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Bom Dia, Ministro - Mauro Vieira. Brasília, 09 de outubro de 2024

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Publicado em 09/10/2024 00h00 Atualizado em 02/04/2025 16h50

Karine Melo: Em um contexto de guerra, mais uma vez o Brasil comanda uma operação de resgate de brasileiros, desta vez no Líbano. Até agora, três aviões já foram a Beirute e os dois primeiros trouxeram aí 456 pessoas e seis pets ao Brasil. Mas no cenário internacional, o Brasil também está atuando em muitas outras frentes. No final deste mês, o presidente Lula viaja para Kazan, na Rússia, para participar da reunião do BRICS e nos dias 18 e 19 de novembro, o Brasil sedia a cúpula do G20 no Rio de Janeiro.

Para falar de toda essa pauta e muito mais, a gente recebe pela segunda vez o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Ministro, muito obrigada pela gentileza da entrevista. Bom dia!

ME: Bom dia, Karine! É um prazer estar mais uma vez aqui com vocês. Muito obrigado pelo convite.

KM: A gente que agradece, Ministro, a sua disponibilidade. Bom, queria começar então com esse resgate de brasileiros no Oriente Médio. Ontem mais um voo partiu em direção ao Líbano. Queria saber qual é a perspectiva de mais esse resgate, Ministro.

ME: Bem, essa é a segunda operação de resgate para repatriar brasileiros neste terceiro mandato do presidente Lula. Você se lembra bem que no ano passado tivemos uma operação semelhante com os brasileiros que estavam tanto na Faixa de Gaza como na Palestina, na Cisjordânia e também em Israel, e foi uma operação muito bem-sucedida. Como dessa vez foi organizada entre o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Defesa e com uma participação indispensável da Força Aérea Brasileira, que proporcionou, proporciona o avião e todo o apoio logístico. Dessa vez começamos também, na semana passada, já fizemos dois voos, você mencionou, chegou ontem o segundo voo. No total, foram 450 e poucas pessoas que vieram. A Força Aérea tem capacidade para transportar 500 por semana. O avião tem uma capacidade de 230 passageiros para cada voo e hoje será realizado o terceiro voo. O avião C 330 da Força Aérea Brasileira decolou de Lisboa por volta das 07h00, horário de Brasília de hoje, e está voando em direção a Beirute, aonde chegará e fica entre no máximo duas, três horas no aeroporto para receber os passageiros, carregar suas malas e partir e novamente faz uma escala em Lisboa para reabastecer e virá a São Paulo.

A grande maioria dos brasileiros residentes no Líbano são de São Paulo ou do Paraná, da região de Foz do Iguaçu. Então, os voos têm sido diretos para São Paulo e é uma operação de grande vulto. Será maior do que foi a operação na Palestina e na faixa de Gaza, em Israel, quando foram 1560 pessoas aproximadamente, que foram resgatados. Nesse, as nossas projeções expectativas são maiores e eu me arriscaria a dizer que em torno de 3000 pessoas estão em contato com a embaixada. A Embaixada do Brasil em Beirute tem um sistema de contato por e-mail ou por WhatsApp. Tem grupos que reúnem os brasileiros na região. São cerca de 20.000 brasileiros que vivem em Beirute e arredores e outras cidades do Líbano, e já um número grande manifestou interesse de voltar.

Eu acredito que até a realização dos voos, alguns desistem por razões variadas, mas eu me arriscaria a projetar em torno de 3000 que realmente precisarão desse apoio do governo brasileiro que será dado.

KM: Ministro, essa projeção se falou em mais de 20.000 brasileiros no Líbano e há uma expectativa de 3000. Esse número, ele muda? O que acontece? Esses brasileiros já manifestam interesse em vir? São os que primeiro manifestaram esse interesse?

ME: Sim, a embaixada tem uma rede de comunicação. Eu mesmo estive em visita ao Oriente Médio em março desse ano e estive em Beirute. Estive lá numa reunião feita no Centro Cultural do Brasil. A Embaixada promoveu uma reunião importante, grande, com brasileiros residentes no Líbano nas mais diversas regiões. Então, há um contato constante, um diálogo entre a embaixada e a comunidade brasileira. É evidente que há muitos que estão localizados numa região que está mais exposta ao conflito, que é o Vale do Bekaa, o sul do Líbano, e nos contatos com a embaixada, a embaixada não é de agora, já há alguns meses nós começamos um trabalho de alertar a população para os problemas, as dificuldades que poderiam advir da expansão e da contaminação do conflito na Palestina para os países da região e cerca de 7000 pessoas disseram que eventualmente teriam interesse de sair. Agora, esse número não é absoluto e não quer dizer que sairão todos esses, porque são as mais diversas situações, como familiares que não podem sair e a evolução dos próprios acontecimentos. A projeção mais, vamos dizer, concreta da embaixada, nos aponta para um número em torno de 3000 pessoas.

KM: A gente pode voltar a esse assunto a qualquer momento, claro. Mas para a gente fechar essa primeira pergunta, Ministro, eu queria saber a respeito de o Brasil não estar só resgatando pessoas. Donativos também foram mandados, insumos na área de saúde e essas doações elas são solicitadas ou o Brasil já se prontifica e manda?

ME: Bem, primeiro voo para o resgate, foram despachados uma quantidade de São Paulo, da cidade de São Paulo, cerca de dez toneladas de medicamentos que tinham sido recolhidos pela apuração do consulado do Líbano, no Rio de Janeiro, em São Paulo, e por donativos da comunidade brasileira de origem libanesa. Também já foi informado de donativos, doações de roupas, vestimentas e outros tipos. Agora, nesse primeiro voo foram 10.000. Evidente que nós temos a disponibilidade de levar donativos, temos possibilidade de levar outros medicamentos, outras doações que surjam. Mas no primeiro voo já foram dez toneladas de medicamentos que é muito importante, muito relevante e uma prova da solidariedade da comunidade brasileira, descendente de libaneses e da sociedade brasileira como um todo.

