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Você está aqui: Página Inicial Centrais de conteúdo Publicações Discursos, artigos e entrevistas Presidente da República Entrevistas Dilma Vana Rousseff: 2011-2016 Entrevista concedida pela Presidente da República, Dilma Rousseff, ao Neue Zürcher Zeitung (Alemanha) – O Brasil ainda está estável – 25/08/2015
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Entrevista concedida pela Presidente da República, Dilma Rousseff, ao Neue Zürcher Zeitung (Alemanha) – O Brasil ainda está estável – 25/08/2015

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Publicado em 25/08/2015 13h59 Atualizado em 23/12/2024 18h43

[Português]  [Deutsche]

Entrevista concedida pela Presidente da República, Dilma Rousseff, ao Neue Zürcher Zeitung (Alemanha)

O Brasil ainda está estável – 25/08/2015

Somente sete por cento dos brasileiros encontram-se satisfeitos com o governo de Dilma Rousseff. A tecnocrata do Partido dos Trabalhadores (PT) luta para sobreviver politicamente. O campo econômico não lhe está facilitando isto em nada. Atualmente, uma quebra nos preços de matéria prima e uma China instável freiam a conjunção.
Em entrevista, Rousseff admite que haverá doloridas medidas de ajuste no mercado de trabalho do Brasil. Ela conta com outros seis a doze meses de recessão. Mesmo assim, segundo ela, o Brasil está ainda 'muito estável'. Desta forma, não existe bolha nem no mercado imobiliário nem no endividamento de empresas ou no privado. Além disto, o estado dispõe de altas reservas de divisas economizadas em tempos melhores.


Sra. Rousseff, o Brasil se encontra preparado para a tempestade que vem assolando a economia mundial atualmente: uma China que vem se enfraquecendo e uma alta dos juros nos Estados Unidos?
O que menos me preocupa é o anúncio de alta de juros dos bancos americanos. Eu não estou esperando que surja, por parte dos EE.UU, uma movimentação brusca ou mesmo prejudical. Se forem da opinião de que chegou a hora de elevar os juros, eles vão certamente elevá-los com cautela - no ritmo correto, para evitar que se gere uma instabilidade.

E a China? O país é o maior alvo de exportações do Brasil e vem se tornando um investidor cada vez mais importante. Esta dependência crescente é um perigo?
Nossas relações com a China são estratégicas. Trata-se de grande interesse nosso, que a China também considere suas possibilidades como um de nossos investores. No momento, por exemplo, estamos desenvolvendo um projeto com investidores chineses de uma linha ferroviária ligando o Atlântico ao Pacífico.


Através da desvalorização da moeda Yuan, os produtos brasileiros perdem em competitividade.
Eu não acho que a China queira tentar aumentar a competitividade de suas empresas por meio da desvalorização da moeda. A China está mais interessada em integrar mais elementos de mercado em sua economia. Desde agosto do ano passado, nós também estamos enfrentando uma desvalorização de quase 50% frente ao Dólar. Esta não era a meta da nossa política monetária. Nosso câmbio é livre. A desvalorização eleva nossa competitividade no mercado mundial.


Produtos industrializados brasileiros possuem, mesmo assim, menos concorrência no mercado mundial.
Por este motivo, estamos trabalhando intensamente em contratos comerciais, tais como o acordo automotivo com o México e as liberações com os EE.UU ou com a China.


Já faz 20 anos que a Zona de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul não sai do papel.
Em junho, celebramos um acordo em Bruxelas que prevê que os dois blocos apresentem suas sugestões até o final de 2015. Eu acredito que a Alemanha, por exemplo, em sendo a terceira maior, e o Brasil, como a sétima maior economia mundial, tenham o mesmo interesse nesta integração. Para nós, o acordo com a União Europeia é fundamentalmente importante. Os consumidores podem aproveitar tanto lá como aqui.

Nada mais se ouve falar do G20. Ultimamente, o G7 das "antigas" grandes potências, se reúne novamente, e agora a sra. fundou o Fórum BRICS com a Rússia, Índia, África do Sul e China como alternativa.
Não, os BRICS não representam uma alternativa ao G20 ou ao G7. Os BRICS surgiram como produto da globalização, um grupo misturado, que desenvolveu uma política com dinâmica própria. Começamos a nos integrar com mais força em 2005, até que viemos a fundar o Banco de Desenvolvimento dos BRICS e a instituir um Fundo de Apoio ao câmbio de divisas em 2014. Nenhuma destas iniciativas deve substituir o Banco Mundial ou o FMI.

