Relatório de Atividades 2025
Publicado em
11/12/2025 12h35
Atualizado em
12/12/2025 10h47
O cargo de Alta Representante para Temas de Gênero (ARTG) do Ministério das Relações Exteriores foi instituído com a finalidade de transversalizar e promover a igualdade de gênero na política externa brasileira (PEB), em alinhamento com o objetivo 10 da seção do MRE do Plano Plurianual 2024-2027 do Governo Federal.
Dentre os principais objetivos ligados à representação, estão:
- Promover a transversalização de gênero na PEB por meio de representação e diálogos políticos com autoridades estrangeiras; bem como acompanhar e participar de debates internacionais relacionados às questões de gênero;
- Facilitar processos de negociação para elaboração e adoção de acordos, declarações e instrumentos internacionais em matéria de gênero;
- Promover a representação e os diálogos políticos no plano doméstico, bem como construir e articular agendas estratégicas, para impulsionar a transversalização de gênero na PEB;
- Assegurar a representação e a divulgação das posições brasileiras em matéria de gênero e interseccionalidades junto a autoridades nacionais e internacionais;
- Prestar apoio no desenvolvimento e na promoção de ações para transversalizar as perspectivas de gênero e diversidade nas políticas e práticas do MRE.
Dentre as ações realizadas em 2025 para alcançar esses objetivos, destacam-se:
- Cumprimento de 5 missões oficiais ao exterior, que incluíram a participação em eventos de alto nível, como a missão a Nova York por ocasião da 69ª Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW, março de 2025); a Zapopan, no México, por ocasião da Reunião da Rede Iberoamericana de Mulheres Mediadoras (maio de 2025); a Bonn, por ocasião da Conferência sobre a Mudança do Clima (junho de 2025); ao Chile, no âmbito da Reunião de Alto Nível "Democracia Sempre" (julho de 2025); e à França no âmbito da IV Conferência Ministerial de Política Externa Feminista (outubro de 2025).
- No Brasil, participação na Pré-COP em Brasília (outubro de 2025) e na COP30 em Belém (novembro de 2025 – mais informações na seção COP30). Também foram realizadas missões a Foz do Iguaçu (maio de 2025), a São Paulo (julho de 2025) e ao Rio de Janeiro (setembro 2025), para a promoção do diálogo e a divulgação da perspectiva brasileira em gênero junto a universidades, como no Seminário Nacional Atores e Agendas de Política Externa.
- Facilitação de processos negociadores em temas como Gênero e Clima, com foco na aprovação do Plano de Ação de Gênero de Belém (mais informações na seção COP30), assim como nas áreas de Mulheres, Paz e Segurança e Violência Contra a Mulher no Exterior.
- Realização de reuniões com ministérios e entidades governamentais para a transversalização da agenda da igualdade de gênero, incluindo a Presidência da República e o Ministério das Mulheres, além de colaboração com outros ministérios e instituições no âmbito de eventos de alto nível como a Reunião de Ministras de Mulheres do BRICS e a COP30.
- Realização de 37 palestras, seminários e entrevistas junto a entidades governamentais, academia, sociedade civil, organizações internacionais e governos estrangeiros, como, entre outros, no evento de alto nível "Adaptação como Prioridade para a COP 30”, do Instituto Talanoa; no Seminário de Lançamento da Revista Tempo Mundo nº35, organizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; no “Simpósio Global sobre Justiça Climática e Populações Impactadas”, do Fundo de População das Nações Unidas; no painel “Women as drivers of environmental and climate action”, organizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); e no Seminário “Uma Nova Agenda contra a Violência Política de Gênero”, da Transparência Eleitoral Brasil.
- Divulgação da perspectiva brasileira em matéria de gênero, interseccionalidade, diversidade e inclusão no artigo “Perspectiva de de Gênero na Política Externa Brasileira”, da Revista Tempo Mundo nº35; no Especial Mulheres na Diplomacia, do podcast Xadrez Verbal; no episódio sobre “Gênero e Política Externa”, do podcast "Radio Novelo"; no podcast "Voces del Sur: Perspectivas Feministas en Política Exterior", da "Plataforma para la Política Exterior Feminista en América Latina-PEFAL; e no editorial “A crise climática é também uma crise de gênero”, da Folha de São Paulo.
- Ampliação do diálogo em igualdade de gênero com representantes governos estrangeiros, inclusive com homólogas para temas de gênero, de países como Austrália, Chile, China, Colômbia, Dinamarca França, Irlanda, México, Reino Unido, União Africana e União Europeia.
- Nas atividades internas ao Itamaraty, foram promovidas reuniões com diversas áreas do Ministério para a transversalização da perspectiva de gênero na política externa brasileira (PEB); realizadas ações conjuntas, como o Seminário Mulheres, Paz e Segurança, por ocasião do Dia da Mulher na Diplomacia; proferidas aulas e palestras sobre Política Externa e Gênero no Curso de Formação de Diplomatas e no Programa de formação de lideranças indígenas “Kuntari Katu”, ambos do Instituto Rio Branco. Enquanto membro do Sistema de Promoção da Diversidade e Inclusão (SPDI), participou em ações da Comissão de Promoção da Diversidade e da Inclusão, como o apoio à implementação e monitoramento do Plano de Ação do MRE para o Programa Federal de Ações Afirmativas (PFAA).
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