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MGI inaugura Fábrica de Digitalização em Rondônia para ampliar tratamento documental e inclusão
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) inaugurou, nesta quinta-feira (19/03), em Porto Velho (RO), a nova Fábrica de Digitalização da Diretoria de Serviços de Aposentados e Pensionistas e de Órgãos Extintos (DECIPEX/SGP/MGI). A unidade expande o modelo de tratamento documental adotado em Brasília e integra o conjunto de três novas fábricas previstas para as Divisões de Gestão de Pessoas (DIGEPs) dos ex-territórios de Rondônia, Roraima e Amapá.
A iniciativa concilia a eficiência no tratamento de acervos funcionais à promoção da inclusão social. Por meio do contrato com a Associação Centro de Treinamento de Educação Física Especial (CETEFE) — organização sem fins lucrativos que já opera a unidade do Distrito Federal —, foram contratadas 17 pessoas com deficiência (PcDs) para atuar na unidade rondoniense.
O secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso Jr., destacou que o projeto moderniza a administração pública ao fortalecer políticas de inclusão.
"A Fábrica de Digitalização demonstra ser possível combinar a busca por eficiência e automação de processos com a inclusão e diversificação de colaboradores. Este trabalho, iniciado em Brasília, chega agora a Rondônia para entregar avanços concretos à comunidade local, aos servidores e ao Estado", declarou o secretário.
Na capital federal, onde o projeto opera há dois anos, já foram digitalizados 75% da meta de 20 milhões de imagens.
Transição para o digital
O diretor da DECIPEX/SGP/MGI, Marco Aurélio Alves da Cruz, afirmou que a implantação da unidade de Rondônia responde à necessidade de ampliar o acesso a informações funcionais que ainda se encontram em acervos físicos. “Foi um trabalho árduo conseguir viabilizar essa iniciativa. A DECIPEX é responsável pela gestão de cerca de 170 mil aposentadorias e pensões. São cerca de 13 órgãos federais e mais de 30 órgãos já extintos sob nossa gestão. Isso trouxe a necessidade de digitalizar assentamentos funcionais que ainda estão em papel”, explicou. De acordo com Marco Aurélio, ao contrário dos novos servidores que já chegam com toda a sua vida funcional sendo gerida em meio digital, ainda existe uma quantidade grande de
documentos em papel de períodos anteriores. Segundo ele, a digitalização permite acesso mais fácil, maior segurança na preservação de documentos e amplia a possibilidade de consulta pela administração pública, via sistemas de assentamento funcional (AFD) e pelos beneficiários através do SOUGOV.BR.
"Iniciamos este ciclo em Brasília e agora avançamos para Rondônia. Na sequência, o projeto chegará a Roraima e ao Amapá, cobrindo todas as unidades da DECIPEX", concluiu o diretor.
Protagonismo e acessibilidade
A cerimônia de inauguração contou com suporte de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Os funcionários da nova Fábrica de Digitalização também participaram. Andrey de Oliveira Farias, colaborador com deficiência auditiva, manifestou-se em nome dos colegas. “Quero agradecer por essa oportunidade. Aqui estamos somente os surdos trabalhando juntos. Nas outras empresas, sempre trabalhamos com ouvintes, sem intérpretes, sem comunicação. Aqui temos apoio. Isso faz diferença no trabalho", declarou.
Também participaram do evento o coordenador-geral das Digeps, José Carlos dos Santos; a chefe da Digep de Rondônia, Sandra Ferreira; a coordenadora-geral de Gestão de Acervos Funcionais da Decipex, Irene Gomes.
Operação e metas
Após a cerimônia, o servidor da DECIPEX, Ronan Côrtes, fez uma palestra sobre tratamento de arquivos e em seguida os presentes visitaram as instalações da Fábrica da Digitalização. Durante a semana, uma equipe técnica da Decipex esteve em Porto Velho para realizar a avaliação da estrutura e das prioridades do acervo, além de promover a capacitação dos fiscais e dos novos trabalhadores.
A equipe será responsável pela triagem, classificação, higienização, numeração, digitalização, controle de qualidade e remontagem do acervo. A meta para Rondônia é digitalizar mais de 4 milhões de imagens, tratando 939 metros lineares de documentos (cerca de 7 mil caixas-arquivo).
A fábrica de Rondônia integra uma política iniciada em abril de 2024 e considerada um dos principais projetos da transformação digital da administração pública na área de gestão de pessoas. O modelo funciona em etapas sucessivas de tratamento documental, com foco em preservação de acervos, rastreabilidade, redução de custos, segurança da informação e agilidade no atendimento.
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