Dados de Comércio Agrícola Mercosul - UE
A evolução do comércio total e agrícola entre Brasil e União Europeia entre 2016 e 2025, evidencia um crescimento consistente ao longo do período, com oscilações pontuais. As exportações totais brasileiras passaram de US$ 27,1 bilhões em 2016 para cerca de US$ 49,8 bilhões em 2025, enquanto as importações também aumentaram, alcançando US$ 50,3 bilhões no mesmo ano. No segmento agrícola, observa-se tendência de expansão mais acentuada, com as exportações crescendo de US$ 12,4 bilhões para US$ 21,8 bilhões, mantendo participação relevante no total exportado pelo Brasil à UE, que variou entre 37% e 46% ao longo do período. Esses dados reforçam a importância estrutural do agronegócio na pauta exportadora brasileira para o mercado europeu e sua contribuição para o dinamismo das relações comerciais bilaterais.
Fonte: Agrostat Brasil, a partir dos dados da Secex/MDIC
Elaboração: SCRI/DNAC/CGEA
No comércio total, observa-se crescimento das exportações e importações ao longo do período, com queda em 2020, forte recuperação em 2021 e pico em 2022, seguido de relativa estabilidade até 2025; o saldo comercial oscilou, tornando-se positivo em 2022 e 2024, mas voltando a leve déficit em 2025, o que evidência maior equilíbrio entre fluxos. Em conjunto, os gráficos reforçam que, embora o comércio total seja mais equilibrado, o agronegócio é o principal vetor de superávit brasileiro na relação comercial com a União Europeia.
Fonte: Agrostat Brasil, a partir dos dados da Secex/MDIC
Elaboração: SCRI/DNAC/CGEA
Já no comércio agropecuário, as exportações brasileiras mantiveram trajetória ascendente mais consistente, com salto expressivo a partir de 2021 e novo crescimento até 2025, enquanto as importações agrícolas da UE permaneceram significativamente menores, resultando em superávit estrutural elevado para o Brasil ao longo de todo o período.
Fonte: Agrostat Brasil, a partir dos dados da Secex/MDIC
Elaboração: SCRI/DNAC/CGEA
Os quadros evidenciam a estrutura e a dinâmica do comércio agropecuário entre Brasil e União Europeia em 2024–2025, destacando crescimento das exportações brasileiras e perfil mais diversificado das importações. Do lado das exportações, o valor total avançou de US$ 19,5 bilhões para US$ 21,8 bilhões (+12%), com forte concentração em poucos produtos: café verde ampliou liderança (alta de 29% em valor, apesar de queda de volume), seguido por farelo de soja (leve recuo em valor, aumento de volume) e soja em grãos (queda em valor e volume); ganharam destaque carne bovina in natura, milho e açúcar de cana em bruto, com crescimentos expressivos em valor e volume, enquanto sucos de laranja recuaram. Os 10 principais produtos responderam por cerca de 87% do valor exportado.
Já nas importações brasileiras desde a UE, o total cresceu 2% (US$ 3,07 bilhões para US$ 3,14 bilhões), com azeite de oliva permanecendo como principal item (queda em valor, aumento de volume), vinhos e outras bebidas não alcoólicas em alta, e variações mistas em alimentos processados; os 10 principais produtos concentraram cerca de 59% do valor importado. Em conjunto, os dados reforçam o superávit estrutural do Brasil no agronegócio com a UE e a importância de commodities agrícolas na pauta exportadora, ao passo que as importações são mais diversificadas e de maior valor agregado