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Discurso do Ministro Antonio de Aguiar Patriota por ocasião da cerimônia de transmissão do cargo de Ministro de Estado das Relações Exteriores – Brasília, 2 de janeiro de 2011

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Publicado em 01/01/2013 14h36 Atualizado em 26/06/2023 15h15

[PORTUGUÊS]  [FRANCÊS]

Discurso do Ministro Antonio de Aguiar Patriota por ocasião da cerimônia de transmissão do cargo de Ministro de Estado das Relações Exteriores - Brasília, 2 de janeiro de 2011

Minhas primeiras palavras são de agradecimento à Senhora Presidenta da República pela honra com que me distingue ao nomear-me Ministro das Relações Exteriores.

Com entusiasmo antecipo a distinção de servir à primeira mulher a presidir o Brasil. A eleição de uma Presidenta é um acontecimento de importância intrínseca: é mais uma expressão concreta dos ideais de justiça, eqüidade e democracia que nos unem a todos como cidadãos brasileiros. Nossa Presidenta, Dilma Rousseff, representa honestidade intelectual, espírito público, destemor em face de desafios de qualquer tamanho, sensibilidade e humanismo. Para o Itamaraty, representa a certeza de que o Brasil continuará a afirmar-se como um interlocutor cada vez mais ouvido e respeitado no plano internacional.

Querido Embaixador Celso Amorim, meu Chefe por tantos anos – e sempre amigo. Vossa Excelência foi e seguirá sendo, para mim e para muitos de nós, fonte permanente de estímulo e inspiração. Foi na gestão de Vossa Excelência que o Brasil se consolidou, a um só tempo, como um país sul-americano convicto e um ator de influência mundial. Seu legado será referência incontornável em nossa História Diplomática. Faço votos de que, ao lado de nossa querida Ana Maria, seja muito feliz nesta nova etapa da vida. Ainda que de formas distintas, tenho certeza de que o Brasil continuará contando com a força de seu intelecto e sua coragem moral.

Para corresponder à confiança em mim depositada pela Presidenta Dilma Rousseff, dependerei de esforços coletivos, que envolverão necessariamente a valiosa colaboração e dedicação de todos os colegas: funcionários diplomáticos e administrativos, na Secretaria de Estado e nos Postos no exterior.

Aproveito esta cerimônia de transmissão de cargo para oficializar o convite ao Embaixador Ruy Nogueira para assumir a Secretaria-Geral das Relações Exteriores. Sua vasta experiência, seu profissionalismo, sua integridade pessoal serão particularmente apreciados neste momento em que enfrentamos uma agenda externa crescentemente ampla e complexa, e capacitamos o Itamaraty para defender os interesses de um novo Brasil.

Atuarei em estreita cooperação com o Secretário-Geral, com os Senhores Subsecretários e demais Chefias da Casa para levar adiante uma gestão inclusiva e integradora. Uma gestão que continue a valorizar a nossa principal vantagem comparativa, que são os recursos humanos, e que busque valer-se das novas tecnologias da informação para modernizar nossos métodos de trabalho.

Acredito que a escolha de um diplomata de carreira para o cargo de Ministro das Relações Exteriores pode ser interpretada como uma demonstração de respeito pelos quadros especializados deste Ministério e de reconhecimento por nosso compromisso com o Estado brasileiro – um Estado que se coloca cada vez mais a serviço da sociedade como um todo, e dos menos favorecidos em primeiro lugar.

Senhoras e Senhores, caros colegas,

Orientaremos a ação externa do Brasil preservando as conquistas dos últimos anos e construindo sobre a base sólida das realizações do Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Brasil mudou muito em relativamente pouco tempo. Em um ambiente de liberdade de expressão e participação crescente de setores antes excluídos no processo político, logrou-se conciliar crescimento econômico com distribuição de renda, em contexto de aprofundamento de nossa democracia. Foram obtidos avanços no respeito aos direitos humanos, na valorização da cidadania, na modernização da atividade econômica, na promoção de um desenvolvimento mais justo e ambientalmente sustentável.

Deixamos para trás o tempo em que um acúmulo de vulnerabilidades nos limitava o escopo de ação internacional. Não subestimamos o muito que ainda precisamos realizar para garantir a cada brasileiro e brasileira educação e saúde de qualidade, segurança e oportunidades dignas de trabalho. Mas adquirimos uma autoridade natural para nos engajarmos em todos os grandes debates e processos decisórios da agenda internacional – políticos, econômicos, comerciais, ambientais, sociais, culturais.

