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Rastreabilidade e inteligência fiscalizatória entram no debate sobre cadeia do ouro na Exposibram 2026
A Agência Nacional de Mineração (ANM) defendeu o uso integrado de dados e ferramentas de inteligência para tornar mais eficiente a fiscalização da cadeia do ouro. O tema foi discutido nesta terça-feira (25) durante o painel “Discussões sobre ouro no Brasil” na Exposibram 2026, em Belo Horizonte (MG).
O gerente de combate à atividade mineral não autorizada da ANM, Luis Mauro Ferreira, destacou a necessidade de criar mecanismos que proporcionem mais segurança à origem do ouro e reduzam os riscos para produtores e para o poder público.
“Precisamos achar um caminho para minimizar o risco ao produtor e para o Estado, de forma a reduzir o número de pessoas que vão para a ilegalidade e que o Estado possa trabalhar e recolher os tributos devidos”, afirmou.
Segundo Luis Mauro, a ANM já utiliza informações produzidas por diferentes órgãos. O cruzamento de dados, aliado a ferramentas como o Brasil Mais, da Polícia Federal, permite concentrar as equipes nos pontos que demandam maior atenção.
“Formar uma inteligência fiscalizatória significa aproveitar todas as informações disponíveis e assim poder criar uma matriz de risco para direcionar a fiscalização para onde há necessidade efetiva. Com isso, reduzimos gastos e a exposição dos nossos técnicos em campo”, explicou o gerente.
A rastreabilidade foi outro eixo central do debate. O professor Giorgio de Tomi, da Universidade de São Paulo (USP), que mediou o painel, lembrou que o ouro é um ativo financeiro utilizado como proteção contra instabilidades geopolíticas e propôs a conversa sobre como tornar esse mercado mais seguro.
Os debatedores apresentaram os desafios de promover a rastreabilidade do ouro e discutiram a importância de desenvolver uma assinatura para a comercialização do minério. Nesse sentido, o representante da Polícia Federal, Gustavo Geiser, destacou um avanço no panorama atual da cadeia do ouro.
“Nós diminuímos em mais de 90% a lavagem de ouro no Brasil. Hoje, nós temos um problema de contrabando maior do que de lavagem de dinheiro, que anos atrás era o grande caminho do ouro ilegal”, explicou.
Os participantes também defenderam a formalização da pequena mineração e ampliação da integração entre ANM, Polícia Federal, Receita Federal, Casa da Moeda e outros órgãos para enfrentar os desafios da rastreabilidade em regiões remotas, especialmente na Amazônia Legal.
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Iris Vasconcellos Guimarães — ASCOM da Agência Nacional de Mineração |
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