KM: Maravilha! Então, boa notícia. Amanhã então, mais um voo chega ao Brasil, chega a São Paulo resgatando aí mais um grupo, o terceiro grupo de brasileiros no Líbano.

Ministro, vamos começar então a viajar o país?

ME: Pois não.

KM: Então vamos. Vamos a Rádio Nacional. Vamos falar também com Brasília, Amazônia e Alto Solimões, porque o Valter Lima já nos espera. Bom dia para você, Valter.

Valter Lima: Olá Karine, bom dia também para você e muito bom dia também, Ministro. Bem, Ministro, o nosso país já sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento a Rio 92. E agora, passados mais de 30 anos, de novo a nação se prepara para mostrar ao mundo a trigésima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá no ano que vem em Belém, no Pará. Ou seja, os temas dos debates, tanto dos que ocorreram na Eco 92, quanto dos que irão ser debatidos na capital paraense, aparentemente se assemelham, contudo, os tempos são outros. Nesse contexto, como o senhor, ministro, situa o Brasil quanto ao seu protagonismo nos debates relacionados com a situação climática no mundo, como também sobre a preservação global do meio ambiente?

ME: Muito obrigado Valter, por sua pergunta. Você tem toda razão. O Rio 92 foi um grande marco. Depois tivemos a Rio+30, que foi em 2012, que foi uma avaliação dos resultados da Rio 92 e agora teremos a COP 30, que será realizada em Belém do Pará. Foi uma decisão do presidente Lula de candidatar o Brasil e de escolher desde logo a cidade de Belém, porque ele queria que fosse realizada a COP, essa importante reunião, na Amazônia, para chamar a atenção do mundo para a Amazônia, a importância da Amazônia. Aliás, devo dizer que o presidente Lula tomou essa decisão antes, inclusive de tomar posse.

Após a eleição, ele participou como convidado dos governadores brasileiros, do grupo de governadores brasileiros do Nordeste e do presidente do Egito. Ele participou da COP 27 em Sharm El Sheikh. Aliás, tive a honra de participar também de acompanhá-lo, ele me convidou para acompanhá-lo nessa reunião e neste momento, ele lançou a candidatura do Brasil para sediar a COP 30. Foi um trabalho diplomático intenso para obter a aprovação e a votação positiva dos membros do acordo da ONU sobre Mudanças Climáticas para que o Brasil fosse, então, a sede da reunião.

Aprovada a sede do Brasil, começamos intensamente os trabalhos não só em Belém, para preparar as cidades para esse evento e nisso temos contado com a colaboração e a participação intensa e a liderança do governador Helder Barbalho, que tem sido um elemento importante para a organização dessa reunião e, também, trabalhando junto com o Ministério do Meio Ambiente o Itamaraty tem tomado iniciativas importantes na área da preservação do meio ambiente. Essa reunião vai ser muito importante. Vai ser um momento de avaliação dos resultados aprovados na COP de Paris.

Foi celebrado o Acordo de Paris em 2015 e vai ser um momento muito importante, porque inclusive o Brasil poderá apresentar importantes resultados, como são os decorrentes da reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) que o presidente Lula promoveu já ano passado em Belém do Pará e essa organização tem sede em Brasília reúne os países amazônicos: o Brasil, a Bolívia, o Peru, o Equador, a Colômbia, a Venezuela, o Suriname e a Guiana. São os oito países que dividem a Amazônia. 60% do território da Amazônia está no Brasil. Portanto, o Brasil tem um papel muito importante. E essa organização, que tem cerca de 45 anos, foi criada também por inspiração do Brasil para promover a preservação e a cooperação entre os países, a troca de informações. Há um grande laboratório em Brasília, na sede dessa organização, que faz o monitoramento da Amazônia, que pode acompanhar todos os eventos climáticos, incêndios, enfim, é uma plataforma importante que nós oferecemos para os demais países, em conjunto com os demais países, para explorar a possibilidade de cooperar e preservar a Amazônia. Isso é um exemplo muito importante para o mundo. E, inclusive, nós tivemos também a iniciativa. O presidente Lula propôs uma declaração entre os países detentores de grandes florestas tropicais, que inclui também o Congo e a Indonésia, que possuem também vastas extensões de florestas tropicais. Portanto, eu acho que o Brasil é um ator importante, tem muito o que contribuir nesta discussão da questão da mudança climática.

KM: São Paulo Rádio Bandeirantes. Pedro Gambassi, Bom dia!

Pedro Gambassi: Tudo bem, Karine? Bom dia! Bom dia, ministro. As agências internacionais estão falando que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai fazer uma ligação com o primeiro ministro Benjamin Netanyahu, para discutir a retaliação de Israel ao ataque da semana passada do Irã, que foi interceptado pelo sistema de defesa israelense. A gente tem também a Rússia, que apoia o Irã, como o senhor Ministro e a diplomacia brasileira veem essa possibilidade de ampliação do conflito lá no Oriente Médio?

ME: Bom dia, Pedro. Obrigado por essa pergunta que é muito oportuna. Bem, o Brasil tem sido muito vocal e em primeiro, condenar os atos de violência que levaram ao início desse conflito, que foi o ataque do Hamas há exatamente um ano atrás, mas também tem criticado constantemente a reação desproporcional de Israel. Isso tem levado a uma outra situação que sempre foi nossa preocupação, que é a contaminação de outros países da região. É o que está a acontecendo agora com o Líbano e que tem acontecido com outras ações que têm ocorrido na região.

Eu espero que a conversa telefônica do presidente Biden como primeiro ministro de Israel surta efeitos da mesma forma que o governo russo possa também, em suas conversas e suas interações com o governo iraniano, conter qualquer ataque ou qualquer outro tipo de ação militar, porque disso ninguém sai ganhando. Só vai haver mais mortes, só vai haver mais perdas humanas, perdas de inclusive de infraestrutura nos países. Só para mencionar rapidamente o número de mortos no conflito na Palestina já passa de 41.000. No Líbano, já há mais de 1 milhão, 1.200.000 deslocados, há mais de duas mil mortes. Enfim, o resultado dessas ações leva só a perdas, destruição e mortes. E é isso que o Brasil, por sua tradição diplomática, tenta evitar, tenta combater, critica e está sempre pronto a manter um diálogo, conversa com qualquer país que queira e qualquer grupo de países que queira trabalhar por uma solução pacífica e negociada de todas as diferenças.

