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Evento de inteligência debate papel estratégico das terras raras para o Brasil
As terras raras, minerais considerados essenciais para setores como transição energética, tecnologia e defesa, estiveram no centro das discussões do Primeiro Encontro Interestadual do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) de Goiás, Minas Gerais e Bahia, realizado nesta quinta-feira (28), em Goiânia. A Agência Nacional de Mineração (ANM) participou do debate, que reuniu autoridades e especialistas que atuam na pesquisa, exploração e desenvolvimento da cadeia de terras raras no Brasil.
O objetivo foi discutir os desafios estratégicos da cadeia mineral brasileira diante do cenário geopolítico global.
Durante o evento, o superintendente de Outorga de Títulos Minerários, André Elias Marques, destacou a importância da entrada da ANM no Sisbin ainda em 2026. Segundo ele, a mineração brasileira já produz um volume significativo de informações estratégicas sobre toda a cadeia mineral, desde a extração até o beneficiamento e a comercialização desses minerais no mercado internacional.
“A mineração produz inteligência e conhecimento sobre toda a cadeia produtiva. Estar integrado ao Sisbin permitirá ampliar o compartilhamento seguro dessas informações e fortalecer a atuação conjunta entre os órgãos estratégicos do Estado”, afirmou.
De acordo com o superintendente, o evento, promovido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), demonstra que as atividades de inteligência são fundamentais para que a cadeia produtiva avalie, de forma precisa, o contexto geopolítico mundial. “O objetivo é que o Brasil possa promover ações voltadas ao atendimento à procura do bem mineral, colocando o país como o principal ator global no segmento de produção de terras raras”, ressaltou.
A agência destacou, ainda, que o compartilhamento de dados e análises estratégicas pode contribuir para ampliar a capacidade do Brasil de responder ao aumento da demanda global por minerais críticos.
Terras raras
As terras raras são utilizadas na fabricação de baterias, carros elétricos, turbinas eólicas, celulares, equipamentos médicos e sistemas de defesa. O crescimento da procura por tecnologias ligadas à transição energética transformou esses minerais em ativos estratégicos disputados internacionalmente.
Com reservas consideradas relevantes e potencial de expansão da produção, o Brasil busca ampliar sua participação nesse mercado. Estados como Goiás, Minas Gerais e Bahia concentram parte dos projetos e pesquisas voltados ao setor, tema central do encontro realizado na capital goiana.
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Iris Vasconcellos Guimarães — ASCOM da Agência Nacional de Mineração |