E o G20?O G20 teve importância principal durante a crise financeira mundial surgida a partir de 2008. Nós, os países emergentes, conseguimos superar a crise, naquela ocasião, de forma bem suave. Nos anos passados, os mercados emergentes eram responsáveis por 40% do crescimento do PIB mundial

Isto mudou. Agora, os mercados emergentes são uma preocupação na economia mundial.
Desde 2014 nós também estamos sentindo as consequências da crise. Não só o Brasil, também todos os outros países, até mesmo a China, passam por um esfriamento nítido. O processo de queda dos preços da matéria prima por meio dos ajustes na China vai comprometer a economia mundial por ainda muito tempo.

Os fornecedores de matéria prima da América Latina estão sendo duramente atingidos.
A alteração na procura por petróleo e minério de ferro surte efeitos dramáticos para nós. Nós todos estamos sentindo a queda nos preços. As crises atuais nos países emergentes vão surtir seus efeitos na economia mundial. Provavelmente, o G20 voltaria a desempenhar um importante papel bem em breve.

Nas décadas passadas, o Brasil conseguiu combater a pobreza e reduzir a discrepância salarial com sucesso. A população está empobrecendo novamente hoje?
Não, este risco não existe. A velocidade do combate à pobreza vai se reduzir. Não vamos conseguir avançar como na última década. Mas, não vamos diminuir o Bolsa Família nem paralizar os programas de construção de casas populares. Estes são instrumentos importantes para a integração social. Até a data de hoje, já construímos quatro milhões de casas para os pobres. Isto continua.

Mas, desta forma, a sra. não consegue deter o desemprego crescente.
O nível de ocupação vai balançar. Sem dúvida, estamos passando por enormes dificuldades econômicas Ninguém vai sair ileso e sem passar por um dolorido processo de adaptação.

Quando é que a economia vai voltar a crescer?
Estamos contando com seis, no máximo doze meses de recessão. Depois disto, teremos sinais de melhoras.

O que a faz tão confiante?
O Brasil ainda apresenta uma boa estabilidade: não temos bolha em lugar algum, que possa vir a estourar. Nem no mercado imobiliário, nem no endividamento do orçamento doméstico ou no das empresas. Nossos bancos são sólidos. Nós possuímos altas reservas de divisas, que amealhamos durante os bons tempos.

Mas a inflação está alta. O aumento dos preços já ameaça atingir os dois dígitos!
Estamos fazendo de tudo para conter a inflação. O Banco Central elevou os juros para mais de 14%. Além disto, temos que balancear o orçamento do governo o mais rápido possível. Esta é a nossa meta.

Somente 7% dos brasileiros estão satisfeitos com seu governo.
Não conseguimos, nestes nove meses de governo, realizar tudo que prometemos aos eleitores no segundo mandato. Agora, eles estão severamente decepcionados. Eu digo: deem-nos mais tempo, para que possamos realizar todas as promessas.

Os brasileiros estão chocados sobre o escândalo de corrupção na Estatal Petrobrás. Quando Ministra das Minas e Energia, a sra. fazia parte do Conselho Administrativo da Petrobrás
Somente no final do ano passado foram introduzidas regras de condicionalidade na Petrobrás. Estes instrumentos existiam somente parcialmente quando da minha participação do Conselho Administrativo. Sem a existência destas regras de comportamento, fica difícil evitar-se a corrupção. Por este motivo, elas devem ser implantadas em todo o Brasil.

A Siemens, por exemplo, se auto-delatou com referência à formação de cartel nas obras do Metrô de São Paulo. Estas empresas que estiveram envolvidas em escândalos desta natureza, elas vão poder participar de licitações públicas futuramente?
Para mim, existe aqui uma clara diferença entre culpados individuais e empresas culpadas. Nós queremos desvendar maquinações criminosos e condená-las. Não queremos, entretanto, que as empresas, seus funcionários e seus negócios sofram punição. Não queremos incriminar empresas ou promover uma punição coletiva. Seguimos o exemplo dos EE.UU. Eles lidam de forma pragmática com isto. Punem os responsáveis e as empresas continuam a funcionar. Este deve ser o nosso modelo.

