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Recordes, capacitação e segurança: Anac anuncia novidades para a aviação em 2026
Esq. p/ direita: Fábio Rogério (ABR), Tomé Franca ( Sec.exec. Mpor), Silvio Costa Filho (Ministro Mpor), Tiago Faiertein (Dir.Pre.Anac), Daniel Longo (Sec. SAC/Anac).
O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, e o ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, apresentaram nesta segunda-feira, 19 de janeiro, os resultados mais expressivos da aviação civil em 2025 e as principais iniciativas previstas para 2026.
Os números confirmam a consolidação do setor aéreo como um dos que mais crescem no país, com destaque para a redução das tarifas e o fortalecimento da segurança e da qualificação profissional.
As autoridades destacaram que os avanços registrados em 2025 reforçam o compromisso da aviação civil com a segurança, a eficiência e a melhoria contínua da experiência dos usuários. Também foram apresentadas as prioridades para 2026, com foco em inovação regulatória, expansão da infraestrutura e fortalecimento da proteção aos passageiros.
Recordes no mercado de transporte aéreo
Em 2025, a aviação civil brasileira registrou números inéditos. Ao todo, 129,6 milhões de passageiros foram transportados, resultado que supera em 9,2% o recorde anterior, alcançado em 2019 (118,7 milhões).
Desse total, 101,2 milhões viajaram em voos domésticos, marca histórica que pela primeira vez ultrapassa a barreira dos 100 milhões de passageiros. Já os voos internacionais somaram 28,4 milhões de viajantes, também em patamar recorde.
“Os números de 2025 comprovam a consolidação da retomada do setor aéreo. Estamos diante de um crescimento sustentável, que reflete não apenas a recuperação pós-pandemia, mas também a confiança dos passageiros e o fortalecimento das companhias aéreas brasileiras”, disse Faierstein.
A Anac também alcançou patamar histórico ao dobrar em 100% o número de fabricantes nacionais aprovados, passando de quatro para oito. Em entregas de aeronaves, a Embraer registrou alta de 18%, com destaque para 155 jatos executivos.
Formação e capacitação profissional
O ministro de Portos e Aeroportos elogiou o papel da Anac na ampliação e na capacitação de profissionais para atender à crescente demanda na aviação civil. “A Anac tem se mostrado um verdadeiro motor de capacitação para a aviação brasileira. Os números recordes de novas licenças comprovam que o órgão não apenas regula, mas também impulsiona o desenvolvimento de mão de obra qualificada, essencial para sustentar o crescimento do setor”, ressaltou Costa Filho.
No caso dos pilotos, foi alcançado o maior número absoluto de licenças totais desde 2016, incluindo um recorde histórico para mulheres, com 259 licenças concedidas (7%), além do maior volume já registrado para pilotos de helicóptero, com 242 licenças contra 144 em 2024.
Entre os comissários de bordo, foram emitidas 1.183 novas licenças, o maior número desde 2012, com divisão de gênero equilibrada: 58% das licenças concedidas a mulheres, que representam 66% dos 11,6 mil profissionais ativos.
Já na área de mecânicos de manutenção aeronáutica, houve a concessão de 1.319 novas licenças, também o maior número desde 2012, com participação feminina de 7%. O total de profissionais ativos chegou a 15,3 mil, sendo 3% mulheres.
Tarifas mais acessíveis
Outro ponto a ser comemorado foi a redução das tarifas aéreas para os passageiros que ampliou o acesso ao transporte. A tarifa média anual fechou em R$ 647,67, resultado de uma queda acumulada de 10,9% nos últimos três anos, desde a retomada em 2022.
Para Faierstein, esse movimento representa um ganho direto para os passageiros. “Mais da metade das passagens vendidas em 2025 custaram menos de R$ 500, o que mostra que voar no Brasil está cada vez mais acessível e democrático, especialmente quando o viajante se planeja para comprar com antecedência”, disse.
O diretor-presidente também frisou a questão da pontualidade dos voos. Segundo ele, em 2025, a aviação brasileira registrou um desempenho que chamou atenção no cenário internacional. Entre janeiro e novembro, os voos domésticos alcançaram uma regularidade de 98,31%, superando os 96,93% do ano anterior. No quesito pontualidade, os números também avançaram: 93,58% em 2025 contra 92,3% em 2024.
“Os índices colocam o Brasil como um ponto fora da curva, consolidando sua aviação entre as mais pontuais do mundo e reforçando a imagem de eficiência do setor aéreo nacional”, ressaltou.
Perspectivas para 2026
Entre os destaques para este ano na Anac, está a previsão de certificação do primeiro sistema de decolagem automática do mundo, nos jatos Embraer E2, ampliando alcance e segurança operacional.
Também avançam o RBAC 100 para drones, a regulamentação para pilotos de eVTOL, novas regras de acessibilidade e a política de tolerância zero a passageiros indisciplinados, com definição de sanções claras para proteger tripulação e reduzir custos operacionais.
Já o orçamento terá um incremento de R$ 40 milhões. “Vamos fortalecer o setor e incrementar as ações de fiscalização, trazendo novos servidores e recontratando terceirizados. Em 2026, não haverá interrupção de provas para piloto e comissários. Vamos investir mais na capacitação de mecânicos, novos pilotos e comissário”, destacou.
Assessoria de Comunicação Social da Anac