Dados Ambientais - Mudança Climática
Os dados abertos sobre Mudança Climática constituem instrumentos estratégicos para o monitoramento dos impactos climáticos, a formulação e avaliação de políticas públicas, o acompanhamento das metas nacionais de mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE), o fortalecimento das ações de adaptação climática e a promoção da transparência governamental.
A disponibilização de dados climáticos em formato aberto permite que gestores públicos, pesquisadores, setor produtivo, organizações da sociedade civil e cidadãos tenham acesso a informações qualificadas para compreender os efeitos das mudanças do clima, identificar riscos e vulnerabilidades, monitorar emissões e desenvolver soluções baseadas em evidências científicas.
Esses dados abrangem temas como inventários nacionais de emissões e remoções de GEE, adaptação climática, monitoramento de eventos extremos, vulnerabilidade climática, uso e cobertura da terra, desmatamento, recursos hídricos, financiamento climático, qualidade ambiental relacionada ao clima, transição ecológica e implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris.
Onde encontrar dados abertos sobre Mudança Climática?
Os dados abertos sobre mudança climática estão disponíveis em diversos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Essas informações fortalecem a transparência da gestão climática nacional e contribuem para a construção de políticas públicas mais eficazes de mitigação e adaptação. A seguir, são apresentados os principais portais, sistemas e bases de dados oficiais relacionados à temática.
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima – MMA
Emissões de gases do efeito estufa por desmatamento para fins de pagamento por resultados de REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal): Obs.: os dados de REDD são documentos técnicos não atualizáveis. REDD+ é um incentivo desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento por seus resultados de Redução de Emissões de gases de efeito estufa provenientes do Desmatamento e da Degradação florestal, considerando o papel da conservação de estoques de carbono florestal, manejo sustentável de florestas e aumento de estoques de carbono florestal (+).
Fundo Nacional sobre Mudança do Clima: O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima - FNMC tem como objetivo assegurar recursos para apoiar projetos ou estudos e financiar empreendimentos que visem à mitigação da mudança do clima e à adaptação à mudança do clima e aos seus efeitos. Os recursos não reembolsáveis são aplicados diretamente pelo Ministério do Meio Ambiente ou na forma das transferências voluntárias previstas na legislação orçamentária, por meio de convênios, termos de parceria, acordos, ajustes ou outros instrumentos congêneres previstos em lei.
Financiamento em Mudança do Clima sob responsabilidade do MMA: Compilado de Fontes de Financiamento Nacionais e Internacionais de ações em mudança do clima contendo descrições da fonte, mecanismos e valores.
Ministério da Agricultura e Pecuária - MAPA
Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) - Tábua de Risco: Os dados referem-se aos períodos de plantio que constam nas Portarias de Zoneamento Agrícola de Risco Climático divulgadas pela Secretaria de Política Agrícola.
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI
Adapta Brasil: A plataforma Adapta Brasil integra índices e indicadores de risco de impactos das mudanças climáticas no Brasil referentes a Recursos Hídricos, Segurança Alimentar, Segurança Energética, Infraestrutura Portuária, Infraestrutura Rodoviária, Infraestrutura Ferroviária, Saúde, Desastres Geo-hidrológicos e Biodiversidade.
SIRENE - Sistema de Registro Nacional de Emissões: Conjunto de dados sobre os resultados de emissões de gases de efeito estufa no país (Decreto no 9.172/2017). A série temporal de emissões referente aos últimos resultados publicados no Inventário Nacional, como parte da Terceira Comunicação Nacional do Brasil à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, e das 3ª e 4ª edições das Estimativas Anuais, cujos dados dos gráficos e tabelas podem ser exportados para Excel. A fonte de dados é o Sistema de Registro Nacional de Emissões - SIRENE.
Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos CPTEC - detalham as condições atmosféricas e hídricas da região, ele funciona como uma fonte técnica e científica essencial, fornecendo dados de alta precisão que auxiliam tanto o cidadão comum quanto setores estratégicos como a agricultura e a defesa civil.