Um dos problemas do Brasil é o declínio de investimentos. Os empresários reclamam de regras que mudam constantemente.
Eu concordo com a avaliação de que o melhor é mudar as regras o menos possível. Temos que trabalhar nisto, para melhorarmos as condições do mercado local. A isto, adicionam-se reforçadas autoridades de vigilância. O que, todavia, nunca praticamos, foi a rescisão ou o desrespeito aos contratos celebrados. Somos orgulhosos disto.

A burocracia brasileira tem fama – formulando isto educadamente – de ser emperrada. Que medidas a sra. toma contra isto?
Quando, futuramente, a decisão de uma autoridade com referência a uma licença ou a uma outra autorização não sair dentro de um prazo determinado, esta autorização deverá ser emitida automaticamente. A sociedade tem, por exemplo, o direito a um meio protegido . Mas a tarefa do governo é a de organizar isto e não a de retardá-lo.

O Brasil figura com um dos últimos na lista do Banco Mundial, que aponta com qual facilidade é possível fazer negócios em um país.
Está claro para nós que dependemos dos investidores, uma vez que não podemos contar com altos preços de matéria prima para os próximos anos. Nós introduzimos reformas fiscais no congresso e queremos simplificar os impostos sobre serviços, unificando-os entre os estados, para que não exista uma competição fiscal prejudicial entre estes.

No setor bancário, a concorrência diminuiu de forma clara atualmente: o banco Bradesco incorporou o HSBC no Brasil, engolindo-o. Atualmente não existe praticamente nenhuma concorrência estrangeira no mercado financeiro.
Eu bem que preferiria ter mais bancos estrangeiros no país. Quanto mais concorrência, melhor. Mas, com o Banco Santander ainda temos um grande banco estrangeiro sediado no país.

O Banco Santander encontra-se abatido e ocupando o 5° lugar.
Há três grandes bancos privados e dois bancos estatais, adicionamente, há ainda um grande número de bancos de investimento originários de quase todos os países. Quem quiser vir, será bem recebido. Isto, de qualquer maneira, ajuda os correntistas. Eles pagam então menos.

A crise econômica na América Latina vem pressionando os governos. Alguns governos reagem com uma autoridade cada vez mais crescente. No Brasil, isto não acontece. Por quê a sra. não intercede mais em favor da democracia na América do Sul?
Eu acredito, que a América Latina já tenha dado passos enormes em direção à democracia. Há turbulências, claro, mas hoje todos os presidentes da região foram eleitos democraticamente. Não faz muito tempo, as ditaduras militares dominavam o continente, colaboravam entre si, assassinando os opositores. Nós temos um passado violento e sangrento.

Uma razão a mais para impedir que estes governos se tornem autoritários de novo.
Nós todos alcançamos a democracia mais ou menos na mesma época. Todos estes países possuem sua própria história, sua própria velocidade para fazê-lo. Na América Latina, cada país tem que caminhar sozinho. Não se pode impor um ritmo aos outros países.