É possível afirmar que, entre os pólos que configuram a nova geopolítica deste início de século, o Brasil, com sua tradição de paz e tolerância, se posiciona como um ator que reúne características privilegiadas para a promoção de modelos mais inclusivos de desenvolvimento e para o fortalecimento da cooperação entre as nações por intermédio de mecanismos de governança mais representativos e legítimos.

Permaneceremos atentos para evitar que os círculos decisórios que se formam em torno das principais questões contemporâneas reproduzam as assimetrias do passado, ignorando as aspirações legítimas dos que não os integram. Os G-20s e outros agrupamentos restritos só conseguirão consolidar sua autoridade se permanecerem sensíveis aos anseios e interesses dos mais de 150 países que não se sentam em suas reuniões.

Precisamos nos preparar para uma demanda por mais Brasil em todos os temas da frente externa. Dispomos para isso de uma apreciável rede de Postos no exterior, cujo ritmo de expansão tenderá a desacelerar-se. Mas precisaremos continuar a formar quadros que nos garantam um nível de profundidade reflexiva autônoma e de eficácia operacional compatíveis com nosso perfil de ator global.

Devemos ter presente que, como a sétima economia do mundo, e havendo implementado um conjunto de políticas econômicas e sociais que têm produzido resultados tangíveis, o Brasil gera uma expectativa natural, em searas de cooperação as mais diversificadas, junto a países menos desenvolvidos – na América Latina e no Caribe, na África, no Oriente Médio e na Ásia. Nossa capacitação em termos de prestação de cooperação técnica, de assistência na adoção de políticas públicas bem sucedidas ou de ajuda humanitária – não obstante os avanços consideráveis dos últimos anos – precisará modernizar-se para atender a essa demanda.

Deparamo-nos hoje com um mundo em que os consensos de outras eras são cada vez mais questionados e os antigos formadores de opinião encontram dificuldade crescente para fazer prevalecer suas idéias. As aventuras militares e as práticas econômicas irresponsáveis que desestabilizaram a ordem internacional nos últimos anos exigem que cada participante do sistema assuma plenamente seu papel no tratamento de questões que afetam a todos indiscriminadamente. O Brasil não se furtará a defender interesses nacionais específicos e imediatos, mas tampouco deixará de afirmar sua identidade em função de objetivos sistêmicos amplos, vinculados a valores que nos definem como sociedade. Continuaremos a privilegiar o diálogo e a diplomacia como método de solução de tensões e controvérsias; a defender o respeito ao direito internacional, à não-intervenção e ao multilateralismo; a militar por um mundo livre de armas nucleares; a combater o preconceito, a discriminação e a arbitrariedade; e a rejeitar o recurso à coerção sem base nos compromissos que nos irmanam como comunidade internacional.

Um breve olhar sobre o mundo que nos envolve nos revelará o acerto das opções dos últimos anos na promoção de agendas de ordem sub-regional, regional e global que se complementam ao mesmo tempo em que se ampliam – o que não impede que busquemos adaptações e reconsideremos certas ênfases, em função de desdobramentos nos planos interno e externo.

Ancorados em nosso entorno sul-americano, teremos a nossa disposição um MERCOSUL robusto e uma UNASUL crescentemente coesa. Compete-nos completar a transformação da América do Sul em um espaço de integração humana, física, econômica, onde o diálogo e a concertação política se encarregam de preservar a paz e a democracia. Onde os elos que vimos estabelecendo entre nossas classes políticas, nossos setores privados e nossas sociedades contribuirão para uma região cada vez mais unida no propósito de oferecer melhores condições de vida a nossa gente.

Central nesse empreendimento é a relação Brasil-Argentina, que vive hoje um momento de plenitude e avança em um vasto espectro de iniciativas que incluem áreas como a cooperação em matéria espacial e dos usos pacíficos da energia nuclear. E cada vizinho na América do Sul receberá uma atenção crescentemente diferenciada. Caberá aos Governos trabalhar mais e melhor para cobrir as lacunas de conhecimento e interação que ainda caracterizam o relacionamento entre os países da região. Nosso destino comum exige que conheçamos melhor a História, a demografia, o potencial econômico e a cultura uns dos outros – da Terra do Fogo à Ilha de Margarita. Não se faz integração sem diálogo permanente, sem engajamento intelectual e até mesmo, diria eu, sem emoção e idealismo. É nessa direção que precisamos trabalhar.

