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Mulheres das Carreiras Transversais têm alta ocupação de cargos
Uma grande parte das servidoras das carreiras transversais de Analista de Comércio Exterior (ACE), Analista de Infraestrutura (AIE), Especialista em Infraestrutura Sênior (EIS) e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG), supervisionadas pela Secretaria de Gestão (Seges), ocupam cargos comissionados. Ao todo, 45% das mulheres nestas carreiras ocupam cargos, sendo que 17% de servidoras ocupam cargos iguais ou acima de DAS4 ou equivalentes.
Este dado de ocupação é relevante porque as mulheres nessas três carreiras ainda são minoria, representando em média cerca de 30% do total dos servidores das carreiras, segundo dados do Sistema Integrado de Administração de Pessoal (Siape). No total, são 2.073 servidores dessas carreiras transversais, sendo 379 ACE, 756 AIE-EIS e 938 EPPGG. A carreira de EPPGG é a que mais conta com mulheres, com 34% de servidoras, seguida pela de ACE, com 30%, e a de AIE e EIS, com somente 24% de mulheres.
Em que pese esse dado e os desafios históricos relacionados à inserção da mulher no mercado de trabalho, ao se tratar da ocupação de cargos comissionados pelas mulheres das carreiras transversais, essa diferença entre homens e mulheres reduz drasticamente, reforçando o potencial de liderança das mulheres, quando as oportunidades são dadas. Pelo lado masculino, temos 47% de homens com cargos, sendo que 18% de servidores ocupam cargos iguais ou acima de DAS4 ou equivalentes.
Vamos analisar agora cada carreira separadamente. No caso da carreira de AIE e EIS, o percentual atual de ocupação de cargos por mulheres (59%) é superior ao dos homens (57,6%). Já as servidoras da carreira de ACE, embora ocupem menos cargos do que os servidores, estão ocupando cerca de 1,5% mais cargos iguais ou acima de DAS4 do que seus pares do gênero masculino.
Na carreira de EPPGG essa relação também está muito próxima, com 40,6% de mulheres EPPGG ocupando cargos, comparados a 40,2% de homens. Ao tratarmos de cargos iguais ou acima de DAS 4 ou equivalente, essa relação é de 17,2% (mulheres) para 19,5% (homens).
Não é só de hoje que a ocupação de cargos por servidoras das carreiras transversais é elevada, demonstrando que se trata de uma característica marcante, também, para as mulheres da carreira. 89% das EPPGG ocuparam cargos pelo menos uma vez ao longo de sua carreira, sendo que 59% ocuparam cargos iguais ou superiores a DAS 4 ou equivalentes.
Iniciativas de inclusão de gênero lideradas por elas
Além de assumir posições de liderança, é comum encontrar mulheres das três carreiras atuando em instituições, iniciativas ou projetos voltados à diversidade e à inclusão de gênero.
É o caso da Infra Women Brazil (IWB), grupo sem fins lucrativos dedicado à promoção e ao incentivo da presença de mulheres no setor de infraestrutura, que reúne mais de 200 membros dos mais diversos setores do segmento de infraestrutura, dentre eles, membros das carreiras transversais, como a EPPGG Agnes Costa, que atua como mentora na IWB (https://infrawomen.com/).
Agnes também é co-criadora do projeto #simelasexistem – que tem como objetivo pautar o discurso sobre diversidade e inclusão de gênero no setor de energia e mineração de forma positiva – e do programa de mentoria feminina #EmpodereC – que visa impactar jovens mulheres que estão buscando inserção no mercado de energia ou progredir em suas carreiras, com uma metodologia voltada para o crescimento e desenvolvimento pessoal, por meio de mentorias e webinares com especialistas do setor. Saiba mais sobre essas iniciativas, clicando aqui: #simelasexistem e #EmpodereC.
Outra instituição que conta com a atuação de servidoras dessas carreiras é a Women Inside Trade & Development (WIT - https://womeninsidetrade.com/), uma organização internacional sem fins lucrativos que contribui para o empoderamento das mulheres que atuam na área de comércio internacional por meio de sua rede global de profissionais, de treinamento especializado e de desenvolvimento de lideranças. Tatiana Prazeres, da carreira de ACE, é uma das lideranças do GT Comércio Internacional da WIT. Além dela, há outras ACE atuantes na organização, como Viviane Vechi e Amanda Athayde.
Amanda, por sua vez, é também co-fundadora da rede Women in Antitrust (WIA), rede feminina que promove a divulgação do Antitruste no Brasil e que busca o fortalecimento das mulheres no setor privado, público e acadêmico no Antitruste. Para saber mais sobre a WIA, acesse a página (https://www.linkedin.com/company/women-in-antitrust-brasil/) da iniciativa no Linkedin.
Geração de conhecimento sobre o público feminino
As mulheres das carreiras transversais de ACE, AIE, EIS e EPPGG têm se destacado igualmente na pesquisa e na produção de estudos e conteúdos voltados à temática de gênero. É o caso da seção 2 do livro “Políticas Públicas: Análise e Respostas para Pandemia”, publicado pela Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp) em 2020, totalmente dedicada a artigos elaborados por EPPGG mulheres sobre o tema “Gênero, Trabalhadoras e Violência Doméstica”.
Um dos artigos, escrito pelas EPPGG Elisabeth Sousa Cagliari Hernandes e Luciana Vieira, denominado “A guerra tem rosto de mulher: trabalhadoras da saúde no enfrentamento à Covid-19” foi destaque da revista Forbes, no Dia das Mulheres e Meninas na Ciência. Leia os artigos (https://static1.squarespace.com/static/52a23eaae4b0a695ee3d229c/t/5f85df15862a6b276cb68329/1602608983056/livropoliticaspandemia.pdf).
Vale ressaltar, ademais, o trabalho da EPPGG Carolina Pereira Tokarski, co-autora do artigo (deste mesmo livro) “Covid-19 e violência doméstica: pandemia dupla para as mulheres”, juntamente com a EPPGG Iara Alves. Recentemente, Carolina colaborou, com outros servidores, na elaboração do Boletim de Políticas Sociais nº 28 do Ipea, publicado em 2021. O capítulo 9 realiza uma profunda análise sobre os impactos do Covid-19 na vida das mulheres brasileiras. O Boletim completo pode ser encontrado no site (https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/politicas_sociais/210826_boletim_bps_28_igualdade_genero.pdf) do Ipea.