KM: Se você chegou agora, você está no canal Gov. Esse é o Bom dia, Ministro que conversa hoje com o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Ministro, vamos à Rádio Metrópoles, aqui de Brasília. Gabriela Oliva Bom dia para você! Bem-vinda.

Gabriela Oliva: Obrigada. Bom dia, Karine! Bom dia, ministro. Quais são as atuais articulações do Brasil com a Colômbia e o México em relação à crise política e eleitoral na Venezuela? O Brasil ainda reconhece Nicolás Maduro como presidente ou há ali uma revisão dessa posição em vista das recentes eleições? Obrigada.

ME: Obrigado. Eu que agradeço a você, Gabriela, por sua pergunta. Olha, o Brasil tem há algum tempo, desde do mês de julho, das eleições na Venezuela e mesmo antes feito grandes articulações na região com o México e com a Colômbia para se encontrar um diálogo sobre a questão da Venezuela e o Brasil desde antes se envolveu nas negociações que levaram ao acordo de Barbados, em que o governo da Venezuela e a oposição chegaram a um modus vivendi para a realização das eleições.

Você poderia perguntar porque o Brasil tem interesse ou participa disso? Tem interesse porque nós temos uma enorme fronteira com a Venezuela, justamente dentro da Amazônia, que eu acabei de falar da importância da Amazônia para o Brasil, para a região. Há muitos brasileiros, cerca de 20.000 brasileiros vivendo na Venezuela. São pelo menos 500.000 venezuelanos vivendo atualmente no Brasil.

No passado, nos últimos anos, houve uma grande chegada ao Brasil, um número grande elevado de venezuelanos que chegaram ao Brasil e 500.000, cerca de 500.000 ficaram no Brasil e outros muitos viajaram para outros países da região, países de língua espanhola e sendo um país vizinho com tão grande fronteira, um grande produtor de petróleo e um país que é tem uma relação importante com o Brasil. O Brasil participou inclusive da observação das eleições. O assessor especial do presidente Lula, o embaixador Celso Amorim, passou quatro dias, acompanhou todo o movimento eleitoral, foi testemunha do ambiente do dia da votação que, segundo relatórios de todos, inclusive de outros observadores, transcorreu em calma.

Não houve nada de inesperado e nós continuamos conversando para buscar agora um diálogo mais próximo, mais intenso, entre o governo e a oposição. O presidente Lula se reuniu em telefonemas com o presidente, então presidente do México, há pelo um mês atrás, o presidente López Obrador e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para conversarem, buscarem uma forma de criar um diálogo mais forte, mais intenso, entre o governo e a oposição na Venezuela para superar as diferenças, as dificuldades havidas.

Você perguntou sobre o reconhecimento. O Brasil não reconhece governos, nós reconhecemos os Estados. Os governos são consequências dos processos políticos em cada país. Portanto, nós temos interesses grandes na Venezuela, há, inclusive, interesses econômicos. Há empresários brasileiros que investem na Venezuela e nós vamos continuar nesse diálogo, buscando encontrar um ponto de equilíbrio dentro da sociedade venezuelana, com o governo, nas suas articulações com o governo.

KM: De Brasília, nós vamos a Belém do Pará, vamos à Rádio Liberal. Olá Rodolfo Sousa, bom dia.

Rodolfo Sousa: Bom dia, Karine. Bom dia para o Ministro. Bom dia colegas que nos acompanham. Ministro, teve um assunto que chamou a atenção no ano passado, até pela divisa territorial da Guiana aqui com o Pará, que é a questão ainda envolvendo Venezuela, mas que na parte Essequiba, a Guiana Essequiba que é uma disputa territorial e isso chamou a atenção dos paraenses pelo fato de uma entrada por terra da Venezuela poder acontecer pelo Brasil e passar aqui pelo Estado do Pará, caso isso viesse a acontecer. Eu queria que você falasse como é que está essa situação dessa disputa entre venezuelanos e a população, a questão da Guiana que chama a atenção aqui da nossa população paraense.

ME: Muito obrigado, Rodolfo. Eu sei que sendo de Belém do Pará, que é uma região próxima e fronteiriça, é uma questão de muito interesse. Eu queria dizer que isso não é uma questão nova, é só uma questão, já que se arrasta desde o século XIX. Houve acordos nessa ocasião, quando a Guiana era ainda uma colônia britânica. Nós mesmos tivemos. Todos sabem que o Barão do Rio Branco atuou, de uma forma decisiva e intensamente em oito importantes questões fronteiriças, que garantiu ao Brasil uma faixa, uma grande faixa territorial em várias regiões do Sul até justamente a região da fronteira com Venezuela e Guiana, sempre pela negociação por meios pacíficos e por arbitragens internacionais.

Houve ainda um segundo acordo, em torno de 1960, 60 e poucos, pouco antes da independência da Guiana, e é um tema que é discutido entre os dois países. Há foros internacionais para isso. Além do diálogo direto bilateral entre os dois países, está também a Corte Internacional de Justiça, que, situada na área que é o Fórum Internacional, é a mais alta instância judiciária para discutir esse tipo de assunto.

O Brasil participou ativamente também de um mecanismo, aliás, proposto pelo presidente Lula no ano passado, na cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro, estava o assunto da questão da disputa da região do Essequibo, muito presente nos jornais, nos meios de comunicação. E o presidente Lula propôs, na ocasião, que o então presidente da CELAC, que é a comunidade dos Estados latino americanos e do Caribe, que era nesse momento, o primeiro ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, que ele, na posição de presidente da CELAC, convocasse uma reunião com as duas partes e alguns observadores para se chegar a um modus vivendi.

