisa que antes parecia distante ganha sentido. Ele percebe que uma contratação, um sistema, uma capacitação ou uma decisão administrativa tem reflexo lá na ponta. Essa experiência aproxima cada servidor do propósito da ANM”, destacou.
A realização da visita evidencia o compromisso da gestão do Diretor Luiz Paniago com iniciativas voltadas ao desenvolvimento institucional, à integração entre áreas e ao fortalecimento da cultura organizacional integrativa no âmbito da Agência. Ao promover vivências que conectam os servidores à realidade da mineração, a ação contribui para uma compreensão mais abrangente dos desafios do setor e para uma atuação cada vez mais alinhada à missão da ANM.
Depois de dois dias, é hora de voltar. Saem as botas e o capacete. Voltam os computadores, os processos e a rotina conhecida. Mas o olhar já não é o mesmo.
Conhecer a mineração de perto é também conhecer as bases fundamentes da economia da nação e, sobretudo, compreender melhor a própria ANM e perceber que, seja no fundo de uma mina, em uma fiscalização ou diante da tela de um computador, existe uma missão que conecta todos esses trabalhos dando sentido a missão da Agência Nacional de Mineração como guardiã dos recursos minerais do País.
Ao final da experiência, os participantes retornaram às suas atividades com uma compreensão mais concreta da atividade minerária e de como o trabalho desenvolvido nas áreas de suporte influencia diretamente a atuação da Agência. Mais do que uma visita técnica, a iniciativa idealizada pelo Diretor Luiz Paniago e conduzida pela Assessoria do Gabinete D2 reforçou a importância de conectar pessoas, conhecimento e propósito, fortalecendo o papel institucional da ANM e sua capacidade de entregar resultados cada vez mais relevantes para a sociedade brasileira.
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Marize Torres Magalhães — ASCOM da Agência Nacional de Mineração |
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