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Nuvem de Governo
Gestão apresenta Nuvem de Governo e ações de Inteligência Artificial para representantes das Forças Armadas
Durante o Ciclo de Palestras de Inteligência Artificial da Defesa, o ministério foi representado pela secretária adjunta de Governo Digital, Luanna Roncaratti. Foto: SGD/MGI
Representantes das Forças Armadas conheceram, na manhã desta sexta-feira (28/11), o trabalho do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para implantar a Nuvem de Governo. Durante o Ciclo de Palestras de Inteligência Artificial (IA) para Defesa, que foi realizado no auditório do Ministério da Defesa, em Brasília, o MGI foi representado pela secretária adjunta de Governo Digital, Luanna Roncaratti. Além da Nuvem de Governo, ela também apresentou as ações de IA voltadas para a transformação do serviço público.
Em sua apresentação, Luanna destacou que a Nuvem de Governo está sendo desenvolvida em parceria com as duas empresas públicas de Tecnologia da Informação (TI), o Serpro e a Dataprev, desde 2023. “A nuvem de Governo tem uma lógica que traz maior autonomia operacional e de dados, garantindo a continuidade do atendimento da população”, disse. O conceito de Nuvem de Governo foi estabelecido a partir da publicação da Portaria SGD nº 5950/2023.
Nesse novo modelo, as empresas públicas estão fazendo a aquisição dos equipamentos e dos sistemas, e fazem a instalação desses em sua infraestrutura. Atualmente, temos 11 órgãos fazendo a migração de seus dados para essa nuvem de governo e temos o objetivo de repatriar de 20% dos dados até o final da atual gestão. Em caso de dúvidas sobre o modelo, mais informações estão disponíveis no gov.br/nuvem
De acordo com Luanna, diversos países estão desenvolvendo soluções na mesma linha. “É muito importante que a gente promova soluções que garantam a soberania e a autonomia sobre as decisões, para que a gente tome as melhores decisões, usando os dados pelos quais a gente é responsável de forma confiável, estratégica e de forma que seja o melhor possível para a nossa população”, complementou.
Iniciativas de IA
Ainda em sua apresentação, Luanna mostrou para os participantes do evento duas novas soluções de IA divulgadas este ano pelo ministério. A primeira foi a versão beta do Framework de Autoavaliação de Impacto Ético – ferramenta para suporte à avaliação de riscos e de efeitos éticos no uso de Inteligência Artificial (IA), um pilar da transformação digital promovida pelo governo federal.
Na prática, esse framework serve como roteiro de perguntas que uma equipe de projeto de IA precisa responder para, por exemplo, garantir que a solução não atinja direitos fundamentais dos cidadãos. O processo funciona em duas etapas principais:
1. Avaliação de Riscos: a equipe responde um questionário rápido para identificar o nível de risco do projeto de IA. Com base nas respostas, o sistema é classificado em risco Baixo, Médio, Alto ou Excessivo (nesse caso, a sugestão é interromper o projeto para reavaliação).
2. Questionário Principal: Dependendo do nível de risco encontrado na etapa anterior, a equipe é direcionada para um questionário mais detalhado.
Ao final, a ferramenta gera um relatório que oferece recomendações práticas para aprimorar os pontos identificados e sugere cursos e materiais de capacitação. O objetivo é estimular as equipes a refletirem sobre os impactos de suas soluções de IA, preferencialmente antes da sua adoção no serviço público.
Outra medida divulgada foi o Guia de Prompt para IA Generativa. A proposta é orientar servidores públicos sobre o uso eficaz e responsável das ferramentas de IA, além de auxiliar na criação de instruções, os chamados prompts, de forma clara e objetiva. É importante que o prompt defina o papel da IA, o tipo e a fonte de informação, o objetivo da análise e o formato da resposta. Essa instrução dá à IA um direcionamento claro, permitindo que ela produza uma análise útil e aplicada à gestão pública. Esse trabalho é uma continuação da Cartilha de IA Generativa, lançada no início do ano pelo MGI.
IND
Todas essas iniciativas fazem parte do esforço do governo para desenvolver a Infraestrutura Nacional de Dados (IND). A IND é um conjunto de normas, políticas, ferramentas e pessoas para transformar o uso de dados em estratégia para ampliar a cidadania com transparência e segurança.