Isso foi feito, o Brasil foi um dos países, vamos chamar assim, na linguagem diplomática, garantes. Um dos países que esteve presente testemunhou e apoiou esse movimento no sentido de ser fazer uma declaração em que os dois países renunciavam a qualquer iniciativa militar, uso de força, e se dispunham a discutir e criar mecanismos que pudesse levar a uma solução pacífica, como é, aliás, como são os princípios que norteiam a política externa brasileira.

Está no artigo quarto da Constituição Federal, que estabelece todos os princípios, entre os quais a solução pacífica das controvérsias, a não interferência em assuntos internos de outros países, a preservação da integridade territorial dos países, então, são princípios orientadores e como parte desse mecanismo, foi realizado também aqui no Brasil, em janeiro de 2024, uma reunião em que eu presidi, na qualidade de representante do governo brasileiro como representante, o presidente Lula, uma reunião dos ministros das Relações Exteriores, tanto da Venezuela como da Guiana, para se criar um ambiente de distensão de conversas e procurar sobre tudo aspectos que pudessem levar a cooperação maior entre os dois países e que, portanto, se facilitasse uma solução.

Essa é a situação com esses compromissos assumidos. Tanto aqui em Brasília, nessa reunião de ministros, como na reunião, que aconteceu sob a presidência da CELAC do primeiro ministro Ralph Gonsalves, eu acho que nós estamos com um canal de comunicação muito bom e não acredito que haja nenhum outro tipo de problema maior nesse momento e que a questão a negociação e a discussão das diferenças entre os dois estados possa ser encaminhado por esse mecanismo.

KM: Ministro, quero aproveitar o momento atual do Brasil, que é um momento de eleições municipais. A gente teve a fatura liquidada em algumas cidades, agora, no primeiro turno, mas temos aí um segundo turno pela frente e esses períodos atraem também muita atenção internacional, inclusive a presença de observadores. Queria que o senhor nos dissesse a importância disso e que países já se espelharam no Brasil ou se espelham ou têm interesse nesse processo aqui.

ME: É uma pergunta muito oportuna, porque acabamos de ter o primeiro turno das eleições municipais e contamos aqui no Brasil com uma equipe com um grupo de observação da Organização dos Estados Americanos, a OEA. E essa missão de observação veio ao Brasil a convite da presidenta do Superior Tribunal Eleitoral, a ministra Cármen Lúcia, e ela foi chefiada por um experiente e importante diplomata uruguaio, que inclusive já foi embaixador em Brasília, o embaixador Agustín Espinosa, que veio, esteve em Brasília, esteve em São Paulo, esteve em Goiás, observou as eleições, eu o recebi.

É tradição que, sobretudo a missão da OEA seja recebida no ministério e sempre havendo possibilidade também pelo Presidente da República. E essa missão esteve aqui durante oito dias. Já voltaram cada um dos seus países de origem. É uma missão composta por integrantes da OEA, portanto, de todos os países latino americanos. Eles já observaram, fizeram um relatório preliminar. Haverá um relatório final depois do segundo turno, extenso em detalhes, mas já expressaram a satisfação com o resultado das eleições, com a qualidade do sistema brasileiro, do sistema eleitoral, com a eficiência dos equipamentos, das máquinas e com a ordem e tranquilidade e paz com que ocorreram as eleições.

Então isso é só motivo de orgulho, porque, afinal de contas, há tantos anos que nós temos um sistema tão sólido, tão reconhecido internacionalmente e de que nós damos tanto valor que é bom que as missões de observação venham e constatem isso. Agora é normal missão de observação. Aliás, falamos há pouco da Venezuela, na Venezuela houve também uma missão da OEA, nós mandamos uma missão que foi que eu disse que foi chefiada pelo embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula. Foi integrada também por técnicos do Superior Tribunal Eleitoral e outros países mandaram, o Centro Carter enviou e outras organizações, à Venezuela, e é absolutamente normal e no segundo turno das eleições teremos novamente a mesma missão da OEA, que virá para concluir essa missão de observação.

E creio que é uma contribuição muito importante para o processo democrático, pro processo eleitoral e, sobretudo,  no nosso caso, para que seja divulgado amplamente o sistema que nós temos de votação, porque é reconhecido internacionalmente da melhor qualidade, excelente, inviolável, portanto a lisura e inclusive o apoio técnico que há no sistema de votação eletrônica é algo que é objeto de interesse de vários países que pedem inclusive cooperação técnica para conhecer melhor e para implantar em seus países.

É fantástico que num país de 210 milhões de habitantes e não sei, 160 milhões, talvez de eleitores, 4 horas após as eleições, se tenha o resultado preciso e que não é contestado porque é tão preciso e tão controlado em municípios como o de São Paulo, com milhões e milhões de votos que no mesmo dia se tenha o resultado. Em muitos países, às vezes leva um mês para se apurar a mão e contar manualmente. Então eu acho que é um sistema excepcional, que foi desenvolvido com tecnologia brasileira ao longo dos anos. Eu mesmo só votei para presidente da República em papel uma vez, depois sempre foi eletrônico, portanto, é um sistema que tem pelo menos 30 anos ou perto disso e é um sistema reconhecido internacionalmente e que é comprovado a cada eleição, a cada dois anos no Brasil.

KM: É isso. Bom dia ministro hoje com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Ministro, vamos então ao Rio de Janeiro, a Rádio Antena Esportiva. Oi Antônio Viana, bom dia!

Antônio Viana: Bom dia, Karine. Bom dia, senhor Ministro. Então, o Brasil tem historicamente mantido uma postura de neutralidade em relação aos conflitos internacionais. Em relação à guerra da Ucrânia não tem sido diferente. Gostaria de saber como o Brasil vai fazer para equilibrar a constante pressão internacional para tomar um lado com a política de não intervenção.

