História da Aditância Militar Brasileira no Suriname

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História da Aditância Militar Brasileira no Suriname
A Aditância Militar Brasileira com representação diplomática do Brasil no Suriname foi criada por meio do Decreto nº 88.370, de 7 de junho de 1983. Desde então, a cooperação em defesa entre Brasil e Suriname tem contribuído para o fortalecimento dos laços de amizade e de confiança mútua entre as forças armadas dos dois países.
Em 2 de fevereiro de 1984, o Coronel Roberto Hermes de Fontoura Fonseca foi o primeiro militar a ocupar o cargo de Adido das Forças Armadas. O Embaixador nesse período foi Sua Excelência Luiz Felipe Palmeira Lampreia que, anos depois se tornou Ministro de Estado das Relações Exteriores.
Em 9 de julho de 1984, o Segundo-Tenente Brasil Cordeiro de Miranda seria o primeiro a assumir o cargo de Assistente do Adido Militar. Desde então, outros oficiais, tenentes e sargentos do Exército Brasileiro receberam a nobre missão de conduzir o cargo e coordenar as atividades relacionadas à cooperação de defesa.
Em 25 de novembro de 1991, por meio do Decreto nº 352, a Aditância das Forças Armadas foi transformada em Aditância da Marinha e do Exército. Posteriormente, por meio do Decreto nº 3.397, de 30 de março de 2000, a Aditância passou a se chamar Aditância da Defesa, da Marinha e do Exército, após a criação do Ministério da Defesa do Brasil.
Em 2008, o Brasil assinou um importante acordo bilateral na área de Defesa com o Suriname e, em 2010, a Aditância passou a coordenar as missões da assessoria militar brasileira neste país amigo. Em 2010, foi criada a Equipe de Assessoria Esportiva do Ministério da Defesa do Suriname, composta por três militares do Exército Brasileiro.
No ano de 2011, a Equipe Consultiva Militar da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Suriname começou com dois capitães do Brasil e, no ano de 2014, os capitães dessa equipe consultiva contribuíram para a criação do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, que se tornou o curso de mais alto nível das Forças Armadas do país.
Em 2017, a Marinha do Brasil enviou um Grupo de Assessoria Técnica do Corpo de Fuzileiros Navais, composto por 7 militares, para cooperar com a formação das Esquadrilhas de Fuzileiros Navais da Marinha do Suriname. Em 2018, um novo grupo, composto por 4 militares do Brasil, foi enviado ao Suriname para dar continuidade a esse processo.
Em 2024 e 2025, o Exército Brasileiro enviou instrutores da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) para apoiar as instruções dos dois primeiros Curso de Comando e Estado-Maior do Suriname, reafirmando a importância que as Forças Armadas Brasileiras atribuem ao relacionamento com as Forças congêneres do Suriname.
Ao longo de mais de 40 anos de existência, a Aditância foi responsável por conduzir uma grande diversidade de atividades voltadas à cooperação militar com o Suriname, tais como: treinamento de militares surinameses no Brasil; visitas mútuas de autoridades e delegações de defesa; conferências e reuniões; venda e doação de materiais de defesa; recondicionamento de viaturas blindadas; participação em operações militares; eventos sociais e esportivos; condecorações de autoridades e personalidades civis e militares; elaboração de manuais militares; assessoria para cursos no Suriname; além do apoio a desembarques e ancoragens de aeronaves e navios militares brasileiros, respectivamente.
Atualmente, a Aditância Militar do Brasil simboliza a presença do Ministério da Defesa do Brasil no Suriname. Ela continua sendo um baluarte da cooperação bilateral, contribuindo para o fortalecimento da diplomacia brasileira no extremo norte do continente sul-americano.