Entrevista: Alexandre Busch, Brasília

Uma tecnocrata com passado de guerrilha
Brasília: No Palácio Presidencial em Brasília, o tempo parece ter parado nos anos de 1950, numa época durante a qual o Brasil surpreendeu esteticamente o mundo com sua nova capital. Como se o arquiteto Oscar Nemeyer mal tivesse acabado de construir o elegante edifício, na enorme sala de espera revestida de mármore, serventes vestidos de branco servem o café nas garrafas de prata em ínfimas xícaras. A voz de Dilma Rousseff está fanhosa devido aos diversos discursos dos últimos dias. Esta mulher de 67 anos nunca se tornou uma figura política completa, mesmo tendo passado a vida toda envolvida com a política. Negociar, celebrar compromissos com os opositores políticos, discursar entusiasticamente - nada disto é muito o seu estilo. A economista prefere mesmo é trabalhar como tecnocrata em tempo integral. Ela cresceu bem acolhida sendo filha de um búlgaro emigrante que fugiu do regime comunista. Durante a ditadura, tornou-se subversiva, filiou-se a um grupo de guerrilha, foi presa e torturada.
Somente anos depois, a especialista em energia marcou presença na política, passando a fazer parte do gabinete ministerial e e mais tarde como Ministra da Casa Civil do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, empossado em 2003. Lula impulsionou Rousseff, fazendo dela a sua sucessora, mesmo sendo suas aparições em público consideradas muitas vezes como secas e pouco carismáticas. As eleições para seu segundo mandato em outubro do ano passado foram ganhas por Rousseff por bem pouco: ela negou todos os problemas existentes na economia e distribuiu ajuda social nas regiões pobres do país.
Hoje, seus eleitores se sentem enganados. O Brasil se encontra em meio de uma de suas piores crises economico-política das últimas décadas. A economia encontra-se numa estagflação, sem prognósticos de melhoras eminentes. O produto interno bruto (PIB), medido em dólares, em comparação a 2011, deve encolher o equivalente a quase um terço até o final do ano que vem.
Um escândalo de corrupção na casa dos bilhões assola a Estatal Petrolífera Petrobrás, provocando lentidão na política e na indústria. Toda a construção civil, uma dúzia de líderes da Petrobrás bem como políticos influentes da coalisão governamental encontram-se envolvidos no escândalo. Mais de cem pessoas já foram presas.
Somente nove meses depois do início de seu segundo mandato, Dilma Rousseff encontra-se tão enfraquecida, que a oposição está com esperanças de depô-la por meio de um processo de impeachment. Mais de 60% exigem sua deposição. Apenas 7% dos brasileiros encontram-se satisfeitos com o governo.


Dilma Rousseff im Interview: «Wir haben nirgendwo eine Blase


Brasiliens Präsidentin Dilma Rousseff ist wegen der Wirtschaftskrise stark unter Druck. Im Interview nimmt sie Stellung zur Abhängigkeit von China und dem verblassten Glanz der Schwellenländer. (von Alexander Busch, Brasilia)

Frau Rousseff, ist Brasilien vorbereitet auf den Sturm, der in der Weltwirtschaft gerade aufzieht: Ein schwächelndes China, eine Zinserhöhung in den USA?
Ich mache mir über die anstehende Zinserhöhung der US-Notenbank am wenigsten Sorgen. Ich erwarte nicht, dass von den USA eine brüske oder gar schädliche Zinsbewegung ausgeht. Wenn sie denken, es sei an der Zeit, die Zinsen zu erhöhen, werden sie das schon behutsam machen – im richtigen Rhythmus, um keine Instabilität zu erzeugen.

Und China? Das Land ist das grösste Exportziel Brasiliens und wird ein immer wichtigerer Investor. Ist diese zunehmende Abhängigkeit eine Gefahr?
Unsere Beziehungen mit China sind strategisch. Es ist in unserem grössten Interesse, dass China auch bei uns als Investor seine Möglichkeiten auslotet. Mit chinesischen Unternehmen sind wir etwa dabei, das Projekt einer Eisenbahnlinie vom Atlantik an den Pazifik zu entwickeln.

Durch die Yuan-Abwertung verlieren brasilianische verarbeitete Produkte an Wettbewerbsfähigkeit.
Ich denke nicht, dass China versuchen will, seine Konzerne über eine Abwertung wettbewerbsfähiger zu machen. China ist eher daran interessiert, mehr Marktelemente in seine Wirtschaft einzubringen. Auch wir hatten seit August vergangenen Jahres eine Abschwächung von fast 50% gegenüber dem Dollar. Das war nicht das Ziel unserer Geldpolitik. Unser Wechselkurs ist frei. Die Abschwächung erhöht unsere Wettbewerbsfähigkeit auf dem Weltmarkt.

Verarbeitete Produkte aus Brasilien sind trotzdem wenig konkurrenzfähig auf dem Weltmarkt.
Darum arbeiten wir intensiv an Handelsverträgen wie dem Automobil-Abkommen mit Mexiko oder den Liberalisierungen mit den USA oder China.

Die Freihandelszone zwischen der EU und der südamerikanischen Wirtschaftszone Mercosur kommt seit 20 Jahrennicht in Gang.