ME: Muito obrigado, Antônio, por sua pergunta. O Brasil não tem uma posição de neutralidade nesse caso, porque nós condenamos desde o início a invasão russa e justamente a agressão ao território da Ucrânia. Eu já tinha mencionado mais no início que a integridade territorial é um dos princípios norteadores da política externa brasileira que está na Constituição, na Constituição Federal. Então, não poderia ser de outra forma. Nós condenamos e continuamos condenando. A lei, apesar disso, o próprio presidente Lula, ainda antes de ser candidato à Presidência, porque o conflito na Ucrânia vai completar três anos em fevereiro, ele não era ainda candidato e ele se manifestou contrário à invasão, criticou a invasão e pediu a preservação, a integridade territorial da Ucrânia.

E reiterou essa posição logo que tomou posse como presidente. Inclusive recebeu tanto uma missão na sua posse, uma missão da Ucrânia, chefiada pela ministra do Comércio Internacional da Ucrânia e vice primeira ministra, da mesma forma que recebeu uma missão da Rússia com a presidente do Senado da Rússia. Mas ele passou, depois reiterar essa condenação, ele também começou a dizer, já como Presidente da República, que era chegado o momento de se sentar e promover conversas que levassem a uma negociação e à paz. E isso foi feito, o Brasil participou intensamente de vários mecanismos. Houve um mecanismo em Copenhague que teve várias reuniões buscando uma solução, uma formulação de uma solução. Depois, houve uma outra reunião também em Jeddah, na Arábia Saudita, e ultimamente, esse ano, no verão europeu, acho que foi no mês de junho ou julho, na Suíça, houve mais uma reunião.

O Brasil participou de todas. Foi como observador e sempre se ofereceu para participar de qualquer grupo de países que queiram promover a paz. Nós nunca nos arrogamos uma posição de líderes ou de promotores sozinhos, de qualquer projeto ou de países que adotassem uma posição específica, como um projeto, com um plano de paz. Não. Nós queremos é participar de um conjunto de países que estejam dispostos a justamente discutir a paz e criar condições para que haja negociações. Essa é a nossa posição, que é muito clara, e nós continuamos a ter relações com ambos os lados, tanto com a Ucrânia. Temos embaixador brasileiro na Ucrânia, temos embaixador da Ucrânia no Brasil. Da mesma forma, na Rússia.

KM: Ministro, vamos ao Mato Grosso, vamos a Lucas do Rio Verde. Sabe terra de quem? Do ministro Carlos Fávaro. Terra do coração do ministro Carlos Fávaro. Vamos à Rádio Agro. Simone Flores, bem-vinda! Bom dia para você!

Simone Flores: Bom dia, Karine. Bom dia, ministro. E eu gostaria de perguntar ao ministro porque a COP 29 em Baku vai trazer à tona discussões que são cruciais sobre o equilíbrio entre a produção agrícola e preservação ambiental. Mato Grosso, que é um dos maiores produtores de commodities do Brasil e grande exportador, acaba tendo um destaque. Como o Brasil e, particularmente, essa direção para o Mato Grosso pretende se posicionar nas negociações climáticas em termos de sustentabilidade, preservação ambiental, sem que isso prejudique a sua competitividade no mercado global de alimentos.

ME: Pois não. Muito obrigado, Simone, por sua pergunta e vindo de uma região que é justamente a terra do Ministro Fávaro, faz todo sentido. Um grande amigo, grande companheiro no gabinete do presidente Lula. Olha, o Brasil tem uma posição muito firme na questão ambiental, mas também, ao mesmo tempo, é um dos maiores produtores, se não o maior produtor de muitos produtos agrícolas de origem do campo. E não há incompatibilidade nisso. Nós temos uma legislação muito clara, muito forte e que controla justamente as condições de produção, as áreas, eu não vejo e não existe contradição em ser um grande produtor e exportador dos maiores aliados do mundo, não só de produtos agrícolas como de proteína animal e as políticas de proteção ambiental.

O Brasil não precisa derrubar uma árvore sequer para aumentar exponencialmente sua produção agrícola, que já é enorme, gigantesca. Mas há milhões de hectares de terras que estão degradadas, que estão sendo recuperadas nesse momento pelo governo, por ações do governo. E nós não precisamos de forma alguma, há um mito em torno disso também, de que vai se plantar não sei quantas tipos de produtos na Amazônia, que não é. Eu me lembro de no passado uma coisa de agora se falar de plantação de cana de açúcar na Amazônia. É impossível. Não, não nasceria. Não criaria um pé sequer de cana. E não falta terra no Brasil para plantar cana e plantar qualquer outro tipo de produto. E é uma preocupação do governo federal, do presidente Lula a preservação da Amazônia através de ações diretas do governo, ações multilaterais como nas COPS ou na OTCA, Organização do Tratado da Cooperação Amazônica, como também já mencionei, e as metas que ele próprio declarou que seriam as metas de seu governo de acabar o desmatamento, de preservar as regiões.

Então eu acho que é muito clara a posição e é uma questão que tem um equacionamento no Brasil já claro e reconhecido, e pelas ações do governo, inclusive pela grande extensão territorial, pelas imensas áreas agrícolas que nós já temos, sem precisar de avançar em outras regiões que são protegidas.

KM: Vou aproveitar, Ministro, que a gente está falando aí com a terra do agro, Lucas do Rio Verde, para a gente falar um pouquinho uma coisa que é pouco falada. O ministro Mauro Vieira tem viajado aí para o Golfo Pérsico, para o Sudeste Asiático, onde há um potencial muito grande, né, ministro? Para a abertura de novos mercados para o Brasil. E eu queria que o senhor nos dissesse que mercados são esses, o que está consolidado já aqui? O Que o Brasil conseguiu avançar nesses mercados?

ME: Pois não, muito obrigado. O Brasil tem procurado expandir seus mercados em novas regiões, saindo dos parceiros tradicionais, não abandonando os parceiros tradicionais. Nós temos na União Europeia, nos Estados Unidos e na China, são parceiros mais do que tradicionais, importantíssimos fluxos comerciais. Mas nós estamos também avançando em outras regiões, como, por exemplo, a ASEAN, que é a Associação dos países do Sudeste Asiático. São dez países com os quais o Brasil tem relações importantes. Serão 11 em breve, porque o Timor Leste vai ser admitido como membro.

