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Recursos poderão ser usados em projetos como recuperação de áreas degradadas
Embrapa receberá R$ 33 milhões para pesquisa em sustentabilidade na Amazônia
- Foto: Carlos Silva/Mapa
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) receberá R$ 33,69 milhões do Fundo Amazônia, através do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). A verba será destinada a projetos de pesquisa para recuperação, conservação e uso sustentável da Amazônia. O dinheiro provém da Noruega – que tem sido nos últimos anos o doador do Fundo da Amazônia.
“A Noruega foi a primeira que apostou e chegou com dinheiro. Lá fora, não nos estimulavam com recursos. E os noruegueses vieram quando ninguém acreditava no Brasil”, disse a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
O acordo de cooperação técnica foi assinado entre a Embrapa e o BNDES, nesta quinta-feira (7), na sede do ministério da Agricultura, em Brasília. A ministra Izabella Teixeira também participou da cerimônia. “O governo da Noruega acreditou numa ideia, quase dez anos atrás, de que deveria apoiar o Brasil na meta de acabar com o desmatamento”. Segundo Izabella, produção e preservação ambiental podem andar juntas. “Não há impedimento para se produzir um alimento sustentável, com agricultura de baixa emissão de carbono e proteção ao meio ambiente”, ressalta.
O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, destacou o trabalho da pesquisa científica na Amazônia. “É a ciência promovendo suporte e apoio às políticas públicas dessa região tão importante para o Brasil, inclusão produtiva, redução de pobreza, inovação e avanços pelo conhecimento”. Os projetos serão desenvolvidos por doze unidades da Embrapa: Amapá, Pesca e Aquicultura, Meio Norte, Amazônia Ocidental, Amazônia Oriental, Rondônia, Agrosilvipastoril, Cocais, Monitoramento, Meio Ambiente, Roraima e Acre.
O acordo responde a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na 12ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-12), porque apresenta soluções tecnológicas para questões como a redução das emissões de gases do efeito estufa.
O Fundo Amazônia foi criado dentro de um mecanismo bilateral chamado Redd+. Através dele, os países que evitam emissões de gases de efeito estufa por desmatamento recebem recompensas de países desenvolvidos. Por sua vez, os países que contribuem financeiramente se tornam elegíveis para abater de sua conta de emissões o carbono que armazenado na floresta protegida.
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