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MEMÓRIA INSTITUCIONAL
Arquivo Nacional recolhe documentos da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN)
O Arquivo Nacional deu mais um passo na consolidação do acesso público à memória institucional do país. Em 21 de janeiro de 2026, foi assinado o Termo de Recolhimento de acervo da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), incorporando ao patrimônio documental sob custódia pública uma parte remanescente de fundos estratégicos produzidos ao longo de quatro décadas.
Quase todo o acervo do Serviço Nacional de Informações (SNI) e dos órgãos que assumiram suas atribuições após a extinção do SNI, em 1990, até a criação da ABIN, em 1999, já se encontra preservada pela Superintendência Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal (SUREG) e disponível ao público por meio do Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN). Com este novo recolhimento, o Arquivo Nacional completa um ciclo fundamental de salvaguarda dessa documentação.
O conjunto agora incorporado é composto por 388 caixas-arquivo, contendo documentos textuais produzidos e recebidos entre 1960 e 2000 pelo SNI, pela Escola Nacional de Informações (ESNI) e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Trata-se de documentação remanescente das atividades administrativas e finalísticas dessas instituições, de elevado valor histórico e informacional.
A assinatura do Termo de Recolhimento contou com a presença do Diretor-Geral da ABIN, Luiz Fernando Corrêa, acompanhado de seu chefe de gabinete, Luiz Carlos Nóbrega Nelson. Pelo Arquivo Nacional participaram a Diretora-Geral, Monica Lima, o Diretor de Processamento Técnico, Preservação e Acesso ao Acervo, Thiago Vieira, e o Superintendente da Regional de Brasília, Henrique Piccolo, reafirmando o compromisso institucional com a preservação e o acesso à informação pública.
Com a cerimônia, a custódia do acervo é oficialmente transferida para a SUREG, onde os documentos passarão por procedimentos técnicos de conferência, tratamento, notação, e recondicionamento. A digitalização e a inserção no SIAN constituirão a etapa final do processo, ampliando ainda mais o acesso remoto à documentação.
Até que a totalidade do acervo esteja disponível na internet, os documentos poderão ser consultados presencialmente na SUREG, reforçando o papel do Arquivo Nacional como instituição central na preservação da memória do Estado brasileiro e na garantia do direito de acesso à informação.
*Com informação da Assessoria de Comunicação do Arquivo Nacional.