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico – ANA
Balanço Hídrico Quantitativo por Microbacia - 2040 (Impacto Mudanças Climáticas): O balanço hídrico é de fundamental importância para o diagnóstico das bacias brasileiras, e é realizado por trecho de rio e por microbacia. O balanço hídrico quantitativo é a razão entre a vazão de retirada para os usos consuntivos e a disponibilidade hídrica (em rios sem regularização, representada pela vazão de estiagem, ou seja, aquela com permanência de 95%; em rios com regularização, a vazão regularizada somada ao incremento de vazão com permanência de 95%).
Balanço Hídrico Quantitativo por UGRH - 2040 (Impacto Mudanças Climáticas): O balanço hídrico é de fundamental importância para o diagnóstico das bacias brasileiras, e é realizado por trecho de rio e por microbacia. O balanço hídrico quantitativo é a razão entre a vazão de retirada para os usos consuntivos e a disponibilidade hídrica (em rios sem regularização, representada pela vazão de estiagem, ou seja, aquela com permanência de 95%; em rios com regularização, a vazão regularizada somada ao incremento de vazão com permanência de 95%).
Cenário de Mudança Climática do Balanço Hídrico - Alterações na Demanda: Amostra do impacto das mudanças climáticas no balanço hídrico, a partir de cenário potencialmente crítico, de maior aumento na necessidade total de irrigação, além da redução na disponibilidade hídrica em parte do País.
Com esse cenário, observa-se o aumento da demanda de irrigação em praticamente todas as áreas consideradas irrigáveis em 2040, observando-se valores superiores a 50% na UGRH Paranapanema, por exemplo.
Já a redução na disponibilidade hídrica, nesse cenário, aparece notadamente nas regiões Norte e Nordeste, enquanto parte do Sul e Sudeste tendem para um aumento de vazão.
Essas avaliações, aliadas aos sinais de aumento da variabilidade no padrão de chuvas e a não convergência dos MCGs sobre os efeitos das mudanças em certas regiões do Brasil, como o Sudeste, indicam o possível comprometimento da segurança hídrica do País, sendo necessária a definição de estratégias de adaptação que mitiguem de forma adequada os potenciais impactos sobre os setores usuários de água no Brasil.
Cenário de Mudança Climática do Balanço Hídrico - Alterações na Oferta: Amostra do impacto das mudanças climáticas no balanço hídrico, a partir de cenário potencialmente crítico, de maior aumento na necessidade total de irrigação, além da redução na disponibilidade hídrica em parte do País. Com esse cenário, observa-se o aumento da demanda de irrigação em praticamente todas as áreas consideradas irrigáveis em 2040, observando-se valores superiores a 50% na UGRH Paranapanema, por exemplo.
Já a redução na disponibilidade hídrica, nesse cenário, aparece notadamente nas regiões Norte e Nordeste, enquanto parte do Sul e Sudeste tendem para um aumento de vazão.
Essas avaliações, aliadas aos sinais de aumento da variabilidade no padrão de chuvas e a não convergência dos MCGs sobre os efeitos das mudanças em certas regiões do Brasil, como o Sudeste, indicam o possível comprometimento da segurança hídrica do País, sendo necessária a definição de estratégias de adaptação que mitiguem de forma adequada os potenciais impactos sobre os setores usuários de água no Brasil.