Para além da América do Sul, o processo que teve origem na Cúpula América Latina e Caribe da Costa do Sauípe se consolida na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos – a CELAC. Continuaremos engajados na pauta de cooperação com os países caribenhos, tendo como marco principal a Cúpula Brasil-CARICOM. Nosso compromisso com o Haiti, que enfrenta renovados desafios, insere-se nesse contexto.

A prioridade atribuída à vizinhança não se dará em detrimento de relações estreitas com outros quadrantes do Sul ou do mundo desenvolvido. Interessa-nos intensificar relações com uma pluralidade de parceiros nas esferas do comércio, dos investimentos, do diálogo político, entre muitas outras. Em um mundo no qual não se dissiparam ainda totalmente as dicotomias Norte-Sul, a ação diplomática do Brasil pode contribuir para a promoção de relações mais equilibradas em torno a interesses compartilhados. Nossos próprios imperativos de desenvolvimento econômico, social e tecnológico orientarão a busca de parcerias em uma variedade de temas, que incluirão a educação, a inovação, a energia, a agricultura, a produtividade industrial, a defesa; sem descuidarmos do meio ambiente, da promoção dos direitos humanos, da cultura, das questões migratórias.

Não enumerarei todas as parcerias estratégicas já estabelecidas, ou todos os mecanismos de aproximação inter-regional desenvolvidos nos últimos anos, sob a chefia do Embaixador Celso Amorim, que continuaremos a cultivar e aprimorar. Singularizo o IBAS, pelo seu valor emblemático como “mecanismo ponte” entre três grandes democracias multiétnicas do Sul. Acrescento que conversei com a Presidenta Dilma a respeito de um programa de viagens presidenciais para os próximos meses, que incluirá visitas aos países vizinhos e a alguns de nossos principais parceiros econômicos e comerciais, como Estados Unidos e China.

A Cúpula da ASPA, a realizar-se na capital peruana no próximo mês de fevereiro, constituirá uma valiosa oportunidade de contato da Presidenta com líderes da América do Sul e do mundo árabe. Comprometo-me ademais a manter uma agenda ativa com nossos parceiros na África – intensificando nossa cooperação e nosso diálogo com o continente irmão.

O comparecimento à posse da Presidenta Dilma de altos representantes de uma variedade de países, vários dos quais hoje aqui presentes – sejam de nossa região, da Europa, da África, do Oriente Médio ou do Extremo Oriente –, só pode ser visto como uma manifestação recíproca do interesse de Governos de todas as partes do mundo e de todos os níveis de desenvolvimento em fortalecer seus vínculos com o Brasil. Com relações diplomáticas que se estendem a virtualmente todos os países membros das Nações Unidas, o Brasil pode afirmar que pratica, hoje, uma diplomacia verdadeiramente universal.

Em paralelo à prioridade regional, à diversificação inclusiva de parcerias e ao aperfeiçoamento da governança global, não poderia deixar de mencionar a importância que continuaremos a atribuir às comunidades brasileiras no exterior. Seguiremos valorizando as atividades consulares e daremos continuidade a iniciativas pioneiras como a do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior.

A par dos progressos já alcançados, cumpre reconhecer que muito resta por realizar para que o Brasil se afirme como o País socialmente justo e democrático com que sonhamos; para que seu lugar no mundo reflita plenamente nossa vocação para o diálogo e a cooperação. Em última análise, esse será sempre um projeto inacabado, em que uma geração transfere para a seguinte as suas conquistas e as aspirações ainda não realizadas.

Surgirão desafios nas áreas econômica, financeira, comercial, ambiental que exigirão cuidadosa coordenação interna envolvendo diferentes setores do Governo e contatos com o setor privado, sindicatos, sociedade civil. A preocupação com a competitividade de nossa indústria e com a composição de nossa pauta exportadora requererá estratégias capazes de oferecer oportunidades para que conciliem interesses ofensivos e defensivos.

Manteremos contato com a presidência francesa do G-20 Financeiro e outros interlocutores, entre os quais os BRICS, para assegurar um ambiente propício à sustentabilidade da recuperação econômica e infenso a pressões protecionistas. Com o mesmo objetivo trabalharemos por resultados ambiciosos e equilibrados nas negociações da Rodada de Doha.

