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Audiovisual brasileiro gerou R$ 26,7 bilhões à economia do País

Estudo da ANCINE aponta que o setor passa por importantes mudanças estruturais
Publicado em 23/11/2020 16h25 Atualizado em 26/11/2020 16h06
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A Agência Nacional do Cinema – ANCINE publicou no Observatório do Cinema e do Audiovisual – OCA um estudo com dados relativos ao Valor Adicionado pelo Setor Audiovisual, entre 2015 e 2018. Este indicador mede a relevância econômica do setor e o seu acompanhamento pode auxiliar na realização de análises, na formulação de políticas públicas para o setor, bem como na realização de comparações com outros setores e Países.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o valor adicionado “refere-se ao valor que a atividade acrescenta aos bens e serviços consumidos no seu processo produtivo”. Em termos macroeconômicos, é o valor dos bens produzidos por uma economia, depois de deduzidos os custos dos insumos adquiridos de terceiros e utilizados na produção.

Em linha com o comportamento da economia brasileira, o período entre 2015 e 2018 foi marcado por sucessivas quedas reais no produto gerado pelo Setor Audiovisual. A queda acumulada pelo setor foi de 23% no período. Em 2018, o Valor Adicionado pelo Setor Audiovisual foi de R$ 26,7 bilhões. Mesmo com a queda o observada, o audiovisual supera indústrias relevantes, como a farmacêutica, têxtil, e de equipamentos eletrônicos. 

Os dados mostram ainda um forte crescimento do segmento de Vídeo por Demanda – VoD, sobretudo em 2017 e 2018, acompanhado por quedas nos segmentos de TV Paga e Aberta. O estudo mostra que o VoD se consolida, junto com a TV Paga e Aberta, como os mais importantes segmentos de consumo audiovisual e já representa 20,9% do valor adicionado pelo setor na economia. Em 2012, este percentual era de apenas 4,1%.

Essas mudanças na composição do valor gerado pelo Setor Audiovisual são reflexo da inovação tecnológica e de profundas alterações nos hábitos de consumo da população. A evolução tecnológica vem possibilitando o estabelecimento de novas modalidades de consumo e a criação de janelas que permitem a fruição do produto audiovisual num nível cada vez mais personalizado e exclusivo.

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