Im Juni haben wir in Brüssel vereinbart, bis zum Jahresende 2015 gegenseitig Vorschläge zu unterbreiten. Ich denke, dass etwa Deutschland als die drittgrösste und Brasilien als die siebtgrösste Volkswirtschaft der Welt an dieser Integration das gleiche Interesse haben. Für uns ist das Abkommen mit der EU fundamental wichtig. Davon können die Konsumenten sowohl dort als auch hier profitieren.

Von der G20 hört man nichts mehr. Inzwischen tagt wieder die G7 der «alten» Grossmächte, und Sie haben mit Russland, Indien, Südafrika und China das Brics-Forum als Alternative gegründet.

Nein, die Brics sind keine Alternative zur G20 oder zur G7. Brics war ein Produkt der Globalisierung, eine zusammengewürfelte Gruppe, die eine politische Eigendynamik entwickelt hat. Wir fingen 2005 an, uns stärker zu integrieren, bis wir 2014 die Entwicklungsbank der Brics und den Fonds zur Stützung von Devisenkursen gegründet haben. Keine dieser Initiativen soll die Weltbank oder den IMF ersetzen.

Und die G20?
Die G20 war vor allem wichtig während der Weltfinanzkrise ab 2008. Wir Schwellenländer sind bei der Krise damals recht glimpflich davongekommen. Die Emerging-Markets waren in den vergangenen Jahren für 40% des weltweiten BIP-Wachstums verantwortlich.

Das hat sich geändert.Jetzt sind die Emerging Markets die Sorgenkinder der Weltwirtschaft.
Seit 2014 spüren auch wir die Folgen der Krise. Nicht nur Brasilien, auch alle anderen Staaten, sogar China, erleben eine deutliche Abkühlung. Der Prozess der sinkenden Rohstoffpreise durch die Anpassungen in China wird die Weltwirtschaft noch länger belasten.

Den Rohstoff-Lieferanten Lateinamerika trifft es besonders hart.
Die veränderte Nachfrage nach Erdöl und Eisenerz wirkt sich bei uns dramatisch aus. Wir alle spüren den Preisrückgang. Die jetzigen Krisen in den Schwellenländern werden ihre Auswirkungen auf die Weltwirtschaft haben. Dann hätte die G20 möglicherweise bald wieder eine wichtige Rolle zu spielen.

Brasilien hat in der vergangenen Dekade erfolgreich die Armut und die Einkommensunterschiede reduziert. Verarmt die Bevölkerung jetzt wieder?
Nein, die Gefahr besteht nicht. Die Geschwindigkeit der Armutsbekämpfung wird sich reduzieren. Wir werden nicht mehr so schnell vorankommen wie im letzten Jahrzehnt. Wir werden aber weder die Sozialhilfe beschneiden noch die Wohnungsbauprogramme stoppen. Das sind wichtige Instrumente zur sozialen Integration. Wir haben bis heute vier Millionen Wohnungen für Arme gebaut. Das läuft weiter.

Damit können Sie aber nicht die wachsende Arbeitslosigkeit stoppen.
Bei der Beschäftigung wird es Schwankungen geben. Wir erleben zweifellos massive wirtschaftliche Schwierigkeiten. Niemand kommt da ohne schmerzliche Anpassungsprozesse durch.

Wann wächst die Wirtschaft wieder?
Wir rechnen mit weiteren sechs bis maximal zwölf Monaten Rezession und hoffen dann auf Zeichen der Besserung.

Was macht Sie so zuversichtlich?
Brasilien steht immer noch ziemlich stabil da: Wir haben nirgendwo eine Blase, die platzen könnte. Weder auf dem Immobilienmarkt, noch bei der Verschuldung der Privathaushalte oder der Unternehmen. Unsere Banken sind solide. Wir besitzen hohe Devisenreserven, die wir in den guten Zeiten angesammelt haben.

Aber die Inflation ist hoch. Der Preisanstieg droht zweistellig zu werden.
Wir unternehmen derzeit alles, um die Inflation zu begrenzen. Die Zentralbank hat die Zinsen erhöht auf über 14%. Zudem müssen wir unser Staatsbudget so schnell wie möglich wieder ins Gleichgewicht bringen. Das ist unser Ziel.

