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Lançamento da Cátedra UNESCO sobre Inteligência Artificial Desplugada na Educação
A Coordenadora-Geral da Comissão Nacional do Brasil para a UNESCO, Maria Clara Nocchi, participou da mesa de lançamento da Cátedra UNESCO sobre Inteligência Artificial Desplugada na Educação, que ocorreu em formato híbrido, em 14 de abril de 2025.
A nova Cátedra, aprovada pela UNESCO em 2025, foi instituída na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e na Universidade de São Paulo (USP), com o objetivo de abordar as crescentes disparidades no acesso à IA na Educação, por meio do desenvolvimento de soluções inovadoras e independentes de infraestrutura.
A Comissão Nacional do Brasil para a UNESCO acredita que a Rede UNITWIN sobre Inteligência Artificial Desplugada na Educação reflete a capacidade brasileira de fortalecer a cooperação no ensino, na pesquisa e na extensão, e que o tema tratado se alinha com os objetivos e as prioridades do governo brasileiro referentes à educação e ao uso da inteligência artificial nesse âmbito.
Em seu discurso, a Coordenadora-Geral da Comissão Nacional do Brasil enfatizou as possíveis disparidades que o uso da inteligência artificial pode suscitar, em razão da dificuldade de acesso a tecnologias relacionadas a essa ferramenta: "A inteligência artificial tem ganhado cada vez mais espaço e, por isso, começou a ser considerada por educadores como uma ferramenta potente para desenvolver as habilidades e as capacidades dos estudantes, especialmente na era em que vivemos, na qual o meio digital se tornou parte da nossa vida cotidiana. Não podemos esquecer, contudo, que o uso da inteligência artificial depende essencialmente de dispositivos tecnológicos, de conectividade à internet e de habilidades digitais, que são aspectos que muitas pessoas ainda não conseguem acessar, por diversos motivos. Por isso, muitos atores governamentais e não-governamentais, especialmente em países em desenvolvimento, já compreendem que essa nova ferramenta digital pode trazer benefícios em níveis desiguais para os estudantes. Enquanto pessoas de alta renda com acesso à internet e a outros recursos digitais poderão usar a inteligência artificial para seu desenvolvimento acadêmico, pessoas de baixa renda, que não possuem acesso à infraestrutura básica, podem experimentar uma diminuição nas oportunidades, o que, consequentemente, acentuará as desigualdades pré-existentes".
Nesse sentido, a nova Cátedra poderá contribuir para a reflexão sobre o uso da inteligência artificial no nosso país, de modo a promover a educação, a ciência e a tecnologia no Brasil de forma alinhada ao desenvolvimento social.