Banco Central do Brasil - BCB
Balanço Hídrico Quantitativo por Microbacia - 2040 (Impacto Mudanças Climáticas): A Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática do Banco Central do Brasil – PRSAC-BCB consiste no conjunto de princípios e diretrizes de natureza social, de natureza ambiental e de natureza climática a ser observado pelo Banco Central do Brasil na condução das suas atividades e dos seus processos, bem como na sua relação com as partes interessadas. A estrutura de governança para acompanhamento da execução da PRSAC-BCB será formada pela Gerência de Sustentabilidade e de Relacionamento com Investidores Internacionais de Portfólio – Gerip, pelo Comitê Economia Sustentável – Ecos e pelo Comitê de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática Organizacional – CRSO. O Comitê Economia Sustentável – Ecos do Banco Central do Brasil é um comitê de natureza consultiva, que tem por finalidade coordenar as iniciativas, os projetos e as atividades realizadas pelas distintas áreas do Banco Central do Brasil e, quando oportuno, debater e recomendar ações adicionais relativas à sustentabilidade. Já o Comitê de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática Organizacional – CRSO do Banco Central do Brasil é comitê de natureza consultiva e deliberativa que coordena as iniciativas, os projetos e os processos relacionados ao tema socioambiental no âmbito da gestão interna do Banco Central do Brasil.
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE
Estimativa de emissões dos gases do efeito estufa (GEE) por mudanças de cobertura da terra da Amazônia Legal: O INPE-EM (INPE - Emission Model) é um serviço do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que visa tornar disponíveis estimativas anuais de emissões de gases do efeito estufa (GEE) por mudanças de cobertura da terra no Brasil. Inicialmente foram produzidas estimativas de emissões de CO2 decorrentes do processo de corte raso da floresta tropical primária e dinâmica da vegetação secundária na Amazônia Legal. Futuramente serão incluídas estimativas para outros biomas e processos. Na versão atual do sistema INPE-EM, disponibilizamos estimativas anuais de emissões para toda a Amazônia Legal Brasileira na região, calculadas a partir dos dados de desmatamento do sistema PRODES e no mapa de biomassa de Saatchi et al. (2007). As estimativas de emissões líquidas combinam as emissões derivadas do processo de corte raso da floresta primária à dinâmica de crescimento/corte da vegetação secundária. Estes resultados indicam a influência do crescimento da vegetação secundária no balanço de carbono. A partir de dezembro de 2020 também foram incorporadas ao sistema as estimativas por degradação florestal. Caso estes resultados sejam utilizados, citar Aguiar et al. (2012) e mencionar que foram gerados pelo Sistema INPE-EM, incluindo link do serviço.
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE
Clima do Brasil 1:500.000: A classificação adotada no mapa de Clima do Brasil é baseada em 3 sistemas que integram métodos quantitativos e de dinâmica atmosférica. O primeiro sistema, mais abrangente, relativo à gênese climática, fundamentado na climatologia dinâmica e nos padrões de circulação atmosférica, define os 3 climas zonais (Equatorial, Tropical e Temperado) e suas subunidades regionais. O segundo sistema delimita as regiões térmicas (Mesotérmico Mediano e Brando, Subquente e Quente) e fundamenta-se na frequência e médias dos valores extremos mensais. A classificação de regiões quanto aos padrões de umidade e seca mensais (que vão de Superúmido até Semiárido) é resultante do terceiro sistema adotado. Neste, o autor relaciona o número de meses secos com tipo de vegetação natural predominante, a fim de mostrar a interação do regime climático com a biogeografia e a ecologia. Os 3 sistemas, e suas unidades relacionadas, são independentes e se superpõem, resultando em diversas regiões climaticamente e ecologicamente distintas. Originalmente idealizado e produzido por Edmon Nimer e sua equipe, em 1974, o mapa sofreu atualizações quanto à representação da classificação, sem interferência nos limites das unidades, nem tampouco houve atualização dos dados. As cores das unidades climáticas foram selecionadas para simbolizar a combinação da temperatura com a umidade. O texto de referência da publicação é NIMER, Edmond. Um modelo metodológico da classificação de climas. Revista Brasileira de Geografia - IBGE, Rio de Janeiro, nr 4, ano 41, p. 59-89, out/dez.1979.Pode-se obter o texto acima através do site do IBGE: http://biblioteca.ibge.gov.br, clicar em publicações, buscar, no acervo, Revista Brasileira de Geografia.