Senhoras e Senhores,

Comprometo-me a fazer o necessário para desenvolver uma comunicação abrangente com as diferentes Pastas do Executivo com as quais não podemos deixar de trabalhar em sintonia, como Justiça, Defesa, Indústria e Comércio, Fazenda, Direitos Humanos, Meio Ambiente, entre outras. O mesmo com relação ao Legislativo e ao Judiciário e, em sentido amplo, à sociedade civil, à comunidade empresarial, ao cidadão comum. Gostaria de ver o Itamaraty em contato com todos os Estados da Federação. Na verdade, a política externa serve a todas as esferas governamentais, e a todas as regiões do País. Por essa mesma razão, não devemos ser tímidos ao postularmos a alocação de recursos adequados para levarmos adiante nosso trabalho.

Importante também dizer que devemos à opinião pública, em cada circunstância específica, esclarecimentos sobre como encaramos o mundo e em que espírito interagimos com ele. Assim contribuiremos para o debate aberto e honesto que desejamos continuar promovendo sobre nossa política externa.

Senhoras e Senhores Embaixadores, caros colegas, amigo todos,

Temos diante de nós muito trabalho, em muitas frentes. Mas herdamos um País em excelentes condições econômicas e políticas; dispomos de uma Chancelaria que inspira respeito mundo afora; nos beneficiamos de um período de liderança particularmente inspirada e criativa. Sem minimizar os desafios do futuro, quero assegurar-lhes que dedicarei minha energia física e mental, o compromisso de uma vida inteira dedicada à diplomacia e alguma sabedoria e bom humor que terei adquirido no convívio com minha mulher, Tania, e com meus filhos, Miguel e Thomas, para contribuir para um Brasil, uma América do Sul e um mundo cada vez mais prósperos, justos e democráticos.

Muito obrigado.

Discours d'Antonio de Aguiar Patriota, Ministre des Relations Extérieures, lors de la cérémonie de passation de pouvours

Je souhaite tout d’abord remercier la présidente de la République de l’honneur qu’elle me fait en me nommant ministre des Relations extérieures.

J’anticipe avec enthousiasme la distinction qui m’est offerte de travailler pour la première femme à présider le Brésil. Le fait d’élire une présidente a une importance intrinsèque : il s’agit d’une expression concrète supplémentaire des idéaux de justice, d’équité et de démocratie qui nous unissent en tant que citoyens brésiliens. Notre présidente, Dilma Rousseff, représente l’honnêteté intellectuelle, l’esprit public, l’audace face à des défis de toutes sortes, la sensibilité et l’humanisme. Pour l’Itamaraty, elle représente la certitude que le Brésil continuera à s’affirmer comme un interlocuteur de plus en plus écouté et respecté au plan international.

Mon cher Celso Amorim, qui a été mon chef pendant tant d’années, et toujours ami. Vous avez toujours été et continuerez à être, pour moi et pour nombre d’entre nous, une source permanente d’émulation et d’inspiration. C’est sous votre conduite que le Brésil s’est affirmé à la fois comme un pays sud-américain confirmé et un acteur mondialement influent. Votre héritage sera une référence incontournable de notre histoire diplomatique. Je vous souhaite, aux côtés de notre chère Ana Maria, beaucoup de bonheur dans cette nouvelle étape. Bien que de façon différente, je suis certain que le Brésil continuera à bénéficier de votre intelligence et de votre courage moral.

Pour être à la hauteur de la confiance accordée par la présidente Dilma Rousseff, je dépendrai des efforts collectifs, qui impliqueront nécessairement la précieuse collaboration et le dévouement de l’ensemble des collègues : les agents diplomatiques et administratifs, au sein du secrétariat d’Etat et des postes à l’étranger.

Je profite de cette cérémonie de passation de pouvoirs pour officialiser l’invitation faite à monsieur Ruy Nogueira de prendre la tête du secrétariat général des Relations extérieures. Sa grande expérience, son professionnalisme, son intégrité personnelle seront particulièrement appréciés alors que nous sommes confrontés à un agenda international de plus en plus large et complexe, et que nous renforçons la structure de l’Itamaraty afin de défendre des intérêts d’un nouveau Brésil.

