Não tenha medo de errar

Publicado em 10/11/2021 11h01 Atualizado em 12/11/2021 17h04

Se você está pensando em implementar o Programa de Gestão e Desempenho-PGD no seu órgão, mas ainda não se sente seguro e preparado, temos uma boa notícia para você: VOCÊ PODE ERRAR!

Isso mesmo! O PGD é um programa que envolve inovação e isso quer dizer que você terá grandes desafios pela frente, especialmente com relação à mudança cultural da sua organização. Por isso, entendemos que os erros fazem parte da evolução e que as coisas não precisam estar perfeitas para serem implementadas. De fato, se a política de implementação do PGD fosse a do "zero erro", dificilmente teríamos o quantitativo de instituições atualmente em processo de implantação, bem como outras que rapidamente conseguiram, com êxito, trocar pneus com o carro andando. 

Além disso, muitas coisas encaradas como "erro", na verdade, são etapas de um processo de aperfeiçoamento, a partir das quais os métodos podem ser revistos e as melhorias podem ser estruturadas. 

Assim, no intuito de ajudá-lo a encarar e superar os principais medos que surgirão na implementação do PGD e auxiliá-lo como fazer os ajustes ao longo do caminho, elaboramos este material, onde você encontrará um apanhado geral dos principais "erros" que, muitas vezes podem ser encarados como inaceitáveis e que inviabilizariam a implementação do PGD, mas que, na verdade, fazem parte do processo de aprendizado e dos percalços inerentes às mudanças que o programa propõe.

Ah! Não se esqueça de que o apoio de redes e o trabalho da Consultoria Executiva são primordiais para apontar as soluções disponíveis e os melhores critérios a adotar, a partir da experiência com o próprio programa. 

Não temos uma tabela de atividades completa ou com um nível seguro de aderência.

A elaboração da tabela de atividades  talvez seja o maior desafio no processo de implementação do PGD. Isso porque existe uma grande dificuldade em realizar a abstração das atividades que são executadas e colocá-las de forma objetiva e descritiva num único documento. Para elaboração da tabela de atividades, você pode consultar os métodos propostos pela Consultoria Executiva.

Mas, o que de fato é importante aqui, é esclarecer que é uma grande falácia achar que uma tabela de atividades entra perfeita nas normas gerais. Outra falácia é achar que ela vai contemplar toda a instituição logo no início. As organizações são vivas, possuem mecanismos de funcionamento informais e demandam mudança ao longo do tempo. Portanto, a tabela de atividades é um documento vivo, que se aperfeiçoa a todo o momento. Aliás, por isso mesmo, ela deve funcionar como documento coletivo, passível de constantes sugestões.

Você pode contar com o apoio da Consultoria Executiva, que possui corpo técnico permanente para recepcionar e avaliar, em conjunto com a instituição, a adequação da tabela, no entanto, ressaltamos que somente a própria instituição sabe qual é a melhor tabela!

Não temos normas e notas técnicas perfeitas e suficientemente detalhadas.

No âmbito do PGD, a rigor, não seria nem mesmo necessário editar uma norma adicional além da própria autorização. A IN 65/2020 já possui o fluxo e operacionalização necessária ao PGD. Analisando com cuidado essa IN, será possível ver que ela própria é uma norma de procedimentos gerais (vide ementa). Assim, cumpre à instituição apenas dispor sobre as exceções e adequações, devido ao fato de cada uma ter um desenho institucional. Portanto, não é preciso esperar uma norma geral extensa e perfeita, porque nem é mesmo existente, na prática.  

Consulte nosso modelo de minuta de Portaria de Autorização com sua respectiva Nota Técnica e a minuta de Portaria de Procedimentos Gerais com sua respectiva Nota Técnica.

Não sabemos por onde começar a implementar o PGD.

Sugerimos que seja feito um primeiro contato com a Consultoria Executiva que irá ajudar a instituição na definição das etapas de implementação. No entanto, podemos adiantar que, a depender da maturidade organizacional em relação ao acesso a infraestrutura, talvez fosse interessante investir nisso logo. Não é preciso fazer as normas antes. Pelo contrário, é necessário investir no conceito do PGD na organização. Enquanto isso, sistema e normas vão sendo desenvolvidos. Até porque, um sistema totalmente pronto é um contrassenso, uma vez que sempre merece alguma evolução no tempo de vida.

Não vamos rodar o sistema com os erros que ainda existem. As pessoas podem desistir. 

A nossa sugestão se pauta pelo contrário. Assim que o sistema escolhido tenha condições mínimas de funcionar, implante, nem que seja numa fase que possa ser designada de teste ou de adaptação. Enquanto isso, as redes existentes do PGD ajudarão a instituição e usuários podem reportar erros que nem foram vistos. Consulte os sistemas disponíveis para o PGD.

Não temos estruturas de área meio para implementar o PGD 

Essa palavra estrutura é um enorme guarda-chuva e algumas instituições insistem em colocar por trás dela, na verdade, um grande medo. Alega-se falta de pessoal para capacitar, quando, na verdade, temos aqui estratégias de capacitação que não aumentam o pessoal necessário. Alega-se falta de infraestrutura de TI, quando podemos encontrar meios de ajudar as instituições, inclusive com parceiros que podem auxiliar, com uma consultoria somente para sistema. Alega-se, por fim, resistência interna, quando temos exemplos de órgãos que travaram disputa entre diretorias e funcionários sem inviabilizar a implantação. Na verdade, resistência ao PGD sempre vai existir. A nossa recomendação é reiterar insistentemente os benefícios do PGD, especialmente com números.

Precisamos de uma definição melhor do Ministério da Economia. Há muitos itens que ainda nos deixam inseguros. 

O que tem a ver o PGD com essas questões? O PGD é um conceito. Ele emana de uma norma por uma questão inerente ao serviço público, mas as pessoas devem se preocupar mais com o conceito e a mudança cultural que ele promove. Questões do tipo trabalho no exterior, permanência de conceitos do tempo da folha de pagamento (acidentes de trabalho, atestados médicos, trabalho externo etc.) são assuntos que existem independentemente do PGD e cabe às instituições escolher o melhor caminho. Além disso, a normatização do PGD tem mão dupla, portanto, quando a consultoria executiva sugere alguns caminhos, ela tem legitimidade, por ser prestadora de serviço da SEGES, que assina a IN 65/2020. Sabemos que a Administração é repleta de reviravoltas. Deixar de implementar o PGD por suposta falta de definições não justifica.

Não precisamos/podemos implementar o PGD, neste momento, quando a APF nem convocou os servidores para deixarem o trabalho remoto pela COVID.

Mais uma falácia. Na verdade, o fim do trabalho remoto já ocorreu desde o advento da IN 109/2020, que afirmou que as instituições já poderiam recepcionar as pessoas. Portanto, a implantação do PGD não está condicionada pelo fim da pandemia.

Não queremos adotar o teletrabalho em larga escala, então é melhor não implementar o PGD.

A modalidade teletrabalho é apenas uma das opções do PGD, que pode ser implementado com 100% dos trabalhadores na modalidade presencial. Além disso, há várias estratégias de implementação: inicialmente na forma de piloto, que favorece a testagem; implantação por etapas (apenas em determinadas áreas); implementação completa. Tudo isso depende de escolha da própria instituição.

Existem situações em que é necessário processar informações fora do sistema do PGD. Não sabemos como fazer e isso é um entrave.

Não é um entrave. Temos soluções neste link.


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