Sim. Uma política nacional de minerais críticos e estratégicos deve integrar alguns aspectos:
Governança e coordenação
É essencial definir uma lista nacional dinâmica de minerais críticos, criar coordenação interministerial (mineração, indústria, ciência e tecnologia, meio ambiente e relações exteriores), e estabelecer metas claras para fortalecer a cadeia produtiva e reduzir vulnerabilidades externas.
Agregação de valor e cadeia produtiva
O foco deve ir além da extração, priorizando beneficiamento, separação química, refino e produção de materiais avançados (óxidos, ligas, ímãs, componentes, equipamentos). O fortalecimento de plantas-piloto, centros tecnológicos e parcerias entre empresas e universidades é central para verticalizar a produção.
Sustentabilidade e ESG
Padrões ambientais rigorosos, rastreabilidade, economia circular e reciclagem devem ser tratados como diferencial competitivo, envolvendo a participação social e acesso a mercados exigentes.
Inserção internacional e geopolítica
O Brasil deve combinar expansão da capacidade interna com acordos estratégicos de cooperação tecnológica e comercial, diversificando mercados e reduzindo riscos de dependência.
Financiamento e incentivos
Instrumentos como crédito direcionado, taxa de juros de financiamento competitivas em termos globais, subvenção à inovação, garantias e políticas industriais devem apoiar as etapas de maior risco tecnológico e industrial, especialmente no processamento e na transformação.
Em síntese, a política deve buscar segurança de suprimento, agregação de valor, competitividade internacional e sustentabilidade, posicionando o Brasil não apenas como exportador de concentrados, mas como fornecedor estratégico de materiais e tecnologias.