Nur noch 7% der Brasilianer sind mit Ihrer Regierung zufrieden.
Uns ist es nicht gelungen, in den neun Monaten seit der Wahl das zu erfüllen, was wir den Wählern für die zweite Amtszeit versprochen haben. Nun sind sie schwer enttäuscht. Ich sage: Gebt uns mehr Zeit, dass wir Eure Erwartungen erfüllen können.

Die Brasilianer sind auch entsetzt über den Korruptionsskandal um den Staatskonzern Petrobras. Sie waren damals als Energieministerin bei Petrobras oberste Kontrolleurin im Aufsichtsrat.
Bei Petrobras wurden erst Ende des vergangenen Jahres Compliance-Regeln eingeführt. Diese Instrumente gab es nur zum Teil, als ich dort im Aufsichtsrat sass. Ohne diese Verhaltensregeln ist es sehr schwer, Korruption zu verhindern. Deshalb müssen sie flächendeckend umgesetzt werden in Brasilien.

Siemens zum Beispiel hat sich selbst angezeigt – wegen der Bildung eines Kartells beim Bau der Metro in São Paulo. Werden die in solche Skandale verwickelten Konzerne künftig noch bei öffentlichen Aufträgen mitbieten dürfen?
Für mich gibt es da einen ganz klaren Unterschied zwischen einzelnen Schuldigen und den Konzernen. Wir wollen kriminelle Machenschaften aufdecken und bestrafen. Wir wollen aber nicht, dass Unternehmen, ihre Beschäftigte und ihr Geschäft bestraft werden. Wir wollen die Unternehmen nicht kriminalisieren oder in Sippenhaft nehmen. Unser Vorbild sind die USA. Die gehen da ganz pragmatisch vor. Sie bestrafen die Verantwortlichen, und die Unternehmen machen weiter. Das sollte auch unser Modell werden.

Eines der Probleme Brasiliens sind fehlende Investitionen. Die Unternehmer beschweren sich über die ständig ändernden Regeln.
Ich stimme der Einschätzung zu, dass es am besten ist, die Regeln so wenig wie möglich zu ändern. Daran müssen wir arbeiten, um die Standortbedingungen zu verbessern. Dazu zählen auch gestärkte Aufsichtsbehörden. Was wir aber nie gemacht haben, ist, bestehende Verträge zu brechen oder zu missachten. Darauf sind wir stolz.

Die brasilianische Bürokratie gilt – um es höflich zu formulieren – als schwerfällig. Was tun Sie dagegen?
Wenn künftig die Entscheidung einer Behörde über eine Lizenz oder eine andere Genehmigung nicht in einer bestimmten Frist gefallen ist, soll die Genehmigung automatisch erteilt werden. Die Gesellschaft hat das Recht etwa auf eine geschützte Umwelt. Aber es ist die Aufgabe des Staates, das zu organisieren – und nicht zu verschleppen.

Brasilien ist eines der Schlusslichter der Weltbank-Rangliste, die zeigt, wie leicht in einem Land Geschäfte möglich sind.

Uns ist klar, dass wir auf Investitionen angewiesen sind, wenn wir die nächsten Jahre nicht mehr mit hohen Rohstoffpreisen rechnen können. Wir haben im Kongress Reformen für das Steuersystem eingebracht. Wir wollen die Mehrwertsteuern vereinfachen und zwischen den einzelnen Bundesstaaten vereinheitlichen, damit es keinen schädlichen Steuerwettbewerb zwischen den Staaten gibt.

Im Bankensektor hat sich die Konkurrenz gerade deutlich verringert: Die Grossbank Bradesco hat die HSBC in Brasilien geschluckt. Es gibt jetzt kaum noch starke ausländische Konkurrenz auf dem Finanzmarkt.
Ich hätte liebend gerne mehr ausländische Banken im Land. Je mehr Konkurrenz, umso besser. Aber es ist mit Santander noch eine grosse ausländische Bank hier ansässig.

Santander liegt abgeschlagen auf Platz 5.
Es gibt drei private Grossbanken und zwei staatliche und dazu eine grosse Zahl von Investmentbanken aus fast allen Ländern. Wer noch kommen will, ist herzlich eingeladen. Das hilft auf jedem Fall den Kunden. Die bezahlen dann weniger.