Mas são países muito importantes, como por exemplo, Indonésia, Camboja, Vietnã, Filipinas e Malásia, países os quais eu já visitei este ano, e ainda mais Cingapura, Tailândia, Brunei, Darussalam, Myanmar, Laos e Timor Leste, como mencionei. Esse grupo de países é um importantíssimo parceiro do Brasil, para dar uma ideia, em 2002, o comércio do Brasil com esses dez países da ASEAN era de um pouco menos de 3 bilhões de dólares. 20 anos depois, em 2023, foi de 34 bilhões de dólares.

 É um crescimento exponencial importantíssimo. E, evidentemente, também, mais me referindo à pergunta anterior, produtos do agro são componentes importantíssimos desse fluxo de comércio. Então eu acho que é uma nova zona, uma nova área de comércio e também de concertação política. São países importantes. Nós vamos receber esse ano alguns, por exemplo, o chefe, o primeiro ministro da Malásia, virá para a reunião do G20. Quer dizer, são importantes atores também políticos internacionais. E o que eu queria dizer também com relação a isso é que o superávit brasileiro nessa região específica é muito importante. É muito relevante. É algo da ordem de 10 bilhões de dólares.

Agora, não é só a nossa expansão, quer dizer, a nossa participação mais ativa em novas áreas, como é a região do ASEAN, para a qual, aliás, nomeamos um embaixador específico que está desde o final do ano passado, de meados do ano passado e acreditado junto à sede do ASEAN, que é em Jacarta, capital da Indonésia. Nós temos um embaixador que atua junto a esses países através da organização em Jacarta e em contato com os outros países aonde nós já temos embaixadas, porque nós temos embaixadas residentes em oito desses dez países. Agora, não é só essa região. A região do Golfo também é muito importante. Eu acabei de participar há poucas semanas ou um mês, talvez de uma reunião muito importante, que o Brasil foi convidado a uma reunião do Conselho de Cooperação do Golfo com o Brasil.

O Conselho de Cooperação do Golfo reúne a Arábia Saudita, o Qatar, o Omã, o Kuwait, Barein, são os seis membros. São países com uma altíssima renda per capita, com um grande PIB, grandes produtores e exportadores de petróleo e também clientes cada vez mais, que se fixam mais como clientes tradicionais das importações brasileiras e foi um ato, foi um gesto também muito importante de reconhecimento da importância e da presença do Brasil, porque nós também temos, somos atores ativos nessa região. Nós temos embaixadas residentes em todos esses países, mas foi um gesto importante. Eu recebi no início do ano o secretário geral do Conselho de Cooperação do Golfo, que trouxe uma carta me convidando para uma reunião de uma reunião que foi realizada agora há um mês atrás, de um diálogo Conselho de Cooperação do Golfo com o Brasil. É uma reunião muito importante, em que discutimos os interesses de cada país, não só comerciais como de investimentos, porque também esses países são países que são grandes investidores, com uma grande capacidade de investimento no exterior, com seus fundos nacionais, seus fundos soberanos.

E, além disso, também coordenamos posições com relação a organismos internacionais. A atuação deste grupo na ONU, do Brasil, da ONU, enfim, uma plataforma de discussão de interesses não só econômicos e financeiros, mas também de coordenação política. E para dar uma ideia da relevância, eles têm poucos diálogos desse tipo o Conselho de Cooperação do Golfo, o CCG, com um país. E neste dia em que eu estive, nesses dois dias que eu estive na Arábia Saudita, foram realizadas três reuniões desse tipo com três países que são atores importantes no mundo. Foi Brasil, o Conselho de Cooperação do Golfo, Índia, o Conselho de Cooperação do Golfo e o terceiro foi a Rússia, a Cooperação do Golfo. Foram três reuniões importantes de três importantes sócios, desses países da região.

KM: Ou seja, Sudeste Asiático e Golfo Pérsico são clientes que todo mundo quer ter, que dinheiro não é problema, né ministro?

ME: Não, nenhum.

KM: Então cliente dos sonhos. Então tomara que o Brasil prospere nessas negociações. Ministro, vamos ao Paraná. CBN, Maringá, Luciana Penha. Bem-vinda! Bom dia para você!

Luciana Penha: Bom dia! Vocês me ouvem?

KM: Sim, perfeitamente.

LP: Bom dia, Karine. Bom dia, Ministro. Obrigada pela oportunidade. Ministro, aqui no Paraná, em Foz do Iguaçu está uma das maiores comunidades libanesas do Brasil. Na segunda feira, um grupo de repatriados chegou a Foz do Iguaçu. Ontem viria um outro grupo. Eu gostaria de saber se o senhor sabe se há mais brasileiros de Foz do Iguaçu, no Líbano que querem voltar ao Brasil. Como está a situação deles? E queria saber também se o senhor vê o risco de conflito nuclear com a possibilidade de o Irã acelerar o processo de enriquecimento de urânio?

ME: Bem, muito obrigado, Luciana. Efetivamente, nos dois primeiros voos, um que chegou ontem e o primeiro que chegou no domingo, havia um grande número, eu diria que a grande maioria de brasileiros originários da região de Foz do Iguaçu, do Paraná, e depois uma outra parcela de São Paulo, o mesmo no voo de ontem. Há mais ainda há uma grande concentração nesta região. Não é a única no Brasil, porque também libaneses há muitos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outras regiões do país. Mas, sem dúvida nenhuma, o estado do Paraná é a residência de um grande número de brasileiros que estavam vivendo lá e também um grande número de brasileiros que são descendentes de imigrantes libaneses e sírios, desde o início do século XX.

