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Discurso do Vice-Presidente no 37º Encontro Econômico Brasil Alemanha – 15 de setembro de 2019
“Não existem mares tranquilos”
O mundo atravessa uma fase de intensa transformação. O Governo, as empresas e a sociedade precisam estar em constante interação e coordenação para navegar com maior segurança pelos mares revoltos do século XXI.
A globalização ampliou nosso acesso a bens, serviços e informação, mas também agravou a volatilidade, acirrou a competição e ampliou as vulnerabilidades. As sociedades - mesmo em países desenvolvidos - encontram-se em permanente estado de alerta.
O Brasil está emergindo de uma severa crise econômica, política e psicossocial. O Presidente Bolsonaro e eu fomos eleitos por um movimento popular, que combinou uma onda de indignação e um vigoroso movimento de resgate do País e de seu orgulho como nação.
Economia brasileira não está em sintonia como seu tempo. Instituições públicas estão distantes dos anseios e necessidades da população.
O Brasil precisa mudar para conquistar seu lugar em um ambiente global cada vez mais complexo, instável e competitivo. Precisamos reconectar nosso País à economia mundial.
A América do Sul – nosso contexto regional – apresenta vulnerabilidades severas. A dependência da exportação de produtos primários e a defasagem tecnológica convivem com os regimes políticos instáveis e instituições frágeis. Muitos governos enveredaram por projeto anacrônico e inadequado, cujo exemplo mais trágico e emblemático é o da Venezuela.
Nosso compromisso primordial é reestabelecer a confiança no País e em suas instituições. A inserção internacional do Brasil será fundamental para a próxima etapa de nosso processo de desenvolvimento econômico.
Estamos executando uma agenda econômica para recolocar o Brasil nos trilhos do crescimento por meio do reequilíbrio das contas públicas e da elevação da produtividade.
Principais propostas são a reforma da Previdência, a reforma Tributária e o Pacote anticrime e anticorrupção.
Identificamos dois problemas estruturais da economia nacional: Contas públicas deficitárias e baixa produtividade.
A nova previdência é necessária para honrar o pacto geracional. A proposta é ambiciosa e balanceada. É inevitável que sua aprovação seja dificultada pela elevada fragmentação partidária no Congresso. Mantemos diálogo permanente, com clareza, determinação e paciência. Não pouparemos esforços.
A elevação da produtividade decorrerá de um conjunto de medidas, entre as quais se destacam a reforma tributária e a abertura comercial, além das privatizações, das concessões e da desburocratização.
Outras medidas relevantes são a desvinculação do orçamento, a modernização do Estado e a gestão profissional do setor público.
No campo da Infraestrutura e dos investimentos, o PPI tem alcançado resultados importantes para a retomada do crescimento e a elevação da produtividade.
Relações com a Alemanha
Estive em Porto Alegre na semana passada em reunião da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, quando tive a oportunidade de apresentar a visão do governo a um grupo de empresários que, como as senhoras e os senhores, acreditam na retomada do crescimento do Brasil.
A diáspora alemã no Brasil, os interesses econômicos e comerciais e a clara percepção da importância de cada país na sua região reforçam a contínua aproximação bilateral.
Alemanha é a principal economia europeia e quarta maior economia mundial.
Primeiro parceiro comercial de nosso País na Europa e quarto no contexto global. Fonte tradicional de investimentos para o desenvolvimento brasileiro, com estoque de cerca de US$ 20 bilhões. Cerca de 1600 empresas alemãs instaladas no Brasil, sendo São Paulo uma das maiores concentrações industriais alemãs fora da Alemanha.
Importante investidor no setor industrial, com crescente participação no setor de infraestrutura, logística e petróleo e gás.
Tradicional defensor da integração europeia, do Multilateralismo e do Acordo entre Mercosul e União Europeia.
Conclusão
Resgate da economia é prioritário. Estamos comprometidos em recolocar o Brasil nos trilhos. Os desafios da inserção internacional somente poderão ser vencidos internamente.
Economia do conhecimento é a chave para o salto de produtividade que colocará o Brasil novamente na rota do desenvolvimento sustentável.