Die Wirtschaftskrise in Lateinamerika bringt die Regierungen unter Druck. Einige reagieren zunehmend autoritär. In Brasilien ist das nicht der Fall. Warum setzen Sie sich nicht mehr für die Demokratie in Südamerika ein?
Ich glaube, dass Lateinamerika bereits gewaltige Schritte in Richtung Demokratie zurückgelegt hat. Es gibt Turbulenzen, sicher, aber heute sind alle Präsidenten in der Region in ihr Amt gewählt worden. Vor gar nicht so langer Zeit dominierten Militärdiktaturen auf dem Kontinent, die zusammenarbeiteten, um Oppositionelle zu töten. Wir haben eine gewalttätige, blutige Vergangenheit.

Umso wichtiger wäre doch zu verhindern, dass Regierungen wieder autoritär werden.
Wir alle haben die Demokratie ungefähr zur gleichen Zeit zurückerobert. Alle diese Länder haben aber ihre eigene Geschichte, ihr eigenes Tempo, wie sie das machen. In Lateinamerika muss jedes Land den Weg selbst gehen. Man kann anderen Ländern keinen Rhythmus aufzwingen.

Technokratin mit Guerilla-Vergangenheit
bu. Brasilia Im Präsidentenpalast Brasilias scheint die Zeit in den 1950er Jahren stehengeblieben zu sein, einer Epoche, als Brasilien die Welt mit der neuen Hauptstadt ästhetisch überraschte. Als hätte der Architekt Oscar Niemeyer den eleganten Bau gerade vollendet, servieren weissgekleidete Diener im riesigen weiss marmorierten Warteraum winzige Tassen mit Kaffee aus silbernen Karaffen. Dilma Rousseffs Stimme ist von den vielen Reden in den vergangenen Tagen etwas brüchig. Eine Vollblutpolitikerin ist Rousseff nie geworden, obwohl die 67-Jährige ihr ganzes Leben mit Politik verbracht hat. Verhandeln, Kompromisse eingehen mit politischen Gegnern, mitreissende Reden halten – das ist nicht ihre Sache. Lieber arbeitet die Ökonomin ihr Pensum als Technokratin ab. Sie wuchs wohlbehütet als Kind eines aus Bulgarien nach Brasilien ausgewanderten Kommunisten auf. Unter der Militärdiktatur ging sie in den Untergrund, schloss sich einer Guerillagruppe an, wurde verhaftet und gefoltert.
Erst spät machte sie sich als Energie-Expertin in der Politik einen Namen, so dass der 2003 angetretene Präsident Luiz Inácio Lula da Silva sie in ihr Kabinett und später in sein Präsidialamt holte. Lula baute die in der Öffentlichkeit oft spröde und wenig charismatisch auftretende Rousseff zu seiner Nachfolgerin auf. Die Wahlen für ihre zweite Amtszeit gewann Rousseff im Oktober vergangenen Jahres nur knapp: indem sie alle Probleme in der Wirtschaft negierte und Sozialhilfe in den armen Regionen des Landes verteilte.
Ihre Wähler fühlen sich heute betrogen. Brasilien befindet sich inmitten der schwersten wirtschaftlichen und politischen Krise seit Jahrzehnten. Die Wirtschaft steckt in einer Stagflation fest, ohne Aussicht auf eine baldige Besserung. Das Bruttoinlandprodukt (BIP) gemessen in Dollars dürfte bis Ende kommenden Jahres um fast ein Drittel gegenüber 2011 sinken.
Ein milliardenschwerer Korruptionsskandal um den staatlichen Ölkonzern Petrobras lähmt Politik und Industrie. Die gesamte Bauindustrie, ein Dutzend Petrobras-Führungskräfte sowie hochrangige Politiker der Regierungskoalition sind darin verwickelt. Über hundert Festnahmen hat es bereits gegeben.

Rousseff ist nur neun Monate nach Beginn ihrer zweiten Amtszeit so geschwächt, dass die Opposition sich Hoffnungen macht, sie in den nächsten Monaten per Impeachment aus dem Amt zu drängen. Über 60% fordern ihre Amtsenthebung. Nur 7% der Brasilianer sind mit der Regierung zufrieden.

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