E o Brasil, o governo brasileiro, por decisão do presidente Lula, continuará efetuando essa operação para repatriar os brasileiros com o apoio da Força Aérea Brasileira, até onde seja necessário e possível. Possível porque as condições podem evidentemente piorar, podem se agravar e há uma hipótese de que espalhe. É uma hipótese ainda não confirmada ou não imediata, mas o espaço aéreo pode ser fechado se houver uma intensificação de ataques. Eu não creio em ataques nucleares. Eu creio que as armas nucleares são armas de dissuasão e não para o uso. Chega. Já vimos uma ocasião em que foram usadas, que levou ao encerramento ao final da Segunda Guerra Mundial. Eu acho que todo o mal feito já provou de que as armas nucleares devem ser banidas, como aliás, é também um princípio da Constituição brasileira que proíbe ao Estado brasileiro desenvolver armas nucleares ou de possuir armas nucleares.

Eu espero que a diplomacia funcione. Eu espero que as organizações internacionais possam atuar de maneira forte e encontrar uma solução para essa questão, e que o Líbano possa voltar a ser o país pujante e florescente, com uma grande economia, um grande centro financeiro como foi no passado e que continue a ter as relações mais próximas, inclusive com intercâmbios diretos com o Brasil, já que somos sociedades tão parecidas, tão próximas e com uma grande contribuição.

As estimativas são de que haja no Brasil 8 milhões de brasileiros de origem libanesa. Isso é um dado importantíssimo. Isso é praticamente três vezes a população do Líbano. E, portanto, eu acho que nós nos orgulhamos muito da presença dessa colônia no Brasil e da contribuição que sempre deram para a sociedade brasileira. Portanto, o nosso esforço é todo no sentido de buscar um entendimento e uma solução pacífica e esperando e rezando para que não haja, evidentemente, nenhum recurso a armas desse tipo.

KM: Ministro, vamos ao Nordeste, a Maceió, Rádio Gazeta. Marcos Rodrigues.

Marcos Rodrigues:  Ministro, Aconteceu no mês passado aqui em Maceió, um grande evento aí da articulação do G20, aonde foi discutido a transformação digital como catalisadora de avanços sociais. Isso foi debatido no B20 que reuniu o mundo dos negócios, mais discutindo essa questão que é essencial para que o Brasil também dê passos importantes. Como é que anda o nosso relacionamento com os grandes conglomerados econômicos e países para tentar também avançar nessa questão de novos contratos, negócios digitais que garantam renda, mas principalmente inclusão para o nosso país.

ME: Muito obrigado, Marcos. Eu posso garantir que um dos papéis, um dos das funções do G20, é justamente essa, de promover discussões importantes e profundas nas mais diferentes áreas. A inclusão digital é fundamental. Não haverá processo de desenvolvimento, de crescimento, se não houver a inclusão social. Isso sobretudo num país da dimensão do Brasil, do tamanho do Brasil, em que é impossível de se ter no mundo de hoje educação, saúde e bem-estar sem haver uma inclusão social, sem haver uma possibilidade de participar nas estruturas do Estado por via digital, o G20 discute essa área e muitas outras. E, sem dúvida, essa não é uma área específica de atuação do Itamaraty, são outros ministérios, mas justamente o Itamaraty durante a presidência brasileira, nós temos o Sherpa que são duas, vamos dizer, duas trilhas, uma financeira e outra de Sherpas de área política. E nós coordenamos as reuniões de todos os grupos, inclusive para que se possa produzir no final, na reunião que acontecerá no dia 18, 19 de novembro, no Rio de Janeiro, dos chefes de Estado, dos países do G20 e dos diretores gerais, dos secretários gerais, das organizações internacionais que estão convidadas, além dos Estados convidados, para que se possa chegar a um documento importante que dê orientações, que dê princípios e regras para o convívio, para o desenvolvimento dos países, para o continente, para a continuidade das relações e também para passar isso como uma herança para a próxima presidência, que é a da África do Sul.

Eu queria só registrar que houve uma coincidência muito positiva, que foi ter quatro países em desenvolvimento, quatro países, o chamado sul global na presidência do G20, o primeiro foi a Indonésia, depois foi a Índia, no ano passado. Esse ano o Brasil e no próximo ano será a África do Sul. Com isso, nós teremos quatro países que vão dirigir seu trabalho, sua organização, durante as respectivas presidências de G20, para os assuntos que são fundamentais, que são importantes. E a inclusão digital, sem dúvida nenhuma é um desses.

Após a presidência da África do Sul, no ano que vem, começará a rotação dos 20 países membros do G20 com o criador do G20, que foi no momento foram os Estados Unidos, no momento da grande crise financeira de 2008, 2009.

KM: Ministro, a gente está chegando na reta final do Bom dia, ministro. E eu aproveito que o senhor estava falando de G20 exatamente para a gente falar um pouco do que a gente pode esperar de concreto da cúpula, ministro.

O Brasil está na presidência do G20 o último ano aí e a presidência se encerra no final deste ano. E aí, como senhor acabou de dizer, a Índia foi o último país a presidir e o próximo será a África do Sul, ambos países que também compõe o BRICS.

E aí, nesse sentido, eu quero saber, como muitos assuntos convergentes, participam de mais de um bloco esses países. Se a pauta brasileira junto com esses países se fortalece nesse momento. E queria saber o que a gente pode esperar de concreto da cúpula marcada para os dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro?

ME: Pois não, muito obrigado, Karine. A cúpula vai culminar a presidência brasileira e eu tenho certeza que será um final muito produtivo, muito positivo e que nos orgulhará muito. Primeiro, porque nós lançaremos formalmente uma iniciativa que é do presidente Lula e que já foi anunciada numa reunião que se realizou em junho, julho deste ano, no Rio de Janeiro, que é a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Isso é uma importantíssima iniciativa, e essa iniciativa é um projeto pessoal do Presidente, que teve desde os seus dois mandatos anteriores no Fome Zero, um dos programas mais importantes. E agora isso é uma articulação internacional. Essa aliança global reunirá países que queiram contribuir financeiramente, mas também reunirá, será uma espécie de plataforma para que todos os países tenham acesso aos diferentes programas que cada país possui nessa área e os programas que tenham mais êxito e então que se possa fazer recurso direto a esses países, vou dar um exemplo concreto.