J’agirai en étroite coopération avec le secrétaire général, avec les sous-secrétaires et autres directions pour mener une gestion inclusive et intégrante qui continue à valoriser notre principal avantage comparatif que sont les ressources humaines, et qui cherche à mettre à profit les nouvelles technologies de l’information pour moderniser nos méthodes de travail.

J’estime que le fait d’avoir attribué le poste de ministre des Relations extérieures à un diplomate de carrière peut être interprété comme une marque de respect pour les agents spécialisés de ce ministère et de reconnaissance envers notre engagement vis-à-vis de l’Etat brésilien, un Etat qui se met toujours plus au service de l’ensemble de la société et des plus vulnérables en premier lieu.

Mesdames et Messieurs, chers collègues,

Nous dirigerons l’action internationale du Brésil de façon à préserver les conquêtes de ces dernières années et bâtirons notre politique sur la base solide des succès du gouvernement du président Luiz Inácio Lula da Silva.  

Le Brésil a beaucoup changé en relativement peu de temps. Dans un contexte de liberté d’expression et de participation croissante des classes qui étaient naguère exclues du processus politique, nous sommes parvenus à concilier croissance économique et redistribution de revenus, dans un contexte de renforcement de notre démocratie. Des progrès ont été effectués dans les domaines des droits de l’homme, de la valorisation de la citoyenneté, de la modernisation de l’activité économique, de la promotion d’un développement plus juste et durable d’un point de vue environnemental.

Nous avons tourné la page de l’époque où un ensemble de vulnérabilités limitait notre champ d’action international. Nous ne sous-estimons pas les importants efforts à réaliser pour garantir éducation et santé de qualité, sécurité et opportunités décentes de travail à tous les Brésiliens et Brésiliennes. Mais nous avons acquis une autorité naturelle pour nous engager dans tous les grands débats et processus décisionnels de l’agenda international – politiques, économiques, commerciaux, environnementaux, sociaux, culturels.

Parmi les pôles qui forment la nouvelle géopolitique de ce début de siècle, on peut affirmer que le Brésil, avec sa tradition pacifiste et tolérante, dispose d´atouts privilégiés pour la promotion de modèles de développement plus inclusifs et pour le renforcement de la coopération entre les nations par le biais de mécanismes de gouvernance plus représentatifs et légitimes.

Nous veillerons à éviter que les cercles décisionnaires qui se forment autour des principales questions contemporaines ne reproduisent pas les asymétries du passé, et n´ignorent les aspirations légitimes de ceux qui n’y siègent pas. Le G20 et autres groupes restreints ne parviendront à consolider leur autorité que s’ils sont attentifs aux aspirations et aux intérêts des plus de 150 pays tiers.

Nous devons nous préparer à une demande croissante de participation du Brésil à l’ensemble des questions internationales. Nous disposons à cet effet d’un réseau appréciable de postes à l’étranger, dont le rythme de croissance tendra peut-être à ralentir un peu. Mais nous devrons continuer à former des diplomates de façon à approfondir au sein du ministère la réflexion autonome et l’efficacité opérationnelle, à un niveau compatible avec notre vocation d’acteur global.

Nous ne devons pas oublier que, en tant que septième économie du monde, et ayant mis en œuvre un ensemble de politiques économiques et sociales qui ont produit des résultats tangibles, le Brésil suscite une attente naturelle dans les champs les plus variés de la coopération de la part des pays moins avancés – en Amérique latine et dans les Caraïbes, en Afrique, au Moyen-Orient et en Asie. Notre expertise en termes de coopération technique, d’assistance dans la mise en oeuvre de politiques publiques performantes ou d’aide humanitaire – malgré les progrès considérables de ces dernières années – devra être modernisée pour répondre à cette demande.

Nous sommes aujourd’hui face à un monde dans lequel les consensus obtenus à d’autres époques sont de plus en plus remis en question et les anciens formateurs d’opinion ont des difficultés croissantes à faire prévaloir leurs idées. Les entreprises militaires et les pratiques économiques irresponsables qui ont déstabilisé l’ordre international ces dernières années exigent que chaque participant au système assume pleinement ses responsabilités dans le débat sur les grandes questions qui touchent indistinctement l’ensemble des pays. Le Brésil ne manquera pas de défendre des intérêts nationaux spécifiques et immédiats, ni d’affirmer son identité en fonction d’objectifs systémiques larges, liés aux grandes valeurs qui caractérisent notre société. Nous continuerons à privilégier le dialogue et la diplomatie pour apporter des solutions aux tensions et différends, à défendre le respect du droit international, de la non-intervention et du multilatéralisme, à militer pour un monde sans armes nucléaires, à lutter contre les préjugés, les discriminations et l’arbitraire, et à rejeter l’usage de la coercition qui irait à l’encontre des engagements rassemblant la communauté internationale.

