Conceito
O Ciclo Laboral é um modelo de pensar a gestão de pessoas em instituições públicas e privadas. Nessa abordagem, a ideia principal é integrar várias áreas que, tradicionalmente, eram vistas de forma isolada. O modelo propõe uma visão sistêmica, estratégica e dinâmica da jornada do trabalhador, desde o ingresso no Serviço Público até a sua aposentadoria. Por isso, a ideia do Ciclo apresenta seis dimensões: Planejamento da Força de Trabalho; Carreiras, Cargos, Progressão e Promoção; Alocação, Ambientação e Bem-Estar; Desenvolvimento e Desempenho Profissional; Remuneração, Benefícios e Recompensas não Pecuniárias e, por fim, Aposentação e Desligamento.
Importância
A importância desse modelo é subsidiar a construção de políticas integradas, coerentes e capazes de gerar valor tanto para as pessoas quanto para a instituição. Aliada a um cenário de convergência normativa, tecnológica e institucional, essa abordagem potencializa a efetividade das ações de gestão de pessoas e viabiliza um planejamento mais consistente para o médio e longo prazo.
Saiba mais sobre o Ciclo acessando o Modelo referencial do Ciclo Laboral aplicado ao setor público federal.
Conheça também o Marco Teórico do Ciclo Laboral do Serviço Público Federal.
As seis dimensões do Ciclo Laboral
Alocação, Ambientação e Bem-Estar
Temas transversais ao Ciclo Laboral
No contexto da gestão de pessoas no serviço público federal, os temas transversais representam dimensões estratégicas que permeiam e dão sustentação a todas as fases do Ciclo Laboral, com impacto tanto para o indivíduo quanto para a organização. Elas não se restringem a momentos específicos do Ciclo, mas sim a aspectos adjacentes que moldam a experiência do servidor/servidora e a eficácia da gestão de pessoas. Confira a seguir as cinco transversalidades.
Abordada com foco na racionalização do aparato normativo, na mitigação de inseguranças jurídicas e no alinhamento legal das práticas de gestão de pessoas.
Análise dos avanços e limitações dos sistemas tecnológicos que sustentam a área, como SIGEPE, SIAPE, SouGov e demais ferramentas integradoras.
Com ênfase na qualidade das bases de dados disponíveis, nos mecanismos de transparência ativa e nos desafios relacionados à governança e proteção dos dados.
Numa democracia, valorizar as relações de trabalho significa promover diálogo permanente para a solução de conflitos de forma institucional e organizada, além de prevenir e enfrentar situações de assédio e discriminação.
Conjunto de mecanismos, práticas e princípios que visam a aprimorar a gestão e a tomada de decisões no setor público, com foco na condução de políticas públicas e na prestação de serviços de interesse da sociedade.
Confira exemplos de iniciativas transversais às dimensões do Ciclo Laboral desenvolvidas no âmbito da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) e da Secretaria de Relações de Trabalho (SRT) do MGI.
Os princípios que regem o Ciclo Laboral
Os princípios organizam uma boa estrutura de governança e incentivos justos e transparentes ao incremento da produtividade e à melhoria do desempenho institucional dos órgãos estatais e dos seus servidores e servidoras, visando a produção de documentos diagnósticos e de documentos prognósticos sobre a gestão de pessoas e as relações de trabalho no setor público federal.
Democracia
Valor político e forma de governo mais adequada à obtenção de consensos duradouros e mais aderentes à realidade socioeconômica do país.
Capacitação permanente
Incentivo permanente à escolarização, à qualificação e à capacitação de alto nível desde o ingresso dos servidores e servidoras nos respectivos cargos e órgãos.
Cooperação
Cooperação interpessoal no interior dos órgãos e entre eles – em vez de competição – como critério de atuação e método primordial de trabalho no setor público.
Critérios meritocráticos num ambiente de maior homogeneidade econômica, republicanismo e democracia social, visando a proteção contra assédios e arbitrariedades.
Remuneração adequada
Adequada, isonômica e previsível ao longo do ciclo laboral.
Diversidade
Fator de convergência entre o perfil da população brasileira e o da força de trabalho no setor público.
Autonomia sindical
Liberdade de organização e autonomia sindical