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Discurso na Cerimônia de Entronização da Confraria do Vinho do Porto - Porto, Portugal, 24 de outubro de 1990
Minhas Senhoras, meus Senhores, Tenho grande orgulho em receber a gentil homenagem com que me distingue a Confraria do Vinho do Porto. Na viagem que ora realizo a Portugal pude mais uma vê/, testemunhar o carinho que o povo português reserva a seus irmãos d'além-mar, sentimento genuíno de amizade, apoiado numa língua e numa cultura comuns. Esta viagem mostrou-me, também, que o exercício da Presidência da República reservanos não só as agruras do poder e as graves responsabilidades que cercam a tomada de decisões, mas também o prazer singelo de poder participar de momento assim. In vino ventas, diziam os antigos romanos. Como eles não tiveram o privilégio de conhecer o vinho do Porto, permito-me afirmar, com maior explicitude, que a verdade está no vinho do Porto. Está nos vinhedos que margeiam o Douro, de onde é extraído o néctar com que a gente portuense produz esse vinho de sabor único no mundo. Portugal se prepara, com seus 11 parceiros europeus, para enfrentar um grande desafio: a criação do Mercado Único a partir de 1993. Tal desafio deve fazer com que o país volte seus olhos para o futuro e para as possibilidades que esse grande processo de integração trará à gente portuguesa. Mas Portugal não se esquecerá de suas tradições e de seus vínculos históricos, pois esses são frutos do tempo, e só o tempo é capaz de produzir os bons vinhos e as amizades duradouras. Assim é a amizade que une Brasil e Portugal. Em nome dessa amizade, convido os presentes a erguerem um brinde em homenagem à grandeza crescente das relações luso-brasileiras.