Recentemente eu visitei no primeiro semestre desse ano Bangladesh, que tem um projeto, um programa de fome, de combate à fome, um Fome Zero deles, que é muito bom, muito efetivo, muito eficiente, com as características necessárias para o país, com pontos comuns como o nosso, mas com outros. E ambos os projetos têm aspectos muito positivos. Então essa plataforma da Aliança Global, como eu disse, terá não só recursos financeiros, mas terá também esse acesso ao conhecimento.

Será possível compartilhar as informações com outros países que queiram. A Aliança já tem cerca de 50 membros que anunciaram que vão aderir, quer dizer, isso é mais do que a composição do G20. Muitos organismos internacionais também participarão, como o Banco Interamericano, o Banco Mundial e outras organizações, e muitos países já anunciaram. Eu acho que isso será, sem dúvida nenhuma, uma grande, uma grande contribuição do Brasil. A questão da fome, da luta contra a pobreza, da desigualdade no mundo. Mas são outros também. Há uma grande iniciativa na área da saúde que está sendo capitaneada pela ministra Nísia Trindade e em que será também feito uma chamada a contribuição com recursos para um fundo para promoção de medicamentos e de mecanismos que possam combater pandemias como a que lamentavelmente tivemos.

Mas também não é só isso. Há várias outras iniciativas em todas as áreas. O G20 é um importante mecanismo de articulação e de troca de informação entre países que são, não só as maiores economias do mundo, mas também economias em desenvolvimento, países importantes do chamado sul global. É interessante ver que no G20 tem todo o G7. Estão presentes e muitos membros dos BRICS também. Então é um grupo que hoje, na atualidade, em que nós vemos a questão da governança global, que também é um dos temas da presidência brasileira de reforma da governança global, não só das Nações Unidas e do Conselho de Segurança, mas também dos organismos financeiros internacionais, como o Fundo Monetário, o Banco Mundial, em que os países em desenvolvimento precisam ter uma participação, a presença maior, também da organização Mundial do Comércio, que é o grande, vamos dizer, Tribunal Comercial, que é uma importante arma para a igualdade de condições para que os países possam competir comercialmente no mundo.

Eu acho que essa articulação é importantíssima e será uma grande contribuição. E temos que lembrar que o G20 foi criado num momento de grave crise financeira que levou à quebra de grandes companhias de grandes bancos, coisas que não eram esperadas, mas que aconteceram e o G20 surgiu com uma reação a essa situação. Aumentou o seu, a sua plataforma, aumentou a sua área de atuação, mas eu acho que com uma contribuição muito positiva.

KM: Ministro, quero agradecer muito sua presença aqui hoje no Bom dia, ministro e vou aproveitar já que o senhor veio aqui, demorou para o senhor voltar aqui. Vou aproveitar aqui. Vamos falar um pouquinho rapidamente já pedindo suas considerações finais, vamos falar um pouquinho do BRICS 22 a 24 de outubro em Kazan, a Rússia, neste momento tem a presidência rotativa, né? É quem preside o BRICS. E aí eu queria saber do senhor, Cuba pediu aí oficialmente a sua incorporação ao grupo como país parceiro e eu queria que o senhor falasse um pouco disso para a gente. Já quero agradecer a sua presença aqui.

ME: Muito obrigado, uma vez mais, muito obrigado pelo convite e fico muito contente de ter vindo uma segunda vez. Lamento que tenha demorado realmente um pouco, devido a toda a agenda de viagens, mas estarei sempre às ordens para voltar sempre que for necessário.

Nós vamos ter a reunião do BRICS em Kazan em poucos dias. Uma semana e meia. Vai ser uma reunião muito importante, porque vai ser a primeira reunião dos chefes de Estado com a nova configuração do BRICS, que são dez países. E eles, nessa reunião vai ser discutida, vai ser decidida a forma em que essa expansão continuará a acontecer. O Brasil é partidário e outros países membros também para que sejam criados agora, num primeiro momento, uma categoria de países associados, países de diálogos, parceiros de um diálogo com o BRICS.

E vão ser também estabelecidos as regras para que os parceiros, os novos parceiros do BRICS se associem à organização. É uma organização informal, sem um secretariado que de cada país que preside, faz todo o trabalho. Esse ano está com a Rússia. Ano que vem virá para o Brasil. O Brasil terá ano que vem dois grandes eventos, duas grandes presidências: e a do BRICS e depois a COP 30.

São dois grandes desafios. Não é só para a diplomacia brasileira. Para todo o governo são dois, dois enormes, duas enormes produções. Mas nós teremos então essa reunião em que será discutido o futuro. Não é só Cuba, mas são muitos países. Há uma lista, talvez de 30 países que têm um manifestado já por escrito para a presidência russa e para a presidência anterior, que foi a África do Sul que desejam aceder ao BRICS no momento adequado. Então isso será discutido. Mas também, o BRICS é uma plataforma muito importante, muito interessante, começando com cinco países que deram origem à sigla BRICS, mas se expandindo para outros importantes atores na comunidade internacional nesse momento. É mais um âmbito de diálogo, e o diálogo entre essas diferentes plataformas eu acho que só contribuirá para um melhor entendimento entre os países, entre as nações.

KM: Embaixador, Sucesso, viu? Obrigada!

ME: Muito obrigado!

KM: Obrigada por tudo. Até uma próxima. Espero que tenha uma brechinha aí para a gente conversar em novas oportunidades. De novo, quero agradecer também a todos os colegas que me ajudaram a fazer o Bom Dia, Ministro de hoje a gente se vê aí pelos próximos programas. São sempre muito bem-vindos. Hoje quem assina os trabalhos técnicos aqui pela rádio é ele Reynaldo dos Santos, obrigada pela sua companhia até agora. Continue no Canal Gov. Tchau.

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=aUm_CoNELlw

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