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Ministro Fávaro cumpre agenda em Angola para avançar acordo bilateral na produção agrícola
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, cumpriu, nesta terça-feira (20), uma série de reuniões em Angola com representantes do governo angolano e de instituições financeiras, com o objetivo de avançar nas tratativas para um acordo Brasil–Angola voltado à produção agrícola.
Durante a primeira agenda, foi protocolada a proposta brasileira de cooperação junto a autoridades do setor econômico de Angola. A iniciativa reúne o interesse de mais de 30 produtores brasileiros, que já formalizaram disposição para investir em projetos agrícolas no país africano.
Participaram dos encontros o ministro de Estado para a Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano, a ministra das Finanças, Vera Daves, o ministro em exercício da Agricultura e Florestas, João Cunha, além de representantes do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e do Fundo Soberano de Angola.
Segundo o ministro Carlos Fávaro, a cooperação reforça laços históricos e amplia oportunidades. "Estamos dando um passo importante. O Brasil tem muito a contribuir com sua experiência em pesquisa agropecuária e em tecnologias de baixo carbono. Avançar nessa parceria é beneficiar ambos os países e promover oportunidades para os nossos produtores”, destacou.
Na sequência, foi realizada reunião com a Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Grupo Banco Mundial voltado ao setor privado em mercados emergentes, que também demonstrou interesse em financiar as operações previstas no acordo bilateral.
A IFC atua em Angola no fortalecimento de parcerias estratégicas voltadas à diversificação econômica, com investimentos e apoio técnico em áreas como agricultura, energia, infraestrutura, logística, turismo e finanças. A instituição possui planos de ampliar significativamente seu portfólio de investimentos no país nos próximos anos, com foco no desenvolvimento econômico e na geração de empregos.
Para o ministro Fávaro, a iniciativa traz ganhos concretos para ambos os lados. Com isso, o Brasil amplia oportunidades de venda de máquinas, equipamentos, sementes, insumos e transferência de tecnologia, enquanto Angola avança na produção de alimentos e na segurança alimentar.
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