Un coup d´oeil sur le monde qui nous entoure nous révèlera le succès des options retenues ces dernières années en termes de promotion d’agendas aux niveaux sous-régional, régional et mondial qui se complètent et se renforcent mutuellement  – ce qui ne nous empêchera pas non plus de chercher des adaptations et de reconsidérer certaines priorités, en fonction des évolutions sur les plans intérieur et extérieur.

Bien insérés dans notre entourage sud-américain, nous disposerons d’un MERCOSUR robuste et d’une UNASUR de plus en plus unie. Il nous revient de mener à terme la transformation de l’Amérique du Sud en un espace d’intégration humaine, physique, économique, où le dialogue et la concertation politique permettront de préserver la paix et la démocratie et où les liens progressivement établis entre nos classes politiques, nos secteurs privés et nos sociétés contribueront à l’unité de la région afin de fournir de meilleures conditions de vie à nos peuples. 

Dans cette entreprise, la relation Brésil-Argentine est centrale. Celle-ci connaît actuellement une période de plénitude et progresse sur de nombreuses initiatives, notamment dans des domaines comme la coopération en matière spatiale et l’utilisation pacifique de l’énergie nucléaire. Chaque voisin d’Amérique du Sud recevra une attention de plus en plus différenciée. Il appartiendra aux gouvernements de travailler plus et mieux afin de pallier les lacunes en termes de connaissance et d’interaction qui caractérisent toujours les relations entre les pays de la région. Notre destin commun exige que nous connaissions mieux l’histoire, la démographie, le potentiel économique et la culture des uns et des autres – de la Terre de Feu à l’île de Margarita. L’intégration ne se fait pas sans dialogue permanent, sans engagement intellectuel et même, je dirais, sans émotion et idéalisme. C’est dans cette direction que nous devons travailler.                        

Outre l’Amérique du Sud, la Communauté des Etats latino-américains et caribéens – la CELAC, poursuit le processus qui est né lors du Sommet Amérique latine et Caraïbes sur la côte de Sauipe. Nous continuerons à nous engager dans la coopération avec les pays caribéens, en ayant pour référence principale le Sommet Brésil-CARICOM. Notre engagement envers Haïti, confronté à de nouveaux défis, s’insère dans ce cadre.   

La priorité accordée à nos voisins ne se fera pas au détriment des relations étroites avec les autres régions du Sud ou du monde développé.  Nous souhaitons intensifier nos relations avec une pluralité de partenaires, entre autres dans les sphères du commerce, des investissements, du dialogue politique. Dans un monde où les dichotomies Nord-Sud n’ont pas encore totalement disparu, l’action diplomatique du Brésil peut contribuer à la promotion de relations plus équilibrées autour d’intérêts partagés. Nos propres impératifs de développement économique, social et technologique orienteront la recherche de partenariats sur une variété de dossiers qui incluront l’éducation, l’innovation, l’énergie, l’agriculture, la productivité industrielle, la défense ; sans négliger l’environnement, la défense des droits de l’homme, de la culture, des questions migratoires. 

Je n’énumérerai pas tous les partenariats stratégiques déjà établis, ni tous les mécanismes de rapprochement interrégional développés ces dernières années, sous la conduite de monsieur Celso Amorim, et que nous continuerons à cultiver et à améliorer. Je ne mentionnerai que l’IBAS, pour sa valeur emblématique en tant que mécanisme faisant le lien entre trois grandes démocraties multiethniques du Sud. Je me suis entretenu avec la présidente Dilma au sujet d’un programme de voyages présidentiels dans les prochains mois, qui comprendra des déplacements dans des pays voisins et chez plusieurs de nos principaux partenaires économiques et commerciaux, comme les Etats-Unis et la Chine.

Le Sommet Amérique du Sud - Pays arabes (ASPA), qui se tiendra dans la capitale péruvienne au mois de février prochain, constituera une précieuse opportunité de contact entre la présidente et les chefs d’Etat d’Amérique du Sud et du monde arabe. Je m’engage en outre à poursuivre un agenda actif avec nos partenaires africains – en intensifiant notre coopération et notre dialogue avec ce continent frère.

Lors de l’investiture de la présidente Dilma, la présence de hauts représentants d’une grande variété de pays, de notre région, d’Europe, d’Afrique, du Moyen-Orient ou de l’Extrême-Orient - dont beaucoup sont ici présents –  ne peut qu’être perçue comme une manifestation réciproque de l’intérêt de gouvernements du monde entier et de tous les niveaux de développement à renforcer leurs liens avec le Brésil. Avec des relations diplomatiques qui s’étendent pratiquement à tous les pays membres des Nations unies, le Brésil peut affirmer qu’il poursuit aujourd’hui une diplomatie véritablement universelle.             

Parallèlement à la priorité régionale, à la diversification inclusive de partenariats et au perfectionnement de la gouvernance mondiale, je ne saurais omettre de mentionner l’importance que nous continuerons à attribuer aux communautés brésiliennes à l’étranger. Nous continuerons à valoriser les activités consulaires et poursuivrons des initiatives pionnières comme celle du Conseil des représentants des Brésiliens à l’étranger.     

Malgré les progrès déjà réalisés, nous devons reconnaître que beaucoup reste à faire afin que le Brésil s’affirme comme le pays socialement juste et démocratique auquel nous rêvons, pour que sa place dans le monde reflète pleinement notre vocation au dialogue et à la coopération. Enfin, cela restera un projet sans cesse renouvelé, dans lequel une génération transmet à la suivante ses conquêtes et ses aspirations non encore réalisées.

Des défis apparaîtront dans les domaines économique, financier, commercial, environnemental, qui exigeront une coordination interne minutieuse engageant différents secteurs du gouvernement et impliquant des contacts avec le secteur privé, les syndicats, la société civile. Les questions liées à la compétitivité de notre industrie et à la composition de nos exportations requerront des stratégies capables de créer des opportunités conciliant les intérêts offensifs et défensifs.

Nous maintiendrons le contact avec la présidence française du G20 financier et avec d’autres interlocuteurs, parmi lesquels les BRICS, afin d’assurer un contexte propice à la durabilité de la reprise économique et sourd aux pressions protectionnistes. Dans le même objectif, nous chercherons à obtenir des résultats ambitieux et équilibrés dans le cadre des négociations du cycle de Doha. 

Mesdames et Messieurs,

Je m’engage à faire le nécessaire pour développer une communication de grande ampleur auprès des différents ministères de l’exécutif avec lesquels nous devons travailler en harmonie, tels que la justice, la défense, l’industrie et le commerce, l’économie, les droits de l’homme, l’environnement, entre autres. De même avec le législatif et le judiciaire et, plus largement la société civile, la communauté d’affaires, les citoyens en général. Je souhaite voir l’Itamaraty en contact avec tous les états de la fédération.  En effet, la politique étrangère doit être au service de toutes les sphères gouvernementales et de toutes les régions du pays. C’est pourquoi nous ne devons pas être timides lorsque nous sollicitons les moyens nécessaires à la poursuite de notre mission.

Il est également important de dire que nous devons en toute circonstance exposer à l’opinion publique notre vision du monde et l´esprit dans lequel nous menons notre politique. Nous contribuerons ainsi au débat transparent et honnête que nous désirons continuer à promouvoir sur notre politique étrangère.

Mesdames et Messieurs les Ambassadeurs, chers collègues, mes amis,

Nous avons devant nous beaucoup de travail, dans d’innombrables domaines. Mais nous héritons d’un pays en excellentes conditions économiques et politiques ; nous disposons d’une diplomatie qui inspire le respect dans le monde entier ; nous bénéficions d’une administration particulièrement inspirée et créative. Sans minimiser les futurs défis, je tiens à vous assurer que je consacrerai mon énergie physique et mentale, l’engagement d’une vie entière dédiée à la diplomatie, et un peu de la sagesse et de la bonne humeur que j’ai acquises aux côtés de mon épouse, Tania, et de mes fils, Miguel et Thomas, afin de contribuer à un Brésil, une Amérique du Sud et un monde de plus en plus prospères, justes et démocratiques.      

Merci beaucoup.

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